Quando seus olhos se movem ao vento.
Seus olhos me mostraram que a dor pode ser suportável e a alma florida. Que por mais ridícula que parecesse uma ideia, ela jamais poderia ser descartada. Com você, aprendi que a vida não é esse lixo que as outras pessoas me fizeram acreditar. Tenho esperança de que um dia poderemos ser felizes, eu ao norte e você ao Sul. É compreensível quando você declina e suspira amargamente, é compreensível quando você se pega ao longe de tudo e de todos. Quando seus olhos admiram o que ninguém jamais poderá entender. Você sabe que não acredito em nada, que sou mais um ponto vazio nesse vento a fora. Mas agora, preciso que você saiba que a cada vez que te vejo algo em mim se renova, se ilumina, algo distinto, que talvez somente os mais bem aventurados conseguiram sentir. Provavelmente, aqui será nosso ponto final. Um ponto e curto e breve, sem nenhum tipo de sentimento quando você o escreve. Meu bem, se eu conseguisse escrever todas as coisas boas que me proporcionou, teria finalizado aqui minha vida. Todas as coisas ruins que carreguei foram levadas quando você me abraçou e sorriu. Queria ter sido diferente, queria ter sido uma pessoa capaz, real, totalmente transparente. Mas não podia deixar ninguém perceber: que aqui dentro mora um abismo e só você poderia me ajudar. Não quero te dar esse fardo, por isso, quem deveria ler isto nunca o fará pelo simples fato de que a felicidade, ela jamais deve ser interrompida pelo egoísmo. Mesmo que isso aniquile a sua.
Quando se deitar pela última vez diga a si mesmo: eu sempre soube. Diga que percebeu, que sentiu, mas entendeu.














