Eu sempre vou proteger a mim mesma, se você for esperto fará o mesmo. — Katherine Pierce.
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@reconstelada
Eu sempre vou proteger a mim mesma, se você for esperto fará o mesmo. — Katherine Pierce.
Eu não sou muito bom em dizer como eu me sinto.
Snow Patrol.
“A maioria das pessoas não escutam com a intenção de entender, pois eles escutam com a intenção de responder.”
— Stephen R. Covey.
Mês passado eu me olhei no espelho, não vi meu reflexo, lembrei do poema de Cecília Meireles, senti uma incompreensão dentro dos meus pensamentos. Sou aquela mulher? Não ligo para tal coisa, sigo meu dia. Do quarto para sala, depois cozinha. Espelho, mais uma vez me olho, passo a mão no rosto, percebo o pálido das bochechas, o gélido das mãos, não ligo. Os pensamentos intrusos pedem que eu cutuque aquela ferida em meu peito, dando origem a outras. Sento em pausa, deixo o afazer automático, algo está para acontecer. “Quem você quer ser e não está conseguindo ser?”, em repetição, por minuto e então segundos. Fico quieta, sussurrando. É uma oração, mantra ou o caminho para qual obterei resposta. “Quem você quer ser e não está conseguindo ser?” Levanto, vou até o espelho, me olho mais uma vez, não vejo minha face, saio.
Dúvidas,
questionamentos intermináveis contornam a minha mente e eu me pergunto:
O que quero ser?
Deixei de ser,
me perdi no caminho, e não consigo me encontrar.
Dói se perder.
Ando para o lado e para o outro.
Mexo no cabelo,
vou até à janela,
a constelação de Órion brilha magnificamente.
Por que eu não me reconheço mais?
Estou vazia,
não transbordo,
nem preencho mais nada:
É um vácuo sem fim.
Volto a sussurrar:
“Quem você quer ser e não está conseguindo ser?”
Meus olhos estão molhados.
Como fazer parar?
Estou perdida,
me sinto cansada.
Uma ventania forte começa e sou levada.
Estou esvaindo.
Não consigo me sentir… Isso tudo parece ser o fim,
não há espaço para mim.
Vi (buscasse) and Carolina (inversoceu) em compartilhando a essência.
Só, sozinho me deixo entre a insônia e ansiedade,
tudo de mim sempre parte,
não saber o que de mim ainda existe,
machuca helena.
Somos abismos se jogando em abismos alheios,
não tem como escapar da própria solidão maria,
o humano é um bicho assustado diante da sua própria existência,
tudo é inútil,
e a dor absoluta!
eu não sei dar carinho.
talvez porque meus pais não são pessoas que costumam demonstrar e cuidar das pessoas ao máximo, do jeito imenso e frouxo que amam
ou talvez porque eu tenha sido criada em um ambiente apropriado somente para o silêncio e a permanência, nenhum toque
nada além disso
talvez tenhamos pensado que a falta da troca de palavras doces e apenas estar lá significasse algo maior do que o sentimento propriamente dito em voz alta
do que a verdade (soberana), mas ainda assim apenas a verdade
eu não cresci com pessoas o tempo todo me dizendo o quanto eu era especial, boa e amada
só havia o silêncio
o tempo todo
a minha relação com os meus pais era olhar e meio que conseguir idealizar os pensamentos deles como “você está viva, então está bem, isso é ótimo” e essas coisas que não significam n-a-d-a
eles estavam lá
mas não havia nada que me fizesse acreditar que realmente estavam porque eu precisava deles e eu precisava de carinho, mas eles são pessoas que acreditam que isso não importa
você veio
eu quis te dar carinho e eu entendi que em partes eu sou como os meus pais porque eu tenho medo do toque
porque depois de um tempo sem se permitir sentir realmente alguma coisa ou conversar de verdade sobre os problemas com alguém é ensurdecedor
porque você se sente fraco apenas por isso
mas tem esse sentimento e essa sensação aqui dentro de mim de te amar tanto e você não saber
eu queria ter sido algo melhor para você.
Sentir seus próprios sentimentos é um ato de bravura.
Firefly