Um pênis eu não sei, mas as outras coisas sim. Não diria que é a sua presença que me deixa nervoso, mas algumas coisas que você diz que me deixam meio sem jeito, sem graça e tal, e acaba que não sei lidar então fico agindo como bobão.
Well, I can convince anyone wth a bit of tongue, but you go, gurl.
Lana é ultrapassada, e essa aí é quem mesmo? Ugh, não, sem comparações, vamos trabalhar com o fato inevitável do quanto eu sou gostosa. Mesmo que não mais que os padres, pra você.
Lana não é ultrapassada, de onde tirou isso? As vezes perco todas minhas esperanças em você, piranha sereia. Ainda bem que é maravilhosa o suficiente para eu recuperar rapidinho. Ou tão gostosa quanto eu, mas isso nem é preciso dizer.
-- Sério, esse é o seu conceito de “um bom lugar para discutir suas ideias”? -- Riley perguntou sem paciência para uma nova estilista que queria mostrar para ele seus desenhos pessoalmente. O garoto estava especialmente irritado naquele dia, por isso seu humor era péssimo. Provavelmente apontaria um monte de defeitos no trabalho dela que nem sequer existiam, mas ele não dava a mínima. Tudo que queria era alguém em quem descarregar suas frustrações. Ultimamente trabalhando no sex shop, tinha esquecido e deixado de lado a marca de roupas. Mas Milazzo era mundialmente conhecida e dentro de Bradcliff as pessoas mais abastadas compravam seus produtos. A produção era infinitamente menor que era do lado de fora, competindo com grandes marcas, mas lá dentro o fluxo de compras era muito menor. Olhou em volta no restaurante e tirou os óculos escuros, os colocando na gola da camisa. -- Esse lugar me dá arrepios. Consegui viver até hoje sem uma DST, não é agora que quero pegar uma... aqui. -- O lugar entretanto, não era nada ruim. Ele mesmo já tinha ido lá uma vez. Mas o fato de estar irritado somado com lá não ser um restaurante de luxo o faziam dizer o que dizia. -- Well, fazer o que, né?
Procurou uma mesa e se sentou, passando um dos guardanapos em cima da mesa, como se a limpasse e jogou suas pastas com papeis em cima da mesma. -- Seja rápida, tenho coisas mais importantes para fazer além de ficar olhando para sua cara feia. -- ele naquele momento era a figura exata de sua mãe. Ergueu o braço, para chamar o garçom enquanto olhava para o cardápio que descansava na superfície. -- Isso é horrível. -- disse torcendo o nariz para alguns dos pratos gordurosos que não ousaria colocar em sua boca. Jogou-o em cima da mesa de qualquer jeito e pediu, sem sequer olhar para a pessoa com quem falava. -- Quero um capuccino cremoso, sem gordura e sem açúcar, com chocolate dietético e também quero... Qualquer coisa desse cardápio horrível que não me dê uma intoxicação alimentar. Se bem que... Acho meio impossível. Ao menos tire as patas de barata e os rabos de ratazana, okay? -- ergueu as sobrancelhas, virando a cabeça de lado e revirando os olhos sem paciência -- E se for cuspir no prato ao menos escove os dentes antes, tá? E quero algo light, bem light. E vá rápido, faça alguma coisa útil antes que me canse da sua cara. -- disse, sem nem ao menos ter olhado de fato para a cara dele. -- Não vou esperar o dia todo.
No âmago de Hunter, ele conseguia perceber sentimentos conflitantes em relação a Riley: havia uma parte dele que era completamente fascinada pela atitude do outro, como se fosse a peça de teatro mais interessante de se assistir. Por outro, havia um pequeno ponto de raiva em Horus, assim como acontecia para a maioria das coisas da vida, que lhe dava vontade de gritar com o outro e provavelmente sair andando. Contudo, àquele ponto de sua vida, o egípcio sabia lidar muito bem com acessos de raiva, assim como sabia lidar muito bem com rapazes como Riley, que estamparam sua vida por tanto tempo, tanto na Inglaterra quando em Bradcliff. Sentia uma atração física imensa por ele e, no final das contas, era o que realmente importava para ambos. Horus assistiu à chuva de sinceridade do outro com uma expressão que não demonstrava qualquer incredulidade, por mais que por dentro ele estivesse incrédulo. Aquilo havia sido ridiculamente sincero, quase como um tapa na sua cara. Hunter adoraria transar com Riley, mas não queria se transformar no monstro que o garoto descrevia. Contudo, o egípcio já estava sob os efeitos dos poderes alheios, que ficavam cada vez mais forte e penetravam cada vez mais nos sentidos de Horus. Parando para ponderar, era um dilema horrível estar entre sentimentos tão intensos quanto tesão, raiva e compaixão. Ele estava ali no meio, encarando os três e tentando escolher com qual ele iria ficar. Porém, com Riley no ambiente e emanando seu poder, a escolha era óbvia e totalmente involuntária.
Quanto mais irônico Riley era, mais Hunter se sentia encurralado por suas próprias sensações. Contudo, como era um rapaz de dificílima leitura, ele pensava nisso tudo enquanto seu rosto não demonstrava qualquer emoção. Tudo que fazia era encarar o outro no fundo dos olhos, com o olhar levemente semicerrado, às vezes contraindo a mandíbula e soltando logo depois. Tentava juntar todos os ensinamentos de autocontrole que seus pais lhe deram ao longo da vida, mas era extremamente difícil quando não se estava preparado para uma batalha. Além disso, poderia considerar aquilo uma batalha? Levando em conta que estava de fato lutando contra um poder que o influenciava, então sim. Era uma ótima batalha, mas sim. Assim que Riley levou as mãos até a barra da própria blusa, foi quando o olhar de Hunter desviou pela primeira vez. Seus olhos acompanharam todo o caminho do tecido para fora do corpo alheio até o chão. Sentiu todos os seus pelos do pescoço se arrepiarem com o sussurrar de Riley, prensando os próprios lábios um contra o outro enquanto o ouvia ali. Seu rosto virou para o lado, deixando-o extremamente próximo do outro. Porém, assim que Riley começou a emanar mais de seu poder e a passar a mão pelo seu tronco, Hunter sentiu claramente seu coração batendo mais forte. Era imediato. Contudo, seu estopim fora os lábios alheios próximos aos seus, ainda com os olhos fixos nos dele.
Riley não sabia dizer se seus truques estavam funcionando ou não, o rosto de Horus nada expressava. Era um semblante que tanto podia ser de alguém matando uma pessoa quanto assistindo um seminário do meio ambiente. Contudo, ele sabia que funcionava e aquilo graças a sua auto confiança exagerada. Considerava-se irresistível e isso somado aos poderes eram uma atração fatal. Atração que igualmente sentia pelo egípcio, que apesar de já ter o verbalizado, não fazia jus a verdadeira intensidade. A cada toque e palavra que trocavam era como se um magnetismo o puxasse para si. Apenas teve a confirmação de que suas ações estavam surtindo algum efeito quando ele passou a reagir agressivamente. Mas aquela agressividade era mais que bem vinda por Baldwin, que sentiu a boca se abrir numa expressão de satisfação. Sua mão ardia e latejava assim como seus ombros esticados por conta da posição. Ao sentir o dedo dele em sua garganta, congelou. Talvez o garoto fosse um alien com poder de se disfarçar de humano e estava apenas em busca de cobaias na terra. Como podia sentir medo e tesão em união daquela maneira? Riley não sabia, apenas o sentia. A voz dele em seu ouvido foi a gota d’água. Uma sensação de prazer subiu por sua garganta assim como os pelos de sua nuca que denunciavam seu desejo pelo outro naquele momento. Tudo que queria era poder tirar a camisa dele e partir de uma vez para a ação. Mas pelo curso dos acontecimentos que se seguiam, não tinha qualquer poder ou força para assumir o controle da situação. Tudo que podia fazer era ceder e deixar-se levar por Hunter
E não havia nada que ele queria mais. Os chupões distribuídos em seu pescoço criavam uma explosão de quentura a cada toque. Aquele era o sinal de que de fato ele não queria matá-lo, pelo menos não naquele momento. Cada vez que pensava que gostaria de fazer algo, perdia-se na boca dele e logo se desconcentrava. Seu poder o afetava menos que os outros, isso era verdade. Mas ainda o fazia, por isso o descontrole dele era essencial. Não ligava mais se aquilo era efeito de suas habilidades ou não. Tudo que queria era Horus e ele estava bem na frente dele. Ou melhor... Atrás dele. O tomando em uma posição extremamente vulnerável. E favorável... Com o pouco de sanidade que ainda lhe restava, disse, sem inibições ou vergonhas para detê-lo. -- Antes que perca... -- sua voz saiu mais rouca que tinha imaginado, por isso pigarreou e repetiu, com o tom pesado de malícia e desejo -- Se for fazer algo. -- iniciou e respirando fundo continuou -- Tem camisinha no meu bolso. -- era difícil falar, muito difícil. -- Apenas para avisar. -- e foi quando a mão dele desceu, fazendo seu caminho até a calça dele que se mexeu, tentando se livrar das mãos dele, sem conseguir. Tudo queimava na vontade simples de abaixar as calças dele de uma vez e acabar aquilo, pois não conseguia conter tudo aquilo dentro de si por muito tempo.
Apelidos: Gostoso, perfeição, deus grego, melhor pessoa que já pisou na terra, everything you wanna be, deus do sexo, sonho, objetivo na vida, etc.
Data de nascimento: 30/11/1990 (Dia do Teólogo e Dia do Evangélico)
Local de nascimento: Nova Iorque, Estados Unidos.
Signo ocidental: Sagitário
Gênero: Masculino
Profissão: Estlista de moda, proprietário de um sex shop e modelo.
Orientação sexual: Homossexual
2 - FÍSICO:
Etnia: Caucasiano
Nacionalidade: Americano
Cor do cabelo: Castanhos.
Cor dos olhos: Castanhos.
Altura: 1,91
Peso: 85 kg
Sotaque: Americano
Tatuagens/piercings: -
Óculos, aparelho e/ou lentes: -
Transtornos e deficiências físicas: Deficiencia de feiura, ou seja, ser bonito demais
Características físicas marcantes: Beleza
Postura: Ereta, de modelo.
3 - PERSONALIDADE:
Hobbies/interesses: Sexo, moda, dildos, desenhar, ser bonito, golfe, coisas de rico, gritar com funcionários.
Habilidades: Modelar, desenhar, organizar eventos, ser gostoso, fazer bombas d’água em piscinas, tocar piano.
Idiomas: Inglês.
Manias: Se olhar no espelho, ajeitar os cabelos, erguer as sobrancelhas, estalar o pescoço.
Transtornos e deficiências mentais: -
Pecado capital: Luxúria
Virtude sagrada: Diligência
4 - FAMÍLIA E RELACIONAMENTOS:
Família: Sua família se consiste em seu pai, mãe e suas duas irmãs, todos adotivos. Nunca chegou a conhecer seus pais biológicos, mas já teve curiosidade.
Como ele/ela se sente sobre sua família: Riley gosta muito de sua família, apesar do relacionamento com as irmãs ser complicado muitas vezes, assim como com pai, gosta deles. Com sua mãe tem uma afetividade sem igual, mesmo ela sendo de certa forma fria, sempre o mimou muito e para ele reservava seus maiores carinhos.
Como sua família se sente sobre ele/ela: Sua mãe o ama incondicionalmente, seu pai vê nele algo como um experimento fracassado de suas expectativas, mas nunca admitiu e suas irmãs invejam o relacionamento que tem com a mãe, mas todos gostam dele de certa maneira, mas caso algo acontecesse prontamente se virariam contra sua direção, como foi o caso da descoberta da mutação.
Relacionamentos passados: Nunca teve nenhum relacionamento duradouro digno de lembranças.
5 - … OU …?
Introvertido(a) ou extrovertido(a)? Extrovertido
Otimista ou pessimista? Otimista
Líder ou seguidor(a)? Líder
Cuidadoso(a) ou descuidado(a)? Cuidadoso
Religioso(a) ou cético(a)? Cético
Impulsivo(a) ou apático(a)? Impulsivo
Elogios ou insultos? Insultos
Destro(a) ou canhoto(a)? Destro
Gatos ou cachorros? Modelos de sunga.
6 - PREFERÊNCIAS:
Cor favorita: Branco.
Estilo de música e bandas favoritas: Pop e suas bandas favoritas são Coldplay, The Killers, Destiny's Child, Pussycat Dolls, Black Eyes Peas, BRITNEY SPEARS.
Filmes e séries favoritas: The Goonies, Easy A, Clarissa Explains It All, Telecurso 2000 (E na xoxota?)
Livros favoritos: Kama Sutra.
Período do dia favorito: Noite
Estação do ano favorita: Outono
Animal favorito: Mars
7 - PASSADO E FUTURO:
Memória mais querida: A primeira vez que sua coleção esteve em um desfile e ele subiu na passarela, sendo aplaudido de pé.
Segredo mais profundo: Não possuí segredos profundos, o seu maior segredo é desconhecido até por ele mesmo, que é um dia poder ser algo além das futilidades com as quais está acostumado.
Melhor coisa que já aconteceu em sua vida: Ter sido salvo da certeira morte ou um destino terrível por sua mãe adotiva.
Pior coisa que já aconteceu em sua vida: O afastamento da mãe e de toda vida que conhecia.
Expectativas para o futuro: Riley não tem expectativas ou planos futuros, apenas presentes.
7 - MISCELÂNEA:
Medos e/ou superstições: Riley teme a morte, aranhas (nos dois sentidos), cobras (num sentido só), insetos muito grandes aqueles do tipo Jurassic Park mesmo que se bater na sua cara fura ela no meio.
Visão política: Riley se não se preocupa com política, apenas com seus sapatos e seu rosto.
Religião e/ou filosofia de vida: Não possuí religião e não acredita em muitas coisas, mas tem medo de histórias de fantasmas. Sua filosofia de vida é basicamente que ele é o centro do universo.
Alergias: Pobreza
Vícios: Sexo
Como ele/ela consegue dinheiro? Tanto com seu sex shop, como com sua marca de roupas e o dinheiro da família, todos unidos fazem dele extremamente rico, que apenas gasta com besteiras.
Como ele/ela se dá com tecnologia? Riley odeia ficar no computador, mas é viciado em seu celular e redes sociais, de resto, não entende muito, mas se dá bem na maioria das vezes.
Horus deixou-se envolver pelo beijo novamente, mas não podia negar a pequena pulga atrás de sua orelha ao perguntar-se o porquê de aquilo tudo estar acontecendo. Não fazia ideia do que poderia ser e não sabia como seu corpo pudesse estar tão fora do seu controle. Contudo, o que lhe conformava era o fato de que queria estar fazendo aquilo, só não queria daquela maneira. Considerando que não estava fazendo coisas fora de sua vontade, ele permitiu-se voltar a se envolver, ao invés de continuar lutando contra aqueles impulsos involuntários. Horus era forte o bastante e já passara por coisas o suficiente em sua vida para retomar o controle sobre seu próprio corpo – uma dessas coisas era um pseudo-relacionamento com uma mulher que controlava a dor, então o tesão não lhe parecia tão ruim. Sentiu as mãos do outro subindo por dentro de sua blusa, com Horus abrindo um pequeno sorriso de satisfação em meio aos beijos com Riley. Estava tentando controlar a situação simplesmente porque não tinha qualquer controle sobre ela, sobre seu corpo ou sobre suas sensações. Hunter normalmente não se importava com essas hierarquias durante o envolvimento, muito menos que mão ia aonde, muito menos ainda que pinto ia aonde. O único motivo para sua relutância era o simples fato de que aquilo tudo ressoava de maneira muito esquisita no corpo do egípcio, como se algo estivesse fora do lugar.
Deixou-se ser empurrado por Riley, sentindo o baque de suas costas na parede como sinal de grande prazer. Suas pernas escorregaram um pouco, abertas o suficiente para encaixar Riley no meio delas, deixando o pescoço tombar para o lado, assim o outro teria liberdade para explorá-lo por cima das tatuagens que lhe estampavam naquela área. Contudo, teve um sobressalto ao ouvir a voz do outro perto de seu rosto. Não entendera de primeira sobre o que ele estava falando, mas deixou-o continuar. O coração de Hunter batia muito forte em seu peito, mas ele sabia que o que Riley era importante, então juntou toda a concentração disponível em seu corpo e pôs-se a ouvi-lo. – Isso explica muita coisa. – ele afirmou, balançando a cabeça em confirmação. Sua voz soava baixa e seus braços ainda se encontravam enrolados no corpo alheio, deixando seus rostos extremamente próximos. Horus começou rindo ao ouvir aquele elogio recheado de segundas intenções, mas seu sorriso logo sumiu ao ouvir o resto da fala de Riley. Suas mãos compensavam a falta de tato dos dois, assim ele conseguiria se concentrar no que quiser – Epa, calma lá. Claro que não. – ele afirmou, com a honestidade transbordando de sua voz – Calma aí, caralho. – sua voz tornara-se um pouco mais agressiva, quase como se estivesse ofendido – Eu também só quero foder, mas isso não é culpa do seu poder. A culpa do seu poder é eu estar agindo como um menino de 13 anos que acabou de descobrir o que é gozar. É só isso que tá me incomodando. – ele afirmou, encarando Riley no fundo dos olhos. Talvez ele não fosse tão seguro na própria pele quanto Horus achava que ele era. A vontade de Horus era sair andando dali naquela hora, mas seu corpo estava impedido de fazer aquilo. Precisava de muita concentração para conseguir fazê-lo.
Assim que o entendimento passou pelos olhos escuros do homem, Riley soube que esteva certo em pensar que ele estaria estranhando a situação de descontrole de seus movimentos. Mas a reação seguinte não lhe foi esperada e possuía certo nível de agressividade que não tinha observado nele antes e aquilo causou certo sobressalto, naquele tipo de tom repentino, mas assim que o ouviu, concordou com a cabeça levemente. Estava se deixando levar pelos efeitos dos poderes e o que eles causavam nas pessoas, esquecendo de ser aquilo que normalmente era. Deu uma risada soprada e concordou com a cabeça. -- Você tem razão, eu sou gostoso para caralho, qualquer ser nesse planeta quer me pegar e esse não é o problema. Eu inclusive me pegaria super fácil, porque me frusta não conseguir ter tudo isso que sou. Mas... O difícil é o depois de "quererem me pegar". É que todos se tornam fucking animais irracionais e eu não significo mais porra nenhuma, porque no estado que estão se aparecesse uma cabrita na cama qualquer um mandaria para dentro. -- disse, sendo sincero, afinal, não havia necessidade para mentiras. Para Riley, mentir nunca chegava a ser uma real opção, já que falava tudo que vinha a sua cabeça e dava suas opiniões mais sinceras para quem quer que pedisse, ou não. Deu de ombros. -- É impossível se controlar, nem eu mesmo consigo. E honey, não vem falar comigo nesse tom, okay? Who do you think you are? -- iniciou dizendo com certa irritação, mas adicionando em seguida, meio sem jeito -- Sem contar que é muito excitante e dificulta as coisas a little bit. -- suspirou e o sentiu o empurrando, para afastá-lo.
Franziu o cenho, tentando entender o que ele queria. Tinha desistido tão facilmente? Até que ele parou, e simplesmente ficou ali. -- O que você está fazendo? -- perguntou, erguendo a sobrancelha, até que um raio de entendimento atingiu sua mente. Deu uma risada em um sopro e sorriu incrédulo. -- Você quer realmente tentar isso? Okay. Quem sou eu para dizer não? Além de uma pessoa com altas necessidades sexuais no momento, não é mesmo? -- seu tom era sarcástico, mas não estava bravo. -- Vamos ver então se aguenta se eu apelar um pouquinho. -- Se Hunter queria se provar, provar algo a si mesmo ou a ele, então tinha que o fazer nas condições mais extremas. Riley levou as mãos até a barra da camisa e começou a erguê-la vagarosamente, até tê-la tirado completamente, expondo assim os seus músculos. Ele tinha noção de sua forma física, que mantinha com exercícios diários, afinal, tinha sido modelo por muito tempo e a atitude tinha se tornado praticamente intrínseca a ele. Jogou-a no chão e aproximou-se do homem, sem encostar nele e sussurrou em seu ouvido, pausadamente. -- Odeio ter que fazer isso, mas um pouquinho mais dos meus poderes não vai fazer mal, vai? -- apesar de dizer algo relativamente simples, sua voz estava carregada de malícia. E então, não tentou mais se conter. Claro que não liberaria todo o poder, ou realmente a tarefa seria impossível e breve demais. Sabia disso pois afetava a ele mesmo e certamente o atacaria como um lince selvagem. Porém, doses grandes de luxúria emanavam de seus poros enquanto passava a mão pelo pescoço, descendo pelo tórax e abdômen, o encarando profundamente em retorno. Colocou seus lábios bem próximos dos dele, como tinham feito algum tempo atrás no bar. -- Você vai ficar longe de mim, mas eu não vou ficar de você.
E com isso, afastou a mão dele e levou a sua até a ereção de Horus. I CAN TOUCH YOU, HARRY POTTER. Sorriu levianamente e começou a massageá-lo com os dedos. Começava a achar aquele jogo divertido, afinal. Sempre tinha gostado daquela parte de provocar, mas com ele nunca durava muito e era mais um fator que o frustrava. O clima era quente, quente demais para ele sequer suportar, mas Riley havia gostado do frio ou coisas amenas, para ele tudo devia ser levado aquele nível e Hunter estava lhe dando exatamente tudo que queria.
Relações com pessoas como Riley eram definitivamente suas favoritas. Costumavam sempre ser as mais honestas e abertas, já que procuravam por algo específico e se entendiam muito bem dentro daquele leque de opções de satisfação de desejos. Hunter sabia exatamente o que Riley procurava e também sabia exatamente o que procurava no outro, o que facilitava sua vida. Quanto mais sentia o toque alheio, mais os pelos de sua pele se arrepiavam. Quando deu por si, Hunter estava completamente envolvido e absorto no beijo que ele e Riley davam. Seu corpo se comportava de maneira esquisita, como se a dormência e o tesão estivessem vindo muito antes da hora. Horus era um rapaz vivido, já tinha experiência suficiente para não agir como um adolescente, mas seu corpo não estava concordando com aquilo pela primeira vez em muito tempo. Ele tentou controlar um pouco seus impulsos, conseguindo, mesmo que não completamente. Riley era ridiculamente atraente para Horus, que tinha uma particular queda por meninos como o outro: muito confortáveis na própria pele e com seus momentos afetados – mesmo que os momentos fossem todos. Com isso, não havia a menor necessidade de Hunter se precipitar da maneira como seu corpo estava sendo compelido a fazer. Assim, ele pausou o beijo e descolou o corpo do outro.
As mãos de Hunter se apoiaram na parede atrás de Riley, uma de cada lado da cabeça do outro. Seus rostos ainda estavam extremamente próximos, mas seus corpos não – Horus estava levemente curvado, o que levava o resto de seu corpo para trás. Seus olhos se abriram e ele encarou Riley com profundidade no olhar, como se ele tentasse entender o que estava acontecendo ali sem precisar de palavras. Sua respiração era pesada e seu cabelo, bagunçado. Ele, contudo, não parecia compreender, e sua vontade de beijar o rapaz à sua frente continuava enorme. Sua mão esquerda descolou da parede e se enrolou nos curtos fios de cabelo de Riley, puxando-o novamente para si. Hunter, contudo, não mexeu o resto do corpo. Concentrou-se nos movimentos do beijo, o que acabou por torná-lo extremamente erótico, de certa maneira. Horus fazia questão de controlar todo processo, com alguma esperança de que seu corpo assim não agiria como o de um garoto de quinze anos. Contudo, quanto mais o beijo se aprofundava, sem acelerar, mais vontade de colar Riley de volta à parede ele sentia. Decidiu deixar-se fazer o que bem queria, então Riley logo voltou para a parede, com as mãos de Horus passeando por lugares mais sensíveis do que o socialmente aceito.
Assim que Horus se afastou Riley quase o puxou de volta, mas segurou bem os braços tentando se controlar. Cada parte dele agora explodia em fogo. Aquela pausa para respirar foi bem vinda para colocar seus pensamentos no lugar, afinal, seu poder afetava principalmente a si mesmo, interferindo em seus desejos, os tornando incontroláveis. Porém, algo atingiu sua mente. Se Horus tinha conseguido se afastar e respirar um pouco é porque tinha tentado, com uma grande força de vontade o fazer. A maioria dos garotos com quem ficava não conseguiam nem mesmo piscar, assim que via já estavam sem as roupas, completamente sem controle e aquilo chamou sua atenção. Franziu o cenho pensando o porquê dele estar relutante. Talvez não quisesse perder a própria vontade e afundar nos impulsos e aquilo o aproximava ainda mais de Riley, que vivia constantemente num batalha para controlar seus próprios poderes. Aquele tipo de atitude era... diferente. O ar pareceu esfriar de certa maneira sem o corpo dele tão próximo ao seu. O encarou no fundo de seus olhos escuros e brilhantes, tentando se concentrar ou ter algum pensamento coerente, mas aquilo parecia impossível. Seus olhos eram tão profundos que se pegou perguntando que tipo de coisas ele estaria pensando. E aquilo era incomum para ele que sempre olhava apenas para si mesmo e seus próprios pensamentos. Quando o beijo veio novamente todo o controle fugiu de seu corpo, com aqueles movimentos sensuais e lentos. Hunter estava tentando tomar as rédeas da situação e aquilo era algo digno de atenção, visto que com Riley isso quase nunca acontecia.
Porém, não durou muito. Logo sentiu suas costas se chocarem contra a parede e as mãos dele deslizarem pelo seu corpo, o problema era: Assim como ele, Baldwin não gostava de estar sob comando e aquilo dificultaria as coisas. Subiu as mãos pelo tronco dele, por dentro da blusa e usando a força de seus braços inverteu a posição, num rápido movimento de pés, colocando Horus contra a parede e quebrando o beijo, ofegante, apenas para descer seus lábios pelo pescoço dele, o beijando e mordendo ocasionalmente e então de repente parou e se afastou. Normalmente não fazia isso, não revelava seu poder sem propósito para caras com quem ficava, mas sentia que precisava justificar algo para ele. Precisava, pois sentia que ele lutava a mesma batalha que ele próprio contra si mesmo. -- O meu poder... -- disse num sussurro, o com o rosto bem próximo ao dele. -- É por isso que não consegue se segurar. -- explicou, lembrando-se do momento em que ele tentara diminuir o ritmo em vão. Sua própria vontade era parar de falar e tirar a camisa dele, mas continuou. -- Personificação da Luxúria, esse é meu poder. -- bateu o punho na parede e em seguida passou a mão por seus cabelos bagunçados. -- Eu tô tentando segurar, mas... Não tá rolando, you are hot as fuck. -- culpa pairou sobre a sua cabeça. -- Você não quer me pegar de verdade, é reflexo do poder. Claro que eu não dou a mínima, só quero foder com você mesmo. -- disse, sem rodeios ou eufemismos, qual era sua real intenção. -- Só achei que precisava saber o porquê de todos estarem se pegando lá fora e o que tá rolando aqui, antes que algo a mais aconteça. -- deu de ombros e desviou o olhar. -- I don't give a fuck, you know. Mas vamos considerar esse um prêmio por ter sido um bom garoto.
Será que estará mesmo? Aliás, não respondeu minha pergunta do origami, talvez não esteja tão interessado nisso assim. Quer voltar para o assunto anterior?
Antes fosse. Meu poder é um pouco mais intenso que isso, mas é porque ele é eu, eu e ele, temos uma ligação incomum e como foi presente, sei do que acontece com ele. Então cuida bem dele ou sofrerá as consequências. - Caí na gargalhada depois de tanta besteira dita por mim mesmo.
Ninguém poderia ver seu Porsche branco de teto conversível estacionado na frente de uma sex-shop. Não precisou correr esse risco graças ao jardineiro, que foi gentil o suficiente para emprestar seu carro. É claro que ela não contou sobre o seu real paradeiro, disse que precisava ir ao shopping e isso bastava. Entrou na loja com uma certa curiosidade infantil, apesar de que imaginava não encontrar qualquer novidade. Passou por dildos, vibradores, calcinhas comestíveis. Meh, nada demais. De qualquer forma, era difícil enxergar alguma coisa através dos seus óculos escuros gigantes, logo decidiu guardá-los na bolsa e tirar o lenço do cabelo. Um pouquinho de exibicionismo não poderia fazer mal, além de que loja parecia estar completamente vazia. Sua Hermès ficou presa em algum lugar quando tentou passar por um espaço pequeno entre duas prateleiras. “Merda!” Falou para si mesma. Com um puxão conseguiu soltar sua bolsa, mas derrubou alguns buttplugs causando um estrondo. “Merda.” Repetiu.
Riley largou o celular em cima de uma das mesas de livraria de qualquer jeito. Revirou os olhos, irritado com o homem que dirigia sua companhia de grife. Ele estava cobrando para que Riley mandasse mais croquis, isso porque uma nova coleção precisava ser lançada, contudo, ele não tinha criatividade suficiente para tal. -- Vadia desalmada, sou o dono dessa merda. -- resmungou. Ele tinha outros estilistas trabalhando para ele, apenas aprovava e fazia alterações, contudo, peças específicas precisavam ser feitas somente por ele, para que carregasse o nome completo da marca. Dentro de Bradcliff, tinha algumas poucas lojas e uma pequena fábrica de confecção. Não faturava tanto quanto o fazia fora dos muros, mas continuava vendendo os produtos por preços altos, já que tinha que manter sua fama, já que era um nome mundialmente famoso na moda e em Fashion Week’s, ultrapassando as maiores marcas. Quando se viu, estava tendo bastante tempo livre, o que o fez abrir um sex shop/livraria erótica junto de sua melhor amiga. E tudo passou a ser bem divertido lá dentro, gostava de passar seus dias lá na companhia delas, sem ter que se estressar com coisas como aquela que o incomodavam no momento. Até que ouviu um forte barulho na parte do sex shop. Levantou-se e foi em direção a ele, encontrando uma mulher com um dos melhores sensos de moda que já tinha visto lá dentro. Não que achasse o seu inferior ao dela, afinal, nunca saía de casa mal vestido, apenas ficava feliz de encontrar alguém assim. -- Santo Louis vouitton, mulher, você é um elefante por acaso para ficar derrubando tudo? Agora tenho que pegar, como se fosse uma parte da plebe. -- reclamou, abaixando-se e pegando os que encontrava pelo chão. -- Pelo menos é um elefante com uma bolsa maravilhosa. Vi de perto o estilista fazendo esse modelo. Ajudei na aprovação, gosto de ajudar a concorrência de vez em quando. Faz bem pra alma, digo... Se eu tivesse uma.
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