ameaçar podia ser uma palavra forte — mesmo que verdadeira! — para o que sofreu na mão da cruel reclusa que insistiu em seguir pelo colégio por semanas e mais semanas e dick deixou bem claro em seu risinho debochado que não comprava nenhuma palavra que saía da boca da namorada naquele momento terno que compartilhavam em meio ao turbilhão de emoções que sempre parecia assolá-los quando se encontravam sozinhos, e ele sabia que não tinha ninguém à culpar a não ser a sua intensidade. dick sempre sentiu muito e nunca foi capaz de esconder as coisas por muito tempo, tanto que tímido talvez fosse um dos últimos adjetivos possíveis para descrever richard e a maneira direta e quase ingênua que conseguia simplesmente dizer tudo que pensava, muitas vezes algo visto como um defeito, o que realmente poderia ser em diversos momentos, mas acima de tudo o rapaz acreditava fielmente que a sinceridade era sempre a melhor resposta; se as coisas dessem errado, bem, ao menos ele tentou! mas, ah, como estava feliz que havia dado tudo certo. o suave sorriso em seus lábios pareceu brilhar ainda mais com as palavras de riley, porque ele tinha tanto a dizer a ela que ter aquela confirmação de que talvez ela quisesse ouvi-lo era de encher os olhos. gosta mesmo? de verdade? porque você sempre parece sem graça quando eu falo as coisas, mas agora eu vou falar tudo! disse com uma leve bufada dramática, momentaneamente fazendo um bico para ilustrar seu descontentamento. se riley o deixasse, ela provavelmente conseguiria entrar para o livro dos recordes com o título de ‘namorada mais mimada do mundo’, mas felizmente dick conhecia a peça rara que tinha em mãos, então aquela era a oportunidade perfeita para dizer um pouco daquilo que enchia seu peito. você só não é a coisa mais fofa do mundo porque eu venho em primeiro lugar. disse com um risinho nasalado, deixando uma leve mordida na bochecha da namorada, seu semblante divertido logo transformando-se em algo levemente mais sério enquanto segurava o queixo da garota para manter seus olhares unidos. você também é muito bonita. demais. tanto que até me atrapalha na máquina de dança. acusou com o nariz franzido, finalmente colocando um fim no mistério da tá distração de quando estavam no fliperama no que parecia ser eras atrás. você pode até tentar me matar com seu olhar, mas já não vai mais funcionar, sabia? seus olhos são bonitos demais para me fazer sentir qualquer coisa que não seja adoração agora que posso vê-los assim tão de perto. você perdeu! provocou, mas seu sorriso era doce enquanto observava-a com a dita admiração em suas íris e carinho em seus toques leves no maxilar feminino. se havia chego no ponto que pudesse estar sondo mais meloso que o normal, pois ele pegou esse ponto e chutou para ainda mais longe no maior estilo riley nos jogos de futebol da escola só para poder estender ao máximo seu momento de adoração singela. antes de pensar que eu estou exagerando, queria que você pudesse se ver pelos meus olhos, puta merda! você é linda e muito mais também! porra, eu ‘tô tão apaixonado, riley… a confissão nem era tão secreta assim, mas as palavras deixaram seus lábios em um sopro incrédulo, porque ainda era estranho demais para dick sentir… tudo aquilo. todas as emoções e sentimentos que sequer conseguia nomear ainda, pois nunca havia sentido tanto e tão intensamente. ah, se ela o achava chato antes… não podia ligar menos se ela passasse a o enxergar como o maior bobão da face da terra, porque naquele momento, ele sentia que era — encantado, maravilhado e perdidamente apaixonado por ela, tanto para se sentir no que parecia se perder no paradoxo de tão pouco tempo e uma verdadeira eternidade, mas não lhe restava dúvidas de que aquilo era real.
tão real que podia sentir, desejar cada parte dela como se estivesse sedento e apenas riley pudesse salvá-lo, marcas deixadas na pele pálida da garota e os vestígios dela em sua língua era o suficiente para quase fazê-lo perder a cabeça. quase, porque tinha em mente que devia honrar a confiança que ela depositou em si, segurava-se da maneira que podia, mas isso não significava que era menos intenso ao distribuir beijos e chupões pela pele da garota no tempo que lhe foi permitido e não ousou questionou e sequer passou pela sua cabeça reclamar das ações de riley ao puxar seus fios, sua resposta automática foi preocupação e tratou de repousar suas mãos no colchão onde a garota pudesse enxergar. ele respirava descompassadamente, mas era apenas um reflexo de seu tesão que ele dava seu melhor para tentar esconder quando o momento não pedia para aquilo, tratava de tentar regular a sua respiração até que apenas um pouco de ar pesado deixava seus lábios entreabertos enquanto sustentava seu peso sobre riley. riley. seu tom era inflexível, mas não era maldoso, longe disso, era apenas um aviso desapontado na forma como ela se sentiu na necessidade de se desculpar por algo tão banal. dick sabia que ali estava jogando com cartas que não conhecia bem e sua insistência e jogar mesmo assim dizia muito mais sobre sua teimosia do que sobre sua determinação. a gente não ter que fazer nada, ok? nem aconteceu nada demais aquele dia! você basicamente já sabe de tudo. menos a parte mais vergonhosa para ele claro, mas ele também estava disposto a se expor se isso fosse acalmá-la, pois não era nada difícil reconhecer os traços de frustração no rosto feminino. nunca se desculpe por isso, por favor. soprou baixinho em total sinceridade, deixando um leve e doce selar no canto da boca da namorada, contribuindo para o silêncio que se instalou no quarto ao apenas encará-la com ternura em seus olhos e carinho em seus lábios quando deixava beijos carinhosos e inocentes no rosto e ombro dela.
sua criação podia não ter sido das melhores, mas respeito sempre foi um dos pilares desta e algo que dick trouxe consigo da infância conturbada. não sempre foi não e estava longe de sua mente a possibilidade de tentar dissuadir riley de qualquer decisão que fosse que ela tomaria. entretanto, nunca imaginou que se encontraria tão surpreso diante de um sinal verde, pois estava pronto para reassegura-la novamente que estava tudo bem pararem por ali se fosse o que ela queria. quer de verdade? questionou em meio a um suspiro, pois o desejo tímido no olhar de riley era espelhado de forma mais intensa no olhos brilhantes do rapaz, que se dane a forma inusitada encontrada para fazer aquilo, era impossível de negar o quanto dick a queria. os lábios da namorada foram tomados no seus em um beijo lento e intenso, sua língua correndo pelos lábios dela antes de pedir passagem para aprofundar o beijo sem pressa alguma, sua destra deixando o colchão em favor de deslizar pelo corpo da namorada, apertando-lhe a cintura por cima da camiseta antes de ir até a coxa dela, os dígitos firmes na carne incentivando-a a levar à perna até a sua cintura em um encaixe gostoso ao passo que voltava a ficar cada vez mais impossível respirar normalmente contra os lábios dela. a mão deixou a perna dela com um arrastar ríspido de suas unhas curtas enquanto se movia sobre ela com um sorriso que beirava o ladino — mas que não cancelava sua qualidade esperançosa — em seus lábios, o ato de entrar sob a camiseta dela/e tirando de si um leve risinho contra o abdome dela, seu caminho feito às cegas guiado por mais um banho de beijos, lambidas e leve mordidinhas conforme ia fazendo seu caminho cada vez mais para cima, ainda cuidadoso em cada um de seus movimentos, a mão que adentrou a camiseta fazia seu trajeto até o seio dela junto de toques carinhosos por toda sua derme, um dos seios novamente sob sua palma tirando um suspiro pesado de seus lábios que logo se transformou em um rouco gemido quando sua boca alcançou o peito negligenciado, seus lábios correndo pela pele macia até encontrar o mamilo e circulá-lo com a ponta de sua língua, um leve correr de seus dentes na àrea sensível antes de tomá-la em sua boca para chupá-la, perdido na sensação, mas não o suficiente para se esquecer de estimular o outro mamilo com seus dedos, rolando-o cuidadosamente entre seu polegar e indicador. não que estivesse se colocando em segundo plano até aquele momento, pois muito de seu prazer vinha de tirar reações da namorada, mas o primeiro gemido alto que deixou seus lábios contra a derme dela foi quando moveu seu quadril cuidadosamente contra a garota, o apalpe no seio que segurava se tornando mais firme involuntariamente ao mesmo tempo que sua boca largou o mamilo dela em favor de distribuir chupões pelo peito que cuidava.
Realmente, Riley sempre ficava sem jeito quando era elogiada — especialmente quando vinha de Dick —, mas isso não significava dizer que não gostava das palavras doces e sinceras, porque mesmo que revirasse os olhos e fizesse cara feia, era bom ser alvo da atenção e de sentimentos genuínos. Não existiu brecha para replicar, porque também temia estragar o momento adorável que acontecia, então só esboçou sua costumeira cara emburrada com a mordida recebida na bochecha, mas não demorou para que suas feições suavizassem e se tornassem cada vez mais rubras com as palavras do namorado. Uma coisa era ser chamada de “fofa” ou “bonita”, algo que não concordaria, mas aceitaria de sua forma; outra coisa era ser chamada de “coisa mais fofa do mundo” e “bonita demais ao ponto de me distrair” — a intensidade escolhida seria considerada facilmente um exagero ou ironia para Navarro, mas o olhar de Dick não mentia e isso havia a pegado de jeito. Era difícil explicar o que acontecia em seu peito, porém aquilo a sufocava aos poucos e parecia uma crise amortecida de ansiedade para a garota, só que não era ruim, muito pelo contrário, e uma vontade estranha de chorar crescia aos poucos. Riley não queria parecer uma boba chorando com uma confissão melosa e gosmenta como aquela, então foi necessário morder o lábio inferior e respirar fundo pelo nariz para que aquele sentimento confuso não tomasse conta. No entanto, como se não bastasse todos aqueles elogios misturados com confissão, a última das revelações foi o verdadeiro head shot e agarrá-lo num abraço apertado foi a junção perfeita entre uma reação imediata e sua tentativa de esconder as emoções que tentava conter de escorrer pelos seus olhos. Com os lábios próximos da audição masculina, foi a sua vez de fazer confissões que lhe pareciam óbvias. — Eu te odeio tanto, tanto, tanto... — a raiva era a tradução mais próxima que tinha daquele caos que acontecia dentro de si. — Porque eu também ‘tô apaixonada para caralho.
Ao puxar os cabelos de Dick como instruído, Riley não sabia o que ouviria do namorado, mas uma parte considerável de si acreditava que se depararia com decepção e não existia nada pior do que isso para a garota, especialmente quando vivenciara reações semelhantes em relacionamentos anteriores. A maneira como seu nome foi chamado travou seu corpo e fechar os olhos foi inevitável, porque acreditava que sabia bem como a conversa seguiria e que seus pedidos de desculpas de nada teriam servido para evitar que se sentisse mal por querer interromper o que faziam — assim como todas as malditas vezes. O início da fala dele parecia seguir com o rumo conhecido, no entanto, a surpresa veio pelo real motivo da “bronca suavizada”: o seu pedido de desculpas. Claro que Navarro acreditava que pedir desculpas por algo como aquilo era bobagem e até mesmo absurdo caso ouvisse o relato de alguma amiga, mas estar dentro daquele cenário era bastante diferente — e levar aquele tapa na cara também foi bem diferente. A ternura ainda presente no namorado e na forma como ele tentava tranquilizá-la através de beijos inocentes foi a prova mais que suficiente para tirar a seguinte conclusão: Dick definitivamente era alguém em quem podia confiar. Não havia acontecido nada demais, mas, de acordo com sua avó, são nas pequenas coisas que se sabe a verdadeira face das pessoas; se isso tivesse sido um simples teste, o namorado teria passado com certificado de honra, porque não só quebrou a cara dela a deixando estranhamente tranquila depois de rejeitá-lo como também sentia que ele era capaz de agir com naturalidade depois daquilo da mesma forma como foi no acampamento. E essa confiança foi a necessária para que Riley estivesse determinada a burlar as próprias inseguranças.
— Eu quero. — embora seu olhar ainda fosse tímido, repetiu com mais firmeza para que Dick se sentisse seguro em continuar. Passando os braços pelos ombros dele, Riley o recebeu novamente de forma apaixonada uma vez que seus lábios já sentiam falta dos dele. Depois de toda a ânsia acumulada por meses, beijar o namorado havia se tornado a sua atividade favorita e a forma como seu corpo reagia era uma caixinha de surpresas bem divertida de experienciar, porque sempre sentia algo totalmente novo seja com a mensagem que tentavam transmitir como com o som bastante íntimo do deslizar de seus lábios e de suas respirações descompassadas. A garota estava longe de ser uma expert quando as línguas estavam envolvidas, mas a estudante se sentia cada vez mais confiante em explorar aquela forma de trazer intensidade ao beijo, além de ser bem excitante o desejo que percebia do namorado graças aos movimentos que fazia. O desconforto de antes desaparecia por completo pouco a pouco com a falta de pressa que Dick transmitia e o passeio que os dígitos dele faziam por seu corpo eram bem recebidos, as unhas curtas masculinas deixando-lhe arrepios agradáveis. A nova tentativa do namorado em continuar com o que havia ocorrido no acampamento veio sem o mesmo receio feminino de antes, na verdade, só lhe cabia a mais pura curiosidade uma vez que agora sabia muito bem que estava tudo bem interromper caso não conseguisse mais progredir. De pernas abertas e com o encaixe perfeito de seus quadris, Navarro precisou respirar fundo com a visão dos olhos ladinos o namorado desaparecendo ao passo que adentrava a camiseta para explorá-la sob seus termos. Acostumada com o rapaz sempre tão idiota e inocente, vê-lo transparecer o desejo que aguardava era uma face que demoraria para se acostumar — se é que um dia não tremeria em tê-lo daquela forma. O trajeto por seu abdome foi carregado de carícias, mas não foi tão demorado quanto na vez anterior e nem mesmo a garota queria que fosse, pois era óbvio que o interesse de ambos era prosseguir por onde haviam parado. Com as mãos preparadas sobre a cabeça do namorado, porém separados pelo tecido, a palma direita feminina foi direto ao colchão quando sentiu o calor e a umidade da boca dele em seu seio, um gemido tímido lhe escapando de supetão ao mesmo tempo que podia sentir seu corpo inteiro mudar de cor. Cada lambida, mordiscada e torsão de seu mamilo tornava Riley mais rubra, tanto pela força que fazia para conter os gemidos teimosos quanto pelo calor que lhe queimava por entre as pernas. Até que a movimentação do quadril masculino se fez presente e o excitante gemido rouco chegou aos seus ouvidos causando-lhe uma nova onda de arrepios. Naquele instante, a garota estava o mais longe que já chegou numa situação lasciva como aquela, mas, diferente do que o esperado, não sentia medo de dar mais passos para frente — por mais estranhos que pudessem ser pela sua inexperiência — pois queria ouvi-lo novamente e explorar o seu próprio limite.
Devolvendo a mão direita à cabeça do namorado, Riley abraçou-o sobre o tecido em busca de algo para se agarrar já que sua consciência se tornava ébria com a tsunami de sensações. Aproveitando a confiança adquirida por não estar sendo encarada por ele, foi a vez da garota movimentar curtamente o próprio quadril contra o dele, porém sem o mesmo cuidado e, como consequência, um suspiro pesado e trêmulo escapou de seus lábios ao sentir novamente a ereção sob a calça. — V-você ficou assim naquela noite também?