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Geralmente me fazem essa pergunta em lives ou podcasts, a resposta costuma ser algo semelhante à fuga da realidade sem deixar de apresentar os problemas modernos, contudo, é um sentimento bem mais profundo e que raramente divido com outras pessoas. Medo? Jamais! Creio que muitas pessoas não entender
Escrever fantasia é minha vida!
Watabou
Esses são os programas que mais uso! XD
Sanidade
As vezes faço uma reflexão tentando responder o que é sanidade e o que pode ser taxado de “normal”. Normal seria seguir o que a maioria diz que é ou o caminho traçado por seu próprio ser? E com relação a sanidade, quem pode me garantir que não estou são? Nesse momento de distanciamento social eu me pergunto: alguém sairá ileso?
Desde o momento que a pandemia começou eu esqueci o que é dar um abraço e um beijo nos meus pais, as disposições dos móveis me fogem da memória e até mesmo as conversas mais banais passam a ser preciosas. Falo com eles apenas pelas janelas ou pela varanda e isso com eles morando praticamente ao meu lado. Meu filho tem contato com escola e amigos somente por intermédio de uma tela de computador, o próprio conceito do que é ser criança me causa estranhamento.
As vezes penso em ignorar todas as indicações e ligar o sinal do foda-se! Mas logo penso: como meus pais poderão contar comigo se eu não estiver bem? Ou mesmo: como seria caso o vírus os atingisse? Cercado de pessoas com comorbidades fica difícil ignorar qualquer recomendação, ainda bem! Pois assim mantenho o foco que precisa ser mantido.
Foleando alguns livros sobre as duas grandes guerras pensei em como deveria ser viver em uma zona de conflito, muitos dizem que o Brasil já é uma, mas tenho que discordar. Não durmo com pessoas gritando e nem bombas explodindo nos meus ouvidos todos os dias e foi aí que me perguntei: será que em uma situação semelhante as pessoas seriam tão imprudentes? Será que sairiam de casa alegando manter a sanidade se houvessem aviões bombardeando as proximidades e em meio a fogo cruzado? Creio que não, afinal de contas, a vida acaba se tornando um bem maior.
Contudo, quando se trata da vida de outros as pessoas tendem a ignorar esse fato, os que tomam menos cuidado são justamente os mais jovens, aqueles que possuem as maiores chances de saírem ilesos quando contagiados e por isso acabam ignorando a vida de terceiros que estão próximos. Máscara para que? Para preservar a vida de seus pais e avós e de pessoas nas mesmas condições e faixa etária, mas se isso não é suficiente, não vejo qual outra explicação poderia usar para mudar a concepção sobre a preservação. Se não há uma empatia com os mais próximos, quiçá com os mais afastados.
Não estou dizendo que devemos definhar dentro de casa sozinhos e isolados e sim que devemos refletir mais sobre nossas ações e as consequências que elas podem causar. Isso não vale apenas para a pandemia e sim para a vida.
Como disse no início do texto, não sou eu que irei afirmar o que é ou não é normal, mas posso dizer que minha sanidade é agredida todos os dias, seja por comentários, informações ou mesmo pelo número de mortos que não se extingue. Paro para pensar e mais uma pergunta se forma: em que mundo meu filho irá viver? Ainda não consegui desenvolver uma resposta que valha a pena dividir.
Olá, caros aventureiros!
Matéria de leve sobre minha experiência com RPG e tecnologia.
Preciso de dias com 48 horas
Sei bem que o dia tem apenas 24h e que a Terra NÃO é plana, sinto muitíssimo se acredita no contrário. A questão é que 24h no mundo contemporâneo parece pouco ou quase nada. Ou será que o problema está comigo e minhas inúmeras tarefas extras? Vai saber! O fato é que realmente gostaria de mais tempo.
Para fazer o que? Caso estejam se perguntando, eu respondo: gostaria de fazer mais o que gosto e menos o que sou “obrigado”. O que considero prazeroso não são as mesmas coisas que me sustentam. Será que é utópico acharmos que um dia conseguiremos viver de nossas paixões? Espero, sinceramente que não.
Somos sonhadores, alguns mais do que outros, é verdade! Contudo, não há uma viva alma que possa dar certeza sobre qual dos dois jeitos é o correto. Uma coisa eu posso afirmar, quando somos mais jovens temos inúmeros sonhos e à medida que o tempo avança, passamos a realizá-los. É claro que só iremos conseguir concretizar aquilo que não abrimos mão, se você desiste de lutar, não há como vencer.
Realizei alguns dos meus projetos de quando ainda era adolescente e tenho mais inúmeros outros que estão caminhando. Chega a ser engraçado ver como faz sentido a frase do mestre Yoda, de Star Wars: tentar não! Faça ou não faça, tentativas não há. Eu escolho fazer.
R. Mendonça Venâncio.