e nas arenas treinando é possível ver ROBIN ALINSKY!! o que sabemos sobre ela é que é uma semideusa GREGA e que tem VINTE E DOIS anos. outra coisa que as ninfas nos contaram é que ROBIN é extremamente bom ao usar ADAGAS, mas isso é esperado dos filhos de HERMES. ROBIN tem uma grande semelhança com a mortal ABIGAIL COWEN, mas isso é apenas a névoa agindo.
BIOGRAPHY
antes
Robin e o irmão gêmeo nasceram no Canadá e cresceram viajando pelo país em um motorhome com a mãe. A vida que levavam não era nada luxuosa, muito pelo contrário, então logo aprenderam a viver com apenas o necessário e isso se faz presente para a ruiva até hoje. Aos sete anos os irmãos sofreram seu primeiro ataque, em um posto de gasolina. Apesar da névoa, a semideusa poderia jurar ter visto presas enormes naqueles que voaram para longe após a chegada da mãe das crianças. Sua ida para o acampamento aconteceu dois anos depois, aos nove anos. Um segundo ataque aparentemente foi arquitetado quando passavam pelos Estados Unidos e, durante a fuga, correram para uma grande colina, em que Robin e o irmão gêmeo conseguiram seguir até o topo, enquanto a mãe fora impedida por uma espécie de campo de força. Ambos foram reclamada pelo pai na mesma semana, seguido pela noticia de que o antigo motorhome de sua mãe fora encontrado revirado em uma estrada próxima ao acampamento.
Sua adaptação, por ser jovem, foi bastante rápida, ainda que as dúvidas ainda pairem em sua mente, sobretudo relacionado ao desaparecimento do irmão, aos treze anos em uma missão. Desenvolveu grandes habilidades com lutas corporais e adaga, sendo muito ágil durante os duelos. Com os irmãos da cabine, pôde encontrar sua nova família, tornando-se líder do chalé logo que alcançou seus 16 anos. Robin é uma jovem com muita energia, encontrando nas atividades mais intensas uma forma de canalizá-la. É muito forte, pelo treino constante. Preza pelo diálogo e tende a mediar diversas brigas no acampamento, se não estiver diretamente envolvida. Caso contrário, pode ser bastante impulsiva e rancorosa.
Depois de seis longos anos de busca constante pelo irmão, o reencontro aconteceu de forma inesperada, após Sebastian se libertar de Ícelo com a ajuda de Hermes. O reencontro foi breve, mas intenso e Robin jurou que nunca mais deixaria o irmão.
Pouco tempo depois o acampamento foi atacado por Lycaon e Robin, como conselheira do chalé de Hermes, se responsabilizou em resgatar e proteger os campistas mais novos. Na manhã seguinte, no entanto, descobriu que Thorn havia deixado o acampamento na presença de uma das traidoras.
Temendo perder o melhor amigo, a filha de Hermes decidiu deixar Sebastian no comando do chalé e sair em busca do filho de Caos. A viagem, no entanto, precisou ser recalculada diversas vezes. Estava prestes a voltar para o acampamento, após a noticia da volta do mais velho, quando recebeu uma missão de Hermes.
atualmente
Passou os últimos meses morando no motorhome da família, colecionando artefatos antigos dos deuses e aceitando pequenas missões. Recebia noticias de vez em quando dos amigos e irmãos do acampamento, mas não fazia ideia da guerra que estava sendo travada.
Sua volta não foi planejada, mas após conhecer Ozark e ter conhecimento sobre o embate entre Perséfone e Psiquê, Robin, que havia recém ajudado o semideus a recuperar um objeto da deusa da agricultura, se convenceu de que o melhor a se fazer era ajudar o acampamento e se reunir com os irmãos.
ARSENAL
ADAGA: a arma foi um presente, sendo a lâmina feita de bronze celestial, possuí dois gumes e tem o caduceu forjados no próprio punhal. quando não está sendo empunhada pela semideusa, se transforma em um grampo de bronze, um dos poucos acessórios usados por Robin.
EXTRAS
ROBIN tem maldição, adquirida depois de roubar um artefato de SEKHMETH. Em meio à sua busca por artefatos mágicos dos deuses, Robin se deparou com tumbas egípcias e, como boa filha de Hermes, decidiu levar uma lembrança da aventura consigo. SEKHMETH se sentiu ofendida e decidiu amaldiçoá-la para nunca mais roubar, logo sempre que Robin toca em um objeto com a intenção de roubá-lo, suas mãos são queimadas.
ROBIN tem benção, adquirida depois de ajudar a resgatar um objeto roubado de PERSÉFONE. A deusa então abençoou Robin, envenenando as lâminas de suas adagas permanentemente. As lâminas se tornaram levemente douradas em suas extremidades e, se olhadas de perto, é possível ver o veneno e até extrair parte dele para que possa ser utilizado de outras formas.
A loja de conveniência era sempre uma boa opção para comprar uns suprimentos antes de voltar à viagem, mas era também uma opção quase perfeita de levar um produto aqui e ali sem que percebessem o furto. Tinha tido ótimos professores, Rose se lembrava, e uma delas tinha sido uma ruiva que conhecera no chalé de Hermes após sua primeira e única estadia no acampamento meio-sangue. Não fora de um todo ruim, visto que aprendera algumas habilidades úteis para aquela jornada.
Agora, agachada em um dos corredores de prateleiras, procurava por utensílios específicos, colocando um ou outro chocolate dentro da bolsa enquanto fingia avaliar os preços dos produtos. Tolice? Talvez, mas chocolates pelo menos liberavam serotonina em um dia muito ruim.
Antes de se levantar, no entanto, captou pela visão periférica uma cabeleira alaranjada e um corpo esguio vindo em sua direção no corredor, e ao se virar, os olhos arregalaram-se em surpresa por encontrá-la tão inesperadamente.
“Robin?” Sussurrou com o semblante surpreso, ainda parada em uma meia ação por puro ceticismo. Qual era a chance? “Est-ce vraiment toi!” Finalmente conseguiu sair da estática e andar em sua direção, esquecendo-se completamente da mistura de idiomas que normalmente vinha com sentimentos muito intensos. “O que está fazendo aqui?” Era uma pergunta quase idiota, visto que ambas estavam ali para, bem… comprar alguma coisa.
Quando saiu do acampamento após o ataque de Lycaon, Robin parecia ter um objetivo claro que faria com que sua partida fosse breve. Os planos, no entanto, mudaram várias vezes desde então. A filha de Hermes lembrou como gostava da vida na estrada e, por algum tempo, aproveitou a deixa das pequenas missões que estavam aparecendo para aproveitar o tempo longe do acampamento, recebendo notícias vez ou outra dos amigos que tinha permanecido. Fazer o caminho de volta até Long Island não estava em seus planos de curto prazo, mas após o encontro surpresa com um semideus estranho e Perséfone, a ruiva sabia que a informação que tinha era valiosa para os problemas que os acampamentos estavam enfrentando, logo deveria partir e entregar a mensagem o quanto antes.
Estavam no segundo dia de viagem e, apesar de todas as melhorias feitas no motorhome, ainda era preciso fazer uma parada ou outra para conseguir comida e combustível. Depois de encher o tanque de água do veículo, Robin seguiu até a loja de conveniência em busca de comida para sair do estado, enquanto o semideus que a acompanhava estudava as rotas e fazia outros ajustes para a viagem.
O plano era não demorar muito, afinal a informação que tinham e o artefato deixado por Perséfone eram valiosos demais e isso atraía monstros. Tratou de pegar alguns sanduíches e bebidas, colocando em uma sacola de compras. Era estranho simplesmente não esconder os pacotes no casaco ou em algum objeto mágico e simplesmente desaparecer dali, não poder roubar pela maldição fazia com que Robin se sentisse estranhamente mundana por ter que ir até o caixa. A voz familiar a puxou do devaneio fazendo com que Robin erguesse o olhar para a mulher que, ao primeiro momento, não pareceu tão familiar. Até prestar mais atenção nos traços e no sotaque francês. “Rose!” soltando um riso fraco antes de se aproximar. “Caramba, quase não te reconheci!” exclamou em seguida olhando-a com mais atenção, sem lembrar quanto tempo fazia desde que a outra fugira do acampamento. “Na verdade estou de passagem, comprando um pouco de comida até a próxima parada... Ainda tem muita estrada até Nova York” respondeu soltando um suspiro breve. “A casa da sua família era por aqui, né? Lembrei disso enquanto dirigia pelo litoral, mas não tinha muita certeza da entrada”
“A CIA?!” Os olhos verdes se arregalaram ao que Robin ouviu o alerta de Liza e olhou pelo retrovisor, notando alguns carros cada vez mais próximos do motorhome. “Como você espera que eu esconda isso?!” questionou alto indicando o carro que chamava facilmente atenção pelos cômodos e apetrechos nada comuns. “Droga, Liza, você disse que o spray de névoa ia dar um jeito!” completou nervosa, enquanto pisava no acelerador com mais força, esperando que saíssem rápido da região, ou encontrassem uma outra forma de se camuflarem.
Olha, com tudo o que eu já vi e agora sabendo que todos os outros deuses também existem, seria meio estúpido dizer que não? Sem falar de todos os relatos que tem por aí...
Após a longa noite em que ela e os irmãos se esconderam nos estábulos para fugir do ataque dos lobos, Robin podia jogar que ainda conseguia ouvir alguns uivos distantes, o que a fazia se manter atenta e desperta, apesar do cansaço de uma noite em claro apesar aguardando o próximo ataque.
Quando a batalha acabou e as primeiras chamadas para a enfermaria foram feitas, a ruiva começou a organizar a volta dos campistas mais novos em segurança, direcionando aqueles que haviam se ferido para o pavilhão e os que estavam em bom estado para voltar ao chalé. Seus ombros só começaram a relaxar quando os últimos campistas adentraram pela porta da frente e outros já começavam a arrumar a bagunça deixada pela noite.
Os olhos verdes notaram a aproximação de Rowan, que a julgar pelo estado deveria ter travado mais batalhas do que o que era aceitável para uma noite. Mesmo tendo seu lado orgulhoso, a filha de Hermes não poderia ignorar que o mais velho havia salvado não apenas sua vida, mas garantido que seus irmãos ficassem em segurança enquanto todo o lugar virada um verdadeiro pandemônio. Após dar as últimas instruções para os campistas mais velhos e receber uma quantidade de ambrosia recém trazida da enfermaria, Alinsky se aproximou notando o semblante inquieto do outro, sendo interrompida antes mesmo que pudesse questionar sobre a visita repentina. “Thorn está com problemas.Então nós também estamos.” As palavras a atingiram em cheio e Robin nem sequer conseguiu buscar na memória a última vez que havia visto Thorn durante a noite. “O que aconteceu?” perguntou com um finco se formando entre as sobrancelhas. Ainda olhando para Rowan, a semideusa tateou os ombos pegando o celular, mas não encontrando nenhuma notificação do outro. O medo que algo pudesse ter realmente acontecido com ele começou a dominá-la de forma que a filha de Hermes esqueceu por um segundo que o amigo era praticamente imortal. “Onde que ‘tá?” completou agora com urgência, já começando a se afastar do chalé 11 e se dirigindo ao chalé de Caos.
“Run fast for your mother, run fast for your father
Run for your children, for your sisters and brothers
Leave all your love and your longing behind
You can't carry it with you if you want to survive”
Robin nunca foi realmente apegada a tradições ou datas comemorativas. Com parte da infância sendo vivida na estrada e o resto da vida em um acampamento pagão, podia-se dizer que o Natal nunca esteve muito atrelado as suas raízes. No entanto, aquele talvez fosse o primeiro natal em que a semideusa parecia compreender o verdadeiro significado da data e do que muito chamavam de “milagre de natal” para ela sem dúvidas havia acontecido alguns dias antes com o retorno de Sebastian.
A semana havia sido atarefada entre o cuidado com a recuperação do irmão gêmeo, que parecia praticamente recuperado se comparado ao dia de sua volta, e as atividades de conselheira, mas naquela noite tudo o que Alinsky queria era poder aproveitar a calmaria de seus pensamentos e a facilidade que era ter sua família reunida maia uma vez. Ainda que estivesse quase o tempo todo sentada junto aos meios-irmãos, ainda pôde aproveitar da companhia de Thorn, além de ter encontrado Ellie no começo da noite, trazendo ainda mais a sensação de que tudo parecia finalmente em seu devido lugar depois de muito tempo.
Após fazer mais uma oferenda ao pai, agradecendo mais uma vez por ter encontrado e guiado seu irmão gêmeo para casa, Robin seguiu para aproveitar o resto da noite. O riso frouxo nos lábios entregava que a tensão que por muito tempo fora constante nos ombros da filha de Hermes parecia finalmente ter desaparecido. Chegou a ver como Thorn havia levantado de supetão da mesa, acompanhando os passos do amigo até a saída do salão, mas não houve nenhum alarde que fizesse com que uma preocupação surgisse naquele momento. Talvez fosse apenas um contratempo.
Em determinado momento, tirou um pequeno envelope improvisado nas vestes entregando para Sebastian o presente de Natal. “Acho que já está mais do que na hora de você ter isso de volta... Vê se não perde de novo” brincou pressionando os lábios tentando conter o sorriso largo e cheio de expectativa, enquanto esperava que o irmão abrisse o envelope com o antigo colar que Robin havia guardado pelos anos em que ele esteve distante. Apesar de ter se tornado muito mais do que um acessório, Robin sentia que poderia deixar seu amuleto de lado agora que sua principal missão parecia ter sido cumprida.
Pouco minutos depois o silêncio que antes carregava apenas a brisa da noite festiva se tornou pesado, quando Robin ouviu o primeiro uivo.
Levantou-se de imediato, os olhos verdes atentos aos sinais ao redor, enquanto uma das mãos tateava os fios ruivos em busca do clipe/adaga. Os demais campistas já estavam inquietos, enquanto os sons de aproximavam. “Precisamos sair daqui” alertou ao irmão, dando a volta na mesa e já fazendo um sinal para que os mais novos se levantassem.
O primeiro lobo irrompeu pelo salão levando tudo o que estava pela frente, fazendo com que o salão se tornasse um verdadeiro pandemônio. O lugar que antes era preenchido por risadas, agora ressoavas gritos, urros de dor e o som agudo das armas se chocando. Robin investiu conta uma das criaturas que avançou contra o pequeno grupo de semideuses sobre sua supervisão, apunhalando o lobo pelo abdome quando este saltou em sua direção. Precisou se apoiar em uma das mesas próximas para não cair com o peso do animal. Preparou a postura defensiva, aumentando o espaço entre os pés para conseguir mais apoio, enquanto varria o lugar em busca de uma saída. “Bash!” gritou chamando pelo mais velho, fazendo uma ceno breve em direção a saída lateral do salão. Aquela seria sua melhor chance para tirar o maior número de campistas do lugar.
“Fiquem abaixados! Vamos abrir o caminho” disse em seguida virando-se par ao grupo que havia se formado perto de si, enquanto esperava que o loiro se preparasse para colocar aquele pequeno plano em prática.
O caminho deveria ser de pelo menos uns quatro metros, mas com todo o caos que os rondava parecia uma distância muito maior. Robin foi guiando os campistas enquanto Sebastian estavam na retaguarda. Uma das grandes vantagens de serem filhos de Hermes era a habilidade de se mover de forma ágil e discreta e aquela era a hora de aproveitar aquele dom. Ainda com a adaga em mãos, a ruiva seguiu o caminho se esgueirando e facilitando a passagem do restante do grupo, até que um semideus que lutava contra um dos lobos foi lançado contra eles. “Merda” esbravejou em um sussurro enquanto ajudava o outro a se levantar, Robin se moveu com agilidade, ainda com a adaga em mãos caso precisasse, e com ajuda conseguiu erguer duas mesas caídas, de forma que ficassem como um pequeno escudo contra os lobos.
Apesar de estar acostumada com o campo de batalha e dificilmente correr de uma luta, naquele momento sua posição de conselheira moldava seus atos. Sua função era tirá-los dali em segurança e por mais que Thorn a tivesse ensinado que a melhor defesa definitivamente ser ao ataque, estando com poucas armas como estavam, aquela não seria uma decisão inteligente.
O restante do caminho até a saída do salão passou como um borrão. Robin empurrava os semideuses para fora enquanto voltava a atenção para Sebastian que vinha um pouco mais atrás. A adaga desferia golpes na tentativa de afastar as feras e feriá-las quando o ataque era mais violento. Sentia a cabeça latejar pelo choque com a mesa que os protegia de uma das investidas do lobo, que quase levou uma de suas irmãs, mas Sebastian foi rápido o suficiente para cravar a espada contra ele, ganhando tempo para a fuga, mesmo que a líder do chalé ainda tenha ficado desnorteada por alguns segundos.
“Os chalés não devem se seguros por enquanto” constatou para os mais velhos do grupo, parando Sebastian ao seu lado para se certificar que não havia nenhum grande ferimento, mas logo notando a extensão do ataque pelo acampamento e a forma com que os lobos investiam contra os semideuses, o objetivo parecia ser eliminar o mais número possível. “Os estábulos devem aguentar” propôs firme, o corpo tomado pela adrenalina, enquanto direcionava o grupo par ao lugar indicado.
Por um momento pensou ter ouvido a voz de Astoria, seguida da de Thorn, fazendo com que Robin cravasse os pés na grama por um momento, buscando o filho de Caos entre os outros campistas. A única coisa que ouviu entre o chiado das armas e os urros de combate foi algo como “você... o tempo todo” o que não lhe trazia nenhuma resposta sobre aquele embate. “Thorn” murmurou para o irmão gêmeo, os olhos atentos ao redor, aflita pela possibilidade de ele estar precisando de ajuda.
No momento seguinte sentiu o corpo ser emburrado pelo irmão gêmeo, que indicava o grupo que a aguardava um pouco mais a frente. Robin pressionou os lábios como se fosse incapaz de tomar uma decisão. Não queira se separar de Sebastian e não ter certeza de que ele estaria em segurança. Precisava saber se algum de seus amigos estava em apuros. Mas também não podia deixar sua responsabilidade e seu dever para com os campistas de lado.
Com uma troca de olhares breve, Robin soube que Sebatian havia tomado a decisão pelos dois e já partia para longe do grupo com a espada em mãos.
A semideusa então se focou no objetivo de chegar aos estábulos, correndo para o encontro do grupo que ainda a esperava, enquanto tentava pegar o caminho mais curto para o lugar, esgueirando-se entre as arvores para que não ficassem muito expostos. Como de costume em situações como aquela, a mão esquerda de Robin foi de encontro com o colar que sempre a acompanhava em busca de amparo, encontrando apenas o pingente restante, já que o outro estava com o dono original. Um suspiro escapou pelos lábios enquanto pediu pela proteção do pai nos pensamentos.
Chegando próximo ao riacho, a tarefa de ser discreto se tornava um pouco mais difícil pelos gravetos secos, pedras e a água que denunciariam facilmente a localização deles. “Shhh... Olhem por onde pisam, falta pouco agora” murmurou como alerta e incentivo para que mantivessem a esperança, mandando agora um outro campista na frente para ficasse na retaguarda. O silêncio com a batalha de fundo tornava a respiração deles mais alta, fazendo com que a tensão tomasse conta de Robin novamente. Estavam tão perto... Até que o som de uma das meias-irmãs se chocando com a água fez com que todos parassem abruptamente. Estáticos. Os olhos verdes se atentaram a qualquer sinal da presença de um lobo por perto, voltando o caminho para servir de escudo se necessário. Foi quando viu não só um, mas dois deles.
Os pés se firmaram no chão, a adaga firme em suas mãos, pronta para o ataque. Esperou se agarrando na esperança que eles pudessem simplesmente ignorá-los. Até que o primeiro lobo partiu na direção deles. “Vão, rápido!” gritou para que a deixassem se fosse preciso, já correndo na direção da primeira criatura, facilitando um ataque direto. Robin saltou com maestria na direção do lobo, a adaga esticada acima do corpo para que seu campo de alvo fosse maior. Chegou a sentir a lâmina perfurar a pele da criatura que urrou de imediato, mas em seguida seu corpo foi lançado contra o chão, arranhando boa parte da extensão de seu lado direito.
Foi só quando se reergueu que Robin notou que o segundo lobo havia investido surpreendentemente contra o primeiro. Os olhos encontraram os azuis acinzentados do animal e ela correu de imediato para recuperar a adaga ainda cravada no pelo do primeiro. A respiração arfou, mas o corpo se mantinha tensionado e em alerta com a possibilidade de ataque. Robin fez menção de dar o primeiro passo, mas uma voz familiar que pela primeira vez lhe trouxe alivio preencheu sua mente.
Rowan. Um riso nervoso escapou pelos lábios da semideusa, que baixou a adaga, recuperando o fôlego. “Você não poderia ter avisado antes?!” retrucou as palavras dele, limpando o sangue da arma na grama. “Está tudo bem, esse aqui tá do nosso lado” murmurou, erguendo as mãos em um sinal para que baixassem um pouco a guarda, ao se aproximar do grupo na companhia do lobisomem. “Agora vamos para aquele maldito estábulo” completou começando a sentir a pele arder pelo impacto contra o solo e a dor de cabeça voltar.
Uma vez no estábulo, o grupo afastou parte do feno para servir como cama, mas também como uma barreira visual caso alguém entrasse ali. Estariam seguros até que a batalha acabasse. Por mais aliviada que estivesse os pensamentos de Robin ainda estavam com aqueles que estavam fora do lugar, Sebastian, Thorn, Ellie e até mesmo Rowan e Brenna, esperando que o acampamento pudesse se reerguer mais uma vez.
O coração de Brenna começava a pular agora que tinha encontrado com a amiga de longa data. A morena não sabia se era pelo nervosismo daquele encontro ou pela expectativa de encontrar com Sebastian novamente, talvez pudessem ser as duas coisas. Suas mãos remexiam os dedos sem parar enquanto ouvia Robin relatar o fato da noite anterior, e uma parte de si se sentiu completamente culpada por não ter ido atrás deles mais cedo. Antes que ela pudesse proferir as palavras, o sorriso que carregava nos lábios foi se fechando pouco a pouco até que não sobrasse mais nada. “Entendo, é… acho que é melhor deixa-lo se recuperar” respondeu sem graça, balançando a cabeça em concordância. Algo dentro de si a alertava que aquele não era o motivo real de Robin não querer a sua aproximação. Brenna apontou para as coisas que a ruiva carregava e logo um sorriso bondoso surgiu novamente em suas feições “Quer ajuda, Robbie?Você deve estar cansada” ofereceu de forma prestativa, usando o apelido dela de infância sem querer, ainda sem graça por aquela abordagem abrupta que não saíra nem perto do que havia planejado. “…E… você pode me contar o que realmente aconteceu com ele no caminho” soltou sem delongas. Embora quisesse ver Bash o mais rápido possível, entendia que ele também precisava de descanso, tinha acabado de voltar, e ela própria não sabia como estava a sua cabeça; em um dia eram namorados e no outro ele havia desaparecido. Ela mesma começava a se sentir confusa entre tantos sentimentos não resolvidos.
Robin assentiu em concordância, agradecendo mentalmente por Brenna não ter insistido em entrar, ainda que não estivesse exatamente aliviada notando como a outra parecia inquieta. Parte da ruiva estava eufórica com a volta do irmão gêmeo, mas a outra e naquele momento dominante, parecia querer protegê-lo e prepara-lo para todas as mudanças que precisaria encarar após seis anos distante. Os olhos se atentaram quando escutou a filha de Ares a chamando pelo apelido de infância, utilizado principalmente por Sebastian antes de seu sumiço e que por pouco não havia se perdido completamente. “Uh, obrigada, estava indo deixar isso no chalé” murmurou após alguns segundos de hesitação, entregando uma parte dos pertences para ela e indicando que se afastassem da enfermaria. Ainda que certa estranheza pairasse entre as duas, aquela era uma boa oportunidade para entender como Brenna lidaria com a volta do ex-namorado. “A noite foi longa e ele pareceu bastante confuso em alguns momentos...” explicou enquanto caminhava, olhando vez ou outra para a mais velha “Ainda não entendi muito bem o que realmente aconteceu nesses seis anos, mas com o tempo acho que as coisas vão ficar mais claras” completou incerta das próprias palavras ainda que tentasse passar mais segurança. “Aparentemente ele dormiu por quase todo o tempo, então...” Robin encolheu os ombros levemente, olhando para Brenna com atenção, esperando que ela tirasse as próprias conclusões sobre aquela informação, já que a ruiva sequer compreendida por completo as implicações disso naquele momento.
Quando Brenna ouvira os boatos sobre a volta de Sebastian ela quase não acreditou. Tinha passado muito tempo indo e vindo no luau na noite anterior que não havia entendido quase nada, apenas no dia seguinte, quando acordara, que seu chalé estava inundado de fofocas sobre fragmentos do que tinha acontecido. Ela tinha se arrumado o mais rápido que pôde para fazer uma visita à enfermaria mas ainda estava insegura quanto ao que poderia encontrar. Tinha sido difícil perder um namorado de infância e mais difícil ainda superá-lo, e encarar @robinothood depois de tudo o que havia falado para ela era desafiador. Abraçou toda a sua autoconfiança e respirou fundo enquanto caminhava a passos largos em direção as escadas da enfermaria, mas antes que pudesse abrir a porta ela havia se escancarado sozinha, ou melhor, Robin a tinha aberto, e agora não tinha mais como a morena pensar duas vezes e acabar dando meia volta. Ela umedeceu os lábios, vermelhos pelo batom que sempre usava independentemente do horário, e forçou um sorriso nervoso “Oi Robin, eu soube…” hesitou por alguns segundos, os olhos negros espiando dentro do cômodo antes de voltarem para a ruiva a sua frente. “Soube que o Bash está de volta, por um momento não acreditei… como ele está? Será que eu posso vê-lo?”
Depois de praticamente uma noite em claro na enfermaria, Robin esperou que o irmão adormecesse depois de mais uma visita de um dos filhos de Apolo para que pudesse ir até o chalé de Hermes apenas para trocar as roupas do luau e pegar algumas roupas novas para quando Sebastian acordasse. O olhar cansado estava presente mesmo com o alivio e a felicidade predominante da semideusa, afinal precisou de algumas horas para realmente se convencer de que aquilo realmente estava acontecendo. Deixou a enfermaria com uma pequena sacola nos ombros, com os poucos pertences que o loiro havia consigo e sequer conseguiu repassar o que precisava pegar no chalé antes que a presença de Brenna a fizesse parar. Os olhos esverdeados fitaram a filha de Ares com certo receio, esboçando um sorriso de canto com o cumprimento rápido. “É, ele apareceu ontem durante o luau e...” começou, indicando a parte interna da enfermaria com um aceno breve. A amizade entre as duas outrora fora forte, sobretudo com a perda em comum, mas há algum tempo seus encontros se tornaram cada vez menos frequentes. Robin não culpava Brenna por ter seguido em frente, mas a visita imediata a fez sentir um pequeno embrulho incomodo no estômago. “Ele está se recuperando, encontrar o caminho de volta não parece ter sido fácil... As coisas ainda estão bem confusas. Então, talvez seja melhor esperar até que ele acorde” completou em seguida, fechando a porta atrás de si e tentando não parecer que a estava barrando de alguma forma, ainda que quisesse poupar o irmão daquele encontro pelo menos por enquanto.
Um tapa estalou em seu rosto, trazendo-o de volta. Ou quase. Em outro momento reclamaria, mal-humorado e certamente tentaria revidar, mas não estava em condições e nem sabia quem é que tinha feito aquilo, já que estava cercado de pessoas das quais não se lembrava. Sebastian quis acreditar que o motivo era os olhos embaçados que tornavam difícil distinguir as feições sob as sombras da fogueira e não as gotas da nascente do Rio Lete que Ícelo o fazia tomar, vez ou outra.
Apoiou-se nos cotovelos com dificuldade, o medo estampando as feições, tentando se esquivar de toda aquela gente curiosa, mas estava fraco demais para se sentar. Por sorte, não era o único que queria se livrar do aglomerado de campistas. A voz que esbravejava fez a mente de Bash se agitar em reconhecimento. Um reconhecimento vago, é verdade, mas a sensação de familiaridade estava ali, em algum lugar e, enquanto o mais velho tagarelava, analisando suas feições, Sebastian tinha toda sua pouca energia focada em reconhecê-lo.
A postura, a forma como as palavras se articulavam rápidas e afiadas. Ele definitivamente o conhecia. Até a sensação em seu peito era familiar, como se a presença do outro o instigasse a seguir seus instintos mais agitados e impertinentes. Ele se lembrava de alguém assim, embora o nome ainda lhe faltasse, alguém que o ensinara muitas coisas antes, especialmente como segurar uma espada ou aprontar sem ser pego.
Entreabriu os lábios para responder o nome, mas antes que pudesse articular as letras, um cigarro pendia dos lábios. Clássico de Thorn, resolver os problemas com uma dose de entorpecente…
― Thorn … ― resmungou, ao passo que o cheiro doce invadiu suas narinas e fez os olhos lacrimejarem, mas não pareceu ser notado. Franziu o cenho quando tragou uma vez, obedecendo o comando de forma automática. Qualquer coisa para aliviar seu corpo, que doía em lugares que ele nem imaginava ser possível.
Noutra ocasião Sebastian teria ficado ofendido com o não reconhecimento. Ele não era esquecível, longe disso. Gostava de se auto intitular marcante, indispensável. Pensar que havia ficado tanto tempo longe ao ponto de não ser mais reconhecido o fez engasgar com a fumaça do cigarro, jogando o cigarro para longe a tempo de ouvir Thorn se sufocar com seu nome. O alívio o atingiu em cheio e o garoto relaxou, deixando-se cair no chão novamente.
―Surpresa… ― Balbuciou, fechando os olhos diante da luz repentina que brotava do filho do Caos, se encolhendo para fugir da claridade. O corpo todo tremeu quando a voz de Robin soou em seu ouvido, trêmula, desesperada e, ainda assim, dando diretrizes para lá e pra cá. Típico de Robin, manter a postura quando está prestes a desabar. Abriu os olhos novamente, atordoado, para ver o rosto que esteve em sua mente tantas vezes desde que adormeceu. Tentou erguer as mãos, tocá-la, pedir desculpas por ter sumido todo aquele tempo quando eles já tinham perdido tanto, mas tudo que fez foi murmurar “hey, Robbie” em meio ao que tentou fazer parecer com um sorriso. Viu o mundo girar uma vez mais, enquanto era arrastado para longe da confusão e, ainda que não tivesse mais de onde tirar sustentação, tomou fôlego antes de gracejar, num sussurro: ― O que eu perdi?
Thorn lembrava-se com clareza do dia em que Sebastian havia sumido e o quão desolada Robin tinha ficado. Os dias que se seguiram foram de pura procura desesperada e todas as vezes voltavam para o acampamento sem nenhuma pista do paradeiro do gêmeo. Aquele episódio o fez se lembrar do quão imponente havia se sentido por quase cento e cinquenta anos, quando procurou incessantemente por Astória para só então encontrá-la no Cassino Lótus sã e salva. Tinha feito o máximo para não deixar que Robin perdesse as esperanças, ele próprio não havia perdido quando foi com ele e não o teria feito quando naquele caso, mas, diferentemente dele, Robin não tinha a imortalidade para se segurar em esperanças que poderiam acabar em ilusão. No entanto, ali estava ele, um pouco diferente da última vez em que o vira mas ainda assim vivo. E ele havia retornado. O filho da mãe tinha conseguido voltar pra casa, independentemente do que havia acontecido. O pensamento automaticamente desenhou um sorriso em seus lábios e ele virou o rosto para encarar o loiro “Eu não sei pelo o que você passou esse tempo todo, garoto, mas é muito azar mesmo que o primeiro rosto que tenha esbarrado assim que voltou tenha sido o meu” brincou enquanto carregava o mais novo praia acima, apontando com o queixo para que Robin seguisse em direção a enfermaria.
Àquela hora os mais novos certamente estariam dormindo no chalé e, mesmo que fossem pra lá, só chamariam ainda mais atenção, ao contrário da enfermaria que certamente estaria mais calma e pelo menos teriam o que precisavam para os primeiros socorros. Thorn empurrou a porta com o ombro e ajudou Robin a deitar o irmão na primeira maca que encontrou vazia, parando alguns segundos para tomar fôlego. Ele deixou os olhos verdes captarem aquela imagem para que ficasse guardada em sua memória pelas próximas décadas, a sensação de genuína felicidade em ter alguém que amava de volta. Os olhos viraram-se para encarar Robin, uma risada quase descontrolada ecoando de sua garganta quando ele se conteve com uma das mãos, a voz beirando um sussurro “É ele mesmo, Robin! Ele tá de volta…eu disse que ele estava vivo” uma das mãos agarraram a da amiga, apertando-a em forma de conforto antes de Thorn virar-se para encarar Bash “Não sou lá o melhor curandeiro mas é o que você tem pra hoje”
O semideus se afastou dos gêmeos a passos largos em direção aos armários, procurando entre as estantes qualquer coisa que pudesse ajudar a melhorar o estado de Sebastian. Juntou algumas gazes, água para injeção, pomada para queimaduras e álcool, e assim que estava voltando avistou uma jarra com néctar na mesinha de canto do salão. Thorn levou tudo o que conseguiu segurar para perto deles e fechou a cortina branca atrás de si – era melhor que não chamassem atenção àquela hora. Embora já tivesse participado de muitas batalhas antes e tivesse visto muitos cenários ruins de estados de saúde, não era lá muito fã de estar na linha de frente de feridos. Se pudesse confessar, diria que ficava enjoado ao ver sangue ou ossos quebrados, mas era completamente incoerente da sua parte. Ele se acomodou em um banquinho aos pés do mais novo e uma careta permeou sua face ao ver o estado dos seus deles “Cara… você tinha mesmo que jogar meu beck fora? ele tava novo” protestou enquanto erguia o olhar para encará-los, balançando a cabeça para Robin num indicativo de que a coisa estava bem feia. Thorn precisaria de qualquer coisa para deixar sua mente no automático agora que teria de lidar com ferimentos, então tateou um dos bolsos a procura do seu cadre inseparável. Ia ter de servir.
Se serviu de um grande gole e o fechou, e com um estalar de dedos a pequena bolinha luminosa flutuou novamente no ar, clareando apenas o suficiente para que ele pudesse ver, e Thorn se pôs a trabalhar naquelas feridas com uma careta quase desesperada “Podem continuar, é só fingir que eu não tô aqui” ele indicou para os dois com um balançar de dedos antes de voltar-se para Bash “Sinto dizer que… this is gonna hurt”
Mesmo com todo o barulho ambiente, no momento em Robin ouviu a voz do irmão, foi como se todo o cansaço e as dores dos ferimentos que havia conseguido durante sua missão tivessem se dissipado. “Shhh, ei tá tudo bem, você precisa descansar” foi o que proferiu de imediato, em uma tentativa de fazer Sebastian poupar as energias e demonstrando a urgência em conseguir ajudá-lo antes que algo pudesse acontecer. Depois de seis anos de busca, a volta improvável do semideus parecia que pudesse se esvair de suas mãos a qualquer momento e Robin precisava garantir que isso não acontecesse. “Não acredito que você 'tá mesmo aqui” completou em meio a um risinho incrédulo mais para si do que mais o loiro, seguindo o caminho indicado por Thorn, segurando o corpo do irmãos contra o seu com certa firmeza, enquanto a adrenalina ainda tomava conta de seus movimentos.
O comentário de Thorn fez com que a ruiva soltasse um riso mais divertido, deixando parte do medo e da tensão de lado momentaneamente. Robin grata por toda a ajuda e apoio que o filho de Caos havia prestado desde o sumiço de Sebastian e não havia ninguém melhor para ajudá-los naquele momento do que ele. Subiu as escadas da enfermaria, esperando que o mais velho abrisse caminho para que adentrassem no lugar estranhamente vazio, provavelmente devido ao luau que ainda acontecia. Robin colocou o irmão cuidadosamente na maca, segurando-o com firmeza pelo braço na tentativa de não perder o contato por um segundo sequer, enquanto tentava recuperar o fôlego e controlar as lágrimas que começavam a escorrer pelos os olhos verdes. Um riso eufórico tomou conta da semideusa logo que ouviu as palavras de Thorn, pendendo a cabeça para o ombro do amigo momentaneamente, sentindo finalmente um alivio tomar conta do corpo enquanto olhava cuidadosamente para Sebastian. Assentiu várias vezes em resposta. “Nós nunca deixamos de procurar por você, Bash, nunca mesmo” murmurou trêmula, pressionando os lábios antes de finalmente abraçá-lo pela primeira vez por alguns segundos. . “Eu realmente nem sei por onde começar... Por um momento achei que tivesse que ir ao tártaro buscar você”
Afastou-se do irmão apenas quando Thorn retornou com todos os objetos e medicamentos, sabendo que ele provavelmente lidaria melhor com aquilo do que ela, afinal Robin era boa na ação, mas deixava a parte dos cuidados com uma dose de néctar e ambrosia, torcendo para serem suficientes. “Ah, então foi você?!” indagou fingindo surpresa a respeito do beck, o que entregava o aroma adocicado que se mesclava com o irmão. Devolveu o olhar do mais velho apreensiva, sabendo que mesmo com a experiência de Thorn aquilo definitivamente não seria tão simples como para os filhos de Apolo e os enfermeiros do lugar. Os olhos se atentaram quando a pequena luz surgiu no cômodo, entendendo a deixa do outro e sabendo que sua ajuda teria que ser distrair o irmão para que o trabalho fosse feito rapidamente. “Você ‘tá péssimo” comentou logo que o soltou, quando pôde olhá-lo mais próximo. “O que aconteceu com afinal? Onde você estava esse tempo todo? Como encontrou o caminho de volta?” disparou as perguntas apreensiva, mas buscando as respostas que a assombraram por tanto tempo.