Lamentável que poucos conheçam teu sabor.
Para alguns, apenas ressoam os disparos,
O aroma de drogas nas esquinas,
Os pinos de cocaína espalhados pelo chão,
Acompanhados por cápsulas de balas que interrompem o estudo, enquanto estão quentes.
O firmamento se pinta de azul,
Transmitindo a mais sublime paz,
Enquanto na terra se trava a mais sombria guerra,
Onde uns desfilam em carros blindados,
Com medo de irem a hospitais lotados,
Ou tornarem-se mais um a virar saudade.
Um azul exuberante e profundo,
Talvez, se deixarmos de lado os helicópteros,
Ele possa representar um símbolo de serenidade e paz,
Em meio a tantos conflitos e tempestades.
O canto dos pássaros é abafado pelos tiros e pelo desespero,
O canto das aves é abafado pelo ronco dos carros luxuosos,
Contemplamos o peso do lugar onde nascemos,
E as oportunidades que nos são concedidas,
Muitas vezes desanimamos com o tempo.
Mas não devemos desistir,
Precisamos começar a agir,
Pois se da violência vem violência,
Vamos quebrar esse ciclo para que,
Da violência venha o amor,
E quem sabe no meio desse caos,
E nos momentos de desânimo,
A chuva que inunda as ruas,
Que hoje se transformou em um grande valão.
E saiba que em um futuro distante,
Poderá brilhar como as estrelas,
Com o poder do estudo ou do esforço,
Guiando outros pelo caminho,
Demonstrando que os sons das balas, os gritos, o desespero e o sangue nas calçadas que o impediam de frequentar a escola,
Não o impediram de crescer,
Quebrando o ciclo de violência,
Demonstrando que a caneta cansa a mente,
Enquanto o fuzil mancha as calçadas com o sangue de cidadãos,
Que, com fardas ou coletes,
Possuem famílias e orações.
E que mesmo entre as sombras,
A luz pode encontrar seu espaço,
Sempre haverá uma estrela a brilhar,
Guiando-nos rumo à esperança,
E ao poder transformador do amor.