Em Lucas 11:11, Jesus pergunta: "E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente?". Esta pergunta é uma forma de enfatizar a generosidade de Deus. Se pais humanos, que são imperfeitos, não darem algo ruim quando seus filhos pedem algo bom, quanto mais o Pai celestial, que é perfeito, dará o bem (o Espírito Santo) aos que o pedirem.
O versículo 11 é parte de um trecho maior (Lucas 11:11-13) que enfatiza a confiança em Deus e na sua generosidade. Jesus usa a comparação de pais humanos para ilustrar que, mesmo sendo imperfeitos, eles não dariam a seus filhos algo ruim em vez de algo bom. A mensagem é que, se os pais humanos são generosos com seus filhos, o Pai celestial, que é perfeito, será ainda mais generoso com aqueles que o buscam.
Jesus usa um exemplo do mundo terreno para mostrar que, se pais humanos, que podem ser egoístas, não darão algo ruim em vez de algo bom, quanto mais Deus, que é perfeito, será generoso.
A pergunta de Jesus incentiva os seus ouvintes a confiar em Deus, sabendo que Ele sempre lhes dará o que é bom, especialmente o Espírito Santo.
A comparação entre pais humanos e Deus serve para ilustrar a superioridade da bondade e da generosidade de Deus.
“Rejeitará o Senhor para sempre e não tornará a ser favorável?
Cessou para sempre a sua benignidade? Acabou-se já a promessa de geração em geração?
Esqueceu-se Deus de ter misericórdia? Ou encerrou ele as suas misericórdias na sua ira? (Selá.)
E eu disse: Isto é enfermidade minha; mas eu me lembrarei dos anos da destra do Altíssimo.
Eu me lembrarei das obras do Senhor; certamente que eu me lembrarei das tuas maravilhas da antiguidade.
Meditarei também em todas as tuas obras, e falarei dos teus feitos.”
Hoje eu gostaria de compartilhar uma reflexão sobre as diferentes formas de expressão, não só de afeto, mas falando da expressão do que temos em nós como um todo.
Somos uma sociedade que hierarquiza personalidades, e fazemos o mesmo com os nossos afetos, pois ainda achamos que existe uma expressão de afeto que se sobrepõe à outra.
Sentimos de formas distintas. Expressamos também de jeitos únicos. Mesmo que existam elementos básicos a todos nós (como os sentimentos mais comuns: raiva, felicidade, tristeza, medo, ânimo), ainda assim cada um expressa o sentir de uma forma. E precisamos valorizar isso: a diversidade nos afetos.
Na própria Astrologia, que eu trato bastante aqui no blog, eu evidencio o quanto é possível sermos diversos. A Lua, por exemplo, representa as nossas reações emocionais, vida interior e afins. E em cada signo, as tendências serão bastante diversas! A Astrologia também nos lembra do valor da diversidade e da multiplicidade.
Não existe uma só maneira de demonstrar o que se sente. Existe a maneira mais adequada e equilibrada, isso sempre, mas partindo do que você consegue. Conseguiu expressar? Tá ótimo. O que expressou é o adequado dentro daquela situação? Perfeito. Não precisa ser uma pessoa hiper expressiva para o que você faz ser considerado expressão. Precisamos valorizar mais isso. O que cada um faz nem sempre é insuficiente. O insuficiente pode estar dentro do teu olhar.
É esse tipo de pensamento que nos leva a julgar pessoas mais introspectivas como "frias". Faz com que muita gente pareça 'indiferente' quando na realidade elas expressam e sentem de outras maneiras.
Nesses casos, existe sim a importância de trabalhar a sua extroversão, o ato de exteriorizar, porém, os extrovertidos também precisam aprender a introspectar, introverter.
Ser introvertido é importante e gostoso para autoanálise construtiva e também para observar o mundo ao seu redor. Ou seja: ninguém está errado… São apenas formas distintas de viver e ser. E um tem que aprender com o outro, dentro do que couber.
E o que estou falando sobre valorizar a expressão de cada um é diferente da importância de uma pessoa evoluir na sua expressão, no seu contato. Uma coisa não exclui a outra.
Estamos (ou deveríamos estar) sempre buscando evoluir, melhorar, enxergar nossos pontos fracos. Porém, quando o afeto já vier à tona, mesmo que a pessoa ainda tenha potencial para muito mais, por que não valorizar?
Cada um está em um tempo. Cada um funciona de um jeito.
E ahh, preciso te lembrar que a diversidade de afetos e o valor que precisamos dar a isso é diferente de indiferença, de não ter importância, ou ter pouca empatia ou compaixão.
Isso é óbvio, mas lembrando apenas para ninguém romantizar comportamentos alheios que não são diversidade na expressão do afeto, mas sim uma clara indiferença de ser afetuoso e empático. É bem diferente, viu? Atente-se a isso também.
Porque as pessoas estão cansadas de apenas religião, que dita regras e condena! O que elas precisam é de alguém preocupado com sua dor e disposto a escutá-las. Assim como Jesus parou pra ouvir o clamor do cego quando ninguém mais queria escutá-lo "Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim!".