não consigo escrever sobre você. o que me restou aqui?
DEAR READER

Kaledo Art

if i look back, i am lost
Game of Thrones Daily

pixel skylines
Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
Monterey Bay Aquarium
cherry valley forever

titsay

#extradirty
AnasAbdin
tumblr dot com
Sade Olutola

oozey mess
NASA
RMH
Keni

tannertan36

blake kathryn
d e v o n
seen from Russia

seen from Germany
seen from United States

seen from Türkiye
seen from Finland

seen from United Kingdom

seen from Saudi Arabia
seen from Germany

seen from Iraq

seen from United States

seen from Türkiye
seen from Estonia
seen from France
seen from Canada
seen from Vietnam

seen from Germany

seen from Germany
seen from Iraq
seen from Canada
seen from United Kingdom
@romanceie-se
não consigo escrever sobre você. o que me restou aqui?
eu queria ser salva
das
minhas colisões internas
Meu amor é poesia
que só faz sentido com você.
Você diz que não está doendo, mas você não conhece meu coração.
viajei depois de anos para esse lugar que eu não mais reconhecia. era tão costumeiro. era presente na memória e, de repente, passaram-se anos e eu não me vi mais ali. estranhamente, parecia igual. era como reencontrar um par de meias no fundo da gaveta. um dia, eu parei de usar e não senti mais saudades. mas reencontrei essa mesma casa, nessa mesma rua, com o mesmo antigo carro e a mesma pessoa parada na porta, esperando nem tão paciente assim, exatamente como costumava sempre estar. por dentro, os mesmos móveis, nas mesmas cores, a cortina branca quase amarela, a varanda coberta por planta. uma sensação de similaridade, mas também de estranheza. um dia, eu havia dito adeus com a sensação de retorno — e não nos falamos mais. sem despedidas, sem verbalizar o "até logo" ou "nunca mais". só fui e escolhi não voltar.
um dia, de repente, voltei. sem aviso prévio, voltei. e que sensação estranha.
que dissabor;
tenho tentado aprender a sentir vontade de viver.
tenho insistido em olhar no espelho e pensar que há aqui uma fagulha de força. também penso que a luz no fim do túnel tem estado tão distante que corro tanto atrás dela que encontro outro túnel, mas não encontro a saída. passei os últimos anos da minha vida ignorando que meu corpo pertence ao mar e que o afogamento é quase uma salvação, que voltar para a superfície é estar afundada dentro de mim, dentro da minha redenção. mas eu fugi pra longe e não encontrei o mapa que me conduz o retorno à água salgada. perdi a fé, deixei a esperança guardada no álbum de família escondido dentro da caixa em meu guarda-roupa.
esqueci como retornar, escolhi não voltar. pretendo, quase minto, que a vida ainda existe em meio a toda essa dor e quando olho para o retrato ao lado da cabeceira penso que não há mais nada que me faça sentir vontade de existir.
quero minha vida sempre cercada de arte música poesia literatura café e você.
geovana caroline.
Já morri umas 10 vezes essa semana.
Mas tudo bem, a única morte que mata
É a dos órgãos.
De todas às outras,
A gente acorda na manhã seguinte.
“Eu perguntei “tá tudo bem?” Ela sorriu, disse que sim Tá tudo bom pra ela Então tá tudo bom pra mim”
— Charlie Brown Jr. (via motoshima)
ana,
que engraçado pensar que vivi anos segura em um anonimato garantido, como se esconder meus sentimentos fosse o próprio refúgio de mim mesma, numa intensa procura por paz. ninguém me conhece, ninguém conhece meus sentimentos. e que causa essa eloquência de viver sob olho algum, espectador algum, que pudesse desvendar de mim o meu próprio nome. e sem nome. sem endereço. segura.
se curar sozinho é uma das coisas mais difíceis que a gente pode enfrentar
KAIBUTSU 怪物 [MONSTER]
Hirokazu Kore-eda, 2023
Todos nós temos uma versão verdadeira que ainda não foi desenvolvida.