Tem olhos de outono, cor de história bem contada,
onde mora um brilho leve, de quem sonha acordada.
Castanhos como terra molhada,
onde flores nascem só de ser olhada.
Cabelos? Ah, são revoluções cacheadas,
que dançam com o vento e dão risada.
Cada cacho é um segredo bem guardado,
um “era uma vez” que nunca foi contado.
Ela sorri como quem conhece o truque da vida:
rir primeiro, chorar depois, se for preciso,
mas nunca sem antes servir café e improvisar um paraíso
num fim de tarde sem aviso.
Tem humor de quem sabe rir do caos
e coração que cabe o mundo e mais uns tais.
Apaixonada? Sempre, até pela brisa.
Pelo céu, pelos bichos, pelo riso, pela vida.
É dessas que atravessam dias nublados
com guarda-chuva florido e batom borrado,
cantando alto no chuveiro como se o mundo fosse plateia
e ela, a estrela de uma novela da sua própria ideia.
Se fosse poema, seria rima rara.
Se fosse vinho, seria risada na taça.
Mas ela é ela, e só isso já basta.
Um caso sério com a leveza… e com a graça.