Seu nome é Anastásia Moira Rowle, possui dezessete anos, nasceu dia dezessete de março de 1997, é uma halfblood e está em seu sexto ano em Hogwarts.
Theodore Rowle conheceu uma bela mulher em um bar de Londres. Ele nunca soube o seu nome: Visenya Rosier. Uma ex-slytherin, com seus fios loiros platinados. Não foi paixão o que aconteceu entre eles, longe disso. Os dois apenas estavam ali com um objetivo em comum. E esse era um motivo mais do que suficiente. Nenhum deles cogitava o risco, o que aconteceria depois. O relacionamento durou apenas uma noite e a única testemunha foi o álcool. Visenya não conseguiu impedir o desespero quando descobriu a gravidez, pouco tinha pensado no homem daquela noite durante os meses que tinham se passado. Vinda de uma família sangue puro extremamente radical, sabia que precisava encontrá-lo. Precisava que ele assumisse o papel de homem e resolvesse o problema. E assim o fez, deixando com um Theodore atordoado uma Anastásia recém-nascida.
Apesar da forma como foi deixada ali, a pequena Anna foi muito bem recebida por seu pai. Ele estava atônito, mas era inegável a rapidez com que se afeiçoou a menina. Escondeu de todos quem era a mulher que abandonara um bebê, convencendo a sua noiva de que seria melhor assim. Quando finalmente se casaram, os três foram morar na Suécia. Os mais velhos sempre muito preocupados, querendo que Anastásia crescesse em um ambiente tranquilo. Que desse o suporte que ela precisaria no futuro. Ela tinha aulas de etiqueta e piano, além das de idomas. Aprendia tudo o que julgavam necessário. Os anos passaram, e Anastásia demonstrava ser uma garota tranquila e bastante criativa. Curiosa, pode-se dizer. Apesar de bastante solitária. Tanto que os primeiros sinais de magia ocorreram quando estava no jardim, distraída observando nuvens. Anastásia em uma das vezes fez com que um vaso batesse contra seu pai que adentrava o lugar a sua procura.
Tinha onze anos quando foi para Durmstrang, como era padrão. Seus pais acreditavam que a escola era a melhor opção para a Rowle. E teria permanecido lá, se não tivesse manchado o seu currículo. Quando estava no quinto ano, houve um acidente. Uma poção mal feita tinha sido o suficiente para que a colega de dormitório morresse. As especulações foram inevitáveis, já que Anastásia era a única que estava com ela quando aconteceu. Pelos corredores de Durmstrang alguns alunos mais medrosos evitavam a garota, quando seu avô que ainda residia em Londres deu o ultimato: Anastásia seria transferida para Hogwarts.
Anastásia nunca comentou com ninguém em Hogwarts o que aconteceu em Durmstrang, o motivo de ter sido transferida. A verdade é que odiava o fato de não ter podido opinar, de não decidir se iria continuar lá e enfrentar quem a acusava ou não. Nunca admitiu para a família o quanto adorou o castelo em si desde o primeiro minuto, principalmente pelo fato de não ter temperaturas tão baixas todo o tempo. A relação entre eles tinha sido abalada. Até mesmo com o seu avô, que era seu ídolo anteriormente. Rasgava as cartas que recebia, e evitava ao máximo ter que voltar para casa. Não se importava que a achassem rebelde, pelo contrário, fez o que pode para que seu cabelo e sua vestimenta dessem essa impressão. Tinha jogado todos os ensinamentos sobre ser uma Rowle e honrar o nome em uma caixa no fundo de sua mente, e trancado-a lá.
Adquiriu alguns hábitos em pouco tempo, o principal entre eles era ocupar suas madrugadas indo para a torre de astronomia. Por vezes ficava ali até pegar no sono, tendo que correr ao acordar para não perder nenhuma aula. Ainda tinha duvidas sobre o porquê ter sido escolhida para a Corvinal, mas se esforçava para fazer jus pelo menos a isso. Tinha um carinho especial por aqueles que compartilhavam o que sabiam sem prepotência, apenas por compartilhar. Independente de ser aluno ou professor. Durante as aulas era onde se encontrava mais centrada, mais certa do que precisava fazer quando finalmente se formasse.
Em seu dormitório guardava livros sobre poções e oclumência, seus assuntos preferidos na hora de estudar. Não que compartilhasse esses interesses com suas colegas de quarto, ou algo assim. Anastásia colocava um feitiço neles para que aparentassem ser livros de História da Magia, já que muitos não seriam considerado aprovados pelos professores para uma aluna do sexto ano. Eram os únicos presentes do patriarca dos Rowle a qual não tinha dado um fim.
Saiba mais sobre Anastásia:
↳ Anastásia possui uma gata malhada que adotou da rua quando tinha sete anos, a qual deu o nome de Cordelia. Colocou um pingente dourado nela com seu nome, para diferenciá-la. Acha a gata um tanto comum.
↳ Apesar de tudo o que aconteceu, sua matéria preferida ainda é poções. É a única que vence transfiguração. Anastásia se esforça um pouco mais para ela do que para as demais.
↳ Quando estava no quarto ano seu irmão foi expulso da família por ser um aborto. Logo aprendeu que não poderia tocar no nome dele, para não ser punida. Anna sente falta dele, por mais que esse seja apenas mais um dos assuntos sobre que não fala. Por muito tempo teve medo de não honrar a família o suficiente e ser expulsa também.
↳ Sempre tem pelo menos uma garrafa de firewisky em seu dormitório. Sempre que se sente muito solitária, recorre ao álcool. Algo que desde que se afastou da sua família se tornou rotineiro. Sente vontade de experimentar algo mais pesado, para ver se deixa de ser medrosa. Mas hesita.
↳ Tem uma queda por Korey Kief, o grifino. O observa de longe, sabe do que aconteceu com ele, e sente que de alguma forma ele a entenderia melhor do que ninguém.
Pais: Theodore Rowle e Visenya Rosier
Clubes: Clube de astronomia.