É engraçado ver que hoje tenho o ctt dele livre no celular mas não adianta se ele é bloqueado em minha mente.
A gente sente amor e quando ele se vai vemos o tanto que nos auto sabotamos.

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É engraçado ver que hoje tenho o ctt dele livre no celular mas não adianta se ele é bloqueado em minha mente.
A gente sente amor e quando ele se vai vemos o tanto que nos auto sabotamos.
O tempo a vai passando e ficando mais exaustivo conhecer alguém, sempre tem dois lados que vc precisa segurar as pontas e quando parece ser real vc leva um chute e cai novamente em um buraco de ilusões .
O medo me envolve como um manto pesado que eu não consigo retirar, o pior deles é o medo de ser esquecido, de nunca ser lembrado pelo que eu sou, de passar despercebido pela vida sem deixar nenhuma marca. E essa tristeza é um fardo constante, é uma companheira inseparável que sussurra no meu ouvido que talvez eu esteja destinado a permanecer nesse estado de solidão e abandono. E cada dia que se passa é uma batalha contra a invisibilidade, contra a irrelevância. Vejo o mundo ao meu redor se conectar, florescer e tudo o que posso fazer é observar de longe, sempre à margem, preso em minha própria tristeza e desesperança. O receio de que essa seja minha realidade permanente é avassalador, é um pensamento que me assusta profundamente causando arrepios na espinha. É um medo que não me dá trégua, que me lembra constantemente de que talvez eu nunca encontre o meu lugar, que talvez eu nunca seja amado, como eu tanto peço ao universo e desejo. E enquanto o mundo ao meu redor continua a se conectar e a prosperar, eu fico parado, preso em minha própria escuridão, em meu próprio caos, em meu próprio abismo, sem saber se algum dia serei capaz de escapar disso.
Há várias pessoas na mesma calçada em que estou, mas não posso ouvir seus passos nem os carros transitando.
De cabeça baixa, continuo meu caminho.
É de manhã, e não sei muito bem onde estou indo. Eu pego o ônibus e vejo que as ruas estão vazias — há somente corpos transitando, sem nenhuma empatia. Então fecho a janela, porque até a paisagem parece morta. Checo o meu relógio, e já são cinco e cinquenta.
Peço ao motorista para parar a um quarteirão e meio. Gosto de imaginar o que vou dizer a ela quando a solidão passar, então desço um pouco antes da sua nova casa. Eu havia esquecido as flores, mas, por sorte, no novo endereço havia uma floricultura perto — e eu pensando que nada dava certo.
Enfim, como sempre, subo a rua e entro. Ah, sim, esqueci de comentar (rsrs): eu sempre senti aquele frio na barriga, mesmo depois de me declarar várias vezes.
Enfim, ela estava ali, debaixo de um gramado extremamente verde e cheio de vida. Eu olhei fixamente para a lápide, e dizia:
“Me faça ser poesia — e todos aqueles goles de café, com cigarros morrendo em você todos os dias...”
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Os sinais que geralmente você ignora no começo, normalmente são as razões pelas quais você vai embora no final.
Mais um dia as quase 4 e poucas da madrugada em um quarto tão grande dormindo sozinho… Cadê o meu alguém, onde ele se esconde .
Quero um amor de verdade
Que não me pise
Não ME ILUDA
que eu possa me afogar nele sem que ele diga que minha entrega toda é muita emoção.
Não tenho tido tempo pra chorar aqui com vocês,
Geralmente essa dor vem depois de tudo ou durante algo que tento fielmente conseguir dominar.
Minha Dores ultimamente não só de amores, mas de negócios
Por mais que o tempo avance e as paisagens mudem, há marcas que permanecem; Algumas quase invisíveis, outras latejam em silêncio, como se quisessem lembrar que existir dói. A verdade é que em algum momento, todos precisamos nos despedir, do passado, de quem fomos, de quem amamos, de lugares que já não cabem em nós. Eu aprendi isso em dias que amanheceram pesados, quando o coração parecia não querer acompanhar o passo seguinte. É estranho perceber que há versões nossas que já não voltam mais, aquelas que acreditavam em promessas eternas, em abraços que nunca se desfariam. Mas a vida, com sua sabedoria impiedosa, nos ensina que algumas partidas são necessárias para que o caminho continue. Muitas vezes temos que nos despedir do passado, de quem fomos há poucos dias e até mesmo há poucas horas, de pessoas que amamos de coração mas que nos impedem de seguir o nosso caminho. De lugares onde as nossas dores e cicatrizes ardem, queimam e incomodam. E há uma dor peculiar em deixar para trás aquilo que um dia foi casa. É como se cada adeus arrancasse um pedaço da pele, mas, ainda assim, fosse a única maneira de respirar de novo. Há despedidas que acontecem em silêncio, em uma decisão muda que ninguém percebe. Outras são tempestades barulhentas, definitivas, carregadas de palavras que não podem ser retiradas. Em ambas, no entanto, algo se rompe. E o que sobra? A memória do que foi bonito e a cicatriz do que doeu. Talvez as cicatrizes sejam apenas isso: lembranças que o corpo não soube esquecer. Elas nos moldam sem pedir licença, reconstroem o que somos a partir do que perdemos e por mais que tentemos escondê-las, sempre há um momento em que elas nos denunciam, em um toque, um cheiro, uma rua familiar demais. Mas aprendi, também, que as cicatrizes não são o fim, elas são só o que fica depois que a dor se vai. São marcas de que sobrevivemos, de que tivemos coragem de partir, mesmo quando tudo em nós queria ficar. Porque, no fim, seguir em frente é sempre um ato de coragem e há cicatrizes que são, na verdade, medalhas silenciosas de quem ousou recomeçar.
— Diego em Relicário dos poetas.
sorte ruim
espero que, em algum momento distraído, você pense em mim sem querer.
que alguma coisa banal, um gesto, um som qualquer, te puxe de volta pra um lugar que já não existe.
não o suficiente pra voltar, claro. só o bastante pra pesar.
como se fosse azar. ou sorte ruim, se quiser romantizar a queda.
e que você não entenda por que isso ainda acontece.
É difícil explicar para uma pessoa que você não chora por ela, mas pelo o que você criou dela. Eu não amo você, eu amo a versão que idealizei sua. Essa versão, de quem eu achei que você era, eu amei, não o você de verdade, porque este eu não conhecia. Não se gabe por estar em meus pensamentos, é outra versão sua que está. Amar alguém é aceitá-la como ela é, mas eu não te aceito como você é, não aceito nada do que você faz nem amo nada do que você verdadeiramente é.
O gosto amargo que você deixou na minha boca me amargurou por inteiro, no início era só melancolia, mas tudo não passou de uma gradação. As lágrimas desciam do olho tirando todo o sentimentalismo que ainda existia em mim, juntamente com o brilho no olhar que um dia iluminava tudo ao meu redor... Alegria, tristeza, ressentimento. Como pode apenas um alguém ter causado esse turbilhão de emoções dentro de mim? Aquele seu sorriso distorcido me discorreu por inteiro, cada parte de mim espalhada por um canto dessa cidade que nem faço questão de procurar. Tanto tempo achando que a culpa era minha enquanto estava na beira do abismo próximo de ser consumido pela minha própria insanidade, até que um ego inconsciente me atingiu e me fez perceber que você foi o caos de toda história. E um dia você vai se sentir como eu me senti, porque sua própria falha vai te sabotar.
— Maria Eduarda em Relicário dos poetas.
Com o tempo, aprendi que não posso me prender a conexões que já não funcionam. Descobri que o fim não significa que tudo se desfez; significa, na perspectiva mais real possível, que uma saga se encerrou e cabe a nós decidir se seguimos escrevendo um novo livro ou se permanecemos perdidos em sentimentos do passado, tornando-nos prisioneiros de nossas próprias ilusões. Não olho pela janela esperando ser salva, não espero que alguém assuma minhas lutas e tampouco aguardo o “parabéns” automático das redes sociais. Aprendi que colecionamos linhas descontínuas, momentos, conexões e histórias. E que, mais cedo ou mais tarde, somos obrigados a compreender o fim e seguir em frente.
— Aline em Relicário dos poetas.