Aquafênix e o Cinturão de fogo. Capítulo 1
O não nascimento da Aquafênix
A energia de desapontamento povoava os corações e as ruas de Oblivion e da Nação Lunária. Os letreiros da cidade eram trocados de manchete: de "O Nascimento da Grande Aquafênix" para "O Não-Nascimento da Aquafênix". Os olhos do povo, que antes brilhavam em expectativa, agora tinham um aspecto opaco como a água barrenta.
Muitas coisas estranhas haviam acontecido em tão pouco tempo, e o mistério só aumentava com o passar dos dias. Todos os dias, desde a fundação de Oblivion, o Jornal de Oblivion era entregue a todos os cidadãos sem custo algum, com o objetivo de conectar os antigos habitantes da Terra, agora na cidade subterrânea, com o resto do sistema solar e com a galáxia.
Como uma ponte com o exterior, esse jornal ligava os moradores de Oblivion não apenas ao universo, mas também ao futuro. Então nem preciso mencionar a apreensão e a ansiedade do povo para ler a edição daquele dia.
No dia anterior, a lenda da Aquafênix poderia ter se concretizado, e o povo de Oblivion estaria mais perto que nunca de ver a superfície do planeta Terra mais uma vez. Mas, em vez disso, encontraram-se com indagações: do não-nascimento à quase morte e coma do Grande Mago de Oblivion, um dos fundadores da cidade, responsável pelo parto da criatura. Mas tudo dera errado demais. Errado demais para parecer natural — parecia provocado por forças externas.
Na manhã seguinte, o céu estava nublado, e as ruas cobertas por uma forte neblina. As chaminés trabalhavam a todo vapor, e a população, em sua maioria, preferia permanecer dentro de casa a caminhar pelas ruas.
O céu e a atmosfera da cidade haviam sido criados artificialmente e estampavam, naquele dia, tons de lilás e azul-aqua. Esse céu artificial fora construído por magos de todo o sistema solar, inclusive Zygon, o Grande Mestre da cidade. Artefatos mágicos de toda a Via Láctea foram usados para moldar uma atmosfera que refletisse a beleza do céu da superfície, mas com um toque a mais de magia e mistério.
Dependendo do estado emocional do planeta Terra, o céu-artificial emitia uma cor e um clima diferentes: se ativo e raivoso, avermelhado como lava; se melancólico, azul-cinza; se pacífico e alegre, azul celeste com nuvens brancas. Mas, naquele dia, estava lilás, com nuvens que variavam de um tom amanteigado a um amarelo puro e vibrante. Pois, apesar do luto pelo não-nascimento da criatura da sorte, um novo ciclo lunar se iniciara — tanto para Oblivion quanto para a Terra em seu interior.
A cor da atmosfera também influenciava o brilho e a luz transmitidos pelos projetores lunares e solares, oferecendo sempre um toque de vida e expectativa, fosse qual fosse a situação da Via-Láctea no momento.
Como repetia o Grande Mago Zygon: "Aquilo que se denomina magia é nada mais que a ciência antiga, complexa demais para entendermos racionalmente, perdida demais no tempo, que nos convida a reencontrá-la mais uma vez."
E foi muita magia que se usou para reconstruir a atmosfera da Terra no subterrâneo. Magia tão antiga que, mesmo após mais de dez mil anos, ainda era considerada magia, e não ciência. Entre a população corria a lenda de que a ciência antiga das fênixes solares fora usada para criar aquele lugar que tanto lembrava a Terra em sua Idade Dourada.
A fase da Lua dava uma pista: era temporada de Lua Nova, e assim seria por pelo menos alguns séculos. Começava uma nova jornada, um novo modo de viver e experienciar o mundo ao redor. E só o tempo seria capaz de responder às indagações.
Após o sino do Templo do Sol tocar doze vezes, a lua cheia refletida na atmosfera artificial da cidade desceu ao horizonte, dando lugar a uma lua mais tímida, tranquila e introspectiva, que adornava o céu com uma beleza leve, mas cheia de mistério.
E o boletim acabava de ser entregue, desde a zona aquática da cidade até os portos interdimensionais que conectavam Oblivion à cidade Lunária, no outro lado da Lua.
Saudações cidadãos de Oblivion, Sistema de Solhara e Via Láctea. Aonde quer que estejam eu mando esse sinal e fortaleço as vossas conexões com o planeta de onde vieram. O temporal se acalmou. O brilho da lua artificial queima mas apesar das grandes poças de água estarem secando. O vento frio trás gotículas do manto aquático do planeta, o que indica que o planeta terra ainda está triste e sentimental, a pesar de estar se levantando e seguindo em frente.
Na estação Ever-Rain continua a chover desde quatorze de outubro do ano 1119, o que impressiona todos os fanáticos que acreditaram nos boatos de que a não ascensão da Aquafênix causaria que a chuva que persistiu por milênios parasse. Agora para o Tópico principal que todos querem ouvir sobre: A grande Aquafênix e a sua não-ascensão. Você está lendo O Jornal de Oblivion, eu sou Hipo-Carlos o seu cavalo Aquático favorito.
Onde está a Aquafênix, Por Hipo-Carlos
Aonde é guardada a fúria que vem do potencial não manifestado? Forças das histórias omitidas de um titã de magnitudes colossais? Já faz uma semana que a Grande Aquafênix deveria ter aparecido. Após milhares de anos em processo de gestação e formação, a criatura que um dia fora uma fênix solar deveria ter concluído seu processo gestativo para enfim trazer ao povo a luz e a sorte que tanto necessitam. Principalmente trazendo progresso a nós: o povo de Oblivion. A promessa de que um dia iremos voltar à superfície terrestre e habitar novamente com os nossos irmãos humanos da Terra.
Mas nada aconteceu quando Zygon subiu à superfície cuspido pela água do géiser e repleto de picadas de abelhas-aquáticas. Em seus lábios pálidos? Nada de respostas. E, apesar da situação, algo me diz que, para começar algo tão grande assim, não é preciso ser perfeito. O que diz a vocês que ela não há de subir? O que os leva a acreditar na desesperança? Devemos confiar nesse passo como o começo de algo grandioso, ou devemos sucumbir às paranoias apenas porque não entendemos o que houve?
O Regente da Constelação das 5 Irmãs da Alvorada, "Reinaldo Borbolát", diz: devemos acreditar que há uma saída em primeiro lugar, para que, por consequência, se possa encontrá-la. Essa fora uma das gravuras escritas na fundação da cidade subterrânea de Oblivion. E, mesmo que não permaneça visível hoje no chão da cidade por onde caminhamos, essas são as palavras gravadas nos fundamentos da mente coletiva e única desta cidade e do povo que nela habita. Não importa se nasceu aqui, se vive aqui ou se mora longe. Daqueles que encontraram refúgio e raízes nessa terra, nesse lindo Sistema Solar chamado Solhara.
Se será agora ou não a hora de ascender e se juntar às suas outras quatro irmãs, devemos fortalecer nossa mente neste fato. Nesta ideia original da certeza da eventual ascensão de todas as questões limitantes de nosso dia a dia.
O Jornal tentou comunicar-se com os grandes Magis: Zygon, Sofia e Fofúlios, os responsáveis pelo parto da criatura. E as únicas respostas que receberam foram da Grande Sofia, que nos informou que o Mago Zygon seguia em um sono profundo devido às picadas dos Zangões d'Água. A Magi Biônica informou à população que a lenda de que o lugar onde as Aquafênix vivem seu processo de metamorfose está rodeado de colmeias de Zangões d'Água não se trata de uma história de medo para crianças ou de uma invenção para manter os curiosos afastados das criaturas que lá habitam, mas da mais pura verdade.
Sofia explicara que as poções e antídotos feitos de cocô de escaravelho provavelmente prolongariam o efeito de sonolência no Mago Zygon, mas impediriam que fosse morto pelo veneno dos Zangões. Perguntei se havia alguma previsão de quando o grande Zygon acordaria de novo, e o meu choque foi saber que o veneno poderia durar anos, se não décadas, para ser liberado. Mas a equipe dos melhores magos e Moges do Capela Nacional de Vênus seria enviada para acompanhar Zygon nesse processo difícil.
"Não, não vamos perdê-lo" — disse a Grande Sofia com lágrimas em seus olhos.
A princípio, o Urso não quis dirigir nenhuma palavra aos jornalistas. Porém, após uma arriscada jornada à procura de pedaços de colmeias cuspidas na hora do parto falido da Aquafênix, o Urso disse que se comunicaria com os jornalistas em troca de mel real de Oblivion.
Apesar de nossas desconfianças, o Urso Fofúlios apenas pôde explicar que não fazia sentido, mas já procurava por respostas desde que carregara Zygon em seus braços a caminho da nave.
"Eu pude entender que houve um transtorno na hora de colocar a pedra de ágata na boca da fênix, disso eu tenho certeza, pois foi nessa hora que ele deveria ter subido. Essa é a única coisa que me faz sentido. Agora, por que exatamente a Aquafênix pode ter rejeitado a pedra de ágata? Não faço ideia."
E estas foram as respostas do Urso Fofúlios. Mas, numa conversa tranquila com um amigo da equipe de jornalistas, o Urso se abriu, liberando mais informação crucial para o nosso entendimento. Fofúlios disse, em lágrimas, que lhe abalava bastante não poder falar mais sobre o tema, e que Sofia lhe havia proibido totalmente de dividir pontos de vista da equipe, já que um membro muito importante havia sido afetado.
"Eu estava planejando isso desde a queda da Cidade do Sol. Pode parecer exagero, mas realmente faz muito tempo. Desde filhote sonhei em parir a Aquafênix, ou estar presente de uma forma ou outra. Isso porque me diziam que o mel era o melhor de toda a galáxia, e quando alguém fala algo assim eu faço acontecer. De guerreiro da galáxia a protetor da Cidade de Oblivion, todos esses foram passos que me guiaram até aqui hoje com meus amigos Sofia e Zygon. Mas tudo foi por água abaixo, literalmente."
Finalizou rapidamente um dos maiores líderes aéreos da galáxia, ao ser interrompido por Sofia, que despediu toda a equipe de forma amável.
Do que se trata essa nova era de Oblivion, nascida da queda do planeta Terra no cenário estelar? Unidos por Zygon em prol de trazer unidade e esperança para a ascensão da Terra de volta ao cenário lácteo. É uma possibilidade em que podíamos nos perder nas objeções do futuro, com certeza. E até nos distrairmos com cada novo passo que esse povo guardião dá em direção ao amanhã.
Mas, se posso lembrá-los com minha boa memória, um dia a Terra foi a maior sede de justiça e ordem, e criaturas de todas as partes da galáxia e além se aventuravam a viajar para experienciar dádivas que apenas este planeta é capaz de nos dar. Para aqueles cidadãos que um dia estiveram na superfície, este é um retorno para casa. Para os que chegaram depois, é um chamado para o seu verdadeiro destino, no qual você pode alcançar realidades extraordinárias.
Lembrando sempre que aquilo que se faz em Vênus, Marte ou Mercúrio alcança sua perfeição no planeta Terra. Esse poder e glória também são de vocês. Me aventuraria a dizer: sejam muito bem-vindos a uma nova era.
A Fúria do Povo e a Evacuação Caótica da Cidade
Este texto foi escrito por mim, sua jornalista favorita, sem papas na língua e sem freios na caneta. E eu sei que você não vai querer ouvir isso, mas só comigo você tem o melhor de Oblivion e das Cinco-Irmãs em suas mãos, em qualquer lugar da Via-Láctea e além.
Quem está por trás de todo esse fenômeno de impedimentos? E até de silenciamento? Ontem o dia amanheceu cheio de esperança. O povo de Oblivion e da Nação Lunária tinha os olhos cheios de luz para o que parecia ser o começo de uma nova história.
A cada tantos milênios nos é dada a oportunidade de transformação com o nascimento de uma Aquafênix. Todos aguardávamos esse acontecimento como o início de uma era de mudança positiva, confiando que a onda de sorte e de sucesso emitida pela Aquafênix seria capaz de acelerar o processo de ascensão da Terra. Sonhávamos com o dia em que voltaríamos à superfície e reuniríamos mais uma vez a Terra com os outros planetas do Sistema Solar de Solhara. Mas o que nos foi dado, senão perguntas e mais perguntas, sem respostas claras?
E eu estou aqui para tentar respondê-las. Ou, pelo menos, ajudar nesse processo de indagação.
A cada 700 anos lunares percorremos uma fase da Lua em Oblivion, e ontem vivíamos o último dia do último ano de uma lua cheia. No momento de maior ênfase e glória lunar, esperávamos que nos fosse dado aquilo que tanto aguardávamos: a vinda da Aquafênix. Mas, em vez de luz, tivemos o auge da queda — rápida e intensa.
A cidade estava cheia: moradores, visitantes, turistas e líderes de toda a Via-Láctea estavam prontos para ver um acontecimento raríssimo em nossa história — o renascimento de uma Fênix Solar após ter conquistado sua última jornada.
Mas, no instante em que o nosso parteiro, o Grande Mago de Oblivion, deveria ter subido com a Aquafênix, só houve desapontamento. Dessa história todo mundo sabe. O que poucos entendem é que tudo no universo está conectado. E eu, Lala, estou aqui para lhes lembrar.
Pouco depois de o Grande Mago Zygon ser cuspido de volta pelo Lago das Fênixes, em coma após o ataque dos Zangões d'Água, alarmes foram emitidos nos quatro cantos da galáxia.
O Governo de Greid acabara de enviar sua Frota Sombria para conquistar as Zonas 13, 20, 25 e 22. Isso nos pegou de surpresa. Mas eu não estou aqui para repetir o que vocês já ouviram em rádios, projetores e comunicadores. Estou aqui para trazer a verdade que ninguém percebe quando olha apenas para a superfície.
Ontem, naves vistas na Zona 22, no momento da explosão, também foram vistas em nosso Sistema Solar de Solhara. Acredito que, aproveitando o alvoroço de naves viajando pelos portais multidimensionais, a ex-Gran-Magi Liria Lilac — hoje regente da Frota Sombria e grande líder do Governo de Greid — foi vista saindo de um dos portais da Lua da Terra, em direção a Saturno.
Não se tinha certeza até que foi identificada a nave Ametista-765. Seria a possível morte ou coma do mestre Zygon, seu antigo companheiro, a razão para sua presença tão descarada? Eu arriscaria dizer: sim. Ela não ousaria colocar os pés nesse sistema, onde ele é conhecido como um dos mais respeitados regentes da Ordem da Via-Láctea, sem um motivo urgente.
E, como já sabem, eu trouxe provas em fotos.
A imagem mostrava uma nave em formato pentagonal e prismático, de cor escura e ultravioleta, com traços metálicos prateados. A nave de Liria Lilac não era incomum, mas possuía detalhes pessoais, quase marcas de assinatura. Às vezes camuflavam-na em outro modelo e estilo. Mas, naquela foto, ela parecia desprotegida — o que intrigava qualquer observador.
Nos momentos seguintes, todos nós assistimos em nossos dispositivos de comunicação, vidrados, a guerra se desenrolando em várias partes da galáxia. Cidades e portais intergalácticos recebiam naves de zonas atacadas, e era compreensível que inimigos pudessem passar despercebidos.
Liria Lilac foi vista por aqui logo após a explosão de um sistema solar inteiro na Zona 20. Jamais, em dois mil anos — desde a Batalha de Beta Cruz — tamanha atrocidade fora cometida. Naquela época, Zygon perdeu porque acreditou que sua amada Liria não seria capaz de bombardear o sistema solar onde ambos cresceram e dividiram a infância. Mas ela o fez, sem medo nem piedade, marcando o início do avanço da Frota Sombria.
É curioso pensar que, logo após o anúncio do não-nascimento da Aquafênix e do coma de Zygon, outro sistema solar fosse explodido sem piedade. Coincidência? Eu digo que não.
Não temo a morte, e não serei silenciada. O mal jamais sairá impune. A verdade deve ser dita sempre — não só ao povo de Oblivion e Lunária, mas a toda a Via.
Mais naves foram vistas em nosso sistema, ainda fora do radar oficial. Se me perguntarem, eu responderei: sim! Acredito que essa sequência de quedas não foi em vão.
O oráculo da Via, na Zona 18, já proclamara a profecia irrefutável: um dia a Terra voltaria à sua glória após o nascimento de uma Aquafênix. A estrela que dera luz à vida voltaria ao mundo junto com uma Fênix, reunindo o povo da superfície com seus irmãos do Sistema Solhara. E a Constelação das Cinco Irmãs retomaria seu lugar de realeza no céu, encerrando de vez a ordem caótica do Governo de Greid.
Porque a ascensão da Terra significa a queda perpétua da Frota e de seu governo do mal.
A evacuação caótica das zonas atingidas encheu milhares de cidades com refugiados que perderam tudo. A todos vocês, novos moradores de Oblivion e Lunária, do nosso Sistema de Solhara, eu ofereço não apenas as boas-vindas, mas também a verdade sobre a sequência de quedas e a interferência do mal em nosso fluxo de sorte e Pronóia.
Obs.: não enviem cartas nem se reúnam na porta do edifício principal do Jornal de Oblivion. Por mais que saibam que Lala, a Salamandra, adoraria encontrá-los, seus fãs estão atrapalhando a entrada e a saída dos trabalhadores. Digamos apenas que ela não quer visitas — menos ainda no horário de almoço.
O jornal não havia acabado, mas Lala sempre finalizava a edição quando encerrava seu texto. Suas crônicas eram flamejantes e irreverentes — do tipo que o leitor não conseguia largar até o fim.
Todos sabiam que era ela a responsável por aquela seção. Mas Lala gostava de fingir que era apenas obra do jornal, como se fosse uma preocupação editorial. Nunca foi. Desde o princípio humilde, quando comentava os textos dos colunistas principais, sua voz conquistou notoriedade por conta própria.
Naquele dia, o Jornal de Oblivion foi visto muito além do sistema onde foi impresso. Circulou da Constelação das Cinco Irmãs até as Zonas mais distantes, tanto do lado da Ordem quanto das Zonas Comerciais e até os Territórios dos Dragões. O que ninguém esperava era que fosse parar até mesmo nas mãos do Governo de Greid.
Informantes confirmaram: a foto publicada por Lala inflamava até o território inimigo. De um dia para o outro, a Salamandra se tornava sinônimo de verdade e coragem em toda a Via-Láctea. Já Oblivion, antes esquecida, tornava-se o centro de uma conversa galáctica — arrisco dizer até universal — sobre os segredos do Governo de Greid.
Naquele mesmo dia, setenta mil habitantes de outros lugares da Via passaram a chamar Oblivion de casa. Mas, por trás da superfície, havia ainda um segredo maior.
Nem Lala, nem ninguém na galáxia poderia saber: dentro daquela sequência de quedas estava o fator que levara à não-ascensão da Aquafênix.
Ele tinha nome, sobrenome e endereço.
Chamava-se Equador da Silva, morava na Rua da Alvorada, casa 616, na pensão D'Alvorada.
Um menino com olhos de mundo.