I tried to write something here, but I couldn’t
It is a long way home
h
we're not kids anymore.

❣ Chile in a Photography ❣
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open
Cosimo Galluzzi

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Janaina Medeiros

Product Placement
seen from United Arab Emirates

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seen from Malaysia
@sarcasmoeoutrosorgasmos
I tried to write something here, but I couldn’t
It is a long way home
yes, we do
reminder
não permitir que eu me torne o outro
eu não sei mais se acharia o caminho se o procurasse
houve realmente um caminho?
bet you’ll never get to know me
You’ll lose it if you talk about it.
Ernest Hemingway, The Sun Also Rises (via h-o-r-n-g-r-y)
Agency Job (?)
Banksy
René Burri, New York City, 1975.
talvez agora eu consiga dormir
seis do sete de dois mil e dezessete e o mundo ainda não acabou. acho que vamos ter que continuar por aqui, por enquanto. agora estamos longe demais das promessas de janeiro, longe demais de dezembro e da revelação óbvia de que as coisas acabam. temos apocalipses agendados pra cada mês, e por algum motivo que nem crianças ou prostitutas sabem dizer, continuamos aqui. há sempre um risco em continuar quando não acreditamos mais que as coisas são possíveis, mas, bem, há sempre riscos.
escrever é quando não dá pra ignorar as vozes na sua cabeça e voltar a dormir. escrever é levantar no frio, afogado em dor e ir na sala buscar o notebook. escrever não é opcional.
sinto falta das olheiras, nas fotos que vejo. e das marcas de espinha, e cicatrizes, sinto falta de celulite, sinto falta de cheiros humanos. sinto falta de ver uma marca em alguém e perguntar como ele conquistou ela. 'cicatriz de guerra', me diziam, no tempo em que lembrávamos das guerras.
me assusta o fato de que vendemos perfeição. é uma promessa muito alta, essa. não posso cumprir. sinto falta de poder falhar. ninguém mais chora no escuro ou fala sozinho, ninguém mais deixa o tédio chegar. nunca antes estivemos mais distraídos. nunca antes olhamos tanto pro espelho, e nunca antes nos enxergamos tão pouco. o que vai sobrar de nós pra nós? quem é você quando não tem um celular te olhando?
you and i are gonna live forever
forever
(miss u)
inércia e coragem
sobre quantas séries, selfies, festas e bocas você está escondido? essa fome de ocupação é só medo de se olhar no espelho. quando as mensagens do whats app acabam, e as séries todas estão em dia, e não há festas, nesse momento você tem coragem de ser? sem maquiagens e filtros, sem nada, além do teus olhos nus olhando pros teus olhos nus. o que você veria se permitisse ver? você pensa que é um ser humano muitíssimo ocupado, com vida social agitada e muito conhecimento adquirido. mas na hora de se encarar, você não tem coragem. a energia que você tem pra posar sorrisos noites inteiras em festas ruins, você não tem pra se abraçar à noite, sozinho e sentir o vazio e o precipício de ser.
é preciso muita coragem pra ser, somente. não é um absurdo não ter... não conheço ninguém que tenha.
sofia
eu não sei quem eu devo ser com você
isso tá bem errado
escrever em celular é coisa pra filho da puta
você me pergunta pela quinta vez no jantar se eu ainda te amo, eu te olho sem entender, repito que sim e sim e sim e você bebe coca aliviado. não é segredo que sei mentir, amor. não é segredo que você gosta de acreditar. mas como você sabe exatamente o momento onde a mochila tá pronta e os medos guardados eu não sei. não sei. e não sei não saber, não sobre homens, não sobre você. eu que sei como tu prefere teu café, eu que sei que lugares tu não suporta, onde estão os nós de estresse dos teus ombros, os teus sorrisos em câmera lenta. eu que sei teu cpf e o nome do teu primeiro amigo imaginário, eu que sei quando tu quer sexo ou ver ufc, eu que sei em quem você nunca votaria. eu, que sei disso tudo, não sei como você sabe que pra mim é hora de ir. não sei como me olha nos olhos e me pede pra ficar exatamente no dia das passagens. não sei porque me traz minha bebida preferida no dia em que sonho com outro. não sei porque pensa que eu vou ficar, que eu ficaria, que eu sei o que é ficar, não sei porque esqueceu que eu não presto.
sofia
21 graus e eu também sinto frio
tenho vontade de te escrever um livro inteiro, ou apenas bater na tua porta em uma noite fria. eu te deixaria me fazer feliz. sem rotas de fuga, sem planos b. eu te deixaria me fazer feliz.
você não é o primeiro cara que eu amo, nem o último, mas eu contei os teus 35 sinais enquanto você dormia, e o sol já tinha até nascido.
o mundo continua o caos de sempre, as virgens em extinção, os amores nascidos com filtros de instagram, contas e cartelas de dorflex espalhadas na mesa. mas hoje eu dormiria com você (só precisava não pedir).
sofia
você me faz sentir falta de escrever.
você me faz também