.˚ ₍ ⚘ ₎┊.. ‘ Os risos da loira apesar de serem comedidos, transformando-se práticos em um sussurro, eram soltos quase que de maneira indisciplinada em meio a situação. havia tirado o menor fósforo ! O resultado então se concluía em esconder-se dentre as brechas do verde em que estavam, o que para Arvin, sendo totalmente sincera e realista, significava uma derrota. Sempre foi boa em se esconder. ‘ você tem que contar até 50 ! ‘ tocou os ombros do garoto, o virando com cuidado, visando não pressiona-lo, mas rindo de como ser tão soturno havia caído logo em seus braços. não era a madrugada que a menina, em sua abstração, pensou em ter, ainda que a mesma tivesse se feito em uma finalidade sublime a si. Mikaela se retirou aos seus aposentos assim que percebeu, de relance, as 18h horas marcadas no pequeno relógio de pulso. Não temia mais tanto o pai ( aprendera que as palavras frias saravam e tapas nunca ficavam muito marcados ), então após recepciona-lo com um sorriso milimetricamente medido, a mais nova fez o que lhe restava, sair da vista do patriarca o mais rápido possível pelo maior de tempo que possuísse. talvez ser tão próxima da mãe lhe concedeu o brio de lidar com seu pai… a certo ponto. Ora ainda não era a sua mãe, e ainda não conseguia se ver impassível diante de Carl. Apenas havia se construído para segurar sua essência até o outro começar a gritar. E dali em diante, bem, ainda não era sua mãe. Então apesar de ser cedo de mais até para si, a garota se retirou do breve jantar familiar, e saltitou ao encosto no sofá do seu quarto e leu. Leu o livro para a tarefa de antropologia e parte daquele outro indicado por Cedric. Também leu o conto de uma das crianças que tutelava e por fim, lia Apanhador no Campo Centeio, de novo. e talvez fosse o horário, ou o fato de saber que seu pai estava a algumas portas de si, porém nem ao menos seus milhares de travesseiros eram capazes de livrar sua mente de ideias passada. ou de seu futuro. ou o de seus irmãos. como se estivesse presa em um mini experimento sueco extremamente sufocante. até mesmo pensou em recorrer aos mais velhos porém, sigrid não deveria ser incomodada, e, com seu pai a porta ao lado, ir até gustava era arriscado demais. a menina, cansada das horas reviradas nos cantos de seu quarto, se contentou então em andar, como a figura quase onírica e fantasmagórica que se contemplava na camisola branca e cabelos soltos entre os corredores escuros. não houve muita demora ao encontrar ele. mikaela sempre sentia um pouco, por saber onde o garoto estaria na maioria das noites, ainda que não o procurasse, era fácil acha-lo naquelas horas ímpias onde deveria estar dormindo. mas a garota sabia que não era assim. não apenas pela sucinta explicação que já ouviu de arvin, o fato do mesmo não falar muito sobre também lhe dava uma ideia do quão ruim poderia ser. mas não adiantava de nada perguntar. tudo que tinha o ímpeto de fazer porém, era amparar-lo daquele pesar . o inglês era taciturno e silencioso, as vezes de mais para alguém com a personalidade solar de mikaela, então não sabia exatamente o que esperar em resposta a sua proposta nascida de uma mente colorida, sentindo que as partidas de xadrez dinâmico não era o bastante para distrai-lo. com a positiva, a sueca, esperançosa, prosseguiu em pegar a mão do outro ( para ter certeza que não seriam pegos em díspar ) enquanto o guiava para o lugar vazio. ora, não era como se estivessem fazendo algo errado, não é ? a questão porém, era que pappa não seria tão compreensivo se vislumbrasse uma confraternização com o windsor. ainda que a noite cobrisse todos ali, em repouso, a loira sabia muito bem que seu pai tinha olhos em todo lugar. então não custava nada ser cuidadosa.’ no peaking ! ’ disse brincalhona, uma última levando a mão aos próprios olhos, instruindo @arwirdsor para copia-la logo, antes de finalmente correr para dentro do labirinto, rápida, com uma risada ainda abafada pela noite.
















