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Janaina Medeiros
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@scxtheodore-blog
bitter coffee
—Você pode me orientar o que quiser, mas eu vou sentar e tomar meu café em paz, já que ambos somos clientes pagantes. E se você está tão incomodado, eu sugiro que saia o senhor. Você pode até curtir o dia bonito lá fora! Sorriu, novamente, irônico. O tom de voz de Theodore continuava normal, se recusando a falar baixo. Com seu café em mãos, ele decidiu ignorar qualquer outra coisa que o homem mais velho pudesse lhe dizer. E se ele lhe enchesse o saco, o russo provavelmente o convidaria para uma conversa particular no lado de fora do estabelecimento. Nada lhe irritava mais do que preconceito. Naturalmente, ele sairia todo coberto, para evitar aquele tipo de comentário, mas não soube nem lembrar o por quê de não ter saído com suas roupas normais naquele dia. Bem, não importava. Aquele senhor estava incomodado, aquilo era fato. Mas era como seus pais sempre lhe disseram: os incomodados que se mudem. Antes de continuar andando para sua mesa, Theodore ainda resolveu destilar um ódio específico em russo, supondo que o outro não saberia entender. —Ну, ты можешь трахаться сам.
discovering myself ·
Nikkari parecia bem certo do que fazia. O olhar de Theodore era quase de pavor, mas, por dentro, bem ao fundo, ele gostava daquela situação. Quando as mãos foram levadas à cintura do dançarino, o russo as manteve ali, testando o que ele disse: tentava relaxar. A proximidade entre os dois era muito grande e em pouquíssimo tempo tinha os lábios dele roçando contra seus próprios. Podia até dizer que estava gostando daquilo. Mas, ainda em negação, precisou sussurrar, já quase sem forças para lutar contra seus desejos mais profundos. — Nikkari... isso n-não é certo... E mesmo negando, as mãos apertaram a cintura dele, como quem dizia silenciosamente para que continuasse. Havia passado tanto tempo com a informação de que contatos íntimos com outro homem era pecado que simplesmente era difícil tirar aquilo da sua cabeça. Em todas as suas conversas com o melhor amigo, Theodore continuava a afirmar que era pecado. E aquela informação pairava em sua cabeça, mas lembrou-se de que já havia pecado tanto... O que teria de mal em só mais um pecado? Fechou os olhos e parecia extremamente vulnerável, preparado para um beijo.
discovering myself ·
Ao vê-lo quase desfilar até chegar a si, Theodore percebeu que talvez estivesse numa enrascada. Ouviu-o falar e então foi que veio o maior choque: NIKKARI SENOTU-SE EM SEU COLO! Como assim? O que ele estava fazendo???? E espera: gay e tatuado??? NÃO ERA GAY. Bom, ainda não. Franziu o cenho ainda mais, mas travou. Simplesmente travou, não conseguia se mexer por nada. Nem se caísse uma bomba ali perto, Theodore conseguiria sair correndo. — O-o quê... Ficou quieto, ao ouvi-lo continuar a falar. O toque das mãos de Nikkari em seu rosto era leve demais e o fazia se sentir até flutuando. E tudo estaria muito bem, exceto pelo fato de que havia um homem em seu colo. E um homem que claramente estava pensando em algo que Theodore não estava. Olhou-o e então, finalmente, se pronunciou, após o elogio recebido. — Eu... acho que você entendeu isso errado.... E-eu... não sou gay. Você pode sair do meu colo, p-por favor? Era mais do que óbvio que o tatuado estava nervoso. Mal conseguia formular uma frase. E puta merda! O garoto a sua frente era muito bonito. Muito mesmo. Chegava a pensar ter sido um presente de Deus para que Theodore descobrisse sua sexualidade. Mas não.. era um engano. O russo não era gay. Não podia ser.
discovering myself ·
Após mais uma noite cansativa, tinha pensado sério se ia ou não receber uma visita. Nunca recebia uma visita só, mas naquele dia tinha deixado claro que se limitaria a duas pessoas e só. Já estava cansado da semana e mesmo sabendo que era lindo e que as pessoas precisavam ser alimentadas por sua beleza, ele também tinha que descansar.
Quando ouviu a batida na porta, imaginou ser o tal rapaz estranho do qual havia sido informado e se enrolou no roupão branco. Ajeitando os pés no chinelo de pluminhas rosas. Já estava tirando sua maquiagem, afinal, nunca tinha precisado de muita mesmo. Um rosto divino daqueles. Sorriu largo quando abriu a porta e viu que em sua frente havia um desajustado. Tatuagem até na tampa da bunda, com certeza. - Que garoto bonito a minha porta.. Menor de idade? - Franziu o cenho. Era uma preocupação real. - Não quero seus pais enchendo meu saco depois não, hein. - Puxou o garoto para dentro pela regata e trancou a porta atrás de si, voltando para o espelho grande para terminar de tirar a maquiagem. - Espero que você seja bombeiro porque tatuagens me fazem parecer aquele pokémon com o rabo de fogo. -
Franziu o cenho com tudo aquilo que ele disse, um pouco confuso. Ao ser puxado pela camisa para entrar no camarim, Theodore meio que arregalou os olhos. Ok, aquele garoto era estranho. Mas tá, já que estava ali, que aproveitasse ao menos. “Tatuagens me fazem parecer aquele pokémon com o rabo de fogo”. Será que ele se referia ao Charmander? Ah, era fofo! Gostava de Pokémons... —Ah, eu não sou menor de idade, não... Eu tenho vinte e quatro anos. Eu sou o Theodore. Prazer. Ainda que fosse fluente em coreano, ele trazia um leve sotaque russo, mesmo estando há tanto tempo no país. Mas sorria. Logo, o dançarino ia até o espelho novamente para tirar sua maquiagem. Theodore decidiu arranjar um local para se sentar, ao menos para aguardá-lo terminar de se arrumar. Na verdade, só queria conhecê-lo, conversar com ele. Entender um pouco o que era ser dançarino e, bem, claramente ser gay. Mas não ia falar aquilo direto, assim, sem filtro! Tinha vergonha, medo. Pavor, na verdade. Theodore não queria se assumir homossexual. Muito menos queria que o mundo soubesse daquilo. Seu melhor amigo já sabia, claro, e havia ajudado-o muuuuuuito com aquele assunto, mas ainda relutava em aceitar a verdade. —Você também gosta de pokémon, né? Isso é ótimo, eu ainda jogo até hoje!
discovering myself ·
with: @scxnikkari.
Decidiu ir até a Candy Candy, com o intuito de encontrar o amigo. Mas como todo bom russo, Theodore bebeu, claro. Depois de ver Nikkari dançando, Theodore percebeu que tinha mais do que mil motivos para ser amigo do garoto. Ele poderia com certeza ajudá-lo em sua descoberta de sexualidade, que vinha tendo tantos problemas. Espremeu-se entre as pessoas que estavam na pista de dança, andando até a parte dos camarins, ali identificando-se, esperando que sua entrada fosse liberada. Levou pouco mais de cinco minutos, mas logo estava fazendo seu caminho até o camarim de Nikkari. Segurava um copo de bebida na mão direita e, enquanto isso, a esquerda ajeitava os fios de cabelo tão bagunçados. Naquela noite, Theodore estava vestido como nunca esteve antes: uma camisa regata, que deixava à mostra suas tatuagens do braço, calça preta rasgada, de couro, algumas correntes penduradas na mesma. Botas, como sempre. Mas nada para cobrir o rosto, também tatuado. Naquele dia, estava totalmente vulnerável a comentários sobre sua aparência, seu maior temor. Bateu uma, duas, três vezes na porta do camarim do outro rapaz e aguardou com que ele abrisse a porta, nervoso.
* food meme
🥧 our muses bake a pie
🍳 make breakfast for my muse
🥨 our muses steal a pretzel
🍔 our muses win a fast food contest
🍬 buy my muse’s favorite candy
🍪 our muses burn the cookies
🥤 spill a drink on my muse
🍿 throw popcorn at my muse
🎂 our muses bake a cake
🥔 flick a potato chip at my muse
🍞 throw a loaf of bread at my muse
🍄 our muses eat some mushrooms
bitter coffee
little apple coffee shop ; @scxtheodore
Sempre que tinha uma folga de seus horários pela semana, Minwoo gostava de passar na cafeteria e tomar um bom café para passar o tempo, e não podia ser diferente naquele dia. O Café Little Apple era aconchegante e sempre silencioso, e o que mais gostava além do que era servido, era o fato de ser bem frequentado.
Estava sentado em uma mesa perto das janelas, uma grande xícara ocupava a mesa ao lado de algumas de suas pastas, estas que continham os textos dos alunos que havia trazido para corrigir. Imerso em uma concentração que era de se admirar, ergueu os olhos por puro reflexo assim que a porta do local se abriu, e a pessoa que entrara havia tomado toda a sua atenção. Com um suspiro pesado largou suas coisas na mesa, não podia acreditar no que estava vendo. “Como uma pessoa dessas tem coragem de sair na rua…” Foi o que pensou. Para o professor, era inadmissível violar o próprio corpo, um santuário, com tatuagens e piercings, abominava a pratica e quem as tinha; e aquele rapaz tinha até demais.
Não hesitou em o encarar com o cenho franzido, claramente incomodado com a presença do desconhecido tatuado no lugar, e permaneceu o julgando até que este recebesse o seu pedido, se levantando logo em seguida para dirigir-se até o mesmo. Usando seu tom sério e baixo disse. — Agora que já recebeu o seu pedido, poderia fazer o favor de se retirar? Sua presença é um incômodo aqui.
Theodore não era o tipo de pessoa que iria causar problemas ou entrar em brigas, era tão calmo e gentil. Resolveu, em seu tempo livre, ir até uma cafeteria, tomar seu chá na paz e tranquilidade. Fez seu pedido, pagou-o e, quando estava prestes a se dirigir à uma mesa, foi interceptado por alguém. Ainda com um sorriso no rosto, virou-se para ouvir o que aquele estranho lhe dizia. Seu cenho foi se fechando enquanto o ouvia e ao fim de tudo estava com a cara totalmente fechada e nada amigável. Pronto, iria se irritar. — Com licença, mas você é proprietário deste estabelecimento? Porque se não for, eu sinto muito, mas não irei sair daqui. Se a minha presença te incomoda, sugiro que você dê o fora daqui antes que eu me irrite. Odiava reforçar o estereótipo de que todos os tatuados eram maus e de gangues e portavam objetos cortantes ou armas, mas naquele momento, a única que se importava era sua dignidade pessoal. Afinal, estava sendo discriminado ali na frente de todo mundo. Embora o coreano a sua frente houvesse lhe murmurado em tom baixo, Theodore fazia questão de falar alto, em tom que fosse muito bem escutado por qualquer um que estivesse próximo deles. — Inclusive, eu oriento que você volte para a sua mesa e continue tomando seu café, senhor. Porque vai esfriar. Então, ele sorriu. Desta vez, o sorriso destilado fora um sorriso irônico, sem vontade alguma de realmente ser educado com aquele cara.
time 2 get drunk ·
- Para quem não tem carro, meu caro amigo… - sua frase foi pausada por um momento, enfiando a mão em um dos bolsos e retirando de lá seu maço de cigarros e um isqueiro. - Qualquer carro é um carrão. Eu vivo de ônibus e metrô. - riu baixo enquanto retirava um cilindro branco da embalagem, recostando a chama preguiçosa do isqueiro contra o fumo e tragando algumas vezes até que este acendesse. Se havia modos? Certamente não, mas não se importaria de apagar seu cigarro caso Theodore reclamasse. No entanto, a frase a seguir do amigo o chamara a atenção: que tipo de pergunta era aquela? Gabriel retorceu o semblante como se tivesse acabado de provar da fruta mais amarga do planeta Terra, virando-se indignado para o rapaz ao seu lado que estava com a atenção presa na estrada. - Se liga, ô. Ter preguiça de tomar banho não significa que eu não tome todos os dias. Tomei à tarde logo quando você saiu de casa, até porque acordei com dor de cabeça e só um bom banho me ajuda nessas horas. - tragou mais de seu cigarro, agradecendo pela janela aberta que deixava sair toda a fumaça. - No próximo farol você vai virar a esquerda e seguir a rua. Quando for para parar, eu darei o sinal. - só então se lembrou de pôr o cinto, colocando sua mão para fora somente para se livrar do excesso de cinzas queimadas presas na ponta de seu cigarro. - Tu nunca veio pra cá, né? Pro Distrito Sul? Foi por isso que te chamei de mauricinho. Nem conhece o mundo…
–– Então... Sei lá. Eu vi o Rowoon falando que você não toma banho, supus que fosse a verdade... Mas que bom que você tá cheirosinho, cara. Ah, e quando precisar de carona de carro, pode me chamar! Deu de ombros enquanto se concentrava nas indicações dele, ignorando completamente o cigarro aceso, afinal, fazia o mesmo. Sorriu, ao virar no farol para a esquerda conforme dito pelo outro garoto. E acelerou, seguindo a rua numa paz e tranquilidade, vendo o cenário mudar naturalmente, assim que iam se deslocando entre os distritos. Para Theodore, era engraçado ver a diferença entre um distrito e outro. Não tinha muito contato com as partes menos abastadas da cidade, talvez por ter o dinheiro que sua mãe havia lhe dado e tudo que ganhou como tatuador, talvez por nunca ter frequentado mesmo. Tinha seus amigos mais “punks” mas não necessariamente os acompanhava em suas empreitadas. –– Eu nunca vim pra cá mesmo. Mas não sou mauricinho. Qual é? Já viu a quantidade de tatuagens que eu tenho espalhadas pelo corpo??? Eu não sou mauricinho só porque eu nunca frequentei outros distritos além do oeste e o norte... Piscou, parando para pensar na verdade. Ele era mauricinho sim. Tinha toda aquela aparência de bad boy, mas na verdade, era o maior maricas do mundo. Era meigo, tinha o coração todo bonzinho, cheio de dó e pena dos outros. Nunca havia feito algo ilegal tipo roubar. Só drogas, mas nem considerava isso ilegal de verdade. Theodore começou a se sentir uma criança inocente, que mal havia experimentado o mundo. E, por isso, decidiu beber o quanto pudesse. Ia começar sua experiência de vida em Samcheok!
🔍
–– Ô Chaehee, onde você falou que viu o celular pela última vez mesmo?Theodore estava agachado, olhando embaixo da cama da garota para ver se achava o telefone perdido. Já havia tentado ligar, mas nada. Estava no modo silencioso. Que Deus lhe desse paciência porque já estava desistindo e quase comprando um telefone novo pra ela, só pra ela parar de reclamar. Olhou mais uma vez embaixo dos travesseiros, não o achando ali. Então, teve um insight! E se estivesse dentro de uma bolsa??? Mulheres usam bolsas, deve estar dentro de uma delas. Claro.–– Chae-yah, já olhou nas suas bolsas?O russo, então, na cara dura, foi vasculhando em todas as bolsas largadas pelo quarto da jovem, até achar o telefone no fundo de uma das bolsas, erguendo-o como se fosse o Simba, do filme O Rei Leão, em vitória. Inclusive, aproveitou para cantar a música tema da animação da Disney, da qual era muito fã. Não fazia a mínima ideia do que cantava, mas se divertia com aquilo, pelo menos.–– Sáááá mulêinia, samali ti zaga.
💥 our muses share a tense moment.
Não foi fácil por parte de Theodore ouvir aquela pergunta tão pessoal vinda de Gabriel. Não queria entrar naquele assunto e logo se irritou. E olha que era algo raro vindo do russo, geralmente era um cara paciente, tranquilo. Mas, naquele momento, queria apertar as mãos no pescoço de Gabriel e esganá-lo, até ver o ar se esvaindo dele. Controlou seus pensamentos, engoliu aquilo tudo por um segundo, até vê-lo zombando de si por causa da falta de resposta. Ah, mas aquilo foi demais. Explodiu, gritando.–– Gabriel, quem você pensa que é pra ficar zombando assim de mim? Que porra é essa, caralho? Você tá pensando que eu sou otário?Continuou falando alto, sem medo do que outras pessoas achariam. E nisso, foi se aproximando dele, os punhos fechados na intenção de dar-lhe um soco. E seria um daqueles para derrubar, se tentasse com muita vontade.–– Se você falar isso mais uma vez, eu prometo que logo logo você vai ficar sem dente nenhum. Não me testa…
* random act prompts
send a symbol for our muses to interact!
💨 catch my muse in a lie
🛑 stop my muse from doing something reckless
🥄 feed my muse when they’re ill or injured
🔍 help my muse find a lost item
⚠️ clean up my muse after a fight
⚓ keep my muse anchored (anxiety, nightmare, etc.)
🔫 take a bullet for my muse
🛁 give my muse a bath
🛏️ carry my muse to bed
☠️ protect my muse
✋ hold my muse’s hand
🔪 stab my muse (accident, on purpose)
🚗 leave town with my muse
🕯️ remind my muse that they matter
💥 our muses share a tense moment
📖 our muses read a story
🎀 give my muse a gift
👊 our muses train
🌹 teach my muse something (include details)
🗝️ our muses share a quiet moment
🥪 our muses have a snack
🧡 for an eskimo kiss
❣️ for a top of the head kiss
💛 for a kiss on the cheek
💞 for a kiss on the hand
🖤 for a kiss on a wound (bruise, scar, etc.)
💚 for a forehead kiss
🔥 for an angry and relieved hug
💙 for a hug that won’t be remembered
🤔 for an unwanted hug
🎧 for a calming hug
💧 for a tearful hug
😩 for a ‘ forgive me ’ hug
💟 for a happy hug
🛸 for a goodbye hug
🎉 for a hug filled with laughter
time 2 get drunk ·
with: @scxgabriel. Theodore havia ido para casa após o almoço com o brasileiro, mas ainda pretendia sair pela noite. Só não sabia para onde iria ou com quem iria. Bem, por sorte, acabou chamando Gabriel, que topou sair. A ideia de não ir para um lugar que estava acostumado até o assustava um pouco, mas não era nada terrível. Afinal, o que poderia ser tão ruim? Depois de se arrumar, dessa vez deixando o rosto 100% a mostra e parte das tatuagens também, incluindo as das mãos. Era difícil para o russo ter coragem de sair mostrando parte do corpo porque evitava estresse, evitava irritação e, principalmente, evitava gente idiota. Parecia que na cidade de Samcheok, o que mais existia era gente idiota: pessoas que te julgam pela aparência, pessoas que te julgam pelos seus gostos. Balançou a cabeça, afastando os pensamentos negativos enquanto entrava no carro, poucos segundos depois finalmente dirigindo-se em direção à casa de Gabriel. Não levou mais do que vinte minutos no trajeto total, rezando consigo para que o garoto já estivesse o esperando na rua. Parou em frente à residência do outro e, além de buzinar, resolveu mandar uma mensagem. “Ei, eu cheguei. Cadê você?”
Para Gabriel que não trabalhava, o fim de semana era como qualquer outro dia: um saco bem pesado de tédio que obrigava o garoto a fazer coisas realmente inúteis, como ficar encarando um cubo mágico por diversos minutos. Jogado de qualquer jeito sobre a poltrona macia de seu apartamento, a destra mantinha-se erguida a sua frente enquanto segurava o objeto curioso e misterioso, analisando todas as suas cores de formas diversas. - Você parecia tão mais fácil de ser resolvido quando eu era menor… - o suspiro pesado saiu de seus lábios, relembrando de forma nostálgica o quão inteligente se esforçava para ser quando pequeno. Era um passado bem distante, ainda mais se levar em consideração o Gabriel daquela época e o Gabriel de hoje. Por morar no primeiro andar de um prédio pequeno e de poucos andares, era mais fácil de escutar o movimento contínuo de sua rua. E não fora diferente quando ouviu uma buzina alta ressoar, e estava disposto a ignorar achando que era algum louco àquela hora da noite até o momento em que recebera a mensagem e, bem, lembrar-se de que iria sair com Theodore. Desastrado? Esquecido? Irresponsável? Sim, tudo isso e mais um pouco. Levantou em um pulo da poltrona e calçou seus tênis, aproveitando que estava de jeans e uma camiseta preta e desbotada, quase beirando o grafite. Pegou um moletom igualmente escuro e um boné para disfarçar o cabelo bagunçado, só saindo do apartamento quando guardou o celular, carteira e maços de cigarro em seus bolsos. Pobre do cubo mágico que ficou jogado no chão do apartamento… - Caralho! - praguejou após pouco tempo correndo escada abaixo, entrando eufórico no carro de seu amigo. - Eu esqueci que tu ia vir. E, porra, que carrão. Pode começar a dirigir que vou te guiar prum bar aqui perto.
Parecia esperar por horas o que foram poucos minutos, até avistar Gabriel correndo e entrando eufórico em seu carro. E ele estava falando rápido demais para que fosse entendido por um russo preguiçoso. Novamente, balançou a cabeça, tentando focar e prestar atenção. Quando entendeu minimamente o que ele disse, riu baixo, os olhos se fechando em uma meia-lua minúscula, quase tornando-se uma linha na face. — Como assim você esqueceu, peste??? Que carrão? Isso é um carro normal... E ok, só não me faça correr. Revirou os olhos com toda a pressa do mais novo, mas foi com aquela última frase dele que pisou no acelerador, nada muito exagerado, mas também nada muito calmo. Numa velocidade padrão, esperava ouvir direções para onde virar ou onde seguir. — Você sequer tomou banho antes de sair? Ah. Onde vamos? Murmurou, pensando mais no que iria beber do que de fato onde iam ficar. Theodore podia se considerar um alcoólatra, se ele assumisse. Mas não era o caso. Costumava se dizer apenas um entusiasta de álcool, como um bom russo o faria, mas a verdade é que mal podia ficar um dia inteiro sem beber. Era algo comum na Rússia, sabe? O frio era tão forte e tão pesado que precisavam beber vodka. Mas aquilo se tornou muito mais frequente para o garoto quando começou a se tatuar, mesmo já morando em Samcheok.
time 2 get drunk ·
with: @scxgabriel. Theodore havia ido para casa após o almoço com o brasileiro, mas ainda pretendia sair pela noite. Só não sabia para onde iria ou com quem iria. Bem, por sorte, acabou chamando Gabriel, que topou sair. A ideia de não ir para um lugar que estava acostumado até o assustava um pouco, mas não era nada terrível. Afinal, o que poderia ser tão ruim? Depois de se arrumar, dessa vez deixando o rosto 100% a mostra e parte das tatuagens também, incluindo as das mãos. Era difícil para o russo ter coragem de sair mostrando parte do corpo porque evitava estresse, evitava irritação e, principalmente, evitava gente idiota. Parecia que na cidade de Samcheok, o que mais existia era gente idiota: pessoas que te julgam pela aparência, pessoas que te julgam pelos seus gostos. Balançou a cabeça, afastando os pensamentos negativos enquanto entrava no carro, poucos segundos depois finalmente dirigindo-se em direção à casa de Gabriel. Não levou mais do que vinte minutos no trajeto total, rezando consigo para que o garoto já estivesse o esperando na rua. Parou em frente à residência do outro e, além de buzinar, resolveu mandar uma mensagem. “Ei, eu cheguei. Cadê você?”
GET TO KNOW ME — THEODORE.