deixa te levar, deixa te lavar...
está tudo nos escondidos.
escritos.
está no fundo do mar.
- sta.
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deixa te levar, deixa te lavar...
está tudo nos escondidos.
escritos.
está no fundo do mar.
- sta.
deixai que flua sobre ti.
que o corpo não seja limite.
pois tu te encontras,
não aqui,
mas ali.
tudo que não vi,
será o que senti.
deixai que flutua sob ti.
viver é o teu presente,
para ti.
- sta.
estagnado.
mais uma vez em um período extenso.
já estou saturado.
motivo novo, sentimento o mesmo.
tento todo dia ignorar o ressentimento.
enganado.
finjo para mim mesmo,
que eu estou em desenvolvimento.
é o que estou sempre me dizendo.
mas nada estou fazendo.
queria poder me orgulhar.
queria poder viajar.
nenhum destino a esperar.
porque o agora já está a me alegrar.
mas não resisto quando as cordas do futuro começam a me apertar.
meu pescoço laçado.
não consigo respirar.
eu só queria um dia ser,
para mim,
um sonho alcançado.
uma bosta af
estagnado.
mais uma vez em um período extenso.
já estou saturado.
motivo novo, sentimento o mesmo.
tento todo dia ignorar o ressentimento.
enganado.
finjo para mim mesmo,
que eu estou em desenvolvimento.
é o que estou sempre me dizendo.
mas nada estou fazendo.
queria poder me orgulhar.
queria poder viajar.
nenhum destino a esperar.
porque o agora já está a me alegrar.
mas não resisto quando as cordas do futuro começam a me apertar.
meu pescoço laçado.
não consigo respirar.
eu só queria um dia ser,
para mim,
um sonho alcançado.
por que sou eu quem destruo meus próprios sonhos?
desejo.
aquela pele leitosa me persegue. mesquinho sou eu, que não perde uma oportunidade de sonhar com cada contorno que sua boca faz. nos meus pensamentos mais sujos, é o seu corpo que me desfaz. desfaço, minha mente em pedaços. profano eu sou. não tenho medo de cometer o mais abominável dos pecados. receio apenas me entregar aos desejos, da loucura que despejo. a luxúria tomou conta de minha alma novamente. não resisto nem aos fios de seu cabelo. para mim, és o mais belo que vejo. e eu, torno a sonhar com um único beijo.
- sta.
estagnado.
é como sempre estou.
é como se fosse um ciclo infinito; andando neste círculo, seguindo sempre a mesma regra, a mesma sequência. vontades; oportunidades; falta de coragem; não-aproveitamento; mesmice; frustração; estagnação; raiva; surto; isolamento; desapontamento; ódio; depressão; perdi meu estímulo. como todas as noites, não sou eu quem brilho. nesta cela de forcas e foices, não corto as raízes que me prendem ao caminho. eterno, como meus sonhos. os carregarei comigo, até o último de meus sonos. porque é isso que sempre vão ser: apenas sonhos. - sta.
crise de ansiedade.
e eles dizem que sentem como eu. que passam pelo mesmo que eu. mentirosos. que banalizam o que eu sinto. que sequer sabem como é não ter controle de seu próprio corpo. de sua própria respiração. minha perna não para de tremer. é involuntário. meu coração não para de bater. é incansável. minha respiração é falha. conforme minha mente não para. ela não para. tenho que fincar minhas unhas em meu próprio joelho. para poder abrir os olhos. para poder fazer com que o mínimo de ar entre por minha garganta. não é bonito. a minha boca se abre fazendo uma perfeita circunferência. mostrando todos os meus dentes. conforme tento puxar o ar novamente. como se tivesse engolido uma pedra. dói minha garganta. dói meu maxilar. dói meu pescoço com a pressão. e nenhum ar em meu pulmão. agora minhas duas pernas balançam. estou quente. emito sons assustadores. preocupantes. as repetições em meus movimentos me fizeram acertar várias vezes meus seios. olho para todos os cantos. não vou esquecer desta sensação de estarem me observando. na janela vejo dois olhos nas frestas. na porta do quarto, uma figura alta me encarando. sempre à distância. sempre me pairando. eles estão sempre ali. tampo meus ouvidos como se fosse minha única proteção. querendo calá-las. bato em minha cabeça. puxo forte meus cabelos espichados. e eles sempre me observando. e me observam enquanto aperto-me os braços em um único movimento de conforto. violento, mas confortante. porque o que vem depois é um choro feio e lamentável. não é mais um pedido de socorro. porque estes que observam são os que não enxergam. sempre à distância. sempre me pairando. é um grito de alívio. e um choro de desgaste. ela não para. em todo este tempo, minha perna nunca parou. é incontrolável. é assustador. parece loucura. um surto dementador. este é apenas eu. minha ansiedade me atacando. em uma crise de dor.
- sta.