O rancor é cruel e a fúria é destrutiva, mas quem consegue suportar a inveja?" "Mas, se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica (Tg 3:14-15 Pv 27:4).
Um pregador muito famoso estava fazendo uma série de palestras numa pequena cidade do interior. Alguém avisou o pastor da pequena igreja local que, por causa das palestras desse grande orador, muitos membros da pequena igreja não iriam ao culto de domingo. Uma pessoa fez a seguinte pergunta ao pastor da pequena igreja: "Pastor, sabemos que a grande maioria dos membros de nossa igreja não virão ao culto. O senhor sente um pouco de inveja desse famoso pregador?". A resposta do pastor foi: "Meu irmão, a única maneira de eu não sentir inveja desse respeitado pregador é orar por ele e desejar que Deus o use a cada dia naquilo que lhe foi confiado, é o que eu tenho feito mesmo antes de ele vir a esta cidade".
A definição mais simples de inveja que já vi é: sentir tristeza ao ver alguém sendo bem-sucedido em algo. Você já sentiu tristeza enquanto alguém lhe contava um sucesso obtido? Acredito que sim! Não é fácil ouvir que um amigo está subindo de vida enquanto a sua vida parece estar desmoronando. Há um texto em Romanos 12:15, que diz: "Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram". É mais fácil chorar com os que choram, pois nossa natureza humana tende a se compadecer ao ver alguém no sofrimento. Mas alegrar-se com o sucesso dos outros é bem difícil, não faz parte de nossa natureza celebrar a felicidade dos outros.
O invejoso não se alegra com as conquistas alheias. Por isso, a inveja é algo ruim porque gera amargura, insatisfação e sentimento de inferioridade. Existem duas lições importantes para lidar com a inveja. Em primeiro lugar, evite se comparar com os outros. Se o pastor da pequena igreja local tivesse se comparado com o famoso orador que estava de passagem, sem dúvida, ele iria ficar chateado, triste e deprimido, mas ele não fez isso. Se você quiser ser miserável, compare-se com outras pessoas. Faça isso e verá que sua vida será horrível. Pense nisso: sempre haverá pessoas mais inteligentes do que você, mais bonitas do que você, mais atraentes do que você… A lista é grande. Algo que você sempre precisa lembrar é: Deus o criou com qualidades singulares. Se Deus quisesse que você fosse um (a) modelo, com certeza, Ele o teria criado assim.
Em segundo lugar, você precisa ser grato pelo que Deus lhe deu, seja sua aparência, seus dons, talentos ou ministérios. Quando vir alguém que, aparentemente, tem algo a mais do que você, ore por essa pessoa. Não existe ninguém no mundo igual a você. Você é uma pessoa única. Suas digitais são únicas, sua personalidade é única. Deus o criou com certos atributos que ninguém mais tem. O grande erro do salmista, no Salmo 73, foi olhar para a vida dos ímpios e se comparar, mas diz o texto que ele caiu em si, parou de olhar para os outros e entrou no santuário de Deus. Tudo mudou quando ele parou de olhar para o que não tinha e começou a olhar para o que tinha. O que ele possuía?
Ele possuía a bondade de Deus. Se você começar a olhar para as pessoas, seus dons, sua aparência, suas posses, suas conquistas e começar a se comparar, você provavelmente vai sentir inveja e, por fim, a inveja o tornará uma pessoa amarga, triste e insatisfeita. Comece a orar por aqueles que estão em posição de mais destaque do que você e pare de olhar para a vida daqueles que se destacam como um padrão a ser atingido. Olhe para o que Deus já lhe deu e agradeça a Ele todos os dias de sua vida por te usar da maneira como tem usado.
Trecho do livro "O Senhor é Meu Psicólogo, Nada Me Faltará" - Edomm Hezrom
No trecho do podcast, o pastor Daniel Lopez aborda uma das questões mais debatidas da teologia cristã: "Se Lúcifer se arrependesse e pedisse perdão, Deus o perdoaria?". A resposta apresentada é que não, não porque Deus seja incapaz de perdoar, mas porque a queda de Satanás teria sido uma decisão plenamente consciente, tomada por alguém que conhecia Deus de maneira direta e completa.
Segundo essa linha de pensamento, existe uma diferença fundamental entre os seres humanos e os anjos. Nós vivemos pela fé, somos limitados, sujeitos ao pecado, à ignorância e às tentações. Já Lúcifer contemplava a glória de Deus, conhecia Sua santidade e desfrutava de uma posição privilegiada como querubim. Sua rebelião, portanto, não teria sido fruto de engano ou fraqueza, mas de uma escolha deliberada.
Por isso, o pastor utiliza a ilustração de uma inteligência artificial que reescreve o próprio código. A ideia é mostrar que Lúcifer não apenas errou, mas corrompeu voluntariamente sua própria natureza e propósito, tornando sua rebelião definitiva.
Essa interpretação encontra apoio em passagens como Hebreus 2:16, que afirma:
"Também sabemos que o Filho não veio para ajudar os anjos, mas sim os descendentes de Abraão."
O Novo Testamento fala repetidamente da salvação oferecida aos seres humanos, mas nunca menciona um plano de redenção para os anjos caídos.
Outro ponto importante da conversa é a chamada vontade permissiva de Deus.
O QUE É A VONTADE PERMISSIVA DE DEUS?
Na teologia cristã, costuma-se distinguir dois aspectos da vontade divina.
A vontade perfeita (ou decretiva) é aquilo que Deus deseja e determina diretamente. Tudo o que Ele faz é santo, justo e bom.
Já a vontade permissiva refere-se às situações que Deus não aprova moralmente, mas permite que aconteçam dentro de Sua soberania para cumprir propósitos maiores. Isso não significa que Deus seja o autor do pecado ou do mal, mas que nada ocorre fora do Seu controle.
Um dos exemplos mais conhecidos é a história de Jó. Satanás só pôde tocar na vida de Jó porque Deus estabeleceu limites para sua atuação (Jó 1–2). Outro exemplo é José, que disse a seus irmãos:
"Vocês pretendiam me fazer o mal, mas Deus planejou tudo para o bem. Colocou-me neste cargo para que eu pudesse salvar a vida de muitos." (Gênesis 50:20)
Da mesma forma, a crucificação de Jesus foi resultado da maldade humana, mas fazia parte do plano redentor de Deus (Atos 2:23).
Assim, a vontade permissiva mostra que Deus pode permitir acontecimentos dolorosos sem ser o autor deles. O mal continua sendo responsabilidade de quem o pratica, enquanto Deus permanece soberano, capaz de transformar até mesmo situações trágicas em instrumentos para cumprir Seus propósitos.
Essa doutrina também ajuda a responder uma pergunta frequente:
"SE DEUS É BOM, POR QUE PERMITE O SOFRIMENTO?"
A resposta cristã tradicional não é que Deus gosta do sofrimento, mas que, por razões muitas vezes além da compreensão humana, Ele permite que pessoas e até Satanás atuem por um tempo limitado. Ao mesmo tempo, Deus estabelece limites para o mal e promete que ele não terá a palavra final.
É importante observar que a questão sobre um possível arrependimento de Lúcifer não é um consenso entre todos os cristãos. A maioria das tradições históricas entende que a condenação de Satanás é definitiva, com base em textos como Mateus 25:41 e Apocalipse 20:10, enquanto a explicação sobre por que ela é definitiva envolve interpretações teológicas, e não uma afirmação explícita da Bíblia sobre um cenário hipotético em que Satanás pedisse perdão.
'“Em seguida, o Rei se voltará para os que estiverem à sua esquerda e dirá: ‘Fora daqui, malditos, para o fogo eterno preparado para o diabo e seus anjos.' (Mateus 25:41)
'O diabo, que os havia enganado, foi lançado no lago de fogo que arde com enxofre, onde já estavam a besta e o falso profeta. Ali serão atormentados dia e noite, para todo o sempre.' (Apocalipse 20:10)
Em resumo, o pastor Daniel Lopez apresenta a ideia de que a rebelião de Lúcifer foi uma decisão consciente, irrevogável e incompatível com arrependimento verdadeiro, enquanto a vontade permissiva de Deus explica que Deus continua absolutamente soberano, permitindo temporariamente a atuação do mal sem jamais deixar de governar a história e conduzindo todas as coisas para o cumprimento de Seus propósitos.
"A Escritura nunca sugere que Satanás possa ser redimido. Seu destino foi selado, e o lago de fogo é seu julgamento final." — John MacArthur
Os relacionamentos mais bonitos não nascem da perseguição. Eles nascem quando duas pessoas escolhem uma à outra novamente a cada dia — sem joguinhos, sem incertezas e sem fingir que a falta de compromisso é algo moderno ou descolado.
Se eu pudesse deixar uma única mensagem para todas as versões futuras de mim mesma, seria simples: continue sendo gentil. O mundo tem muitas pessoas inteligentes, fortes e talentosas. Mas a gentileza continua sendo uma raridade.
Por que alguma coisa que alguém diz ou faz o deixa inquieto? Você vive num planeta que gira no meio do absoluto nada. Está na Terra para uma visita de alguns anos e logo irá embora. Para que viver estressado com tudo? Não faça isso.
Tem gente que sobrevive de um jeito tão silencioso e carrega dentro de si uma força tão absurda, que até depois da destruição, consegue se reconstruir diante de seus próprios olhos.