Olhando para esta imagem pode surgir uma certa estranheza e você certamente se perguntará: o que é isso ?
Algumas idéias podem passar pela sua cabeça (talvez mirabolantes), mas esta é uma simples planta ornamental, muito comum nos jardins de casas, muitas vezes até decoradas no Natal: o cipreste! Existem vários tipos, este especialmente é o conhecido cipreste japonês ou Kaizuka. E esta é uma imagem em close-up de suas folhas.. sim.. folhas, que são finas, parecem escamas, crescem bem juntas e por vezes se parecem com cordões trançados.
Nem tudo parece ser o que é. À distância talvez fique mais fácil de se identificar, mas bem próximo, bem de pertinho, a aparência é outra e a confusão ou a dúvida se estabelecem: será que é isso ou aquilo?
Em nossa vida isso acontece o tempo todo sem percebermos. Nosso olhar desatento, apressado, talvez cansado, nem sempre nos faz ver com clareza. Nem sempre vemos o que realmente é determinada coisa, pessoa, situação, comportamento… E assim fazemos nossas suposições: deve ser isto, aquilo, ela deve estar assim por tal motivo, ele me deu esta resposta ríspida pois está nervoso ou é apenas um mal educado e por aí vai… nossa mente imagina tudo o que não é real, cria respostas que não são reais mas talvez convenientes, cria ilusões e nos apegamos à elas como se fossem verdades absolutas.
Olhar mais, mais de perto… se possível tocar… sentir…. se possível falar, perguntar, conversar….. sempre mais perto pra aumentar a sensibilidade e enxergar o detalhe, enxergar o real, enxergar o que se é. Assim podemos olhar para a vida, olhar para o outro, olhar para nós e ver em close-up.
Quantos de nós já reparamos no formato das folhas de um cipreste, nesse desenho trançado que parecem escamas, quem já tocou e sentiu sua textura, seu volume, sua fragilidade. Esta folha, que não parece folha, resiste ao vento, enverga, se movimenta, mas não se rompe. Contudo, com nossos dedos podemos “quebrá-la” facilmente, basta dobrar. Somos resistentes ? Suportamos a turbulência, nos movimentamos, nos curvamos, voltamos pra postura inicial e também somos frágeis, nos “quebramos” por um olhar, uma palavra, um gesto ou até mesmo a falta dele.
Somos uma dualidade perfeita, assim como tudo o que é natural. Como anda seu olhar ? Permita-se refletir sobre isso. Abra seus olhos… tente ver além do que parece ser…. tente ir além do que pode ser….. busque a imagem real, fiel, verdadeira… aqui… alí….dentro e fora de você.
Vem sentir pelo olhar! Sinta-se à vontade para compartilhar sua experiência conosco!!!
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