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Uma Vida Pequena - Hanya Yanagihara l Diário de leitura l Dias: 10 a 12 💫
✨ Início da leitura: 30/mar/2026
❗OBSERVAÇÃO: ALGUNS TÓPICOS ABAIXO CONTÉM SPOILERS.
🌈 Vaidades (parte 3) lido entre: 18/mai/2026 a 20/mai/2026. Esta parte contém 3 capítulos.
📖 Páginas lidas: 18/mai: 237 - 257 l 19/mai: 258 a 288 l 20/mai: 289 a 311.
🎯 REAÇÕES GERAIS
🎈 Reação do dia (sem filtro):
JB começou a dar trabalho aos amigos. Fiquei intrigada com o fato de ele ter se tornado um viciado em drog#s, mas, bem, não era algo imprevisível, até. Só fui surpreendida por que eu realmente não esperava, ainda mais em tão pouco do livro. Realmente, as vaidades venceram. JB se autodestrói sozinho, mas geralmente ele é manipulado por Jackson - e foi este quem fez a vida de JB virar do avesso e ele se tornar um drogado sem limites. Jackson está fazendo com JB, o que JB fazia com seus amigos verdadeiros, manipulado-o, usando-o como uma marionete, sendo falso, chantagista e cheio de piadas ofensivas com os amigos de JB. Houve uma cena terrível e sem graça em que Jackson (por pura maldade) imitou o jeito que Jude anda; que é mancando por conta da deficiência, no caso. Nisso, JB, que não estava nenhum pouco lúcido na hora, chora. Isso, ele chora. Assim, vemos que, mesmo ele não sendo mais próximo de Willem, Jude e Malcolm, ele ainda tem sentimentos por eles. Ficamos imaginando: "É um bom momento para JB largar essa amizade tóxica (que é isso que essa "amizade" é) com Jackson, e ir atrás de quem ama ele de verdade e só quer seu bem - no caso os três amigos". Bem, isso, de alguma forma, chega a acontecer em um certo momento já no final do capítulo três; porém, quando seus amigos estão prontos para levá-lo para uma clínica, o que JB faz? Num surto de raiva, ele faz o que Jackson havia feito, imitando o andar de Jude. Óbvio que Jude não reage, mas Willem dá um soco em JB, que cai desacordado e, quando acordar, já está internado. JB sabe e compreende que Jackson não é uma amizade boa para ele. Ele até fica imaginando como pode fugir disso, já que é Jackson quem induz JB a usar drog#s. Ele até consegue ficar sem usar, mas com esse cara perto, tudo vai por água abaixo.
Gostei muito da ideia dos três capítulos. O primeiro foi mostrando um ponto de vista apenas de Willem: o desconforto dele sobre os questionamentos por Jude estar de cadeira de rodas, a ex-namorada Philippa, Andy sendo um bosta, o cobrando por não estar com Jude quando ele mais precisa. O capítulo dois foi dividido entre Jude e Malcolm: Jude querendo mudar de emprego, para poder ganhar mais e poder comprar um apartamento com um elevador que preste. Logo depois, Jude comprando um apartamento de seu amigo Richard, e nisso, Malcolm será o arquiteto, que adaptará a casa para Jude (em cadeira de rodas), mesmo contra a seu vontade. E o terceiro, que foi o que mais me chamou a atenção. Drog#s é um dos gatilhos em minha vida, e ler sobre isso em um personagem que eu gosto, ele se distanciando de tudo; família, amigos e trabalho, e só focando no que não presta, me doeu.
🌷 Citação favorita:
"Mas aquilo fazia sua vida, que ele sabia ser pequena, parecer menor ainda". (pág: 243)
🫂 Personagem do dia (amo/odeio):
Amo: eu não amo ele, mas também não odeio. Richard. Ele foi bom com Jude, num gesto de confiança. E isso me pegou.
Odeio: Jackson, nem preciso dizer por quê.
🧠 Teoria ou pensamento aleatório:
Do nada apareceu um Richard na história (e ainda bem que ele é um personagem bom, gostei muito dele). E Richard, dentro dos Beatles, é o nome verdadeiro do Ringo Starr, o baterista da banda. Não é uma teoria grandiosa, mas tudo o que eu ver que faz sentido em torno dos Beatles, eu estou anotando. Outra coisa é que a história se divide entre Nova York e Cambridge. Eu ia teorizar sobre os Beatles serem ingleses e tal, mas pesquisei e li que existe uma cidade chamada Cambridge nos Estados Unidos. Ou seja, teoria falha.
A próxima teoria não é minha, mas de uma moça chamada Geovana Souza. Ela tem um podcast no Spotify onde ela lê livros; encontrei esses dias o perfil dela e estou usando o seu audiolivro para acompanhar na minha própria leitura. Pois bem, no final do capítulo três dessa terceira parte, Geovana teorizou que Jackson poderia ser uma alucinação de JB, por ele estar surtando, vendo Jackson nos lugares que ele está, sentindo a manipulação de tal sobre ele. Só que depois a moça disse que isso é meio impossível, já que numa das cenas Jude e Jackson se encontraram e chegaram a ter uma breve conversa - cena está onde logo depois Jackson zomba de Jude para JB, imitando seu jeito de andar. Então assim, eu concordaria com essa teoria, mas vendo pela cena que ouve e que Jude conhece Jackson, então também não é uma teoria válida.
Triste, pois adoro teorias.
🔮 Mapa astral do personagem
TEMA EM PAUSA.
🎯 EMOCIONAL / IMERSIVO
🖤 Nível de sofrimento: 10%. Drog#s é um gatilho pra mim, então, 10 por cento ainda é pouco.
😭 Cena que mais doeu hoje: o fdp do Jackson imitando Jude de mal gosto.
🌝 Cena que deu um respiro: Willem dando um soco em JB, pra ele parar de ser um idiota.
🤫 Momento em que eu fiquei em silêncio: saber o rumo que a vida do JB tomou.
🎯 PSICOLÓGICO
🌒 O que isso despertou em mim: ódio. Acho que está bem óbvio que odiei a cena de Jackson e JB imitando Jude de mal gosto. Vou seguir apertando nessa tecla.
🧐 O que não entendi: tudo está perfeitamente compreensível, até o momento.
🫣 Mudança de opinião sobre personagem: gostava do JB no começo, ainda gosto, mas espero que ele melhore. Provavelmente ele não vai melhorar, mas é uma esperança vaga que eu tenho. Não espero nada de bom vindo desse livro; ouvi boatos de que daqui pra frente é só regresso.
🎯 CRIATIVO / DIVERTIDO
🎬 Essa parte seria um filme ou pesadelo?: Jude chegando cansado do trabalho e vendo que o elevador estava quebrado, e tendo que subir às escadas, passando horas e horas para chegar ao seu apartamento... Ainda bem que ele foi salvo por Willem e Andy - principalmente por Willem.
🎵 Trilha sonora da cena/capítulo (música que combina): acho que vou pausar esta parte também. Eu realmente tenho que me dar ao trabalho de fazer uma playlist para este livro. Se tem essa opção de colocar uma música aqui, então eu quero fazer, não quero deixar em branco. Mas no momento, como não penso em música nenhuma enquanto leio, vou fazer uma pausa. Mas tenho de prometer a mim mesma de que no fim da leitura eu junto algumas músicas e crio uma playlist boa para este livro. Promessas, promessas...
🍂 Clima do dia de leitura: durante os dias - 99% de calor nos três dias.
⏳ Quanto tempo consegui ler hoje: estou em 40% de leitura. Acho que foram umas quatro horas de leitura, tirando pelo audiobook.
🎯 ASTROLOGIA
💥 Signo do caos do dia: gêmeos? JB sendo um duas caras quase que o tempo todo me chateia! Ele pede ajuda a Jude, Jude ajuda, depois ele esnoba o menino e vai atrás de Jackson. Jackson zomba de Jude, JB chora mas não diz nada. Alguns dias depois, Jude ajuda ele de novo, e JB está mansinho como um bebê. Depois estão os quatro amigos. JB está tranquilo, mas do nada se revolta por causa de Jackson que nem está lá. Daí xinga todo mundo e zomba do Jude igualzinho Jackson fez - ou até pior. JB, querido, acho que você tem problemas, só acho. Teorias aqui: ou JB tem bipolaridade, ou ele gosta amorosamente de Jude, mas não diz, ou ele se faz de doido por que ele é mesmo um sem noção e não quer mudar por achar que todo mundo é obrigado a aturar ele com o caráter de merda que ele tem.
🌊 Personagem com energia de água (emocional): não consigo pensar em um nesse momento.
🌡️ Personagem frio/calculista: Jackson. Me diga, qual a graça em arruinar a vida de alguém?
🌛 Lua emocional do capítulo: câncer; foram capítulos dramáticos.
🎯 SURTO FINAL
😶🌫️ Surto do dia: Andy querendo jogar todo o "fardo Jude" para cima de Willem, como se Willem não tivesse o direito de viver a própria vida só pra ficar vigiando Jude pra ele não fazer besteira o tempo todo. Isso me revoltou um pouco.
🗣️ Se eu pudesse gritar algo para os personagens: Jude (sempre o Jude), para de se vitimar por algo que você não fez, mas sim que os outros te fizeram. Você não tem culpa de nada, não fique agindo como se tivesse. A maldade dos outros não define quem você é, só define quem você se tornou por que você mesmo quer isso. Willem, você tem o direito de viver sua vida sem carregar o Jude pra todo o lado. Malcolm (este é o menor personagem entre os quatro), você é o mais regrado daqui, mas só leva no c. Se imponha mais! E JB... Tenho esperanças que você melhore, mas sabendo da reputação desse livro, não vou estranhar caso você piore ainda mais.
🌈 Vontade de abandonar o livro? (Sim/não/considerando): não, mesmo tendo lido alguns spoiler de uma fonte duvidosa. E estou chocada com o que li nessa revelação contra a minha vontade.
˖ ֹ੭୧ sua jornada de shifting nunca para ⊹ ࣪ ⑅
sua jornada de shifting pode ser confusa e difícil de entender às vezes — ou talvez o tempo todo.
existem momentos em que tudo engrena e acelera a uma velocidade quase divina, fazendo você se sentir no topo do mundo.
e então… existem os momentos em que tudo parece andar dolorosamente devagar, te dando a ilusão de estar preso, como se você não estivesse fazendo progresso nenhum.
mas você sabia que você nunca esteve realmente preso desde o começo? progresso lento nunca significa progresso inexistente. você está criando tração, lapidando suas habilidades, refinando suas capacidades e se entendendo melhor.
você não está “perdendo tempo”, você está aprendendo a usar sua habilidade inata. todo momento conta: momentos em que você pensa na sua realidade desejada e divaga, momentos em que você escuta música e sente como se já estivesse onde quer estar, momentos em que você sente saudade de casa e anseia estar 'lá', momentos em que você de repente se sente conectado, momentos em que você vê números angelicais e sinais, momentos em que você conta, ou afirma, ou define uma intenção e adormece. não importa o que você faça, você está praticando o uso do seu dom e ganhando experiência.
shifting não é apenas fazer um método e imediatamente se tornar consciente da realidade que você escolheu; é autodescoberta e introspecção. é reflexão e compreensão. é estudar a si mesmo e descobrir seus poderes ocultos. é utilizar os dons que você sempre teve. é reconhecer quem somos em nossa essência — pura consciência, seres ilimitados e infinitos.
é escapar dos limites e nos libertar das correntes que nos prendem a este mundo. é a abertura da nossa mente e a mudança, a ampliação das nossas perspectivas, adquirindo sabedoria e deixando de nos associar às leis, crenças limitantes, negatividade e expectativas que a sociedade impõe sobre nós. é explorar nossas habilidades e descobrir coisas que nunca pensamos serem possíveis.
a terra gira 365 vezes por ano, e ainda assim nunca sentimos ela se mover.
todos os dias, o sol se põe e a lua nasce, os pássaros cantam ao amanhecer e os lobos uivam ao anoitecer. a cada dia, temos experiências diferentes. ouvimos músicas diferentes, assistimos filmes diferentes, lemos livros diferentes, comemos comidas diferentes, pensamos pensamentos diferentes, sentimos emoções diferentes. os dias podem parecer parecidos, mas nunca são iguais.
então, mesmo que você nunca sinta a terra girar, ela ainda gira, independentemente de você sentir ou não. a terra não para de girar nem gira mais rápido só porque as pessoas começam a criticá-la ou desejar que ela fosse diferente. ela gira graciosamente pelo cosmos a cada 24 horas e, a cada rotação, nossa vida entra em novas fases e temos experiências distintas.
o que eu quero dizer é: só porque você não vê seu progresso em movimento, não significa que nada esteja acontecendo. como eu disse, a terra gira todos os dias, apesar de não sentirmos. e todos os dias começamos um novo capítulo da nossa vida.
sua jornada de shifting funciona da mesma forma. não existe o conceito de estagnação, porque ele nunca existiu de verdade. alguns momentos e experiências podem parecer mais significativos ou memoráveis do que outros, mas tudo o que você vive é igualmente importante, e uma coisa não vale mais do que a outra. sempre há movimento acontecendo nos bastidores, e tudo o que você faz te aproxima muitos passos de se tornar consciente da realidade que você escolheu — te aproxima de casa.
e a melhor parte? isso não se limita ao shifting. isso se aplica a todos os aspectos da sua vida, a cada pequena jornada que você decide viver ! :)
nunca mais se sinta perdido ou preso. porque, não importa o que você faça, você vai acabar exatamente onde quer estar.
– 𝘵𝘳𝘢𝘥𝘶𝘤̧𝘢̃𝘰 𝘥𝘰 𝘱𝘰𝘴𝘵 𝘥𝘢 @arayapendragon ! ୨𓏲
Uma Vida Pequena
Considero a palavra ''inexpugnável'' como uma de minhas favoritas. Um termo cujo objetivo envolve a incapacidade de removerem algo seu através do contexto físico, o que se encaixa em diversos contextos, como o intelectual ou emocional. Pela primeira vez, pude finalmente compreender o peso dessa palavra através da obra de Hanya Yanagihara, ''Uma Vida Pequena''.
É curioso ler e observar o desenvolvimento do grupo de amigos presente no livro (Malcom, JB, Willem e Jude) e como a obra retrata a desenvoltura de cada um no que é chamado de ''vida adulta''. No entanto, Jude, é aquele que mais me cativou durante a leitura - assim como para grande parte dos outros leitores. Sinto como se a essência e existência desse personagem não seja algo apenas voltado a representação de traumas, mas principalmente, a um tipo de reflexo daquilo que encontramos em nosso interior ou ao nosso redor, seja em níveis maiores ou menores.
A vergonha, medo, receio, ansiedade, aversão e falta de misericórdia quanto a seu próprio ser são alguns dos adjetivos que moldam esse personagem. E ao tempo em que temos essas características, é possível notar o quão gentil Jude é para qualquer um ao seu redor, o quão preocupado ele se torna no que tange a suas responsabilidades e seu ciclo social. No entanto, constantemente penso sobre sua dor. A dor de ter sido quem ele imaginava que era. A dor de olhar a si mesmo no espelho e não enxergar sua verdadeira identidade, mas sim o que fora moldado por terceiros ao longo dos anos, e principalmente, a dor de se sentir diferente dos demais devido a suas marcas em todo o corpo, marcas essas que expunham seu passado, que revelavam uma parte de si tão vulnerável e complexa ao ponto de cada cicatriz sempre se manter oculta através de diferentes peças de tecidos.
Sendo uma distante extensão de Jude, encontro-me em indireta conexão com sua relação acerca de suas hienas mentais, aquelas que o destroem e nunca estão satisfeitas, buscando seu declínio como forma de alimentação, aquelas que emitem sons desconfortáveis por cada passo dado em sua rotina até que seu corpo caia em tamanho medo pelo o que essas hienas são capazes de fazer, ou pior, o que elas são capazes de emitir para que você faça algo consigo mesmo.
''Uma Vida Pequena'' também revela a possibilidade do conhecimento do amor, mas também a desesperança do subconsciente em lhe afirmar que este sentimento sempre está propenso a ser retirado de você de maneira rude, bruta e inesperada, causando a consequência encontrada nos futuros comportamentos de Jude: a desordem de seu próprio ser. A confusão e o vazio em sempre estar em busca daquilo/daquele que foi retirado de você (como já era esperado), em busca de respostas, em busca de uma nova e simples razão para continuar tentando, ainda que não haja razões suficientes.
Apesar de comumente esperarmos uma reviravolta nos segmentos feitos pelo protagonista, essa obra revela o oposto. Nos traz um molde da realidade crua, amarga e obscura através da decisão final de Jude, sendo essa uma representação concreta e fiel ao que realmente encontramos no mundo real. A desistência torna-se uma palavra evitada durante a leitura dessa obra, talvez como uma maneira de evitarmos o que sabemos que irá ocorrer, mas sempre penso que ao tempo em que lidamos com o fim de um indivíduo também presenciamos a fuga para sua liberdade, tal qual a escapatória de sua prisão mental, que o condenara de forma perpétua, sem a chance de mudar seu destino enquanto uma pessoa viva, enquanto alguém capaz de sentir tanto ao ponto de que cada recordação, cada pulsação em seu coração se torna uma dor completa, partindo do físico até a mais profunda área da mente.
Em tese, Jude, Willem, Malcom e JB, são vistos por mim como algo que ultrapassa a delimitação de páginas. Os vejo como uma forma de sentimentalismo, que sempre irei lembrar e que sempre manterá meus pés no chão para a verdadeira realidade existente. Por essa razão, assim como Harold, afirmo que vejo Jude em cada lugar, em cada coisa, e é por isso que sempre tento sem gentil com tudo. E é igualmente por esse estado mental de percepção que descrevo esse livro e o eterno grupo de amigos presente nele como algo inexpugnável.
womanhood is an endless cycle of finding your way back to a younger version of yourself and nurturing them
ive killed a thousand versions of myself to be this calm
Yall don’t even know fr
Some of you seem to be gay #observations #intuitive
The intimacy of someone protecting your name when you’re not in the room.