Nannie Doss: A Viúva Negra | Serial Killer
Nannie Doss (nascida Nancy Hazel, 4 de novembro de 1905 - 2 de junho de 1965 | Blue Montain, Alabama) foi uma serial killer americana responsável pela morte de 11 pessoas entre as décadas de 1920 e 1954. Nannie Doss era mais conhecida como Viúva Negra e Vovó Sorridente. Doss confessou os assassinatos em outubro de 1954, depois que seu quinto marido morreu em um pequeno hospital em Tulsa, Oklahoma. Ao todo, foi descoberto que ela havia matado quatro maridos, dois filhos, suas duas irmãs, sua mãe, um neto e uma sogra.
Nannie tinha um irmão e três irmãs. Ela e sua mãe odiavam James, que era um pai e um marido controlador. O pai de Nannie proibiu a ela e as irmãs de usarem maquiagem e roupas atraentes para impedir que fossem molestadas pelos homens (o que não adiantou de muita coisa). Ele também as proibiu de ir a bailes e outros eventos sociais.
Aos 7 anos de idade, enquanto a família estava pegando um trem para visitar parentes no sul do Alabama, Nannie bateu a cabeça em uma barra de metal no assento à sua frente quando o trem. Durante anos, ela sofreu de fortes dores de cabeça e desmaios, ela culpou isso e a sua instabilidade mental àquele acidente. Também durante a infância, o seu hobby favorito era ler as revistas de romance da sua mãe e sonhar com seu próprio futuro romântico. A sua parte favorita era a coluna de Corações Solitários.
Os Hazle viviam numa pobreza sem fim, e, aos 15 anos de idade, Nannie foi obrigada pelo seu pai a abandonar a escola para trabalhar em tempo integral numa fazenda e casou-se pouco tempo depois com Charley Braggs, um colega de trabalho, aos 16 anos.
“Casei, como meu pai desejava, em 1921, com um garoto que conhecia há apenas quatro ou cinco meses que não tinha família, apenas uma mãe que não era casada e que havia dominado minha vida completamente quando estávamos casados. Ela nunca viu nada de errado no que fazia, mas aceitaria feitiços. Ela não deixou nem a minha mãe ficar a noite toda.”
Nannie começou a beber e seu hábito casual de fumar tornou-se um vício. Os dois parceiros infelizes suspeitavam um do outro de infidelidade, e Braggs frequentemente desaparecia por dias. Apesar de tudo, eles tiveram 4 filhas, e, em 1927, o casal perdeu as duas garotas do meio por suspeita de intoxicação alimentar. Logo após, Braggs pegou a filha Melvina e fugiu, deixando Florine para trás. A mãe de Braggs morreu pouco. Braggs trouxe Melvina de volta no verão de 1928. Charley e Nannie logo se divorciaram, com Nannie levando suas duas meninas de volta para a casa de sua mãe. Braggs sempre repetia que ele a deixou porque tinha medo dela.
Seu segundo marido foi Robert Franklin Harrelson. Eles moravam em Jacksonville com Melvina e Florine. Depois de alguns meses, ela descobriu que ele era alcoólatra e tinha antecedentes criminais por agressão. Apesar disso, o casamento durou 16 anos.
Melvina teve um bebê e outro bebê veio dois anos depois, mas morreu pouco tempo depois. Melvina pensou ter visto a mãe enfiar um alfinete na cabeça do filho. O marido e a irmã disseram que Nannie havia dito que o bebê estava morto (e perceberam que ela estava segurando um alfinete). Os médicos, no entanto, não conseguiram dar uma explicação. Os pais acabaram se separando com o luto e Melvina começou a namorar um soldado. Após uma briga feia com a mãe, Melvina foi visitar o pai e, enquanto isso, seu filho morreu misteriosamente sob os cuidados de Nannie. A morte foi diagnosticada como asfixia de “causas desconhecidas”, e dois meses depois Nannie pegou o seguro de vida que havia contratado para a criança.
Depois de uma noite de bebedeira, seu marido Harrelson estuprou Nannie e, no dia seguinte, ela descobriu uma garrafa de uísque de Harrelson enterrada no chão do jardim enquanto ela cuidava das rosas. O estupro tinha sido a gota d'água para ela, então ela pegou o frasco e o cobriu com veneno de rato. Harrelson morreu dolorosamente naquela noite.
Nannie conheceu seu terceiro marido, Arlie Lanning, através de outra coluna de corações solitários enquanto viajava na Carolina do Norte e casou-se com ele três dias depois. Como Harrelson, Lanning era um mulherengo alcoólatra. No entanto, nesse casamento, Nannie que desaparecia com frequência e, muitas vezes, por meses. Porém, quando ela estava em casa, interpretava o papel de dona de casa e quando ele morreu do que se dizia ser “insuficiência cardíaca”, as pessoas da cidade a apoiaram em seu funeral. Logo depois, a casa do casal que foi deixada para a irmã de Lanning, foi incendiada. O dinheiro do seguro foi para Nannie, que rapidamente o pegou e, depois que a mãe de Lanning morreu enquanto dormia, Nannie deixou a Carolina do Norte e acabou indo para a casa de sua irmã Dovie. Dovie estava doente e logo após a chegada de Nannie, ela faleceu.
Procurando por mais um marido, Nannie entrou para um serviço de namoro chamado Diamond Circle Club e logo conheceu Richard L. Morton, de Jamestown, Carolina do Norte. Eles se casaram em 1952 em Emporia, Kansas. Ele não tinha um problema com a bebida mas era adúltero. Antes de envenená-lo, ela envenenou sua mãe, Louisa, quando veio morar com eles. Morton morreu três meses depois, em 19 de maio de 1953.
Nannie casou-se, mais uma vez, com Samuel Doss (foto abaixo), de Oklahoma. Samuel desaprovava os romances e as histórias que sua esposa adorava. Em setembro, Samuel foi internado no hospital com sintomas semelhantes aos de uma gripe. O hospital diagnosticou uma infecção grave do trato digestivo e ele foi tratado e liberado. Samuel morreu em 12 de outubro de 1954. Nannie o matou naquela noite, na pressa de recolher as duas apólices de seguro de vida que ela havia feito contra ele. Essa morte repentina alertou seu médico, que pediu por uma autópsia. A autópsia revelou uma enorme quantidade diarsênico em seu sistema e, sendo assim, Doss foi presa.
“Você entende que este tribunal decidirá entre uma sentença de vida ou morte?”, perguntou o magistrado Elmer Adams.
“Sim, senhor”, respondeu Nannie.
“E você quer mesmo se declarar culpada?”, ele prosseguiu.
“Eu quero”, ela respondeu.
Doss confessou ter matado quatro de seus maridos, sua mãe, sua irmã, seu neto e sua sogra. O estado de Oklahoma centrou seu caso apenas em Samuel Doss. Foram necessárias 24 horas de interrogatório para que Nannie admitisse que ela havia matado o marido, Doss, colocando veneno de rato em seu café. Nannie disse a um repórter que ela não odiava homens, apesar do que suas ações implicavam, porque alguns homens eram bons.
Ela se declarou culpada em 17 de maio de 1955 e foi sentenciada à prisão perpétua, o estado não adotou a pena de morte devido ao sexo dela. Nannie morreu de leucemia na enfermaria da Penitenciária do Estado de Oklahoma em 1965.