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Shunji Iwai and Ayako Fujitani behind the scenes of Shiki jitsu (ritual)
Dir. Hideaki Anno, 2000
Directed by 鶴巻和哉 Kazuya Tsurumaki
Character Design : Take
Mechanical Design : 山下 いくと Ikuto Yamashita
Screenplay : 榎戸 洋司 Yōji Enokido / 庵野秀明 Hideaki Anno
Studio Khara x Sunrise
Dois diretores de caráter brutal lidando com uma figura real que ultrapassou todos os limites mais brutais da natureza humano. E felizmente,
Vejo esta primeira resenha como minhas “primeiras impressões”, pois, provavelmente, este é um filme que buscarei assistir várias vezes para
O novo site do Shin Filmes faz sua estreia, ainda em versão beta. Enquanto aguardamos o lançamento do novo podcast, hoje é o dia de inauguração do site do podcast, que também será dedicado a artigos e resenhas.
Blog e podcast sobre cinema
Alugados Pelo Inferno (1975), dir. Kinji Fukasaku.
Como mencionei em resenhas anteriores de filmes de Yakuza ambientados no pós-guerra, acredito que esse tipo de produção oferece uma excelent
Como mencionei em resenhas anteriores de filmes de Yakuza ambientados no pós-guerra, acredito que esse tipo de produção oferece uma excelente oportunidade para compreender o caos que tomou conta do Japão naquela época. E Fukasaku é considerado por muitos como um dos maiores mestres na abordagem de problemas sociais envolvendo a Yakuza em seus filmes, especialmente por seu estilo que estabeleceu o padrão dos Jitsuroku-eiga (filme de yakuza realista), que se destaca por ser realista e autêntico. Aqui, Fukasaku mantém sua abordagem documental, intercalando cenas de jornais e narração para construir a narrativa de biografia de um assassino sociopata, até mesmo depoimentos no começo do filme sobre o mesmo. Desde o primeiro momento em que somos apresentados ao personagem, sua presença é marcada pelo caos, provocando rebuliço em todas as cenas em que aparece. O filme explora diversos temas durante o caos causado pelo protagonista, incluindo a opressão americana sobre o povo japonês, a revolta gerada por essa situação e o ódio resultante direcionado a outros povos, como os chineses que vivem no Japão. Além disso, o uso de drogas e violência contra mulheres é retratado de forma recorrente na trama, contribuindo para a contextualização do ambiente caótico em que a história se desenvolve. Em conjunto, esses temas fornecem uma visão complexa das questões sociais e políticas que moldaram a história do Japão, oferecendo uma compreensão mais profunda do contexto em que a trama se desenrola. O estilo do Fukasaku é refletido fielmente na ação do filme, sem concessões para cenas visualmente em ação leve e adornada. Em vez disso, a representação realista da violência gráfica é aprofundada por meio de cenas cruas e sem adornos estéticos
Zatoichi e a Espada Brilhante (1964), dir. Kazuo Ikehiro.
Resenha postada no letterboxd.
O sétimo filme não é tão bom quanto o sexto, ainda tem seus méritos e é digno de apreciação. Principalmente pelos seus últimos minutos magistrais.
Este filme apresenta uma notável divisão entre suas partes cômica e sombria, quase como se fossem dois filmes distintos em termos de tensão. Na primeira metade, encontramos poucos grandes conflitos e, em vez disso, somos recheados de momentos hilários, incluindo a cena icônica de Ichi matando as moscas que o incomodavam enquanto dormia. Já na segunda metade, temos a volta do Ichi mais sombrio e vingativo.
A história não tem seu destaque, por ser um conflito recorrente na série, uma disputa de poder entre dois chefes Yakuzas, e claro, o Ichi está do lado do chefe honrado e lutará contra o yakuza canastrão e dissimulado.
As cenas de ação deste filme são incrivelmente criativas, mesmo sem o uso das técnicas presentes no sexto filme. Destacam-se a luta dentro da água, em que Zatoichi parece um tubarão, e a grande batalha final, em que a escuridão é habilmente usada para criar uma sensação de terror, como se Ichi fosse um monstro imbatível mergulhado na escuridão, onde se adentrar, a morte é certa.. Os fogos de artifício adicionam uma iluminação belíssima às cenas.
The Fabelmans (2022), dir. Steven Spielberg.
Comentário posto no Letterboxd.
“PORRA, EU AMO CINEMA!” Essa foi a primeira coisa que me veio à mente assim que o filme acabou. Um filme pode ter múltiplos significados tanto para quem o cria quanto para quem o assiste. As escolhas feitas na produção - desde a forma como a história é contada até as nuances das atuações - podem transformar um personagem comum em um herói, mexer com nossos sentimentos e redefinir nossas perspectivas. De forma intimista, temos um filme de carta de amor para um cineasta, mas também um retrato das memórias que moldaram o amadurecimento do cineasta, que mostram como foi moldado um dos maiores cineastas da história.
Zatoichi e o Baú de Ouro (1964), dir. Kazuo Ikehiro.
Review postada no Letterboxd.
De todos os seis primeiros filmes da franquia Zatoichi que assisti, este é, sem dúvida, o meu favorito. O enredo é mais focado e bem desenvolvido, centrando-se na luta de Zatoichi para provar sua inocência. Além disso, o personagem principal apresenta volta para um facete dos primeiros filmes, ficando mais ponderado, em contraste com sua atitude taciturna no quinto filme.
Uma das características que mais me impressionou neste filme foi a sua fotografia, que se mostrou mais ousada e experimental em relação aos outros filmes da franquia. Em especial, em momentos como a introdução e em outras cenas, onde o fundo é preto e a luz destaca apenas os personagens, juntamente com sobreposições transparentes, criando uma sensação de teatralidade e dando um toque de beleza ao filme. É notável como a equipe de fotografia explorou as possibilidades de iluminação e criou uma estética única e marcante, que certamente contribuiu para tornar este filme um dos mais destacados da franquia.
As cenas de ação só se contribuem também com essa fotografia, a descida da montanha se mostrou de uma beleza tremenda. As cenas de ação também merecem destaque nesta obra, e a fotografia mais uma vez desempenha um papel fundamental. Em particular, a cena de descida da montanha é simplesmente espetacular, mostrando uma beleza de tirar o fôlego. A maneira como as cores e as sombras são usadas para realçar a intensidade da ação é impressionante, e é difícil não ficar hipnotizado pela sequência.
Infinity Pool (2023), dir. Brandon Cronenberg.
Review postada no Letterboxd
Confesso que, embora não tenha uma grande admiração pelos filmes do Cronenberg pai, o seu filho conseguiu me convencer com este filme. No entanto, ainda não me considero um grande admirador da família Cronenberg e de seus filmes.
Retrata de forma satírica os turistas ricos que viajam pelo mundo, muitas vezes com um comportamento egoísta e desrespeitoso em relação aos povos locais. E a ideia da duplicidade de corpo foi excelente, o que não é mais um rico quando não se tem consequências dos seus atos, não é mesmo?
Apesar disso, sinto que houve pouco aprofundamento nessa parte, já que o filme se concentrou mais em exibir imagens psicodélicas de orgias. No entanto, entendo que a abordagem pode ser justificada artisticamente e não quero ser muito crítico a esse respeito. Pelo fato que visualmente tem seu destaque, com uma estética de terror elegante e soberba que ressalta o gênero, com um ar de cinema presunçoso “de punheta”, cheio de imagens alucinógenas que pouco dizem algo além disso.
Alexander Skarsgård mandou bem, mas a dona do filme é a Mia Goth. As melhores partes são quando ela está em cena.
A Rua da Vergonha (1956), dir. Kenji Mizoguchi.
Review originalmente postada: 01/Mar/2023 no Letterboxd.
Um dos aspectos mais notáveis da obra do diretor é sua coragem em abordar questões sociais difíceis e polêmicas, como a prostituição. Ele não tem medo de explorar as nuances e complexidades desses temas, expondo a realidade muitas vezes sombria e dolorosa das pessoas que vivem nas margens da sociedade. Através de sua arte, Mizoguchi apresenta uma reflexão contundente sobre as desigualdades e injustiças presentes na sociedade japonesa, trazendo à tona questões importantes que muitas vezes são ignoradas ou negligenciadas. Quando se trata de indicar um diretor para aqueles que desejam entender a sociedade japonesa em suas camadas marginalizadas, Mizoguchi é, sem dúvida, o nome mais importante que me vem à mente. O grande tema central do filme é a discussão sobre a proibição da prostituição. A trama apresenta diversas perspectivas sobre o assunto, com destaque para as mulheres que ingressam nesse mundo em uma sociedade patriarcal. A narrativa se torna ainda mais intensa no contexto pós-guerra, em que essa realidade se mostra ainda mais brutal e dramática. A direção é elegante e não romantiza a condição dos personagens, usando planos-sequências junto de uma profundidade de campo para destacar ainda mais o drama da vida, que é magistralmente interpretado pelo elenco.
Policiais vs. Bandidos (1975), dir. Kinji Fukasaku.
Review originalmente postada: 01/Mar/2023 no Letterboxd.
O diretor Fukasaku manteve seu estilo de direção e quase todo o elenco de Yakuza Papers em seu próximo filme, criando uma conexão quase como se fosse da mesma franquia. Inspirado por eventos reais, o filme utiliza imagens de jornais que dão uma sensação de documentário, agregando ainda mais profundidade à história. Além disso, O estilo de direção de Fukasaku é bem característico, com a utilização de câmera na mão e cortes rápidos, criando um ambiente de tensão e urgência nas cenas de ação. Aqui Fukasaku chega com uma forte crítica social, este filme aborda de forma mais aprofundada a ideia de como o Japão se tornou corrupto no pós-guerra, mostrando como a violência se tornou uma justificativa para os problemas sociais que surgiram na época. Nenhum personagem policial ou político segue a lei, tornando-os ainda menos honrados do que os próprios membros da Yakuza. É curioso notar que um dos personagens policiais é mais preocupado em perseguir comunistas do que em prender criminosos, o que é visto como um fator de ironia e humor no filme. Uma algo que me chamou atenção no protagonista, interpretado novamente por Bunta Sugawara, é a mudança de seu papel em relação ao filme anterior Yakuza Papers. Se antes ele era um bandido honrado, agora ele é um policial corrupto que trabalha em conluio com a Yakuza. Essa transformação revela a versatilidade do ator e sua habilidade em interpretar personagens complexos e distintos, mesmo dentro do mesmo gênero cinematográfico.
Swing Girls (2004), dir. Shinobu Yaguchi.
Review originalmente postada: 26/Fev/2023 no Letterboxd.
Embora demore um pouco para engrenar, este filme tem o poder de conquistar o coração e acalentar a alma. Swing Girls gradualmente constrói uma narrativa envolvente que captura a atenção do espectador. Cheio de personagens adoráveis, tem um pouco de desenvolvimento de cada, junto de alguns professores, que juntos, apresentam diversas mensagens positivas. Este filme é definição de “comfort movie”, proporcionando uma experiência cinematográfica gratificante.
Zatoichi, o Samurai (Zatoichi kenka-tabi, 1963), dir. Kimiyoshi Yasuda.
Review originalmente postada: 26/Fev/2023 no Letterboxd.
A cada filme o Zatoichi fica mais carrancudo, neste quinto filme foi explorado uma das tropes que mais gosto e nos dias de hoje, está ainda mais popular: O personagem carrancudo que é posto sem querer para proteger alguém mais frágil. Acabou que vimos concomitante uma versão perversa e compassiva do Ichi. Está dualidade depende de cada pessoa que o interage com o personagem, para um amigo ou alguém que está protegendo, um ser sensível aparece, e para os inimigos, um ser dissimulado e impiedoso. Outro ponto do filme, é a questão social, onde mesmo pessoas que seguiam caminhos honestos, acabam se tornando desprezíveis por causa da ganância provocada pela pobreza. Creio que seja dos primeiros filmes, o que mais discute essa questão. Por causa da evolução do personagem para um ser mais carrancudo, este filme tem as cenas de ação mais violentas comparado aos outros.
Os Guarda-Chuvas do Amor (Les parapluies de Cherbourg, 1964), dir. Jacques Demy.
Review originalmente postada: 26/Fev/2023 no Letterboxd.
Reflexões sobre o amor, das consequências de nossas escolhas e seus efeitos para nossos futuros. Transborda tudo isso de uma forma delicada, demonstrando como um retrato sensível e poético da vida de duas pessoas que enfrentam as mudanças que a vida impõe. Uma fotografia estupenda, podendo considerar um dos pontos mais fortes do filme, cores vibrantes que se misturavam com os pequenos gestos para aprofundar os sentimentos dos personagens. E sem dúvidas, gostaria viver uma vida com canções de Michel Legrand.