𝐇𝐀𝐋𝐅 𝐂𝐇𝐈𝐋𝐃, 𝐇𝐀𝐋𝐅 𝐀𝐍𝐂𝐈𝐄𝐍𝐓 … uma prole de THOR sempre indica uma boa história, ouvi dizer que essa aqui tem sentimentos NEGATIVOS em relação ao AESIR que lhe nomeou como LJÓTWARA. Já é um milagre que NIAMH KAVANAGH tenha chegado aos 25 anos, talvez os monstros da IRLANDA não sejam tão agressivos. Em Nexum, onde vive há OITO ANOS, atua como ENGENHEIRA BIOMÉDICA.. Combina com sua reputação de ser INTELIGENTE, LEAL e RESILIENTE, embora possa ser METÓDICA, RESERVADA e DESCONFIADA em seus piores dias. Sabe uma coisa interessante? Ouvi dizer que ela tem muito medo de FRACASSAR COM AQUELES QUE AMA.
༄ 𓂃 𝐒𝐇𝐄 𝐃𝐎𝐄𝐒𝐍'𝐓 𝐒𝐔𝐌𝐌𝐎𝐍 𝐓𝐇𝐄 𝐒𝐓𝐎𝐑𝐌 , 𝐒𝐇𝐄 𝐁𝐄𝐂𝐎𝐌𝐄𝐒 𝐈𝐓.
Niamh nasceu em uma vila costeira na Noruega durante uma das maiores tempestades registradas na época. Sua mãe, Eilee, era uma engenheira meteorologista e filha de pescadores locais, amante dos mares e conhecida pela pequena população como uma excelente navegadora e exploradora com um grande intelecto dentro e fora do mar. Seus pais, já falecidos, não tiveram a oportunidade de ajudar na criação da única neta que consideravam um grande presente dos céus. Apesar de nunca saber sobre seu pai ou suas reais origens, Niamh sentia que algo dentro de si não pertencia totalmente a esse mundo.
Com o falecimento dos avós ainda nos seus primeiros anos de vida, Niamh se mudou com a mãe para a Irlanda devido a uma ótima oportunidade de emprego. Não esbanjava dinheiro, mas Eilee ganhava o suficiente para dar a filha tudo o que ela precisava além de uma boa moradia, educação e comida. Seus primeiros anos na escola não foram fáceis, além de enfrentar algumas dificuldades de aprendizado, Niamh era considerada uma criança temperamental e bastante violenta. Sua lista de reclamações era extensa, para uma criança de apenas seis anos, Niamh já tinha adquirido uma bela coleção de advertências e expulsões, algumas que obrigaram sua mãe a trocá-la de escola três vezes. Apesar das boas intenções, já que não aguentava ver seus amiguinhos sofrendo com provocações de outros alunos ou algo que julgava injusto aos seus olhos infantis, Eilee sabia que não era só isso.
Niamh passou a frequentar a terapia semanalmente com sete anos, ali buscaram tratar seu temperamento explosivo, os acessos de raiva por qualquer coisa e, principalmente, suas dificuldades de aprendizado. O processo foi lento, mas a jovem garotinha demonstrou bons resultados com o passar das sessões, até suas notas ganharam destaque e Niamh se mostrou uma criança incrivelmente inteligente, apenas precisava dos métodos certos para compreender e aprender. Com a mudança no comportamento e com uma mente mais equilibrada, pequenos acontecimentos dentro de casa se tornaram bem raros, o que levou a menina a acreditar que finalmente tinham arrumado os problemas com eletricidade de sua casa. Mal sabia Niamh que ela era a causadora de tudo.
Em seu aniversário de quinze anos, Niamh desejou retornar para a Noruega com a mãe, para a vila onde nasceu, para conhecer melhor o local que basicamente não se lembrava muito bem. Ficaram hospedadas na antiga residência de seus avós, onde pela primeira sentiu uma ligação com os dois e ainda arriscou experimentar como era a vida deles junto aos demais pescadores. Como presente de aniversário, Eilee entregou à filha seu colar mais precioso, feito de um material que Niamh desconhecia. Por um momento recusou, ela cresceu ouvindo que aquela runa era de proteção e não queria que sua mãe abrisse mão disso por ela, mas a mulher insistiu e Niamh acabou cedendo diante das palavras que ouviu. Algo que nunca mais esqueceu.
Naquele mesmo dia, Niamh e sua mãe foram pegas desprevenidas assim como todo o restante da população quando uma criatura desconhecida, envolta por uma névoa, saiu do mar e devastou parte da cidade. Tudo aquilo foi confuso, não sabia dizer se o que via era real, afinal, uma hora tinha um monstro na sua frente, outra parecia que as ruas foram tomadas por uma densa neblina. Sua mãe se juntou a um pequeno grupo que lutava para salvar os moradores feridos, evacuando as casas e os ajudando a fugir. No entanto, Eilee acabou encurralada pelo monstro que, diferente dos demais mortais, ela sabia exatamente o que era. Niamh, naquele momento, estava com os outros moradores, sendo levada para um ponto seguro a pedido de sua mãe, mas quando olhou para trás e viu aquela cena, a garota entrou em desespero. A garota se desvencilhou dos braços que a envolviam e a impediam de correr até sua mãe, entre gritos para voltar e ficar ali, Niamh presenciou o exato momento em que sua mãe a encarou pela última vez antes de ser morta. Tudo o que havia aprendido nos anos de terapia sobre autocontrole foram ignorados quando a jovem, tomada pela dor, gritou junto aos trovões com tudo o que tinha dentro de si.
Seu despertar ocorreu em meio a perda, ao luto, quando tudo o que Niamh mais desejava era salvar sua mãe. Dos céus um raio caiu sobre a jovem, mas no lugar de matá-la como muitos pensaram, Niamh absorveu toda aquela energia e seus olhos brilharam como o céu em fúria. A criatura, junto a tudo o que tinha envolta, foi pulverizada quando a forte descarga foi repelida sem controle de seu corpo. Antes de perder sua consciência, ouviu entre as nuvens carregadas uma voz tão poderosa quanto os trovões: Mesmo em dor, sua alma brilha como o relâmpago. Ljótwara, guardiã da luz tempestuosa.
Sua vida depois do acidente foi tomada por algumas manchetes locais. Todos se surpreenderam com o fato de uma garota de quinze anos sobreviver depois de ser atingida por um raio e, o mais incrível, não possuir nenhuma cicatriz ou sequelas. Sem parentes vivos, Niamh passou a morar temporariamente na casa dos avós do seu único amigo de infância. Podia sentir no modo como era tratada que todos sentiam muito e que lamentavam por carregar uma perda tão grande ainda jovem. Tinha tudo para abraçar a culpa, se render a depressão e desistir de tudo, mas sabia que isso não era o que sua mãe desejaria para si. A runa, agora pendura em seu peito, tinha um significado ainda maior para Niamh.
Sua nova realidade foi mantida em segredo, mas usou de todo o seu tempo livre para estudar a respeito dos deuses, descobrindo a existência de outros como ela e, principalmente, de diversas vilas e uma cidade para onde iam. Niamh, já com dezoito anos, largou tudo para seguir caminho até Nexum, onde aprendeu a controlar melhor os seus poderes, a lutar contra aquelas criaturas e, o melhor de tudo, a usar sua inteligência para ajudar aqueles que precisam. Assim como sua mãe se tornou uma excelente engenheira, mas os caminhos eram outros. Sua mãe era especialista no tempo, já Niamh em desenvolver e construir equipamentos voltados para a medicina, todos abastecidos e carregados com o seu poder. Devido ao seu autocontrole, aprendeu também a dominar seu poder e utilizá-lo na eletroterapia.
༄ 𓂃 𝐁𝐎𝐑𝐍 𝐎𝐅 𝐋𝐈𝐆𝐇𝐓𝐍𝐈𝐍𝐆 , 𝐓𝐄𝐌𝐏𝐄𝐑𝐄𝐃 𝐁𝐘 𝐋𝐎𝐒𝐒.
#ㅤ⠀˛ㅤ⠀༄ Habilidade ativa — Canalizadora de Tempestades
É capaz de absorver, manipular e liberar a energia das tempestades. Ela canaliza eletricidade atmosférica para criar rajadas de raios, explosões elétricas e até impulsos magnéticos que alteram o ambiente ao seu redor. Quanto maior a tempestade, mais poderosa ela se torna — mas também mais difícil de conter. Por se tornar um condutor vivo e seu poder está ligado diretamente às suas emoções, Niamh busca sempre controlar o seu estado emocional para evitar que ele oscile e acabe perdendo o controle. Quando é posta em situações extremas que a faça sentir demais suas emoções – como raiva, medo, frustração ou culpa – ela tende a perder o controle da energia elétrica acumulada dentro do seu corpo. Isso pode acarretar em descargas involuntárias que podem atingir seus aliados ou causar danos colaterais. Seus ataques sofrem com perda temporária de precisão e, na pior das hipóteses, sofre uma sobrecarga que provoca um curto circuito corporal. Nesse ponto Niamh entra em colapso energético, sofrendo com exaustão, fortes dores de cabeça ou perda de consciência.
#ㅤ⠀˛ㅤ⠀༄ Habilidade passiva — Coração Trovejante
Como seu corpo funciona como um reator de energia constante, mesmo sem estar em combate, Niamh é capaz de gerar e acumular eletricidade em pequena escala. Essa energia mantém seu metabolismo acelerado, a cura de ferimentos mais leves e, quando graves, mantém a semideusa viva até receber o tratamento adequado. Também é usado para alimentar os equipamentos de medicina e em suas sessões de eletroterapia. Graças a esse poder passivo, Niamh não pode ser machucada ou morta por raios comuns, eles acabam absorvidos e usados para alimentar a eletricidade dentro de si.
#ㅤ⠀˛ㅤ⠀༄ Item mágico — Mjövrin (Quebra-Céus)
Um machado forjado a partir de um fragmento do próprio Mjölnir, deixado por Thor como uma única lembrança de seu momento com Eilee e usado como amuleto de proteção. Niamh só descobriu o que era quando chegou a Nexum e utilizou o fragmento para a criação de sua arma. Fundido a um metal encantado, o machado possui um cabo revestido com runas que brilham quando há trovões próximos. E por se tratar de uma arma forjada com o fragmento do Mjölnir, só aqueles considerados dignos são capazes de levantá-lo. Sua ligação com a arma é, além de moral, espiritual. Quando está em dúvida de si mesma, mente ou entra em negação emocional, a arma pode “pesar”, vibrar ou até mesmo cair no chão, se recusando a obedecer Niamh até que ela se estabilize emocionalmente outra vez. Devido a ligação que possuem, Mjövrin costuma colocar Niamh em situações consideradas constrangedoras. Nem sempre ela se tornará indigna, em muitos casos o machado brilha e até mesmo vibra sem controle ao ponto de todos notarem quando sua portadora não diz a verdade ou não está bem.












