Então... 2023.... Esse foi um ano que aconteceu tantas coisas que nem tive tempo de escrever...
Em janeiro, fizemos uma viagem logo depois do casamento, passamos um dia no Recanto, no mesmo Chalé do pedido de casamento, de lá fomos para Ilha Redonda, em Palmitos, onde tínhamos uma casa alugada junto com meus sogros, (que nos acompanharam pra lá), foi um dia muito divertido nas piscinas. E na manhã seguinte, partimos para Chapecó, onde descemos na tirolesa Interestadual, 1,3 km do RS até SC. Almoçamos e seguimos para o Salto de Saudades, também chamado de Cataratas de Quilombo (uma vista linda, mas uma estrada difícil até lá). No sábado, fomos passar o dia no Parque Lisot, com a minha mãe, seus pais e o Diogo. Foi uma tarde de jogos de cartas e risadas.
Também em Janeiro, eu consegui as minhas primeiras turmas de Artes, no interior de Guaraciaba, Ouro Verde, longe... muito longe. No início pensei em desistir e voltar pra creche, mas fui me apaixonando pela Arte juntamente com os alunos, que se impressionavam a cada aula com as atividades que fazíamos. Em Maio consegui mais duas escolas pra dar aula, Nereu e Júlio, também em Guaraciaba, e os horários encaixaram certinho nos meus, até parecia que as vagas foram feitas pra mim, e acredito que foram, afinal nosso destino já foi escrito.
Os dias voaram, e os meses também, quando vimos já era maio, mês em que fomos pra nossa Lua de Mel oficial, em Gramado.
Em Junho, nasceu o nosso pequeno Bernardo, tão amado, nem chorava e todos nós babávamos por ele.
Entre muitos dias de trabalho e vários finais de semana de jogos em Itapiranga, onde ele foi Campeão e Vice Campeão, com seu time Dourado, passou-se os meses.
Em Agosto, um triste acontecimento... No final do dia 02, voltando de Ouro Verde (Eu e as Profes, Marli, Raquel e Luiza) sofremos um acidente, após o carro deslizar nas pedras soltas em uma curva, perdemos o controle e batemos em um barranco, foi um momento lamentoso. Lembro-me de sentir a batida, mas não vê-la, quando abri os olhos e vi toda aquela fumaça cobrindo todo o interior do carro, saí sem pensar, mas tinha muita dor, nem sabia de onde vinha, o que eu mais sentia era uma falta de ar, que não me deixava nem caminhar. Dei três passos até parar atrás do carro, vi que todas estavam "bem" e que conseguiram sair de dentro. Então eu sentei, no meio da estrada, sem conseguir me levantar. Ouvia elas falando comigo, me pedindo para sentar do lado da rua, para não correr mais riscos, e eu fiz, com muito esforço. E ali permaneci, sentada em cima de uma pedra, os pulmões pareciam que não conseguiam puxar ar suficiente, e tudo doía, a mão, a perna, o peito. Sentia muita ânsia, e as vozes cada vez mais longe, os dentes cerrados, aguentando firme as dores. Quando me lembrei do meu celular que estava no carro, levantei pra pegá-lo e as minhas outras sacolas, foi quando eu senti que tudo escurecia e avisei minha colega, que iria desmaiar. Ela pediu que eu me apoiasse nela, e me segurou. Eu permaneci ali, abraçada a ela, mas sem forças pra sustentar meu corpo, as vozes estavam cada vez mais longe, ainda podia ouvi-las, e entende-las, mas não conseguia ver nada, mesmo abrindo os olhos, os minutos que se passaram, pareciam horas, a ânsia continuava, mas aos poucos fui voltando, até que pude ficar em pé. uma mulher passava de carro e quis nos ajudar, mas a ambulância já estava a caminho. um homem também ajudou avisando os nossos familiares. E em pouco tempo os bombeiros já estavam nos atendendo.
Foi um choque descobrir que esse acidente me proporcionou uma fratura do Esterno, osso do meio do tórax, por conta da forte batida e do cinto de segurança que havia usado. Dali pra frente, foram dias difíceis, não conseguia nem levantar sozinha, o peito parecia que fazia uma pressão contra e aparentava ter o dobro do peso. Tinha dor pra tudo, brincava e falava que "só doía quando eu respirava", tomava remédios fortíssimos, mas que me ajudaram bastante, e em dois meses, praticamente já não tinha mais dor.
Agosto foi um mês bem difícil mesmo, perdi alguém muito próximo, o pai da minha amiga Jaque, aquele que me fazia sentir como se fosse sua filha também, nossa amizade vem desde pequenas e eu convivia muito com a família dela. Então, foi um momento muito infeliz na minha vida. Seu velório foi no dia do meu aniversário, portanto, eu cancelei todas as comemorações desse ano, não tinha ânimo pra festa nenhuma. Com a fratura e essa perda não quis comemorar nada.
Já em outubro, nossos dias se iluminaram novamente, uma bolinha de pelos se tornou parte da família, Mel, nossa doce cachorrinha. Nesse mês também, eu viajei para Itá com o 7° e 8° ano de Ouro Verde e as profes Luiza e Carol, uma cidade com muitas belezas e uma história comovente de superação.
Os dias até o Natal passaram depressa, e o nosso Natal em família foi cheio de brincadeiras e comilanças. Já não tínhamos um Natal tão FELIZ em muito tempo...
Mas antes que acabasse o ano fomos viajar novamente...