I thought that angels doesn’t exist. Then I met you | Zahra & James | Flashback
Desde que Sebastian havia pedido para James que tomasse conta de sua mais nova namorada, Zahra tinha se tornado para o Tigre uma protegida. Era impossível não enxergar a doçura e a inocência excessiva da moça e automaticamente o rapaz sentia-se na obrigação de abrigá-la e cuidar para que não se aproveitassem dela (pelo menos não mais do que já haviam feito). Por isso, aceitou em levá-la para finalmente conhecer Coney Island, um dos bairros do outro lado de Nova York, que o líder por si mesmo nunca tivera muita vontade de frequentar. A mulher, no entanto, nunca havia sequer visto uma montanha-russa de perto e não parava de falar do tão especial algodão doce, tornando impossível para Snow negar aquele pedido.
Depois de tomar um banho para despertar de um sono que mais parecia eterno, James vestiu calças jeans e a primeira camiseta que encontrou no seu armário, um tanto quanto amassada, mas mesmo assim o rapaz não se importou. Em minutos estava na cafeteria onde tinha visto Zahra pela primeira vez, ponto este que tinha sido combinado entre os dois para que se encontrassem e fossem até o parque de diversões. Entrou no estabelecimento com os olhos buscando pela africana, encontrando-a numa mesa acompanhada de rosquinhas e um café. Automaticamente sorriu com a imagem, sempre deslumbrado por ainda existir alguém tão puro num mundo repleto de maldades.
Aproximou-se de Zahra com o sorriso ainda nos lábios. “Olá, garota”, cumprimentou assim que estava perto o bastante para se fazer ouvir. “Pronta para ir?” Era perceptível a ansiedade na mulher, que batia os joelhos num movimento claro de impaciência e foi impossível para James conter uma risada baixa. Do lado de fora, havia um Bugatti Veyron estacionado, o último carro que o Tigre havia comprado para a sua coleção particular. Queria mostrar à sua companheira as tecnologias que haviam desenvolvido no último lançamento daquele modelo e a possibilidade de ela ficar impressionada com ciências que não conhecia deixava o líder dos Savages empolgado. Largou duas notas de dez dólares em cima da mesa, para pagar o que ela tinha pedido, e acenou em direção a porta, esperando que a jovem o seguisse até a saída.
Zahra era muito maravilhada com tudo que a grande Nova Iorque podia lhe oferecer. E mesmo que não saísse muito da região no entorno da boate, ela gostava de explorar lugares mais longe. Sua falecida amiga Rosalie a levava para passear, tomar cafés, sorvete e tudo mais que era bom na vida. Quase sempre eram coisas doces que Zahra só ouvia falar o nome. Ela e a mãe eram quase miseráveis na Uganda e as poucas televisões que via ficavam na vitrine de lojas na rua de casa, modelos mais antigos e algumas eram até em preto e branco. Nos televisores, via rodas gigantes e algodões doce algumas vezes, fazendo com que ela tivesse muita vontade de provar tudo aquilo, mas sempre que saía da boate, se perdia e tinha de contar com ajuda de estranhos para conseguir voltar. Ou ir até o orelhão mais próximo e ligar a cobrar para John ou Sebastian, que andava sumido até então.
James aparecera de paraquedas em sua vida e ficou bem desconfiada dele no começo, agora passava a ter mais confiança. Tinha de ter alguém fora da Guns Club para se prender. Alguém que pudesse a proteger. James era o cara. Tinha Andy, que lhe estava sendo bom, mas não sabia nada dele além do nome. Voltou para sua xícara de café e terminou de sorver o líquido quente, olhando para o donut metade mordido. Estava faminta. A comida do trabalho estava pior desde que Sebastian saiu. John não fazia ideia do que fazia, então simplesmente razia fast food para as garotas. O vice sempre encomendava almoços de um restaurante legal, um prato normal de comida, com carne, ervilhas e purê de batatas. Deu uma mordida no Donut e estava com a boca toda suja de açúcar quando viu James entrar no lugar. Ela riu, sem limpar os lábios. James era muito bonito, via mulheres olhando para ele quando ele foi se encaminhando para mais perto dela. O cumprimentou com um abraço.
Ela saiu e ele a guiou para um carro que parecia ter saído de um filme que assistia com Rosalie. “Esse ser o seu carro? Meu Deus, James... Ser lindo! Quer dizer... é lindo. Eu estar melhorando meu inglês.” Zahra riu e ficou muito empolgada em ver aquilo funcionando. Só estiveram em táxis velhos e acabados e poder se sentar naqueles bancos de couro parecia muito mais confortável. “Você ser rico?” Perguntou quando entrou no veículo, o cheiro de novo inebriando suas narinas. Se assustou com o aquecedor no banco e também com todos aqueles ponteiro no painel. Parecia uma criança. “Pra que isso serve, James?” Perguntou quando mostrou os botões do que seriam o desembaçador do carro. “Esse carro andar sozinho?” A moça perguntou perguntando sobre o piloto automático, que pensava ser só ligar o carro e ele fazia tudo sozinho, que não precisava nem virar o volante.

















