Acolhemos orgulhosamente GUADALUPE MARELLA VILLANUEVA em nosso corpo docente! Ela é uma GÁRGULA que leciona na Casa ZEPHYR aos 69 anos. Ela pode passar a impressão de ser PROTETORA e IMPETUOSA, e talvez você a confunda com a padrão DIANE GUERRERO, mas garantimos que é apenas uma coincidência.
Yo sigo saliendo 'e noche:
Guadalupe Marella Villanueva foi uma criança muito revoltada. Muito revoltada. Filha de imigrantes na famosa cidade de Paris, com sonhos e desejos bem definidos, e uma frustração absurda pelo preconceito escancarado daquela parte da cidade. Seria seu sotaque? A cor da pele? As feições exóticas? Ou era inveja por ter mais curvas que as tábuas francesas perfumadas? Ela nunca escondeu seus dotes, amava enrolar a língua para errar no dialeto do amor e fazia questão de- Ok, pode soar um pouco ‘fez por merecer’, mas como podiam culpá-la? Como podia ter qualquer reprimenda quando fazia exatamente o que a mãe ensinava e via nos exemplos diários, e, mesmo assim, ser ridicularizada? Chegando na perfeição e sendo empurrada de volta? Isso no início, depois foi só ladeira abaixo.
Assim que terminou a escola (com louvores, diga-se de passagem) e acumulando mais inimigos invejosos que podia lidar, Guadalupe arrumou as trouxas e partiu desse para melhores lugares. Se ninguém a enxergava do jeito que lhe era merecido, que achasse em outros pontos turísticos! Paris ficou pequena e expandiu as andanças por toda França. Ultrapassava os limites territoriais e invadia os vizinhos. Lábia e força de vontade, o clássico exemplo de quem tem boca vai a Roma (muito bonita, por sinal!). Passava uns meses, explorava tudo e partia pro próximo local. Pulando, girando e se desenrolando; ganhando o conhecimento das línguas e da história. Enchendo os ouvidos de preciosidades, conversando com ícones esquecidos pela modernidade crescente. Foi assim que conheceu o Egito e, apaixonada pela riqueza escondida na areia, ingressou na faculdade de Arqueologia.
Guadalupe formou-se como a primeira da turma e logo arrumou um emprego fixo na equipe de arqueologia americana. Uma unidade fechada e dedicada à exploração de sítios arqueológicos e artefatos ‘curiosos’. Virou, então, uma mistura de Indiana Jones e Lara Croft, seus ídolos de infância. E indo de missao em missão acabou voltando para o quintal de casa, às margens do Rio Sena. Diz-se que um dragão vivia no fundo do Rio e só sossegava com sacrifícios humanos, até um padre prendê-lo e queimá-lo. A cabeça e o pescoço sobreviveram a barbárie, pois estavam acostumados com o fogo que ele cospia. Em homenagem aos feitos do padre, o tributo foi afixado ao topo da Igreja e, desde então, a protege do mal. Guadalupe achou fascinante e dedicou quase uma semana em estudar a peça, toda a extensão e detalhes. Só não contava com a descoberta do tecido usado para prender a fera e que isso mudava para sempre a sua vida.
Soy una gárgola original:
As gárgulas, na arquitetura, são desaguadouros, ou seja, são a parte saliente das calhas de telhados que se destina a escoar águas pluviais a certa distância da parede e que, especialmente na Idade Média, eram ornadas com figuras monstruosas, humanas ou animalescas, comumente presentes na arquitetura gótica. Acredita-se que as gárgulas eram colocadas nas Catedrais Medievais para indicar que o demônio nunca dormia, exigindo a vigilância contínua das pessoas, mesmo nos locais sagrados.
No caso atual, mais específica dessa subespécie, vem do mito de tempos atrás sobre dragões comedores de barcos e população amedrontada. Capturado por um bispo, queimado em praça pública, usado como decoração de Igreja. Gárgulas são criaturas enormes, com largas asas de morcego e boca elástica - assustadora. Do fundo do peito o coração de fogo sopra as chamas pela garganta e nariz, queimando tudo o que encosta. É uma criatura de proteção de más intenções e demônios malignos, uma boa criatura apesar do preconceito por falta de conhecimento. Guadalupe adquiriu toda a herança, tornando-se duas criaturas em uma só: humana e gárgula. Transforma-se frente ao perigo ou malvadeza, más intenções, os sinais já aparecendo na fumaça saindo pelas ventas. No entanto, por ser escolhida por uma gárgula diferente, toda a transformação é de pedra orgânica. Não gosta de água (medo de erosão), suas unhas são cortadas com equipamentos mecânicos e é quase cega.
DOM:
FOGO CURATIVO. Uma chama clarinha e discreta, quase invisível a olho nu. Temperatura morna de aconchego e calor de quem abraça alguém querido. Quando mais Guadalupe se concentra e purifica o fogo que carrega no peito, maior é a extensão da cura.
DISCIPLINAS QUE LECIONA:
Parapsicologia I, II e III
Paleoantropologia I e II
Piramidologia
Rituais de Invocação e Comunicação
TRIVIA:
É a dona de uma das salas feitas de pedra de Nevermore. Por que? O fogo é quente e a gárgula nota logo quando tem alguém querendo fazer bagunça. A professora não é normalmente esquentada, mas sempre termina a aula em cima da mesa e com a voz nas alturas.
Para quem conheceu o mundo, uma personalidade fechada e retraída é impossível. A gárgula é expansiva, engraçada, cheia de tiradas e bom humor. Tem seus momentos de seriedade? Tem. Mas é basicamente descontração e reforço positivo.
Infelizmente, para realmente descansar, apenas dormir não é suficiente. Por pelo menos duas horas, a professora sobe até o telhado de Nevermore e assume sua versão petrificada. Diz-se que, assim, afasta qualquer mal olhado dos alunos... Outros só passam correndo porque a sombra da gárgula é meio perturbadora.
Não tem medo de colocar a mão na massa DESDE QUE esteja protegendo suas unhas com luvas macias por dentro e bem grossas por fora.
Usa lentes de contato sempre, pela péssima visão, mas tem um sexto sentido impressionante. Sabe ler as intenções do ambiente e nunca erra um giz quando pressente a peripécia de algum aluno.
E, finalizando com chave de ouro, temos o clássico caso de tamanho de pinscher e aura de pitbull. A pobre tem nem 1,60, mas age como se fosse maior do que a maior das criaturas.
















