— MUITO OBRIGADA! Desculpa ter atrapalhado seu caminho, mas não tive outra opção. — Naeun fez questão de se desculpar, já que aquele problema não tinha nada a ver com o jovem que abordara para ajudá-la. A feição de dor da senhora desconhecida a deixou fragilidade o suficiente para repensar seu plano. Talvez devesse dar voz a sua razão e seguir para o hospital rapidamente. A senhora não quis lhe dizer o que acontecera, nem tampouco quis aceitar sua primeira oferta para ir ao hospital; ela só queria um medicamento, o que estava além do que Naeun pudesse fazer sem uma autorização médica competente. A coreana equilibrou a alça longa da mala em seu ombro e melhorou o apoio que oferecia a mais velha, tornando mais fácil ajudá-la uma vez que dividiu a tarefa com o rapaz desconhecido. Ao ouvir a questão levantada pelo outro, a coreana fez questão de compartilhar a solução com ele; talvez sua ajuda pudesse esclarecer o caminho que deveria seguir. — Eu não sei exatamente. Ela apenas me parou na rua pedindo ajuda. Expôs a situação no joelho, mas negou ajuda de levá-la ao hospital. Você a conhece ou conhece algum responsável por ela? Queria que alguém conseguisse dissuadi-la a mudar de ideia e seguir para o hospital. Eu só sou uma enfermeira, não posso medicá-la sem orientação médica. O joelho dela está bem inchado, talvez ela tenha caído. Fica difícil deduzir o que aconteceu, ela não quis me dizer muito. — proferiu toda a situação para o outro, esperando que ele lhe desse alguma luz. Quando ouviu a pergunta/sugestão do outro, decidiu que era mesmo o mais sensato a se fazer. Dessa forma, ela indicou com a cabeça um outro banco mais à frente do complexo no qual a senhora pudesse descansar. — Me ajude a sentá-la ali, por favor! — Com a ajuda do outro, sentou a mulher com cuidado, evitando pôr o peso da senhora no joelho. Uma vez sentada, virou-se de frente para o jovem, afastando-se um pouco da desconhecida para que pudesse falar mais discretamente. — Eu concordo com você! Foi meu primeiro pensamento… Eu poderia facilmente pedir ajuda a um dos meus atendentes lá no hospital, mas não consegui convencê-la. Minha ideia era ir até o apartamento e falar com algum responsável, por isso quis levá-la para casa. Seria de muita ajuda encontrar o responsável por ela.
Concordou em silêncio e a ajudou a sentar a senhora em um lugar onde ficasse parada, esforçar-se talvez apenas piorasse a situação -- Não, ela não tem responsáveis, não literalmente. -- disse encarando a senhora. Precisava pensar em uma maneira de convencê-la a ir para o hospital. Pela disposição da garota, assumia que ela trabalhava em uma instituição pública. -- Em qual hospital você trabalha? -- perguntou ainda tentando pensar em um plano, no pior dos casos teriam que levar uma senhora aos berros a força, mas estava disposto a isso. Chamar uma ambulância com certeza era o melhor. -- O filho dela pega o dinheiro dela pra beber por aí, duvido que ele esteja em casa ou disposto a ajudar em alguma coisa. Também não deve pagar um plano pra ela, então... Acho que seria uma perda de tempo, podemos cuidar disso e avisar ele depois sobre o tratamento. -- sugeriu, olhando para a sacola de seu pedido e concluindo que não comeria tão cedo, uma vez que estava disposto a acompanhá-las até o hospital. -- Você tem um celular aí? Chama uma ambulância do hospital pra gente não mexer muito nela e eu vou convencer ela a ir. -- disse finalmente decidindo o que fariam. Foi na direção da senhora e se abaixou para ficar a sua altura -- Boa tarde, senhora, eu sou o Namseok e eu sou médico, vou cuidar da senhora, ok? -- aquela era obviamente uma mentira descabida, mas ele era da opinião de que não importava os meios desde que conseguissem o que buscavam -- Está doendo, né? Eu olhei aqui e não é grave, mas vamos precisar fazer alguns exames, se a senhora não fizer o governo pode acabar tirando sua aposentadoria, não quer isso, quer? Então vai ser rapidinho, seu filho nem precisa saber, vamos só dar uma olhada. Não, não, se a senhora quiser ficar aqui infelizmente vão cortar seu dinheiro, é a nova prorrogação que acabou de sair no jornal, a senhora não viu? -- demorou alguns longos minutos para finalmente convence-la, ela obviamente não era burra nem nada, mas depois de alguns números aleatórios citando leis que não existiam ela pareceu acreditar. Voltou-se para a jovem garota e curvou-se levemente -- Eles estão vindo?