2026, voltei pro meu primeiro emprego, aquele que saí em 2017. Também foi o ano que nos separamos. 9 anos depois. Quem sabe ela não passa e lê.

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@subitem
2026, voltei pro meu primeiro emprego, aquele que saí em 2017. Também foi o ano que nos separamos. 9 anos depois. Quem sabe ela não passa e lê.
“Se o mundo acabasse hoje, você estaria satisfeito com as coisas que você fez nessa vida? Porque se não estaria, é melhor começar a acertar as contas.”
— Legião Urbana
“Com menor frequência, com toda certeza, mas eu ainda penso em você. É um passado quase distante, mas eu ainda sinto uma leve brisa da tempestade que foi. Já não me abala, mas ainda lembro de como era fácil entristecer. Tudo acabou, menos o sentimento. Tudo passou, menos o sentimento. Tudo virou lembrança, menos o sentimento. Tudo diminuiu, mas eu ainda sinto grande, intenso. E você costumava dizer que logo iria passar. Logo é quando?”
— Parecia Miragem.
“Sempre gostei de estar sozinho, mas era bom saber que existia um alguém com quem eu poderia contar, sabe? Por mais que eu desejasse não precisar de ninguém, era bom. Muito bom.”
— Raphael Henrique, Desalentou.
“Olhando assim, ninguém diz. Mas há toda uma explicação do porquê eu ser desse jeito. Só eu mesmo, que sempre estive comigo, aguentando as barras, as rupturas, os socos na cara.”
— Gabito Nunes.
Mas o que vai te fazer falta mesmo, o que vai doer bem fundo, é a saudade dos momentos simples: da sua mãe te chamando pra acordar, do seu pai te levando pela mão, dos desenhos animados com seu irmão, do caminho pra casa com os amigos e a diversão natural.
Martha Medeiros.
“Do tipo que não sabe contar piada, que não gosta de multidão e que vive esperando coisas que não vão chegar. Será que alguém vai se interessar?”
— Caio Augusto Leite.
Não bastasse o fato de estar numa rocha gigante flutuando pelo Universo, ainda consigo arrumar tempo e espaço nessa cabeça maluca para questionar pequenezas. Quando olho no espelho e me deparo com o mesmo rostinho de sempre, sem acreditar que eu sou eu, às vezes até sem desejar ser esse rostinho, pois tenho assistido esse filme por trás dos meus olhos durante muito tempo, o suficiente para dizer, “chega, serei outro agora”. Questionar a existência deveria ser o bastante para que eu não me preocupe com o encontro do Tinder, as eleições, o meu time do coração, ou a falta de alguém. Afinal, o que é a saudade perto desse sentimento de “o que diabos eu tô fazendo aqui?”. Sejamos sinceros, para o meu corpo sobreviver ele precisa de água, carboidratos, proteínas e vitaminas, ele não precisa dessa sensação de pertencimento, alguém dizendo que me ama. A gravidade tem feito o seu papel muito melhor do que qualquer carta de amor. Mas, no fim do dia, o que me incomoda é a mensagem que não foi respondida. Sério, o que diabos eu tô fazendo aqui?
O ser humano perdeu a capacidade de ser legal um com o outro. Qualquer coisinha e uma briga é iniciada. Em ônibus, escolas, trabalhos, cada vez mais há menos amor uns com outros. Bastaria somente um pouco mais de gentileza e o mundo seria melhor, um bom dia, ou apenas um sorriso numa hora qualquer. As pessoas querem mudar o mundo com coisas extraordinárias e esquecem dos pequenos gestos, das pequenas coisas que unidas se tornariam grandes e capazes de fazer mudanças acontecerem. Pessoas cheias de si que esquecem que precisam uma das outras. O mundo só precisa de pessoas gentis, repito: Pessoas gentis.
João Lima.
Eu acho que ela pode ser o mundo inteiro se ela quiser. E ela é teimosa. E guarda rancor na mala. Ela sabe perdoar, mas precisa de umas aulinhas de como esquecer. Quando ela desiste ou acha que sabe de tudo, não tem jeito. Meu Deus, que mania insuportável que ela tem de achar que pode burlar tudo o que mandam ela fazer. Porque ela nunca tá satisfeita com nada. Nadinha.
Robin and Stubb.
Olhe as estrelas, veja como elas brilham para você.
Coldplay.
Existe o sonho que não é inconsciente. É um sonho em que escolho cenários e personagens. Ele pode ser criado antes do sono, num passeio com o cachorro ou andando na praia com os chinelos nas mãos. Nesse sonho eu ganho na loteria e brinco de salvar o mundo, logo depois de festejar em metade dele. Ou lanço um livro, estreio um filme, derrubo um governo (às vezes os três num sonho só). E tem aquele na casa da montanha: a fumaça apresentando o café feito, o abraço quente de um moletom roubado — o meu favorito —, o cachorro enorme no tapete em frente da porta, e o beijo de alguém tão impossível quanto um bilhete premiado. O que me incomoda é que se eu pudesse escolher um dos sonhos para ser realizado, não saberia dizer qual. E sinto, de coração, que eu deveria saber.