Sinto que o amor é como as coisas simples da vida. Mesmo como respirar. Não faz alarde mas está sempre lá te permitindo pulsar.
Não te tira do eixo. Não te revira do avesso.
E assim também percebo as alegrias da vida. Menos barulhentas e mais serenas. Ainda que nos causem certa angústia em certos momentos.
Afinal, é preciso certa emoção para se viver. Falo daquela que te bambeia as pernas, permeia o vazio e se entrega ao deleite do êxtase. Para depois descansar no nada.
Há ritmo e cadência. E bem longe está daquele desalinho que nos leva do inferno aos céus para logo em seguida nos chutar sem pára-quedas das nuvens.
Sempre refutei a facilidade e a tranquilidade do mundo. Via nessa leveza do vento um devaneio. Não pode ser assim tão fácil, pensava.
Mas quando se tira das costas o peso de carregar as falsas imagens, percebe-se que a natureza tem seu tempo entre florir e desabrochar.
Cabe ao jardineiro decidir com que ânimo se quer esperar. Nada mudará o tempo da terra. Tudo pode mudar o interior do plantador.
Amor Sinto que o amor é como as coisas simples da vida. Mesmo como respirar. Não faz alarde mas está sempre lá te permitindo pulsar.