A ingenuidade não é um defeito das pessoas boas.
Elas apenas acreditam que no mundo aonde vivem, todos tem um bom coração.
Laércio silotto


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A ingenuidade não é um defeito das pessoas boas.
Elas apenas acreditam que no mundo aonde vivem, todos tem um bom coração.
Laércio silotto
Bem vindo Outubro
Que esse mês traga a pureza, a ingenuidade de uma criança. Que Outubro traga a infância de volta, para mostrar que a vida precisa ser aproveitada, admire o céu, admire a natureza, abrace seus pais, seus amigos. Ame seus cachorros, seus gatos. Grite o que preferir, corra, pule, Viva. Que esse mês nos mostre como conseguir força nas coisas mais simples da vida, nas coisas mais humildes. Que tenhamos amor.
-umpequenogirassoltriste
Peço perdão por ter acreditado em tudo. É que eu tento sempre enxergar o melhor das pessoas e às vezes isso acaba fazendo de mim alguém muito ingênuo.
Autoral. (E eu ficarei feliz)
INGENUIDADE
Na antiga capital do país, batemos perna pelas ladeiras e lugares memoráveis da formoza Salvador. Estava muito impressionado com a grandeza, beleza e arquitetura do lugar, assustado, também, é claro. Assim deixei de olhar tanto para ela na rua, tão linda e sorridente, apresentava-me ao seu mundo, abria as portas de sua casa, me abrigava também em seu colo, em seu ombro..
Em seu quarto, esforcei-me para lembrar que as horas eram contadas, lá fora uma vida me aguardava, bem longe dali, o meu modo de viver. Ela, muito serena, fazia o mesmo, digo, também se enganava. Não parecia ter a exata noção do tempo e assim mesmo, mais uma vez, nos abraçávamos, abraço arrochado, ao som de sussuros e juras, agradecíamos um ao outro por nossa mútua existência, por compartilharmos aquela lembrança.
No ápice da transa soltei um "eu te amo" há muito preso, intalado no peito. Tentei tirar um pouco do peso dessa fala, disse logo que ela era livre, pois sempre fora e sempre seria, que tíamos algo bonito e temos nossas próprias histórias, distintas.
Mais de uma vez pediu-me que ficasse, em claro e bom som, um pedido manso, sincero, difícil de negar. Queria senti-la ao máximo e assim adormeci colado ao seu corpo ouvindo sua respiração.
Sinto nela uma vontade grande de cultivar um sentimento que possa ser duradouro. Discutimos a cerca de futuros não pertencentes a nós, remotos, aderiva em meio a um mar de possibilidades.
Rimos de nós mesmos, de nossa ingenuidade, mas sem deixar de lado o anseio por um romance ideal, o match perfeito, a alma gêmea, a tampa da panela ou alguma outra metáfora que melhor caiba aqui.
Mergulhei em seus olhos, enxerguei neles uma verdade e acreditei em suas intenções. Fiquei feliz de fato, quiz que o tempo parasse, gravei alguns daqueles momentos em minha memória e fiz questão de achar mais espaço para os próximos.
Os dias logo se foram, as horas voaram, eu voltei para o meu mundo e sinti por não poder ficar mais. A saudade agora é boa, nutre meus sonhos, me dá alguma força para seguir.
Gosto quando ela liga do nada, com voz de sono, diz que só queria ouvir minha voz. Me alegro em vê-la sorrindo, espero logo deitar em seu colo, beijar sua boca, entrar de vez em seu mundo, chama-lo de nosso, plantear carinho e atenção, colher amor e memórias, experimentar o que vier da vida.
J. C. Gonçalves
Ingenuidade nunca foi uma vantagem, você que foi ingênuo demais e não percebeu isso antes.
— Jooh Vitor ( @nunca-mexa )
Ingênua
Seu toque. Tão sensível e curto. Tão rápido e sutil.
Sua voz me aquecia, suas mãos me acolhiam, mas suas palavras brincavam comigo.
Como um violino.
Sempre que ficávamos a sós meu coração acelerava e minhas mãos suavam, até você perceber e limpá-las em suas calças.
Seus olhos me confundiam – sempre negros, mas claros na luz do sol.
Assim como sua mente. Ora sombra, ora luz. Seus carinhos me deixavam sem reação, mas sempre me faziam querer mais.
Você sempre disse que eu não entendia, que eu era isso ou aquilo, que eu não tinha graça.
Por muito tempo pensei que o problema fosse comigo. Sempre dei o meu melhor para ser perfeita pra você. Mas você ia e voltava.
Insuficiência.
Eu deveria sentir isso?
Ingênua.
Você mesmo disse que sou assim. Por isso usou suas palavras contra minha confiança.
Usou desculpas e argumentos fúteis.
É cansativo discutir. Você torna minhas palavras suas armas. Vê em mim o que há somente em você mesmo. É tão confuso que chega a ser assustador.
Você me deixa pra baixo.
E isso não é vitimismo.
É realismo.
Achei que você fosse outra pessoa. Mas ainda acredito que exista algo bom dentro de você.
Muito mais do que já acreditei em outras pessoas.
Estou sempre procurando lugares em que você não esteja, mas minha mente te persegue agora de uma maneira que você não imagina.
Ainda ouço aquela banda que você gosta.
Ainda lembro da maciez dos seus lábios.
Eu não consigo parar de procurar coisas boas em todo mundo. E isso me decepciona um pouco, porque, quando uma dessas pessoas é você, sinto que não posso voltar atrás.
Sim. Eu amo seu cabelo cacheado e o modo como você sorri. Toda a sua pessoa é tão incrível e tão estúpida ao mesmo tempo.
Desejo melhoras ao seu coração e à sua mente. Porque, por mais que doa dizer isso, ainda espero te conhecer novamente algum dia.
Mas, dessa vez, de uma maneira mais descomplicada.
[seen @ MOSTRA ITAÚ CULTURAL 30 ANOS DE CINEMA BRASILEIRO, Curitiba - PR, Brasil]
Sometimes I catch myself thinking that all this is just a cover. Not a mask, this sense of hiding, but like a gray, furry, heavy cover. A warm and cozy blanket, but as cruel as can be. Technology, modern life, rush. I don't believe it is bad, as I love being surrounded with aid, and thank God that I was born in an age where I can carry an encyclopedia in a tiny memory card and I won't die if I get a cold. But sometimes... oh sometimes it all seems so unconnected, so unliked to the eternal. I believe we are not able to say humankind is in harmony with Nature, for quite a long time actually. And so to watch a brazilian native be removed froom the root, from the very bosom of ignorance, and be put as a funny souvenir in the "civilized white world (and I thoroughly despize this pejorative sense in "civilized" and "white") is actually painful. He seemed to the curious like a child, and then bored like the rest of us. Was it the right thing to do? And then, to bring him back to his tribe, was it the right thing to do? I don't know. I don't think any of us should have the answer. And maybe that's ok, for now.
Serras da Desordem
Dir.: Andrea Tonacci
Brazil, 2016
7/10