Esses dias reflito de como o tempo nos torna mais duros e sensíveis.
Ao mesmo instante que tudo desaba, continua-se, continua-se… você percebe que a vida é ser sozinha e mesmo que você tente ao máximo, você nunca será suficiente, nem tão eficiente, você só será aquilo que aceitar ser e/ou ter…
E geralmente precisamos estar prontas para entender isso.
Descobrir suas dores e dores de amar, nunca será fácil, mas necessário.
Não fui feita para voar alto, mas aprendi a ser
Aprendi a não desistir de tentar
Se eu parasse não teria ninho para me acalentar
Aprendi a fazer o meu porto/ponto de equilíbrio
Mas ainda assim ainda me perco no ponto que ela tem
Na maneira de como me acalentou
Ao perder isso, tudo bem. Eu entendi que voar é único, talvez o meu voo não seja alto o bastante, talvez o voo dela seja o mais alto
Talvez deixe de ser “se” e torne-se concreto
O que resta aceitar é recolher as asas e esperar uma próxima estação. Já que o vento muda, o mar se agita, as árvores balanço e os ninhos caem, as nuvens escurecem, o frio vem, mas ter abrigo é a sorte de poucos nessa solidão que é voar no abismo de ser e ver do outro…