Survival of the richest, the city's ours until the fall They're Monaco and Hamptons bound but we don't feel like outsiders at all
◥◣ a Wöfflin-Merandus spin-off ◥◣
Dez pizzas pareciam estar de bom tamanho para o moreno, ainda que fossem a uma outra festa logo que terminassem de se ajeitar. O clima da mansão dos Wöfflin há muito não se acendia da forma correta, e, por segundos, Sebastian agradeceu a Louis, Hamish e Julia pela mera presença dos netos. Não os via há tanto tempo; mesmo Diana não parava mais em casa, dada a idade e o gênio semelhante ao da mãe. Por esse motivo, não se opôs quando Rabastan e Frederika o indagaram se poderiam sair com os outros para uma festa normal de Halloween ------ uma tentativa de reacender a velha chama dos primos. O avô sempre fora um coração mole, quando se tratava dos netos ------ mesmo da filha, a quem ele tinha o dever de endurecer, enquanto que, com os netos, ele meramente estragava; Diana sempre fizera parte da geração de seus netos, de toda forma. Com um grito estrondoso, o Wöfflin mais velho abriu a porta de sua suíte com um estrondo, exibindo a fantasia com algum gosto ------ era um verdadeiro fã do Capitão Solo, ainda que mantivesse uma espécie de ojeriza por aquele título em particular. A mansão nos Alpes havia mudado com o passar dos tempos, e Rabas sequer se lembrava quando fora a primeira vez em que viera parar naquele refúgio, mas o avô tinha feito de tudo para manter os netos e filha bem providos, reformando toda uma ala para que não fossem incomodados ------ para que ele não fosse incomodado, ele queria dizer, enquanto as criaturas selvagens a quem chamava de netos se divertiam à sua própria maneira. Esse fora até mesmo um dos argumentos do loiro quando Fred e Rabas pediram para sair, mas rebateram logo em seguida, alegando que aquela festa em particular seria épica ------ Sebastian nunca precisaria saber que Lord Merandus seria a pessoa quem a sediaria. Não, não precisava realmente. Se o avô soubesse, seria uma questão de tempo até Louis descobrir, e, então, adeus feriado. Rabastan não desejaria isso nem para o seu pior inimigo.
Na verdade, o mais velho dos Wöfflin estava mais interessado em afanar a preciosa fantasia de Han Solo do avô ------ que estava em perfeito estado, ainda que um pouco velha ------ e, usando da lábia herdada da mãe, logo Diana e Kile saíram do closet com fantasias perfeitas de Chewbacca e Princesa Leia. A escolha óbvia seria que Rapha fosse de Princesa Leia, mas assim que Diana comentou sobre isso, pronta para abrir mão da personagem que tanto gostava, Rapha aparecera já pronta, trajando as vestes da General Organa com orgulho. Parecia se sentir infinitamente mais confortável com as calças e colete do que com um vestido qualquer. O olhar que a mais nova dirigiu a Diana trazia uma certa pontada de desafio, os olhos azuis faiscantes denotando palavras que não precisariam ser ditar para que todos no recinto a entendessem. Rapha jamais se contentaria com um mero título político, ainda que tudo não passasse de uma brincadeira, de uma fantasia. Ela seria, mesmo dentro dos padrões dos Wöfflin, um general, comandante de ao menos uma das forças bélicas da Suíça. Não lhe agradava ser meramente mais um rostinho bonito. Deixou, portanto, o longo vestido branco para a tia. Rabastan e Kile se entreolharam, como se previssem uma iminente briga entre as duas, mas Diana meramente deu de ombros, como se estivesse feliz em não ter que desistir da fantasia que tanto gostava. Apesar de não se darem bem, a diferença de gosto entre as duas as vezes vinha bem a calhar, resolvendo querelas que não tardavam a começar sempre que se viam lutando por algo.
Assim que os quatro saíram do grande cômodo, Mina e Bridget carregavam câmeras e deixaram escapar gritinhos de animação enquanto mimavam os filhos, registrando o momento como se fosse na verdade o baile de formatura. Seria constrangedor para todos ali presentes, especialmente para Raphaela e Kile, portanto, tanto Veridiana quanto Rabastan os seguraram firmemente na posição para que as duas terminassem o trabalho ------ uma humilhação pública sempre fora o forte dos dois mais velhos. As duas continuariam apertando, ajeitando e abraçando as proles, não fosse a presença da sobrinha mais velha aparecer trajando ----- ou melhor, não trajando ----- uma fantasia que consistia em apenas um collant, meia arrastão e orelhas de coelhinha. Frederika estava sexy e provocante, destoando completamente dos primos mais novos, que pareciam sair de uma revista em quadrinhos ao seu ver. Fred vinha de um outro tipo, completamente diferente de literatura. No entanto, foi a loira que pareceu exasperada ao ver as roupas dos primos. Mina e Bridget evitaram tecer algum comentário, sabendo exatamente o que Julia falaria sobre o comportamento da filha, mas decidiu que, pelas roupas dos filhos e sobrinho, talvez a influência da mais loira não tivesse sido tão arrebatadora. As duas beijaram e tiraram mais algumas fotos antes deles partirem para o jatinho particular do novo namorado de Julia, que apesar de todos saberem que não duraria a temporada, provia ótimos recursos para as escapadas de Fred. Um dos benefícios de ter todos os padrastos na palma da mão: sempre queriam agradá-la para deixar a mãezinha querida feliz. “Prontos?” Ela perguntou, empolgada para chegar logo na mansão Merandus, aonde ela se encontraria com ninguém mais, ninguém menos, do que Illya. Ainda que fizesse o tipo certinho, sentia que havia uma química devastadora entre os dois, e valeria a pena até mesmo chegar a cruzar o país ------ mentia, a Europa ------ para vê-lo, levando a creche dos primos junto com ela, como se fosse uma babá.
O mais velho arqueou uma das sobrancelhas, como se estivesse troçando da loira. Ele sempre estava pronto, não importava a ocasião. Rumaram para o pequeno aeroporto da propriedade, não se demorando muito no voo em si, o que poderia ser interpretado pelos cinco como uma feliz ocasião ------ ao menos nenhuma briga fora desencadeada entre Diana, Rapha e Fred, e os dois primos podiam se ver livres de pelo menos essa preocupação. Ainda que não se importassem realmente com as vestimentas da loira ------ era família, mas nem Rabastan, nem Kile eram cegos: Frederika provavelmente tinha os melhores pares de pernas, assim como todo o resto, aos quais tanto um quanto o outro já puseram os olhos sobre, de forma que eram incapazes de impedir os olhares pouco lascivos que dirigiam à prima. “Longe de mim reclamar, Fred, mas não vou defender a sua honra ou coisa parecida quando um bêbado qualquer te atacar por estar parecendo gostosa demais.” O mais velho meramente deu de ombros, brincando com a própria arma espacial, esparramado no futon do avião, sorrindo assim que escutou uma resposta atravessada da loira à medida que Raphaela e Diana reviravam os olhos para as futilidades que Rabastan parecia nutrir em seu âmago. Ao chegarem à mansão dos Merandus nos limites de Mônaco ------ próxima o suficiente do Mar Mediterrâneo para que, caso desejassem, tivessem a oportunidade de tomar o mais próximo de sol que conseguiriam em uma praia europeia àquela época do ano ------, nem mesmo Frederika conseguiu manter a expressão impassível, encarando a decoração e a grandeza do lugar a medida em que a festa transbordava com pessoas das mais diversas nacionalidades, todas fantasiadas finamente como se estivessem participando de um carnaval em Veneza.
Em tons de laranja e preto, toda a mansão ganhara um visual muito mais sombrio, e os Wöfflin não tardaram a adentrar no local, dispersando-se rapidamente a medida em que cada um encontrava algo muito mais interessante a se fazer do que andarem em um grupinho, como um bando de crianças. Ah, não, eles eram jovens, mas tinham conexões inusitadas. Illya conseguira os ingressos para Fred e o restante dos seus familiares, e até lá estavam juntos, mas não significava que deveriam continuar juntos pelo restante da festa ------ saberiam caso algum deles desmaiasse ou coisa parecida, mas também não poderiam continuar andando em bando em um território como a mansão de Nikolaj Merandus. Seria muito mais fácil despistar as autoridades que sequer os estavam procurando se se desvencilhassem uns dos outros. Ao avistar o gêmeo que lhe pusera ali, Fred foi a primeira a se afastar, dando uma piscadela maliciosa para os primos, como se estivesse os dando um prelúdio do que ela e Illya fariam, dali em diante.
Diana trocou alguns olhares nervosos com a prima. Apesar de não se considerarem amigas, estavam as duas no mesmo barco, sozinhas em uma festa na qual não conheciam ninguém. Rabastan e Kile saíram, rapidamente se enturmando com as pessoas da festa ------ aparentemente a fantasia de Chewbacca abria muitas portas para novas amizades que começavam com algum tipo de zoação e terminavam com um copo de bebida na mão, enquanto Rabastan exibia todo o charme de Han Solo. A festa tinha aquele clima frenético e vibrante, parecendo um filme do American Pie misturado com um clipe de Last Friday Night com tema de Halloween, e Diana estava começando a se sentir vestida demais com seu vestido branco até o pé, até que visualizou duas meninas, fantasiadas com vestes de Harry Potter ------ uma era da Grifinória e a outra trazia as cores da Corvinal na gravata ------ se beijando de uma maneira nada ortodoxa, e então Diana se sentiu muito agradecida por ter vindo com algo que cobria noventa por cento do seu corpo. Raphaela e Diana não trocavam uma palavra há minutos, apenas observavam a primeira festa de gente grande que frequentavam até que uma menina de fios loiros claríssimos e que chegavam a quase dois metros de comprimento ------ que só depois de alguns segundos as duas perceberam que se tratava de uma fantasia da princesa Rapunzel, se Fred visse aquilo, com certeza ficaria mais exasperada ainda, pensou ------ aproximou-se com um sorriso largo, visivelmente já alterada pelo álcool. “Hello Nerds!! Vocês devem ser as priminhas adoráveis da Fredelicia... Mas como vocês estão aqui sozinhas, imagino que ela já se infiltrou em algum quarto com um dos gêmeos... Ou os dois. Fred disse que ia trazer mais dois, devem estar bebendo, ou transando.” Ela ponderou, como se falasse com ela mesma, pouco ligando para o teor da conversa, tampouco para a careta de nojo que Raphaela fez ao imaginar seu irmão e primo com outras mulheres. “Vem, vou apresentar vocês pra galera!” Ela puxou o braço de Rapha, que apesar de odiar esse tipo de animação frívola se deixou ser rebocada pela loira, incapaz de fazer algo diferente, e então conheceu um grupo um tanto quanto inusitado. Uma garota diminuta fantasiada da fada Tinkerbell e um cara alto com roupas de Harry Potter que parecia grande e ameaçador demais para a roupa ------ como se tivesse roubado as vestes de algum irmão mais novo ------ que só mais tarde as duas descobriram se chamar Godric e que era namorado da Rapunzel e da Tinkerbell ao mesmo tempo. Enquanto Veridiana arregalava os olhos, surpresa, Raphaela só conseguia sentir uma pequena ânsia de vômito por tudo aquilo. Já estava farta de toda aquela festa, em especial por estar dentre pessoas que não a agradavam nem por um segundo. Godric era interessante, e Sage e Edith também, mas procurar pelo irmão enquanto ele tentava beber todas parecia inútil. Era difícil para as duas se acostumar com as coisas, mas depois de beber o ponche que a loira havia lhes entregado, as coisas pareciam mais divertidas embora estivessem longe de ser normais, e talvez aquilo fosse a única coisa que Diana e Rapha concordavam.
Não demorou muito para que as duas também se afastassem uma da outra, deixando com que o álcool falasse mais alto assim que beberam da terceira taça de Bloody Mary que Edith entregara para ambas, sempre deixando clara a fofura que elas eram por serem tão inocentes. Depois de algumas rodadas, Raphaela sequer estava ligando para os comentários que normalmente a deixariam desgostosa. A medida em que se afastava do grupo principal, a tonteira parecia toma-la com alguma força, e Rapha teve que tomar alguns segundos, apoiando-se em um dos divãs estrategicamente dispostos no salão principal da mansão mônaca. Segundos decisivos para que um jovem loiro se aproximasse o suficiente e com uma rapidez surpreendente para que uma morena bêbada soltasse um suspiro de exclamação, mas não fizesse nenhuma menção de se desvencilhar do toque do homem. Estava vendo dobrado ou ele era a cara de Illya, o filho exigente do pior inimigo de seu pai? O homem que se apresentou, entretanto, de nada mais tinha parecido com Illya do que a aparência, de forma que ele se manteve galanteador até o último momento, convencendo a morena de que ela ficaria muito melhor em um ambiente mais fresco, menos populoso; como, talvez, ela escutara ele ponderar, os corredores vazios do andar de cima ------ talvez não estivessem realmente vazios; a festa já começara há algum tempo, mas Zane nunca fora realmente cuidadoso com aquele tipo de coisa. Fora realmente fácil convencer logo a Wöfflin mais durona de todos os cinco a fazer algo com ele, mas o julgamento, sempre tão reto e infalível de Raphaela, parecia ter falhado por conta de alguns goles de álcool, pobrezinha. Assim que se encontraram a sós ------ ou quase isso, uma vez em que, como ele previra, os quartos estavam ocupados ------, Zane se contentou com o corredor enquanto explorava os lábios da morena com alguma rapidez, passando para a clavícula e o pescoço enquanto desabotoava o colete da morena. Não era o tipo de mulher que ele normalmente desejava, realmente, mas sempre adorara um desafio. Todavia, não parecia ter sido o caso, Raphaela se entregara quase que imediatamente a ele, e estaria mais surpreso por conta disso, não fosse o soco que levara segundos após afastar a blusa branca para se ocupar daquela parte em especial, fazendo com que desse dois passos para trás, tamanho o impacto.
Não parecia ser certo o que Rabastan fizera. Raphaela deveria realmente ter algum tipo de paz em uma festa, deveria se soltar, mas, estranhamente, no momento em que a irmã o fez, o moreno não pôde conter a onda que o invadiu, incapaz de fazer algo diferente do que afastar o Merandus de perto dela. Ciúmes parecia o corroer por dentro enquanto ele olhava de um lado para o outro; o álcool enevoava uma linha de raciocínio lógico que, mesmo sóbrio, já não era muito estrita. Há poucos minutos ele estava bebendo com Kile e duas garotas ------ uma fantasiada de Ash Ketchum, por mais que aquilo lhe parecesse inusitado, e a outra de Cisne Negro, ao que tudo indicava. Não se lembrava de como havia parado justamente naquele corredor, só da cabeleira escura da irmã desaparecer, minutos antes. Ainda que não pudesse fazer nada a respeito, e atordoado por conta de tudo o que parecia acontecer, tomou uma das mãos da morena, levando-a para a pista de dança antes que quebrasse todos os ossos do Merandus ------ estavam na festa de Nikolaj, afinal, e mesmo que Rabastan não ligasse a mínima para a rivalidade entre as duas famílias; ou melhor, entre Louis e Nikolaj, ele simplesmente não queria ceder ao monstro interior que se assemelhava tanto ao do seu pai. Raphaela queria se soltar de seu aperto, e ele sabia muito bem disso, mas só conseguiu se obrigar a fazê-lo quando ela aplicou uma das manobras que aprendera com o pai, prendendo o braço do irmão mais velho às suas costas enquanto o empurrava em direção à parede. Nunca fora realmente bom quando se tratava de golpes de autodefesa, mas teve que sorrir com o jeito agressivo da morena, soltando uma risada esganiçada enquanto metade do rosto ia de encontro a parede, a proximidade entre os irmãos subitamente se tornando mais elétrica do que deveria ser.
Antes que Rapha pudesse fazer algo, entretanto, o moreno se desvencilhou de seu aperto, invertendo os lugares por conta de um momento de distração da mais nova. A brincadeira parecia ter se erguido a medida em que o álcool voltava a moldar suas ações, e Rabastan tomou mais um gole da cerveja que deveria pertencer a algum dos sócios executivos do filhote mais velho de Merandus antes de voltar os olhos para a irmã novamente, incapaz de desviar os orbes escuros dos elétricos e claros da mais nova. Sem pensar, inebriado pelo momento, o moreno meramente puxou a mais nova para mais perto de si, sentindo o corpo diminuto contra o seu sem achar aquilo realmente ruim. De fato, parecia se moldar ao seu perfeitamente ------ não que tivesse cabeça para pensar naquelas bobagens no momento. Parecia clamar por ele, e não demorou muito, também, para que ele selasse seus lábios contra os dela, largando a garrafa de cerveja de qualquer jeito (e provavelmente a quebrando durante o processo) enquanto uma das mãos ia de encontro à parede atrás da menina e a outra tomava conta de sua cintura, passando para seu maxilar a medida que o beijo parecia ficar mais caloroso, mais necessitado. Com o dedão, ele acariciou o queixo da morena, aprofundando ainda mais o beijo enquanto sentia o coração palpitar, a mente completamente isenta de qualquer pensamento que não fosse ela. Ele simplesmente não desejava que ela se afastasse, que ele mesmo negasse a ligação que estabelecera com a menina ------ naquele momento, simplesmente escolhera ignorar que se tratava da irmã, e não de uma qualquer.
Separaram-se após alguns segundos, Rabastan para retomar o ar que havia perdido com o esforço, e Raphaela... Ele não sabia. Franziu o cenho, encarando ao redor enquanto tentava decidir o que mais teria que fazer quando encontrou um garçom com cara de nojo servindo bebidas. Decidiu que era dali que teriam que partir, tropeçando nos próprios pés a medida em que puxava a morena consigo, já prevendo como ela reclamaria daquele seu comportamento. Bebidas em mãos, o Wöfflin sorveu mais uma dose de tequila antes de sentir a garganta queimar talvez pela centésima vez na noite, inconscientemente tentando manter a mente enevoada para que não pensasse no que acabara de fazer enquanto entregava para a irmã outro copo.
“Isso é tão estranho. Quero dizer... Kile é o Chewbacca que tem... pelos. E ele esta atracado com a menina que é a cisne negro que tem... Penas.” Diana soltava as palavras de forma enrolada, confusa enquanto procurava as palavras sem tirar os olhos do primo que estava do outro lado do salão se beijando com uma loira voluptuosa que lembrava muito Frederika. Ela tagarelava para ninguém em especial, já que estava sentada num sofá com gente que ela não conhecia mas como ninguém ali achava a cena estranha ------ já que todos estavam bêbados demais para ligar para tais normas sociais ------, então Diana continuou, tentando terminar seu raciocínio. “Não é que eu seja contra o amor interespécies... Só é estranho.” Ela repetiu e para sua surpresa, um moreno riu da maneira embolada que ela proferia as palavras e deu de ombros, levando uma garrafa de cerveja aos lábios. “Ava é assim mesmo, seu amigo vai ficar bem. Ou não.” Ele ponderou, como se já tivesse passado por maus bocados com a loira em questão. “Gus. Você é?” Ele apertou a mão de Diana, de forma despojada e então ela se apresentou, não antes de encarar a mão do moreno como ele lhe estendesse na verdade um objeto desconhecido e ela não tivesse ideia do que fazer com aquilo. “Diana.” Ela não saberia explicar, mas apenas dez minutos depois da apresentação, a morena que sempre fora delicada e singela estava com o vestido rasgado até a altura das coxas, dançando em uma barra em cima da mesa para o tal Gus que ela acabara de conhecer. Se ela estivesse em seu estado normal ela nunca estaria em tal situação. Pelos céus, ela nem sabia o sobrenome do menino. No entanto, depois de arrancar vários gritos e excitação, a cabeça da morena começou a girar e o moreno desconhecido teve que a ajudar a descer da bancada, trazendo-a para seus braços e rindo da inexperiência da outra como se a achasse adorável. A Wöfflin cedeu aos gracejos do moreno com facilidade, até que como num estalar de dedos, ela se lembrou de que não deveria estar fazendo nada daquilo no instante em que Gus aproximava os lábios perigosamente perto dos seus. Fora um péssimo momento para recobrar a consciência, entretanto, já que veio acompanhada de uma náusea forte, e Veridiana se encurvou, expelindo todo o líquido que bebera na noite de seu estomago de uma vez só e bem em cima dos sapatos de Gus.
A cena chamou tanta atenção que Kile teve que largar a penosa que estava pegando para acudir a prima, e logo tanto ele como Rabastan alcançaram a morena a levando para fora do castelo, perto de uma piscina aonde o vento estava mais fresco e convenientemente ninguém iria rir da cena constrangedora que havia acontecido há alguns minutos. Não demorou muito para que Raphaela surgisse pouco tempo depois, lançando olhares incisivos para o irmão que os retribuía em igual intensidade, mas ninguém falara nada a respeito. Bêbados demais para notar. Na verdade, por mais que os Wöfflin fossem muito diferentes entre si, e por vezes fossem disfuncionais, eles sempre estavam lá um pelos outros e até Fred, quando soube do acidente da prima, abandonou o anfitrião da festa e veio acudir a pobre coitada, que tinha uma tonalidade esverdeada no rosto mesmo deitada na espreguiçadeira na beira da piscina. “Sinceramente... Eu não sei o que dói mais, meu estômago ou minha consciência.” O comentário de Diana fez o grupo rir, e logo cada um comentava das loucuras que aconteceram na festa, causando gargalhadas e mais gargalhadas entre os membros da família até que o sol começou a nascer e com isso, os cinco adormeceram, cada um encostado no outro de uma maneira nada confortável, porém muito unida.
A festa não tardara a terminar, e, com ela, os olhares se tornaram muito mais incisivos, fazendo com que Nikolaj avistasse os cinco intrusos em sua festa e ligasse para seu inimigo declarado. Poderia usar aquilo como uma vantagem para si, afinal. Os empregados se apressaram em acordar os Wöfflin depois de alguns segundos, sob o olhar afiado de Merandus e alguns seguranças, que estavam ali para parar o que diabos Louis faria com os filhos e com os sobrinhos quando os encontrasse. Ao acordarem, um de cada vez, os seguranças explicaram a situação para eles, e o pânico passara a se instalar na mente inebriada e a ressaca também não parecia ajuda-los a bolarem um plano de fuga. Louis estava em um avião naquele momento, junto a Hamish, e Rabastan e Kile tinham plena consciência de que seriam eles os culpados por tudo, como sempre. Rabastan talvez ganhasse algum tipo de medalha por ter batido em um dos filhos de Nikolaj, mas com certeza havia coisas que ele não desejava lembrar.
Ao menos a festa valera a pena.
☆ ☆ ☆ Out of character: ☆ ☆ ☆
☾ ☾ ☾ ☾ ☾ ☾ Hoje vai ser uma feeesta, bolo e guaraná, muitos doces pra você 🎶 ------ boatos de que é pra engordar bastante.. Gostou do último tiro? Ano que vem tem mais... Ou não. Ou será que sim? Idk, posso estar mentindo né, dia da mentira. Tem mais nada o que falar não, só agradecer mesmo. Um beijo da Bibs e da Carla pra você, Angélica!!! Aproveita o seu aniversário. ☽ ☽ ☽ ☽ ☽ ☽
@kilesado || @w-lieutenant












