melhor do que um exame era irmos arrancar eucaliptos e plantar carvalhos! Antes de papel para mostrar o quão formatado estou para o consumismo e a produção de lucro infinita, quero ar e água puros bem PUROS! quero mentes puras! _frio
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melhor do que um exame era irmos arrancar eucaliptos e plantar carvalhos! Antes de papel para mostrar o quão formatado estou para o consumismo e a produção de lucro infinita, quero ar e água puros bem PUROS! quero mentes puras! _frio
PARTO
aquele olhar que acompanhou o meu regresso previa uma prisão, que ignorei, mas a minha inocência fez questão de a evidenciar, Maldição.
imploração: Inconsciência , por favor, segue a minha manada de vontades e deixa aquela prisão, não a erotizes mais no meu desejo e na minha alma. Põe-te a caminho!
Demónio
Que a coragem me engula. Que o tempo. Que o calor morra, que o livro acabe, que o fogo se derreta e extinga! Que os sentidos se apaguem e com eles, que o passado não passe de memória. Que eu me deite no chão frio do dia e permaneça e Que eu, eu resista à sede desértica de estar bem e entretido. Que eu resista ao que tem que ser feito e aos limites, que criei. Que as exigências me façam cair, que o chão me receba latino em matéria morta. Que eu entre em decomposição assim. Assim, assim que resolver os conflitos, que o inverno chegue bem antes, que tornará suportável caminhos distantes. Que a plenitude traga o eterno.
Environment in focus. We believe in high-quality, sustainable products. All our toothbrushes have a biodegradable bamboo-handle.
Recomendação da vida / Recomendation of life
IT IS SUPPOST TO LAST FOR ETERNITY (fragments)
Performance texts (translated):
“ego, ego, ego ... ego, ego, ego (...)”
“The abyss does not stop us, the water is more beautiful in fall”*
“The true harvest of my daily life is somewhat as intangible and indescribable as the tints of morning or evening.”**
“It is a little star dust caught, a segment of the rainbow which I have clutched.”**
*Flores Mágon
**Henry David Thoreau
Queima lentamente na flor da aurora, caixa
de pandora
chama que me arde por dentro e para dentro azul. Dá-me a paz e a visão de mim emancipado ultrapassado e com um futuro em frente prevalece-dor e contínuo, sozinho
na emancipação de um olhar atento e capaz de terapias pessoais
egoístas e compartilhadoras do espírito
que se encontra disponível
pegar no disponível e sujo
que há dentro de nós, eu e eu!
Dormi nada e com (pouco
um nada na cabeça, a
única imagem foi de um branco enchendo o meu corpo, nuvens densas e compactadas como se os meus ossos inchassem e preenchessem tudo o que não é pele, unhas, pêlo, isso deu-me uma possibilidade de imobilidade e protecção a tudo, vulnerabilidades de uma não estátua. Um movimento que queima em segundos todas as florestas humanas. Atentados voltáveis no abismo que vai, já foste!
Argumento pós/para performance “É SUPOSTO DURAR PARA A ETERNIDADE” _António Liberato
A urgência em criar e apresentar em 5 dias trouxe algo curto temporalmente e com alguma insegurança que quis preservar, trouxe também a dificuldade que é de fazermos algo que não seja por nós próprios, qualquer que seja a nuance que isso represente e se materialize. E a dificuldade que tenho em não me prender a isso e aproveitar grandes potencialidades interpessoais. Pois ocupo essa oportunidades interpessoais com sofrimentos pessoais, mágoas da ausência que lhes esperava tudo menos que se ausentassem assim, despreocupadas e conscientes da sua certeza auto-satisfatória. Narcisista. É algo complicado dares no esforço e entrega e puxares bem pelas barreiras e perceberes que quem está lá para te ouvir não te conhece sequer, como se dissesses sempre o mesmo; só quem não me conhece, é só e apenas a quem poderei acrescentar algo. Interessante como sem pensar nas crianças, de todo, como público desta criação, elas, na performance, disponibilizaram-se, olharam-me com entrega e reconhecem essas sensibilidades nelas, esses abismos pessoais, que vale a pena receber para além da visão, focando todos os sentidos nessa recetividade. “É suposto durar para a eternidade”, para além do “nada”, é o medo do desconhecido e inconstante. A máscara é, para além do mais, uma proteção do perigoso oxigénio que as árvores lançavam cruelmente para o ar. E a escassez de água, para além de uma preocupação com a sobrevivência da espécie humana, é sobretudo uma preocupação com a escassez de fluxo e o nosso medo dessa imagem da “água (é mais bela) em queda” sobre um abismo que tendencialmente negamos constantemente existir. Depois de vestir a terra e galopar na adaptação ao meio respirável, restou-me apenas o que tinha nas mãos, “a poeira das estrelas” e “um fragmento do arco-íris”, algo de tão intangível e indescritível como as matizes da aurora e do crepúsculo”.
_fotografia_ Ana Sofia Ligeiro_
Pensamentos pós performance e para a performance: https://liberta-artist.tumblr.com/post/160991793332/%C3%A9-suposto-durar-para-a-eternidade