melhor do que um exame era irmos arrancar eucaliptos e plantar carvalhos! Antes de papel para mostrar o quão formatado estou para o consumismo e a produção de lucro infinita, quero ar e água puros bem PUROS! quero mentes puras! _frio
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melhor do que um exame era irmos arrancar eucaliptos e plantar carvalhos! Antes de papel para mostrar o quão formatado estou para o consumismo e a produção de lucro infinita, quero ar e água puros bem PUROS! quero mentes puras! _frio
Environment in focus. We believe in high-quality, sustainable products. All our toothbrushes have a biodegradable bamboo-handle.
Recomendação da vida / Recomendation of life
OOIOO - OOIOO [Full Album] [1997]
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Argumento pós/para performance “É SUPOSTO DURAR PARA A ETERNIDADE” _António Liberato
A urgência em criar e apresentar em 5 dias trouxe algo curto temporalmente e com alguma insegurança que quis preservar, trouxe também a dificuldade que é de fazermos algo que não seja por nós próprios, qualquer que seja a nuance que isso represente e se materialize. E a dificuldade que tenho em não me prender a isso e aproveitar grandes potencialidades interpessoais. Pois ocupo essa oportunidades interpessoais com sofrimentos pessoais, mágoas da ausência que lhes esperava tudo menos que se ausentassem assim, despreocupadas e conscientes da sua certeza auto-satisfatória. Narcisista. É algo complicado dares no esforço e entrega e puxares bem pelas barreiras e perceberes que quem está lá para te ouvir não te conhece sequer, como se dissesses sempre o mesmo; só quem não me conhece, é só e apenas a quem poderei acrescentar algo. Interessante como sem pensar nas crianças, de todo, como público desta criação, elas, na performance, disponibilizaram-se, olharam-me com entrega e reconhecem essas sensibilidades nelas, esses abismos pessoais, que vale a pena receber para além da visão, focando todos os sentidos nessa recetividade. “É suposto durar para a eternidade”, para além do “nada”, é o medo do desconhecido e inconstante. A máscara é, para além do mais, uma proteção do perigoso oxigénio que as árvores lançavam cruelmente para o ar. E a escassez de água, para além de uma preocupação com a sobrevivência da espécie humana, é sobretudo uma preocupação com a escassez de fluxo e o nosso medo dessa imagem da “água (é mais bela) em queda” sobre um abismo que tendencialmente negamos constantemente existir. Depois de vestir a terra e galopar na adaptação ao meio respirável, restou-me apenas o que tinha nas mãos, “a poeira das estrelas” e “um fragmento do arco-íris”, algo de tão intangível e indescritível como as matizes da aurora e do crepúsculo”.
_fotografia_ Ana Sofia Ligeiro_
Pensamentos pós performance e para a performance: https://liberta-artist.tumblr.com/post/160991793332/%C3%A9-suposto-durar-para-a-eternidade
(via https://open.spotify.com/album/4swijDhQ32SOjGXmL3mdjQ)
The Instagram artist known only as Jonas is making hundreds of vividly colored and slowly evolving serial paintings.
when people take you everywhere you have never been
this project give answers about belonging, identity, abstractions, individuality, rustic, dreamland. mass culture and random concretness
https://www.vvwjonaswvv.com/
-António Liberato
I chosed this photo because of a state of disponibility, effort and atention. I feel like it speaks out a lot about my momentary relation with dance, ballet.. as a form of possibilities and/or restriction’s?! i don´t know but a flux of contradictions are taking place my head, therefor my body muscles!
“O QUE DÁS É TEU PARA SEMPRE
O QUE GUARDAS ESTÁ PERDIDO PARA SEMPRE
Dissociam, separação, abrupta da música e dança (conflito) no espetáculo “Bacantes: Prelúdio para uma purga” de Marlene Monteiro Freitas
Marlene Monteiro Freitas em conversa com Ana Eliseu e Joana Frazão (folha de sala teatro nacional d.maria II):
-”Na sinopse do espetáculo falas de uma polarização entre Apolo e Dionísio. Isso tem a ver com uma polarização entre música e dança?”
-”Quando falei de polarização não estava só a pensar em duas forças que puxam em sentidos opostos, mas sim numa dinâmica circular em que quando chegamos a uma sentimos necessidade da outra, e portanto para uma existir é preciso a outra. É essa relação que me interessa.”
, 30 de abril de 2017 Teatro D.Maria II, Lisboa
O realce do conflito entre ambos surge do grande esforço e persistência na sua unificação, junção, aproximação. “duas forças que puxam em sentidos opostos”
Existe um esforço bem conseguido na aproximação destas duas disciplinas (dança e musica) pelos performers que as representam, pelo emaranhado, multiplicidade e exigência performativa que é requisitada neste espetáculo. Apesar da experiência física sensorial tentar á primeira (escuta e vista) dissociar estas duas disciplinas, o tacto permitiu que a afirmação desta “dinâmica circular” fosse alcançável e consequentemente fui brutalmente esmurrado. A independência é ilusória tal como a noção de causa-efeito, isto foi universal, a procura gerou...
Defendo bué o contrário da marlene como eventual desculpa.
pela minha necessidade de compreender, catalogar e limitar a perceção da realidade.
Vi essa dissociação da música e do movimento-corpo pela imposição que a experiência física tem em mim, ou seja, olhei para estas como movimentos independentes e claramente separados um do outro pois apesar do esforço de composição contrario, considerei que a recetividade de ambas é executada por mecanismos separados e específicos, sonora e visual, ou seja é claramente dividida pela experiência dos recetores sensoriais fisicos, a audição e a visão, respetivamente a experiência da música e a experiência da dança. E assim seria inalcançavel esse desejo de concretização “quando chegamos a uma sentimos necessidade da outra, e portanto para uma existir é preciso a outra.” pela imposição da verdade cientifica.
“a música pode tocar-nos de modos diversos, e em partes físicas e sentidos diferentes” - marlene
No entanto surgiu a clarividência na receção destas duas experiências no meu corpo através do tacto, como recetor das ondas vibracionais produzidas tanto pelo som(musica) como pelos corpos (dança) . Este junta e oferece ambas as experiências ao corpo através das vibrações, energia elétrica, acabando assim com a divisão que a experiência visual e auditiva aparentavam ofereciam, e foi aí que me ressenti, foi aí que fui espancado. Foi aí que o pilar que me protegia da violência emocional que o caos constante deste espetáculo produz se rachou.
Esta peça é perigosa, a mais perigosa, nunca a conseguirei digerir eventualmente, estou contente com o que se passou ali, não compreendo e “quando não compreendo”*, atraiu! Atrai para mim e disponibilizei-me nesse receção.
*”quando não compreendo, atrai-me!” - marlene na conversa pós espetáculo
Contextualização: https://www.publico.pt/2017/04/20/culturaipsilon/noticia/marlene-monteiro-freitas-mensageira-de-dionisio-1769169 ; http://cargocollective.com/marlenefreitas/b-a-c-a-n-t-e-s ; http://www.comunidadeculturaearte.com/das-bacantes-de-euripedes-aos-trompetes-e-coreografias-de-marlene-monteiro-freitas/
Escrito e organizado sob efeito de ( https://www.youtube.com/watch?v=66tq9xji0xA ) e ( https://www.youtube.com/watch?v=r30D3SW4OVw ) com e sem headphones
dia mundial da dança, feliz
“Vera Mantero vem afirmar que o movimento ecologista precisa de mexer na porcaria, que não vamos lá com espírito new age e ‘paz e amor’ “
“Dance dance otherwise we are all lost”
Revisitar pina bausch e apresentar fora de palco, depois na rua, teve um grande impacto, nomeadamente devido ao actual clima primaveril e aos dois anos que passaram desde que deixei estas coreografias e ficções.
Foi interessante como, sem ver registos do que fizemos há dois anos em palco, chegamos há coreografia. Chegamos lá falando, ouvindo a musica e disponibilizando estados de espírito emocionais(físicos), só isso foi suficiente para despertar uma memória corporal inconsciente que surge e revela uma inteligência e memória mais que cerebral, sen(t)ível. O corpo quando é revisitado através de uma disponibilidade e estado de espírito específicos, responde, mostrando que a memória é mais que consciente e revela-se disponível quando nos preocupamos em pôr-lhe essa carga, essa pressão de urgência e necessidade.
O que é que é um tango? o suicídio? ou deixar a leonor escorregar-me dos braços? como revelar as estações do ano com um sorriso na cara? passado 2 anos?! Como gerir todas as informações e vivências de 2 anos e reinterpretar esta peça?como entrar num personagem que exige uma capacidade interpretativa forte, não estivéssemos a falar de pina, mas fazendo-o de maneira diferente do passado, onde a mesma coreografia não se encontra disponível da mesma forma para ti? É engraçado como o teu grito é diferente, a tua incapacidade, as tuas vulnerabilidades e forças. Os teus estados emocionais encontram-se noutros sítios, a tua interpretação, a tua personagem, tu mesmo encontram-se noutro movimento, noutro fluxo e falam de outra forma. Tiveste capacidade de te relacionares e melhorares ou foi só a vibe de satisfação pós-espectáculo que te iludio?!
Agarrem-se há imaginação e persigam essas imagens, e aí interpretaram! Obrigado pina* pela simplicidade e pelo espaço e a individualidade que permites e exiges que exista no teu trabalho :)
*Marta
o que fica do que passa | Teresa Silva e Filipe Pereira
Existe uma abertura e revelação do âmago que está bem preso. Somos guiados pelo interior das nossas frustrações e contemplações. Elas progressivamente tornam-se claras e distintas e a nossa visão (luz cénica) amplia-se perante o espectro nada político de tal reconhecimento e nudez. O fauno vem guiar-nos nessa evasão orgasmicológica que a teresa chora, somos desafiados a halucidar e elucidar todas as desgraças pessoais das iterações “amorosas”. Orgasmificação momentânea, olhar as situações como experiências cósmicas; não ter medo da nossa experiência pessoal? Pensá-la muito interiormente, tão interior que fale de tudo.
IMAGINÁRIO INTRAPESSOAL ESTÁTICO
Não ter medo de cantar(?!), gritei mas não saiu, decido chorar.
E de tudo o que passou o que é que ficou mesmo? apenas a informação/concordância que um nicho* é muito forte e relevante num todo enorme extensivo (artesanal,concreto,0,sexual,sofro_celibatário)
*abelha, semente, propensão
(via https://www.youtube.com/watch?v=R45wnNkeuCA)
Estou farto de pernas femininas, elas não arrefecem os pólos, no máximo arrefecem o meu desejo sexual (isco irrelevante). Vivemos por urgências*, queremos repensar a sua hierarquia e usar os meios para as estabelecer(relevante). I'm fed up with female legs, they do not cool the poles, at the maximum they affect my sexual desire (irrelevant bait). We live for urgencies*, we want to rethink its hierarchy and use the tools to establish it(relevant).
*urgências/urgencies -noticias/news
mais importante, more important, “os/the media”: o tema explorado pelo criador da “school of life”, alain de botton https://www.youtube.com/watch?v=I08u0eKvwUY&index=58&list=WL theme explored by the creator of “the school of life”, alain de botton
Not wonderland, pan
(masturbation)
A matéria traça impossibilidade, regista e marca indecisões. As cinzas não desaparecem no espírito nem na guerra. Paganismo é subtileza no seu âmago, na sua gema, na sua raiz. As horas que morreu, foi pretensioso. Para "além do homem" só existe o seu próprio sangue derramado, sem pretensão agora, não pelos inocentes mas sim pelos seus nomes e por saber para onde olhar. "Mas levando esta vida também os médicos nos serão bem mais necessários do que antes? -Bem mais."* "A porta está fechada./Nesse caso faz a tua própria porta "** _______________________________________________________________________________ music: claude debussy, prelude a l'apres-midi d'un faune movie excert: El laberinto del fauno editing and goat: me * Platão, "A Republica" ** Guillermo del Toro, “El laberinto del fauno”
https://vimeo.com/211028654
CLEAN sou
Hand tinged naturally after catching olives in order to make olive oil Mão tingida naturalmente na apanha da azeitona
Portugal, 27/10/2016
https://vimeo.com/user29732091