Eres mago, Harry.


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Eres mago, Harry.
Manos frías, casi dormidas a veces, con el temblor de quien ha conocido la escarcha.
Son las mías, que desean con toda el alma acariciarte despacio, compartir lo mucho o poco que tienen.
Ofrecerte abrigo y que, en estos días, se abren sin miedo a tocarte, convirtiendo el frío en amor.
Un beso infinito
Sobre o lugar mais seguro do mundo... 🏡💕
El día era frío y tus brazos eran mi único abrigo.
O Dia Em Que Descobri o Seu Outro Mundo
Me peguei lembrando hoje, sem querer, quando o Google Fotos me mostrou aquelas imagens que eu mesma tirei da tela do seu celular naquele dia. Eu tinha fotografado porque não queria acreditar no que estava lendo, porque parte de mim ainda tentava provar para si mesma que era real, como se ter aquelas provas fosse me ajudar a entender, quando, na verdade, elas só congelaram o momento exato em que a minha alma foi rasgada.
Aquelas conversas. Todas elas. Com palavras que eu nunca recebi, com uma intimidade que não era minha e que me fez sentir como se tivesse sido expulsa, sem aviso, da nossa própria história. Ali, diante de cada frase, de cada resposta sua carregada de afeto para outra pessoa, tudo o que eu acreditava sobre nós se partiu em pedaços tão pequenos que eu nunca mais consegui juntar.
Eu lembro do corpo reagindo antes da mente. O aperto sufocante no peito, como se alguém tivesse enfiado uma mão dentro de mim e torcido meu coração com força. Minha respiração curta, falha, o som irregular das batidas que pareciam implorar para escapar antes de serem esmagadas. Foi ali que a certeza se instalou: talvez você nunca tenha me amado. Ou, se amou, foi de um jeito raso demais para alcançar a profundidade em que o meu amor vivia.
Aquilo foi brutal. Não era apenas ler mensagens que não eram para mim, era sentir todo o nosso casamento se desfazer em segundos, como se eu tivesse vivido anos dentro de um cenário montado, sem saber que por trás havia paredes ocas e um chão prestes a ceder. Era como descobrir que a cena mais bonita do filme era só um recorte cuidadosamente editado, enquanto o resto, o verdadeiro, ficava escondido no escuro, sujo e intocável.
O que me destrói até hoje não é só a traição em si, mas o fato de você nunca ter entendido. Você reduziu a minha dor a ciúme, a drama, como se fosse uma reação exagerada a algo pequeno. Mas não foi pequeno. Foi ter o coração arrancado enquanto ainda batia. Foi assistir à confiança que levei anos para construir cair como um prédio implodido, em silêncio, sem chance de reconstrução. Foi perceber que o meu amor ainda estava inteiro… e o seu, não. O seu já estava em outro lugar, em outras pessoas.
O casamento nunca mais foi o mesmo. Não porque eu não tentei, mas porque não havia mais o que salvar. E o mais cruel é que, enquanto eu ainda sinto o gosto metálico e amargo daquele dia, você vive como se nada tivesse acontecido. Como se eu não tivesse visto. Como se eu não tivesse sangrado. Como se não fosse nada.
E talvez, para você, nunca tenha sido mesmo.
A gente tem que aprender a não fazer o outro como refúgio. Pois talvez um dia necessite de um e o mesmo não existir mais.
Tus ojos
tienen el color
del presente
y tu boca
me sabe a cerveza fría,
tu cuerpo,
el,
es ese viaje esperado
que uno no quiere
que termine nunca,
tus manos,
sí, tus manos
son abrigo en invierno
y en el calor
son una brisa fresca.
Así es tu compañía,
una tierra en la que vivir,
un hogar,
un alimento
y una aventura.