Olá, leitores! Depois de muito suspense, hoje eu vou trazer a “versão estendida” do meu relato de leitura de "Em Pedaços", da Lauren Layne. Como não fiz no post do Instagram, não vou me delongar nos personagens, nem na história em si, mas nas impressões que tive enquanto lia. Primeiramente, eu decidi ler esse livro logo depois de "Geekerela" para "fechar o ciclo das releituras" que eu tinha iniciado com "Menina Veneno", que é uma releitura de “A Branca de Neve” contado pelo ponto de vista da madrasta, visto que "Em Pedaços" promete uma releitura de "A Bela e a Fera". O mistério sobre o passado da Olivia não me chamou muita atenção a princípio, mas jogaram tanto o jogo dos pronomes, evitaram tanto o assunto, criaram tantas expectativas e no final, quando eu já queria saber que atrocidade essa mulher cometeu, não foi tão pesado quanto se deu a entender, a atitude dela acaba não fazendo muito sentido quando sabemos a motivação de se afastar de tudo, buscando sua tão necessária redenção, me pareceu um gesto exagerado, mas como conseguimos ver o amadurecimento dela ao decorrer da história, não foi de todo ruim. 🤷♀️ Por outro lado, o objetivo do Paul sempre foi escancarado e existia até uma causa nobre por trás de tudo o que ele fazia pelo dinheiro do pai, mas eu não consegui em momento algum sentir pena dele, principalmente quando ele agia como um babaca, simplesmente porque sabia que isso afastava todo mundo, enquanto, no fundo, ele queria que as pessoas se aproximassem, se importassem e o aceitassem com suas limitações. Em muitos momentos, me perguntei: "querido, o que você quer mesmo? Decide logo e para de maltratar a mulher que você tanto diz amar, por quem você diz sentir tanta atração!". 🤦♀️ Pela primeira vez em muito tempo, torci para que os protagonistas não terminassem juntos, porque o Paul maltratava muito a Olivia, mesmo dizendo gostar muito dela e conseguindo ver através dela que ele ainda tinha muito pela frente e que a vida continua. Ela, por outro lado, vivia tentando justificar todas as patadas que levava, romantizava seu orgulho ferido e ficava naquela de "o Paul vai mudar, não me importo em ser maltratada, é pouco se for comparar com o que eu causei, eu mereço ser punida mesmo...", o que me deu uma raiva tão grande que você nem imagina. Eu ficava “beloved?” Ao mesmo tempo que pensei em problematizar mais ainda esse livro, acho que não vou mais longe nisso, eu posso tê-lo lido com olhos não muito bondosos e, de certa forma, entendo como os conflitos dos protagonistas podem parecer pequenos ou bobos (estou falando exatamente da questão da Olivia) para nós enquanto para eles parecem questões extremas, só eles sabem o impacto daquilo em suas vidas e talvez não coubesse julgar o que está acontecendo (pois é, estou falando isso de personagens fictícios, até porque devem existir pessoas que passam por conflitos similares), eu queria dizer o quanto achei Paul Langdon um chernoboy e que o relacionamento dele com a Olivia era, no mínimo, tóxico. 🤔 No post do Instagram, disse que um dia decidiria o que falar em relação a esse livro ou o tipo de relacionamento retratado nele e só poderia falar que essa não tinha sido uma leitura muito agradável pra mim, que demorei muito pra digerir tudo e não curti nem um pouco. Hoje eu continuo com o mesmo pensamento, ainda não sei bem o que dizer, mas não sou nada a favor de romantizar um relacionamento tóxico, isso pode fazer tão mal a quem consome esse material, pois acaba normalizando esse tipo de problema e muitas meninas (mulheres também, infelizmente) podem acabar em um desses relacionamentos, pensando que está tudo bem, que é só a personalidade dele que é agressiva e às vezes sai do controle, que uma hora ele muda, que você merece que ele aja dessa forma, pois foi você quem provocou (enquanto na verdade, você não fez nada). Se você está sendo maltratada sem motivos, tá errado!
Se esse livro terminassem sem os dois juntos, eu ficaria bem mais feliz com a leitura, pois a Olivia super melhora de vida, arruma um emprego, aprende a ter uma vida mais simples e merecia uma vida completamente nova. O Paul poderia aprender, ser um pouco mais otimista, ter uma proximidade com a família do amigo que morreu em missão que vá além do dinheiro e realmente se mudasse da casa do pai, conseguindo enfrentar a vida de cabeça erguida. Eu acho que seria muito mais nobre se a história seguisse esse rumo e eu ficaria bem mais feliz. Mas enfim, já leu "Em Pedaços"? Concorda comigo ou tem uma opinião diferente? Me conta lá na ask, quero saber, estou aberta à todas as opiniões. Admito que o clima pesou, mas é algo que eu tenho entalado há certo tempo e precisava desabafar o coraçãozinho. Um abraço enorme e até a próxima! 💙
















