Eu tento não assustar. Tento me conter, mas, na real, tem hora que não dá. E eu tô falando daquela hora que tu encontra uma pessoa e leva um soco no estômago, mas no bom sentido. Um soco que te faz enxergar que, sim, ainda existem pessoas por quem vale a pena sentir coisas boas. Ainda existem pessoas por quem vale a pena o sorriso. E quando essa pessoa aparece na tua vida, não dá para se conter. Não dá para simplesmente fingir que você não sente nada, que ela te afetou e que você não quer passar 24h conversando com ela. Não dá para fingir que você não quer estar ao lado dela. E, quando a gente percebe, já está se entregando, outra vez, porque isso faz parte dos intensos. É isso que faz a gente se sentir vivos. É isso que nos faz pulsar. É da nossa natureza demonstrar o que sentimos e sentirmos em demasia.
Ainda não aprendi a me conter. E nem sei se quero.
( Arthur Diogo )













