Helene P. Foley, Ritual Irony: Poetry and Sacrifice in Euripides, "Chapter 5: The Bacchae"

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Helene P. Foley, Ritual Irony: Poetry and Sacrifice in Euripides, "Chapter 5: The Bacchae"
i just read the bacchae.
listen girls, I know he's dead and its weird like everything that ever happens in the greek myths and that they're technically cousins, but
do we ship Pentheus and Dionysos?
not even a little bit?
"Sacerdotisas Bacantes"
Camille Corot, Silenus
"Es a través de la piel como se hará que la metafísica entre de nuevo en nuestras mentes".
Rimbaud
Ei Sílvio! #SonhaQueDá!
Teatro Oficina Uzyna Uzona apresenta Bacantes 4 sessões Das Viradas pra 2018 TragiComédiOrgya e Ópera Brasileira de Carnaval com mais de 70 atuadores em cena! Direção Zé Celso. BAKXAI! SÁB 23 DEZ 14h30 - 30 Anos da Ethernidade de Luís Antônio Martinez Corrêa SEG 25 DEZ 18h - Fraternidade Erótica do Natal na Terra SÁB 30 DEZ 17h - Quase-Virada Quente DOM 31 DEZ 17h - Último Dia de 2017 - Revoada da Virada do Ano até o 1º Dia de 2018! pra virar a Primavera Cultural! pra virar o #ParqueDoBixiga! #FicaOficina!
Últimas Semanas de Bacantes!
Orfeu
Orfeu, filho da Musa Calíope e do deus Apolo, herdou um talento musical extraordinário. Ao tocar a lira, ele conseguia encantar não só as pessoas, mas também os animais, as árvores e os rios, que se moviam ao ritmo da sua música.
Esta habilidade foi crucial durante a viagem dos Argonautas, pois a sua música conseguiu abafar o canto fatal das sereias, salvando a tripulação da morte.
O seu talento musical, herdado do pai, o deus Apolo, e da sua mãe, a musa Calíope, permitia-lhe amansar as feras. Animais selvagens, que normalmente seriam hostis entre si, deitavam-se pacificamente aos seus pés, para ouvir a sua música. Mas também controlava a natureza. As árvores inclinavam-se e as pedras dançavam, ao som da sua lira.
Tão grande era o seu poder que conseguiu mesmo comover o submundo. Na jornada para resgatar Eurídice do reino dos mortos, a sua música de tal forma comoveu o barqueiro Caronte e adormeceu Cérbero (o cão de três cabeças que guarda a entrada), que lhe foi permitido prosseguir a sua viagem e, por fim, sensibilizar o próprio Hades e Perséfone.
Este aspeto do mito realça o poder universal da arte e da música, capaz de transcender barreiras naturais e emocionais.
Algumas fontes gregas antigas observam as origens trácias de Orfeu. Para os gregos, ele foi o fundador e profeta dos chamados mistérios "órficos". Os santuários contendo supostas relíquias de Orfeu eram considerados oráculos.
A história mais famosa em que Orfeu figura é a de sua esposa Eurídice. Enquanto caminhava, no dia do casamento, Eurídice foi atacada por um sátiro. Nos seus esforços para escapar ao sátiro, Eurídice caiu num ninho de víboras e sofreu uma mordedura fatal no calcanhar. O seu corpo foi descoberto por Orfeu que, subjugado pela dor, tocou canções tão tristes e lamentosas que todas as ninfas e deuses choraram. Seguindo o conselho deles, Orfeu viajou para o submundo. A sua música suavizou os corações de Hades e Perséfone, que permitiram que Eurídice voltasse com ele para a terra, mas com uma condição: ele deveria caminhar à frente dela e não olhar para trás, até que ambos tivessem alcançado o mundo superior. Ele partiu com Eurídice atrás mas, na sua ansiedade, assim que alcançou o mundo superior, virou-se para olhar para ela, esquecendo-se que ambos teriam que estar a pisar o mundo superior em simultâneo. Como consequência ela desapareceu novamente, mas agora para sempre.
É uma das figuras mais significativas da cultura ocidental, retratada em inúmeras obras artísticas e literárias como um arquétipo da inspiração artística.
Orfeu é um tema recorrente na pintura, retratado em diversas obras que exploram diferentes momentos do seu mito. As pinturas mostram frequentemente Orfeu a encantar animais com a sua música, a descida ao submundo para resgatar Eurídice ou ainda a trágica morte às mãos das Ménades.
As Ménades, segundo a mitologia clássica, eram as Ninfas que alimentavam o deus Dionísio/Baco, conhecidas como as Bacantes divinas. Inspiradas pela embriaguez, cantavam e dançavam freneticamente, até serem possuídas por um êxtase místico. São representadas nuas ou vestidas, com véus ligeiros que mal lhes simulam a nudez.
Ésquilo afirma que as Ménades, num impulso orgiástico, esquartejaram Orfeu como se fazia nos sacrifícios (As Bacantes de Eurípides), invejosas por não lhes ter sido permitido entrar nos seus Mistérios e incitadas por Dionísio, agastado porque o poeta oferecia todas as manhãs orações a Apolo.
Ele foi enterrado pelas Musas na Trácia e, segundo outras versões, as diferentes partes do seu corpo terão sido espalhadas por toda a Grécia, à exceção da cabeça, que, juntamente com a sua lira, foi parar ao rio Ebro, onde ele continuaria a profetizar e a cantar até que, por ordem de Apolo, foi enterrado, como forma de o silenciar, e em sua homenagem ergueu-se um templo.
Exemplos notáveis do mito na pintura incluem "Orfeu sobre o túmulo de Eurídice" e "Jovem mulher trácia carregando a cabeça de Orfeu" ambos de Gustave Moreau, e "Paisagem com Orfeu e Eurídice" de Nicolas Poussin.
Artistas como Frederic Leighton (em Orfeu e Eurídice, 1864) e Peter Paul Rubens exploraram o momento da descida ou a trágica perda final de Eurídice, com um foco na emoção e no drama.
O episódio em que Orfeu é morto pelas Bacantes, como narrado nas "Metamorfoses" de Ovídio, foi retratado por artistas como Albrecht Dürer e Giacinto Gimignani (cuja cópia pode ser vista no Museu de Lamego, em Portugal). Jean Delville pintou A Morte de Orfeu em 1893, uma obra-prima do simbolismo que expressa temas espirituais e metafísicos.
Algumas obras mostram Orfeu a tocar a sua lira, encantando animais e até mesmo a natureza inanimada, simbolizando o poder da música e da arte. Nesta temática temos obras de Frans Snyders (Orfeu e os animais, 1636-1638), François Boucher (Orfeu encanta os animais), Roelant Savery (Orfeu entre os animais, 1625-1628), Sebastian Vrancx (Orfeu e as Feras) ou ainda a cópia de Ticiano, do século XVII, existente no Prado (Orfeu e os Animais), entre muitos outros.
22 de Novembro de 2025