O homem confabulou a palavra O meio, seus fins sem lucros Sua lírica e rima esponjosa O homem adotara a língua esculpida da guilhotina Malabares pelos sinais Estacionando em bares Repartições públicas existira Um a cada metro quadrado Sua carne fora o chamado lar Minha e deles todos Para suas famílias E fábulas de Emílias Trouxe o enxofre? Sim, em estado vegetativo É só requenta-lo em lábios certos Para invocar o espírito vingativo O beijo de magnésio Destilava câimbras nas línguas Mudando o tradicional idioma ameno À uma mutação onírica e áspera Suas filhas comendo as unhas Como feitio de placebo Transformando dois dedos de hóstia Em a mais nova dieta martírio Bode expiatório e bailarinos Juntando-se a trupe indefensável Casamenteiros, carrasco e fiscal Em ambas as faces da egotrip A inocência sabe muito bem Há um milagre para toda a desgraça Se não há, o mercado há de inventar O que não se calo é o inocente mudando o filo
As Desgarradas Aventuras da Boca do Luxo Deteriorada, Pierrot Ruivo







