Pele, sacrifício, tecido Querer de anteontem O sacro sino já compunha-me Com punhado de casórios falsos Poderia voltar a embaralhar Porém, cortei meu saudosismo pela raiz A pernas estavam a dois passos além de minha compreensão Entendo que de estético possuo o altar iconoclasta Um suspiro mais denso, estou-te entregue Com o amor que jamais pude dar-te Em manhãs, antevia-me crente novamente Ao invés de versículos, direi versos de amores sãos O pouco transparece de minha veia Dizes teu nome por entre metáforas Os dentes tremem de fome Fomentando a famigerada receita na unha Matei borrões que ousavam execrar-te Cruzes vermelhas com infiltrações Socorra-me, pois supostamente teria A aposta como espetáculo de meus olhos Aguardo-te, ler-me em cartas O que dirias ao bom dia meu novo rumor? Morra-te, já estás tarde, amo outro Fique na linha, indicarei-te outro romance Ridicularizo-me por ser a metade de minha negação Nos moinhos de ventos retorcidos, As hélices possuíam seu próprio bafo quente Por entre os beijos e toques, choravam à arestas expostas Pulsamos na mesma frequência cardíaca Refletidos sem posarmo-nos de Narciso Caricatura rasgada, o barro está logo ao lado Para montarmos ideais fora do radar de banqueiros
Fé-Fel-Febre, Pierrot Ruivo














