Afeiçoado
Domado por anjos caídos Me crucificaram ao contrário Em banheiros hostis De cabeça para baixo Me devoraram ao contrário Da virilha aos lábios Colorindo-me o sorriso amarelado Com o sangue fervilhado de minhas entranhas Deus é uma máquina sem olhos Nada vê, nada assume Faz coro nas vozes que se repetem Decorando as mazelas humanas Entre filhos e famintos A imagem construída Em cima de um antigo albergue Lhe faz capaz de assumir todos os órfãos O que me fizera feitiço Fora sobretudo estatística Todas as bruxas já tinham seus pares Enquanto, eu estive próspero Cães nos meus pulsos Consumindo minhas castidade Fúria nos meus olhos predicados Preciso e anseio por uma única fuga Pare de beber de seus copos Use minha boca e o licor de minhas feridas Pus dissolvido há uma quinzena atrás Todo resto reencarnado dia após dia Espírito entre meus calcanhares Tomando-me impulsos e outras pulsões Mais carnais e mais egoístas Eu diria que são criações do meu próprio ego...













