#RakhshanBaniEtemad não permite que em seus roteiros a critica social não exista. Sempre pensando no papel que a #mulher emprega na sociedade #machista do #Irã, ela constrói narrativas que retiram os esteriótipos das mulheres de país #islâmicos, e coloca tais como são. Em #Mainline (#Khoonbazi, Irã, 2006), ela não aborda o início nem o fim da dependência das drogas, mas o meio. Como sempre em seus filmes, ela não dá muitas introduções nem finalizações, e sim extratos, parcelas de uma história que é comum. Sara (#BaranKosari) é #viciada em #heroína, sua mãe Sima (#BitaFarahi) está em uma viagem para leva-la para a reabilitação em uma clinica fora de #Teerã, onde ela acredita que terá melhores oportunidades para o tratamento. Mainline trata dessa trajetória, o que poderia ser simples, mas que se torna um inferno diante da forte dependência da jovem, e como que os relacionamentos familiares e amorosos interferem seus sua estabilidade emocional. Todo filmado em tom sépia, a diretora retira qualquer traço de vida e luz na narrativa, deixando apenas a frieza diante do drama e sofrimento da dependência. Ao final, uma ponta de cor surge, a luz que surge depois da escuridão. Talvez algum fruto com virtude possa crescer diante do sofrimento. #cinemairaniano












