E justiça foi feita, Tatiana Maslany ganha o Emmy de Melhor Atriz!! Isso, 8 personagens não é pra qualquer um! #tatianamaslany #emmy
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E justiça foi feita, Tatiana Maslany ganha o Emmy de Melhor Atriz!! Isso, 8 personagens não é pra qualquer um! #tatianamaslany #emmy
Há alguns anos atrás ouvi falar de um cineasta iraniano que estava em greve de fome, e com prisão domiciliar. Fiquei surpresa quando descobri ontem que este cineasta era #JafarPanahi. Descobri após assistir a mais um grande filme seu, #TaxiTeerã (#Taxi, Irã, 2015). Bastante ingenuidade da minha parte achar que isso não aconteceria com o diretor, visto seus filmes anteriores como O Círculo (Dayereh, Irã, 2000) e Fora do Jogo (Offside, Irã, 2006). Ambos os filmes tratam dos direitos das mulheres, onde o primeiro é sobre a falta de perspectiva que o mundo sexista oferece a ex presidiarias, e o segundo é a luta de jovens para conseguir entrar em um estádio de futebol. Os mesmos questionamentos políticos estão em Taxi Teerã, isso porque Panahi não é apenas um diretor, ele é maior que isso, é um ativista, militante. Após sua prisão, é visível que não existe mais espaço para qualquer outro tipo de temática a não ser a da resistência, o que ele deixa bem claro no seu mais recente filme. Ele cria o "falso" documentário, que diante do perigo de expor as opiniões dos seus conterrâneos, ele preferiu transformar em um exercício metalinguístico, de reflexão de sua própria trajetória cinematográfica. Atores amadores se transformam em seus passageiros, e as poucos Panahi coloca as superstições, os medos e o “jeitinho iraniano” de viver em uma ditadura teocrática. Sem muitos artifícios, a câmera faz o enquadramento do motorista e o passageiro, utilizando a iluminação natural e com raros intervalos com trilha sonora imposta. As conversas são sinceras, os debates são cômicos e dinâmicos. Entretanto, a última passageira é conhecida, #NasrinSotoudeh entra em cena para fechar o filme com chave de ouro. Advogada proibida por dez anos de trabalhar, além de seus vinte anos impossibilitada de sair do país e seus já completados sete anos de prisão, ela é hoje uma ativista forte dos direitos humanos do #Irã. Com Panahi constrói um diálogo riquíssimo e emocionante. O grande sorriso em meio a suas duras palavras é bem-vindo e revigorantes, assim como a linda flor que ela dá ao espectador, em um desejo sincero de liberdade. Cinema no Irã é resistência, é arte transformada em luta.
Que filme bom é Eu, Você e a Garota que vai morrer (Me and Earl and the Dying Girl, EUA, 2015) de Alfonso Gomez-Rejon. Adaptado do livro de mesmo nome de Jesse Andrews, que assina o roteiro, o longo é um daqueles poucos que vencem o "clichê". Estamos carecas de saber como que filmes de doenças são batidos, entretanto este vai além do câncer da personagem "que vai morrer". Temos um enredo tão delicado com as angústias e desafios da adolescência, as decisões complicadas para futuro. A doença aqui não é a protagonista, é apenas o combustível necessário para que o personagem principal encare sua propria vida de maneira justa. Mas além disso, o principal de "Eu,Você e a Garota que vai morrer" é seu amor ao cinema. A beleza de mostrar a juventude rejuvenescer o cinema, e como este é fonte inegável de expressão pessoal. Sem dúvida, Alfonso Gomez-Rejon criou aqueles filmes que se torna inevitável um sorriso no rosto ao final, e um agradecimento enorme pelo seu tempo bem gasto. Grande Prêmio do Júri e do Público em Sundance 2015. #euvoceeagarotaquevaimorrer #MeandEarlandtheDyingGirl #alfonsogomezrejon #sundance2015
#Aquarius é um dos filmes que concorre a Palma de Ouro em Cannes, produção brasileira do diretor #KleberMendonçaFilho. Na apresentação do longa hoje, a equipe se manifestou sobre a situação politica atual do Brasil no tapete vermelho. Lindo! #cannes2016 #cannesfilmfestival #palmdor #vaibrasil
Eu estou adorando o Festival de Cannes deste ano! Muitos dos meus artistas preferidos estão atuando em varios filmes, se as produções são boas é outra história haha! Em tempo: exibição hoje de Peterson de Jim Jarmusch, protagonizado por Golshifteh Farahani e Adam Driver. Filme de drama melancolico, dizem os criticos. #cannes2016 #cannesfilmfestival #peterson #jimjarmusch #golshiftehfarahani #adamdriver
#MarionCotillard e #LouisGarrel ostentando charme e simpatia em Cannes, onde apresentam Mal de Pierres de Nicole Garcia, filme que concorre a Palma de Ouro. Que graça esses dois! #cannesfilmfestival #cannes2016 #maldepierres
Emma Watson como a mais bem vestida do #MetGala 2016, com o vestido feito de plástico reciclado. Emma mostrando como usar sua fama socialmente e ecologicamente responsavel. #emmawatson
Divulgado o poster de Juste la fin du monde, filme de Xavier Dolan, que está na Seleção Oficial do Festival de Cannes. Lindo poster por sinal! #xavierdolan #justelafindumonde #cannes2016
Daniel Day-Lewis, talvez o melhor ator e mais completo da atualidade. Foto linda em P&B. #DanielDayLewis
Noite de filmes dançantes clássicos na TV! Good Times da música. #flashdance #dirtydancing #telecinetouch
É complicado tentar decidir o que mais encanta em Baba Aziz - O Príncipe Que Contemplava Sua Alma (#BabAziz , le prince qui contemplait son âme, #Tunísia/França/Alemanha/Irã, 2006) de #NacerKhemir. A narrativa é realmente poética, de uma sensibilidade espiritual no roteiro de metáforas e sabedorias. Baba Aziz é um dervixe que acompanhado de sua neta, caminham pelo deserto em busca da reunião dos dervixes que acontece a cada 30 anos. Nesse caminho as histórias de outras pessoas se interlaçam, transformando o filme em um livro de história e #fantasia que busca unicamente o sentido do amor, da fé e sabedoria. Com uma trilha sonora sufista belíssima aos ouvidos, sempre embalada pelo Poema dos Átomos de #ArmandAmar, e uma fotografia absurda, Nacer Khemir constrói uma obra de arte. O diretor tunisiano sempre se identificou com a espiritualidade do seu povo, e em #BabaAziz ele mais uma vez resgata a tradição, cultura e fé dos saarianos. Muito bom!
#RakhshanBaniEtemad não permite que em seus roteiros a critica social não exista. Sempre pensando no papel que a #mulher emprega na sociedade #machista do #Irã, ela constrói narrativas que retiram os esteriótipos das mulheres de país #islâmicos, e coloca tais como são. Em #Mainline (#Khoonbazi, Irã, 2006), ela não aborda o início nem o fim da dependência das drogas, mas o meio. Como sempre em seus filmes, ela não dá muitas introduções nem finalizações, e sim extratos, parcelas de uma história que é comum. Sara (#BaranKosari) é #viciada em #heroína, sua mãe Sima (#BitaFarahi) está em uma viagem para leva-la para a reabilitação em uma clinica fora de #Teerã, onde ela acredita que terá melhores oportunidades para o tratamento. Mainline trata dessa trajetória, o que poderia ser simples, mas que se torna um inferno diante da forte dependência da jovem, e como que os relacionamentos familiares e amorosos interferem seus sua estabilidade emocional. Todo filmado em tom sépia, a diretora retira qualquer traço de vida e luz na narrativa, deixando apenas a frieza diante do drama e sofrimento da dependência. Ao final, uma ponta de cor surge, a luz que surge depois da escuridão. Talvez algum fruto com virtude possa crescer diante do sofrimento. #cinemairaniano
Dançando no Escuro (Dancer in the Dark, Dinamarca/Reino Unido/EUA, 2000) de Lars Von Trier. #dancerinthedark #dançandonoescuro #larsvontrier #cannes2000 #björk #bjork
O Último Poema do Rinoceronte (Fasle kargadan, Irã/Turquia, 2012) engloba partes dos diários do poeta iraniano #SadeghKamangar, para narrar uma saga triste de injustiça, inveja e obsessão. O diretor #BahmanGhobadi não poderia filmar tais cenas de tortura, criticas realistas e sofridas da Revolução Iraniana em seu país, por isso transfere o drama para Istambul, com elenco turco (#BerenSaat e #BelcimBilgin), e com direito a #MonicaBelluci com sua beleza eterna, interpretando a esposa que vive uma viuvez falsamente imposta. O poeta Sahel, interpretado pelo ator iraniano exilado e ativista #BehrouzVossoughi, é detido a 30 anos por uma subversão a Sagrada Republica do #Irã, e dito como morto. Com uma fotografia que repete ao surreal, Ghobadi interlaça a realidade contada com metáforas e mais metáforas que não fogem do contexto (embora complicadas de captar), tudo para que a poesia que constantemente é recitada seja absorvida. #OÚltimoPoemadoRinoceronte é em sua essência uma poesia fílmica, sem medo de tratar o #existencialismo e a #experimentação cinematográfica, e por isso merece #sensibilidade para captar a emoção que Ghobadi compartilha. #cinemairaniano
#ContosIranianos (#Ghesseha, #Irã, 2014) de #RakhshanBani-E'temad, são cronicas da luta cotidiana das mulheres que constroem o Irã de hoje. A narrativa que se divide em contos interligados por seus personagens principais, trás uma ironia recorrente, onde a diretora expõe a burocracia que se mistura com a má vontade das autoridades, e que se tornam combustíveis para que os problemas econômicos, sociais e políticos do Irã sejam dialogados. Mas são as personagens femininas que conduzem a narrativa: são idosas que enfrentam as autoridades e se torna voz de um grupo de operários, são mulheres que sustentam a casa sozinhas diante do #desemprego dos maridos, #mulheres que deram um basta na violência doméstica, mulheres que enfrentam a dura batalha do #vício. Com um final brilhante, digno do seu roteiro excelente, Rakhshan expoe um manifesto em defesa da liberdade criativa e cinematografica dos seus irmãos #cineastas. Ganhador do premio de Melhor Roteiro em Veneza 2014. Muito bom! #cinemairaniano #barankosari #veneza2014
Falar sobre as consequências da #guerra, é mais importante que abordar a guerra em si. Pois o que sobra é apenas os danos. Isso foi o que #AliceWinocour tentou em Transtorno (#Maryland, França, 2015), lançado em #Cannes2015. Com um roteiro com falhas em muitas passagens que necessitavam de explicações, a diretora conseguiu focar no drama principal: um #soldado que regressa da guerra e precisa restabelecer sua vida, diante dos traumas que ainda o assolam. #MatthiasSchoenaerts encarna muito bem o personagem, em que se vê plenamente marcado pela carga emocional do seu trabalho como soldado, e como é triste a inevitabilidade da #violência em si. Embora o relacionamento com a personagem de #DianeKruger tenha sido mal explorado, Transtorno é uma narrativa interessante sobre as consequências da guerra nas pessoas que as atuam.
Morre por um câncer a excelente e belissima atriz israelence Ronit Elkabetz, aos 51 anos de O Julgamento de Viviane Amsalem. Tão jovem! #ronitelkabetz #ojulgamentodevivianeamsalem #diasdecinefilia