Someone Great. Um filme.
30 são os novos 20.
Filme descontraído e despretencioso sobre terminar um relacionamento de nove anos na terceira decada da sua vida. Modernosa e antenada, a jornada atropelada de uma hora e meia não iria se beneficiar muito se tivesse mais tempo de tela. Os atropelos são narrativos, tendo a protagonista elucidando rapidamente todas as fases do seu luto pós término em 1 (eu disse um) maldito dia. Se o filme não fosse tão meigo, seria quase ofensivo. Mas a quimica do casal é sólida e te leva pela mão na catartíca, ainda que prematura experiência.
O resto da película acaba orbitando nesse terreno inverossímel pra fazer a jornada da "noite muito louca" ter seus vários cenários, por onde as amigi vão perambulando. Falando nelas, cada coadjuvante tem sua jornada paralela de descobrimento, o que acaba soando um pouco forçado e menos impactante pelo pouco desenvolvimento das personagens. Dorgas e bebida ganham aquela passada de pano bruta e tudo é mais limpo e confortável do que seria na vida real. É um filme bobinho mas a carta escrita no metrô pegou pesado o suficiente pra mexer comigo e botar um sorriso perdido no meu rosto sem boca. No final, esses bons momentos justificaram o investimento baixo, sem que sentisse ter perdido meu tempo. É quarentena. Me dá meu pote de sorvete de mousse de limão siciliano e mim deixa.








