hermoso coloreado de un fragmento del cap 110 de shingeki no kyojin donde se puede ver a armin y a annie aun en el cristal <3
créditos: a Brenda Ramirez Servian del grupo de facebook “ Testigos de Isayama “
seen from Brazil

seen from United States
seen from Canada

seen from United States
seen from China

seen from China
seen from Malaysia

seen from Türkiye

seen from Malaysia
seen from United States

seen from Türkiye
seen from Hong Kong SAR China
seen from United States

seen from United States
seen from China

seen from China
seen from Türkiye
seen from United States
seen from Malaysia
seen from China
hermoso coloreado de un fragmento del cap 110 de shingeki no kyojin donde se puede ver a armin y a annie aun en el cristal <3
créditos: a Brenda Ramirez Servian del grupo de facebook “ Testigos de Isayama “
#cap110 #nuevatransformacion #gokuvsjirenthegray
#lediamant #martinique #cap110 #memorialcap110 #drone #phanton3 #westindies (à Cap 110)
#lediamant #martinique #cap110 #memorialcap110 #drone #phanton3 (à Cap 110)
8/365. A little girl wanders through the Answ Cafard Slave Memorial. 20 towering stone effigies commemorate the lives of the slaves lost in a shipwreck off the southwest coast of Martinique. In 1835, almost 20 years after the importation of slaves was made illegal, a ship carrying slaves crashed into the rocky shores of Martinique claiming half the lives on board. The statues bow their heads to the sea, shoulders drawn up, huddled against the winds that roll across the cliffs. #slavery #cap110 #ansecafardslavememorial #lansecaffard #nomad #nomadpicturestudios #adpaterniti #antoniodpaterniti #martinique #lesserantilles #westindies #rocherdudiamant (at Cap 110)
Capítulo 110
"QUANDO EU BOTAR MINHAS MÃOS DO CASTIEL EU VOU ACABAR COM ELE !" Ambre esbravejava.
Era legal ver que Azriel mesmo com super força não fazia esforço pra sair das mãos da Ambre.
"A-Ambre . . . Pode me soltar ?" Azriel dizia.
"SOLTO SIM QUERIDO ! E VOCÊ VOCÊ VAI CONTAR TUDO !! DETALHADAMENTE !! O QUE ERA AQUELE CARA NO NOTICIÁRIO ??" Ambre dizia.
Azriel olhava pra todos na sala, sem jeito.
". . . Tá . . . Castiel falou que pra eu me manter sem ficar matando pessoas era melhor eu fazer pacto com outras pessoas.
Ele sabia que eu não queria ficar matando . . . Então nós procuramos alguém . . . Ele me convenceu que seria uma boa ideia um criminoso porque ele iria matar pra recuperar energia sem problemas, e eu não ia precisar matar mais ninguém . . .
Então pegamos um criminoso qualquer e fizemos pacto . . ." Azriel dizia sem graça.
"AZRIEL !! É UM CRIMINOSO ! ELE VAI MATAR GENTE INOCENTE !!" Ambre gritava.
"Ele prometeu que não ia matar . . . " Azriel respondia sem graça.
"MEU DEUS ! VOCÊ É BURRO IGUAL O CASTIEL ?? SÉRIO QUE CONFIOU EM UM CRIMINOSO ??" Ambre estava MUITO vermelha . . .
". . . Sim . . . Eu . . . Eu falei pra ele que se eu soubesse que ele matou um inocente eu ia acabar com o pacto e acabar com a vida dele sem dó . . . E ele pareceu ter tido medo . . . Eu até inventei que saberia tudo que ele faz." Azriel dizia tímido.
"Olha . . . Ele inventou uma boa desculpa . . . " Armin dizia baixo.
"Mas com essa cara de hamster ele conseguiu por medo em um bandido ?" Dake dizia olhando pra ele.
Azriel estava com um olhar tristonho direcionado ao chão, realmente era de se questionar o que o Dake falou . . . Então de repente ele olhou pro Dake de uma forma . . . Que causou até arrepio.
A expressão dele ficou tão . . . estranha.
"Eu tenho meus artifícios . . . " Azriel dizia com aquele sorriso estranho dele.
Não era um sorriso assustador em si, mas . . . Dava pra entender que ele era capaz de mudar a cara de "hamster" dele.
"OK . . . Confesso que com sua explicação fiquei um pouco mais tranquila . . . Você parece ter tudo sobre controle diferente do Castiel . . . " Ambre respondeu.
"E tenho ! Tudo mesmo ! Lysandre, esse bandido, até mesmo o Castiel está sob meu controle" Azriel sorria gentilmente enquanto falava a respeito.
É um tanto quanto estranho e medonho ouvir isso . . .
"É mesmo, Dakota, não contamos quem é o Azriel."Nathaniel dizia.
"Eu já sei . . . Ouvi meu tio falando a respeito dele . . . " Dake respondia.
"Seu . . . Tio ? E o que seu tio disse ?" Armin questionava.
"Ele falava que o Azriel era o corpo enterrado do Castiel, e que o Castiel de verdade tá de volta. Eu não pude ouvir muito na verdade. Ele estava conversando com a diretora e eu tentei ouvir.
Ele me pegou e quebrou meu bra--. . . Esquece." Dake encolheu um pouco o braço dele e interrompeu a própria frase.
Todos entenderam bem na mesma hora e se silenciaram.
"Sinto muito . . . " Ambre falou sentida.
"TERMINA A FRASE PORRA !" Castiel gritava na janela.
"ah então voltou ?!" Ambre falava já correndo pra porta em direção ao Castiel que apressadamente foi embora e ela correu atrás.
"Dakota . . . Você tem que reagir a seu tio . . . " Nathaniel dizia.
"Reagir ? Tá doido ?? Ele vai me meter a porrada se eu reagir ! Ele já faz isso sem eu reagir.
E outra, o que vai ser de mim ? É meu tio quem me cria . . . "Eu e Armin sabíamos a historia toda do Dake. Os demais só sabiam o básico e descobriram a pouco tempo sobre o tio do Dake . . .
"Eu . . . Queria poder ajudar . . . Deve ser horrível isso de depender de uma pessoa que cuida de você por obrigação . . . " Azriel dizia em tom tristonho.
"E é . . . Mas tudo bem, já acostumei. Eu acho melhor eu ir antes que fique muito tarde." Dake dizia olhando pela janela.
"Eu . . . tava pensando em ir na sua casa Nathaniel. Posso ? Quero falar umas coisas contigo." Armin dizia sem mais nem menos.
Eu pensei que ele provavelmente queria falar sobre o rapto dele.
"E precisa perguntar desde quando ? Até porque eu tenho coisas pra perguntar também." Nathaniel respondia.
"E-Eu posso ir ?" perguntei me metendo.
"Claro ! Vocês são sempre bem vindos. Mas . . . Algum motivo especifico assim como o Armin ?" Nathaniel perguntou.
Eu fiquei sem jeito, meio gaga.
"Eu quem convidei ! Eu quero contar pra ela a respeito de umas duvidas que ela tinha sobre o Charlie. Né Boreal ?" Azriel dizia gentilmente.
Azriel parecia ter entendido que eu tinha algo pra fazer mas não questionou, só virou meu cúmplice de uma hora pra outra.
Eu queria ir unicamente pra tentar descobrir e ouvir a conversa do Nath e do Armin.
Respondi positivamente concordando com o Azriel.
Conhecendo o Armin como conheço, é bem capaz dele ter desconfiado de tudo. . .
Então todos nos retiramos.
Ao sairmos, vimos Ambre e Castiel parados aparentemente conversando . . . E tinha uma terceira pessoa. Era o Boris.
Boris veio até nós aos berros.
"O que está fazendo aqui Dakota ? Eu falei pra me ajudar no colégio" Ele dizia.
"Eu só vim visitar meus amigos tio . . . Já estava indo pra casa." Dake respondia sem jeito.
"Já falei que estava de castigo ! Porque me desobedeceu ??" Boris então agarrou o braço quebrado do Dake enquanto puxava ele pra perto. Dake gritava de dor.
"BORIS ! O BRAÇO DO DAKOTA TA QUEBRADO ! COMO PODE PEGAR ELE DESSE JEITO ?!" Ambre gritava.
"ESTOU NERVOSO ! FIZ SEM QUERER. DESCULPE DAKE, VAMOS." Boris gritava irritado.
Dake olhava desesperado enquanto pressionava o braço quebrado.
"Você já foi em um hospital ver esse braço ?" questionei.
Boris então enquanto saía voltou a puxar o Dake pelo braço quebrado.
Dake gemia baixo, tentando conter a dor, ele não me respondia . . . Era uma cena horrível da qual não podíamos nos meter.
Porém . . . Castiel deu um soco servido no Boris.
Todos ficaram surpresos na hora, inclusive o próprio Dake.
"PORRA ! VOCÊ TÁ PUXANDO ELE PELO BRAÇO QUEBRADO DE NOVO ?!" Castiel gritava.
"COMO OUSA ?! EU SOU SEU PROFESSOR MENINO !" O Boris estava claramente pra explodir já.
"FODA-SE. ME EXPULSA PORRA. NÃO GOSTO DAQUELA ESCOLA MESMO. AGORA FICAR PUXANDO O CARA PELO BRAÇO QUEBRADO ?! NEM EU QUE ODEIO ELE FAÇO ESSAS MERDAS ! VOCÊ É TIO DELE !" Castiel gritava.
"FOI SEM QUERER ! OLHA . . . EU NÃO VOU FICAR MAIS TEMPO AQUI. NÃO DEVO SATISFAÇÃO PRA VOCÊ DE COMO CRIO MEU SOBRINHO. Mas saiba que será devidamente punido por ter socado seu professor !" Boris respondia puxando o Dake pelo outro braço e se retirando do local.
"FODA-SE A SUSPENSÃO OU A EXPULSÃO ! APRENDE A SER GENTE SEU VERME." Castiel continuou a gritar.
Estavam todos ainda assustados no local.
"MANO ! TO QUASE INDO ATRÁS DESSE MERDA . . . EU TENHO CERTEZA QUE ELE VAI FAZER DE NOVO." Castiel falava irritado.
"Castiel . . . Estou admirada . . . Você defendeu o Dakota !" falei me aproximando ainda espantada.
"PORRA ! EU ODEIO ESSE MOLEQUE. MAS O CARA TAVA NA DELE !
BORIS É O TIO DELE CARA ! COMO ELE PODE PUXAR O BRAÇO QUEBRADO DO DAKOTA ?? AQUELA PORRA TA ROXA ! " Castiel gritava ainda mais.
"Então não fui o único que notou que o braço dele tava roxo . . . " Armin falou baixo.
Todos nós entramos no carro do Nathaniel.
Castiel parecia inquieto o tempo todo. O clima estava bem tenso.
"Castiel . . . Você tá bem inquieto . . . "Ambre dizia.
"Claro . . . Se na nossa frente aquele escroto fez essas coisas com o Dake, imagina por trás ?" Castiel falava.
"Ele tem um ponto . . . Mas eu fiquei incomodado com uma coisa . . . O que levou o Boris a tratar o Dakota daquele jeito na frente de tantos alunos ?" Nathaniel dizia.
"Eu acho que ele meio que pretendia nos intimidar. Mostrar que não tem medo nenhum de nós . . .Pelo que Dakota nos informou, eles sabem mais do que demonstram . . . E talvez até saibam mais da identidade verdadeira do Azriel que nós . . . " Armin respondia.
Alexy o tempo todo se mantinha quieto e só prestava atenção nas conversas e interações.
Azriel parecia inquieto após a ultima citação de seu nome.
Já estávamos na casa do Nathaniel quando o Azriel chamou a atenção de todos ao puxar um assunto que havia sido esquecido dentro do carro.
"Quando . . . Vocês dizem identidade, estão se referindo ao dono do corpo ?" Azriel perguntava sem jeito.
"Também . . . Porque ? Tem algo pra nos contar ?" Armin retrucava com o olhar mais sério que ele poderia lançar . . .
Porém, Azriel ficou em silêncio.
Quando todos estavam na sala Azriel começou a falar sem mais nem menos.
". . . Meu nome verdadeiro é Dylan . . . " Azriel dizia.
"Decidiu falar finalmente ?" Armin questionou.
"Sim . . . Eu . . . Queria agradecer a oportunidade de ir pra escola, ter amigos e essas coisas sabe . . . " Ele dizia.
"Então . . . Decidiu que vai contar com detalhes quem é você, Dylan ?" Nathaniel questionou.
"Sim . . . Eu . . . agora confio em vocês . . . Mas . . . Podem continuar me chamando de Azriel ? Eu gosto desse nome . . . Dylan não é um nome que me traz boas lembranças. Agora sou Azriel . . . E . . . Eu quero contar sobre quem é Dylan." ele respondeu.
Ele parecia bem sério e determinado a contar tudo . . .
"E quem é Dylan então ? Conte sobre o Dylan antes dele virar o Azriel . . ." Ambre completou.
"Dylan . . . Era um menino fracassado, sem futuro que dependia de todo mundo e que morreu se matando. Ele era infeliz e depressivo. Dylan era tão fracassado que ficou vagando por ai esse tempo todo sem rumo depois de morto. Ele era fraco, triste, sem amigos, nem a família tinha paciência com ele, cuidavam por pena e obrigação . . . " Azriel dizia.
"Azriel . . . Você parece não gostar do seu passado . . . " eu estava com um dó do olhar dele.
Ele não olhava pra gente nunca enquanto falava.
"E não gosto. Por isso quando vocês me trouxeram de volta a vida eu pensei . . . Que eu fui abençoado.
É horrível ter que matar pra viver . . . Mas acho um preço justo já que nunca vivi."
"Azriel, não diga isso. Sua vida era preciosa. Você vivia antes de ser Azriel independente dos seus problemas." Nathaniel falou com timbre terno.
"Eu nunca vivi . . . Eu nunca fui pra escola, nunca tive amigos, eu evitava até minha imagem no espelho.
Sabe, o Dylan não andava.
O Dylan tinha uma saúde frágil e mal conseguia se locomover.
Dylan tinha que tomar remédios frequentemente.
A vida era . . . Ficar deitado na base de remédios vendo a "vida" passar.
As vezes ele era levado pro quintal com uma cadeira de rodas . . . Mas com o tempo eles pararam de levar o Dylan pra fora . . . Porque ele era praticamente um vegetal mesmo, pra que vão levar um menino que mal se mexe pra fora de casa ? O que o menino vai fazer ? Olhar a rua ? Ele que se conforme com a visão da janela e olhe lá . . .
Os poucos movimentos que Dylan fazia era pra tomar remédios ou levantar um pouco pra olhar pela janela do quarto.
Ele fazia fisioterapia . . . Com o tempo desistiram de pagar isso pra ele. Era dinheiro gasto atoa. Ele nunca melhoraria mesmo.
Seus ossos da perna começaram a atrofiar.
Mas Dylan tentava se movimentar ainda assim, sozinho, nem que fosse os braços pra fazer algo. Desenhos eram seu único hobby além de leitura e um console portátil que tinha apenas um jogo sempre.
Dylan se esforçava pra ler ou jogar algo . . . Mas ele ficava cansado rapidamente.
Ver aqueles alunos indo e vindo da escola todo dia pela janela . . . Era tortura.
Dylan não queria muita coisa na vida sabe ? O que é normal pra vocês era anormal pra ele.
Ele só queria ir pra escola, andar, comer bobagens, passear com amigos, RESPIRAR sem sentir dor . . . Não queria super poderes, bens materiais, nada disso . . .
Tinha um espelho do lado esquerdo que foi quebrado com pratos de comida sendo atirados sobre ele.
Sabe o quanto foi difícil jogar aqueles pratos ? Um ato simples como levantar um prato e atirar era tão difícil . . . Parecia tão fácil ver outras pessoas fazendo.
Dylan tinha pouca melanina, dava pra ver as veias de longe. Seu cabelo era loiro palha e sua pele tinha aspecto horrível. O corpo era magro.
O dia que o Dylan acordou com um corpo forte, que se movimentava e que tinha boa aparência foi o melhor dia do mundo . . . Dylan morreu e deu espaço pro Azriel." ele completou . . . Aquilo me deixou chocada e muito sentida.
"Você então . . . É uma alma comum ?" Armin perguntou.
"A menos que minhas lembranças sejam forjadas . . . sim . . . Eu era só um menino de 15 anos que se matou. Provoquei uma overdose com os medicamentos que eu tinha que tomar quando senti que estava perdendo os movimentos das mãos. Deve ter sido um alivio pros familiares que estavam de saco cheio do Dylan. . . Eu gostaria de ver como eles estão agora . . .
Desculpa não poder ajudar com a memória do dono desse corpo . . . Mas . . . Espero que por eu não ser útil vocês não queiram me mandar de volta.
Eu . . . Sinto como isso fosse uma segunda chance.
Fazer a coisa certa. Viver a vida que eu nunca vivi. Essa segunda chance que me foi dada . . . Eu quero aproveitar ela.
Eu me senti obrigado a contar pra vocês porque vocês me deram essa segunda chance.
Eu não quis contar antes porque queria fingir que o Dylan nunca existiu . . . E porque tive medo de que ao saber que eu não sei nada sobre o dono do corpo iria acarretar em vocês me mandando de volta pro nada já que sou inútil pras pesquisas de vocês.
Por favor . . . Não me matem. Eu sei que vocês me deram a vida e se quiserem podem tirar já que eu to sendo um peso de papel . . . Mas eu imploro . . . Eu quero viver pela primeira vez."
Eu ali abracei o Azriel. Que me abraçou de volta e claramente chorava.
Me deu tanta pena . . .
Ele se afastou um pouco e começou a chorar inda mais.
"Você não é inútil. E nem foi.
Sabe, graças a você descobrimos algo muito importante." Armin falava sorrindo gentilmente pro Azriel.
"O que ?" os olhos do Azriel brilhavam com tanta inocência.
"O que eu já tinha 95% de certeza. Que almas comuns podem vir pro corpo usado em um ritual."
"Nós nunca faríamos isso Azriel. Te matar por ser inútil . . . Que horrível essa ideia. Além do mais, não existe essa de ser inútil. Você é importante." Nathaniel falava gentilmente.
"Você teria que tentar matar algum de nós pra que chegássemos a esse extremo. E dependendo de quem fosse até te daríamos uma medalha. Castiel por exemplo, se matar ele te damos presentes." Ambre brincava.
Azriel já estava sorrindo a essa altura mas ele ainda chorava ao mesmo tempo.
Ouvir a historia de vida do Azriel me fez entender muitas das suas atitudes, gestos e afins.
E me fez ficar ainda mais apegada a ele.
Castiel estava inquieto o tempo todo balançando a perna compulsivamente. Ele então se levantou repentinamente.
Ainda inquieto Castiel dizia "Eu vou atrás do Dake." e já foi saindo sem falar mais nada.
Ele realmente ficou incomodado com a forma que o Dake foi tratado pelo tio dele . . . E sendo o Castiel eu tenho medo do que ele possa fazer.
"VOCÊ TÁ FALANDO SÉRIO CASTIEL ?" Ele nem deu chance de nos recobrarmos da historia toda que tínhamos acabado de ouvir, que aliás, ele parecia saber tudo sobre a historia referente ao Azriel.
"Eu . . . eu vou contigo . . . Pra evitar que faça bosta." Ambre falava levantando de uma vez e correndo atrás dele.
Achei bom . . . Porque vindo do Castiel, era bem capaz mesmo. Ambre será o freio dele.
Ficou eu, Nathaniel, Alexy, Armin e Azriel sozinhos.
"Alexy . . . Tá calado . . . " falei.
"Sim . . To tentando assimilar tudo e acompanhar o raciocínio de vocês. Finja que não existo e prossigam." ele dizia sorrindo.
"Bem . . . Eu preciso falar com você Nathaniel. Podemos ? Lá no escritório ?" Armin dizia apontando pro escritório. Eu sabia bem que seria como da ultima vez.
E mais uma vez eles ficam de segredinhos . . . Eu não posso julgar 100% já que mesmo quando eu namorava o Nathaniel eu procurava o Armin pra desabafar . . .
Eu fico feliz que eles sejam amigos . .. Mas eu queria que ele confiasse mais em mim . . .
Ele sempre disse que confiava em mim acima de todos . . .Porque ele não confia seus problemas e desabafos pra mim ? Eu queria tanto . . .
Não quero que ele deixe de ter amizade com o Nathaniel, até porque sei que isso é importante pra ele, mas . . . . Queria ser inclusa nesses problemas dele.
Eu entendo que ele faz muito disso por preocupação comigo . . . Mas . . . Não consigo lidar bem.
"Tanto faz, eu vou ficar aqui com a Boreal e o Azriel." Alexy dizia.
Enquanto o Alexy dizia isso e o Armin se retirava com o Nath, o celular de ambos começou a tocar.
Os dois se olharam e atenderam ambos pareceram muito assustados na ligação.
Sem falar nada eles se despediram rapidamente e saíram correndo do local.
"Desculpa Boreal, Azriel, Nathaniel. É urgente. Temos que ir ver nossa mãe." Alexy falava desesperado. Nathaniel não questionou nada. Só falou boa sorte . . . E eu ? Armin ou Alexy mal se despediram . . . Armin na verdade sequer falou . . . Sei que não é o melhor momento pra ficar sentida com falta de "despedida" mas . . . Foi inevitável.
Armin está tão frio . . .
Eu e Nathaniel ficamos sozinhos com o Azriel . . . Eu . . . Não ia ficar mais tempo ali.
Não tinha sentido.
Eu não tinha nada pra falar com o Nathaniel nem com o Azriel, e estava magoada e perdida com a situação toda.
Nathaniel sem graça perguntou se estava tudo bem.
"Sim . . . Só . . . Vou pra casa . . . " respondi cabisbaixa.
"O dia está uma correria . . . Quer que meu motorista leve você ?" Nath perguntava.
"Não . . . Prefiro ir sozinha . . . Desculpa qualquer coisa . . ." respondi saindo.
Nathaniel e Azriel me acompanharam até o portão. Nathaniel insistiu varias vezes pra que seu motorista me levasse e eu recusei todas . . . Eu queria ir sozinha.
Eu queria comprar coisas no caminho, queria pensar sozinha . . .
Por fim ele falou que em caso de emergência eu devia ligar pra ele.
Apenas sorri e agradeci.
Eu gosto do fato de sermos amigos mesmo depois de tudo que passamos juntos.
Eu realmente não sinto como se ele desse em cima de mim e gosto disso.
Em casa só me restou remoer tudo até o dia seguinte . . . Eu queria muito saber o que tinha acontecido com a mãe do Armin e do Alexy . . . Mas ligar pra eles era inútil.
Só dava caixa postal . . .
São tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo que nem me dão tempo de pensar.
E eu tenho andado muito preocupada com o Armin . . . Foi agoniante aquela noite pensando no pior.
Na manhã seguinte antes de ir pro colégio, eu encontrei com o Armin já cedo na frente da minha casa com o Alexy.
Era bem cedo mesmo, afinal, minha mãe quem me avisou que eles estavam lá na frente, e inclusive ela chamou eles pra dentro de casa. Eu mal tinha acordado.
Engraçado que o Armin não foi no meu quarto como ele sempre faz.
Desci sonolenta e cumprimentei Alexy e Armin. Ainda estava de pijama.
"Tá tudo bem ?" Perguntei.
"Tá sim." Alexy respondia um pouco desanimado.
Minha mãe ofereceu café da manhã e o Alexy recusou sem rodeios. Ele estava um tanto quanto desanimado.
Armin por sua vez, recusou.
Eu chamei ele pra me acompanhar pro meu quarto enquanto eu iria me arrumar pro colégio e pra questionar a respeito da mãe deles.
Minha mãe estava um pouco receosa com tudo, por conta das coisas que ela descobriu, minha gravidez e tudo mais, que inclusive eu não havia contado ainda pro Armin que eu dei a noticia pra ela.
"Desculpa por ontem ter saído do nada. Minha mãe foi parar no hospital . . ." Armin dizia normalmente enquanto fechava a porta do meu quarto.
"O que houve com ela ? Tem a ver com o horário que vieram ? É estranho vir esse horário" perguntei assustada.
"Ela passou mal e tá internada. Não sabemos bem o que é ainda." Armin continuou a explicar com aquele olhar inexpressivo dele de sempre.
" Meu Deus . . . Eu espero que ela fique bem e não seja nada grave . . . " Eu não sabia bem o que falar, sinceramente.
Armin respirou fundo antes de esboçar um sorriso enorme.
"Tá tudo bem. É bom que assim ela grita menos ! Eu e meu pai vamos ter uma folga ! Isso é maravilhoso ! Ter dor de cabeça constante por causa dos gritos dela é complicado. Pode-se dizer que estamos de férias da minha mãe." Armin ria normalmente, como ele faz sempre que solta as piadinhas dele.
Mas . . . Ultimamente não tenho confiado nas piadas nem risadas dele.
Até porque sei que ele ama demais os pais . . .
"Armin tá tudo bem ?" perguntei.
"Tá ué. É só uma internação. Como falei, férias. Logo ela volta pra casa. Até lá vou aproveitar a liberdade e a TV da sala." Armin respondia de forma energética.
Eu tentei rir dos comentários dele mas . . . Estava quase impossível. Ele com certeza notou minha falsidade nos meus sorrisos.
"Vai logo se arrumar antes que eu termine te agarrando." ele falava rindo.
"Eu não me importaria . . . " tentei brincar.
"Não fala isso . . . Meu irmão tá la embaixo esperando a gente e seus pais estão em casa." Armin ria enquanto puxava a blusa do meu pijama.
Não enrolei muito e não me entreguei as brincadeiras dele, logo saímos pro colégio.
Armin estava mais animado e energético hoje.
Talvez fosse tudo um enorme fingimento, talvez fosse sincero ou talvez até uma mistura dos dois. Mas eu estava me sentindo mais a vontade.
Inclusive ele não estava com aquele desespero dele por me dar a mão . . . Acho isso bom até certo ponto.
"Armin, o que ia falar com o Nathaniel ontem ?" perguntei.
"Assunto de menino." Armin respondeu.
"Desde quando você é sexista desse jeito ?" eu empurrei ele rindo.
"Aprendi com o Castiel." Alexy parecia ignorar nós dois a todo momento. Aliás, ele parecia ignorar ate a rua.
Estava tão avoado.
Chegando na escola perguntei pro Alexy novamente se estava tudo bem.
Ele só balançou a cabeça positivamente e continuou cabisbaixo.
Alexy não falava nada, só ficava quieto.
"Eu . . . Vou beber água . . . " ele então se retirou.
"Alexy tá mal com isso né ?" eu perguntei pro Armin.
". . . Ele só foi beber água. . ." Armin falava firmemente e sério.
Claramente ele tentava ocultar o humor do irmão dele . . .
No corredor encontramos a Ambre inquieta.
"Ambre ! Como foi ontem ?" Armin perguntava.
No dia anterior Armin estava muito calado e quase não questionava nada, mas hoje, ele estava questionando e agitado com tudo.
"O tio do Dakota discutiu muito comigo e com o Castiel.
Castiel tentou forçar o Dakota a sair de lá e o Dakota chorou e gritou com o Castiel.
Castiel saiu de lá se sentindo péssimo . . . Ele tá muito frustrado e o Boris chamou ele na diretoria hoje.
Quando chegamos na casa do Dakota literalmente o tio dele estava gritando com ele horrores. . .
Castiel arrombou a casa do Dakota e bem . . . o braço do Dakota está em estado bem grave.
Ele estava sem as faixas e o braço dele estava muito MUITO machucado.
Dakota estava acuado em um canto da sala quando entramos, sem blusa, sentado e segurando o próprio braço.Era uma ena deplorável.
Tentamos levar ele num hospital, mas o tio dele insistia que estava tudo bem e que ele estava indo no hospital frequentemente.
Foi ali que eu me irritei e me meti.
Tivemos um debate gigante até o Dakota expulsar nós dois aos prantos. . . Boris até afirmou que a prova de que ele cuidava bem do sobrinho era que o próprio estava reclamando de nosso enxerimento.
Eu estou muito preocupada com ele . . . Principalmente com o que o Boris possa ter feito depois que saímos.
Ele não veio hoje. . . " ouvir aquelas atrocidades me deixou em pânico.
E Armin parecia muito assustado.
". . . Nós . . . Temos que nos meter. Temos que nos meter antes que seja tarde demais pro Dakota!" Armin falava.
Então ouvimos uma porta batendo e saindo de lá o Castiel irritado.
Era a porta da diretoria.
"ENFIA ESSA SUSPENSÃO NO CU ! VOCÊS TODOS ! SE QUISEREM ME EXPULSAR QUE EXPULSEM ! MAS NÃO VAI FICAR BARATO !! AQUILO QUE EU VI NÃO É TRATAMENTO QUE SE DÊ NEM PRA PRESIDIÁRIO SEU TIO DE MERDA !" Castiel saía gritando com alguns professores atrás dele.
Professor Faraize segurou o Castiel com força, que estava encarando ele com ódio.
Armin, Ambre e eu nos aproximamos pra tentar ajudar.
"Me solta." Castiel dizia irritado.
"Volte pra diretoria ! Não terminamos de conversar com você." Faraize respondia.
"EU JÁ TERMINEI ! QUERO MAIS QUE ME EXPULSEM !" Castiel gritava empurrando o Faraize.
Faraize então segurou o Castiel ainda com mais força, Castiel chegou a gemer de dor. Claramente a força dele era maior que a do Castiel . . .
Armin estava pra se meter já ao ver o que estava acontecendo.
"Você é professor ! Como pode machucar um aluno ?" Armin dizia.
"Eu não o machuquei. Só pedi pra que volte." Faraize respondia.
"Não ?? OLHA A PORRA DO MEU BRAÇO ! MAIS UM POUCO VOCÊ QUEBRA ELE !" Castiel gritava.
Faraize começou a puxar Castiel de volta pra diretoria quando o Azriel se meteu.
"O que está acontecendo ?" Azriel perguntava.
"Faraize quer dar uma suspensão no Castiel eu acho . . . Tá tudo confuso. O que importa é que ele machucou o Castiel." Ambre respondia aos prantos.
Azriel então foi atrás do Faraize.
"Com licença professor Faraize." Azriel dizia.
"Diga." Faraize estava impaciente.
"Desculpa me meter mas . . . Você não pode tocar em um aluno dessa forma. Castiel está machucado e poderia denunciar o colégio. Mesmo que seja pra suspensão." Azriel dizia educadamente enquanto segurava o braço do Faraize.
"Desculpe, tem razão.Mas esse rapaz deve responder por ter faltado respeito com professores." Faraize respondia.
"Oras . . . Não precisa dessa brutalidade. Ou vocês vão querer responder por faltar respeito com os alunos ? Temos testemunhas. Só de logo a suspensão e libere o Castiel. Ele é emancipado e sabe se cuidar." Azriel falava sério.
"EU JÁ PEGUEI A PORRA DO PAPEL ! NÃO SEI PRA QUE ESTÃO ME LEVANDO PRA DIRETORIA DE NOVO !" Castiel gritava.
Faraize encarou nós todos antes de soltar o Castiel de uma vez.
Azriel sorria gentilmente enquanto agradecia.
Quando Ariel se virou, Faraize apertou o braço do Azriel, que olhou surpreso, então finalmente ele foi embora.
Fomos todos pra entrada do colégio.
O braço do Castiel estava bem vermelho e ele xingava horrores.
Azriel ainda estava pálido (mais que o normal se levarmos em conta que ele é pálido naturalmente) questionando tudo.
"O que houve Azriel ?" Armin perguntava.
"A força do Faraize . . . Eu não sinto quando me pegam com força, me socam ou coisas do tipo . . . Mas . . . Veja." Azriel então levantou a manga de seu suéter.
Seu braço estava MUITO vermelho.
"Você acha . . . " Ambre falava espantada.
"Sim . . . Acho que ele tem super força . . . " Azriel dizia assustado.
"Mas . . . Ele teria que ser um morto vivo como você certo ? Ou ter feito pacto com alguém . . .Tem mais alguém morto vivo por ai ?? Porque pela sua expressão, ele não fez pacto contigo . . . " Armin perguntou assustado.
O clima tinha ficado muito tenso naquele momento.
Ouvimos então uma voz familiar vinda da rua.
"BOREAL ! QUE BOM QUE NÃO ENTROU NO COLÉGIO AINDA !! PRECISO---" era a Debrah . . .A Debrah se interrompeu ao ver o Castiel . . . E o Azriel.
"EU NÃO ACREDITO . . . CASTIEL ?!" Debrah falou espantada.
"PUTA MERDA ! PORQUE ME ESSA CABEÇUDA TÁ AQUI ? NÃO QUERO VER ELA NEM PINTADA DE OURO !" Castiel gritava.
"Bom dia senhorita" Azriel acenava sorridente.
Meu Deus . . . Que encontro aleatório e . . . Surpreso.
[<< CAPITULO ANTERIOR] ✖ [PROXIMO CAPITULO>>]
Cap 110
Cap 110 is a memorial in slave’s honour based in Anse Caffard (Martinique). It is composed of 15 statues put in triangle to represent triangular trade who have their face in the sea direction. It represents slave ships wreck victims of the 8th April 1830 during the trip between Africa and the Caribbean. These slaves were in dreadful conditions and some died during the trip.
Source :
Guide Martinique




