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#printscream📷 #Cap89. No me gusta que traiga sus queridas a mi casa 😒.Que celosa és #victoriabalvanera 😂🙈❤ de su amor #joseangelarriaga jejejeje #ErikaBuenfil #EduardoYañez #amoresverdaderos https://www.instagram.com/p/Brd4qtUAK-H/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=18jici9fq6qyv
Capítulo 89
Melody olhava com uma mistura de raiva e vitoria no olhar.
Ela então saiu da sala de uma vez gritando o nome do Nathaniel.
Eu e o Lysandre nos olhamos e já corremos em seguida atrás dela, segurando ela no meio do caminho.
"Onde pensa que vai ?!" Eu gritei.
"VOU CONTAR TUDO PRO NATHANIEL ! A NAMORADINHA SEM CARÁTER QUE ELE ARRUMOU !! ELE PREFERIU UMA TRAIDORA ESQUISITA E DEFORMADA FEITO VOCÊ DO QUE EU !" ela gritava.
Ouvir "deformada" me doeu sabe . . . Doeu bastante.
Lysandre com certeza reparou e tomou frente.
"A única sem caráter aqui é você que está inventando coisas sobre a Boreal." O Lysandre então se meteu e parecia irritado.
"INVENTEI NADA NÃO ! EU VI VOCÊS DOIS SE BEIJANDO !!! A PROVA QUE EU TO CERTA É QUE VIERAM ATRÁS DE MIM !!" ela gritava ainda mais.
"Claro ! Você vai distorcer tudo que aconteceu pro Nathaniel !!" eu puxei o braço dela de uma vez que se soltou em seguida e voltou a correr gritando pelo Nathaniel.
O Nathaniel estava no grêmio. A escola estava vazia . . .
Eu e Lysandre fomos correndo atrás dela que fechou a porta do grêmio impedindo que entrássemos lá.
Eu comecei a gritar a bater na porta.
"Abre essa porta Melody ! Nathaniel não acredita nela" eu gritava mais e mais.
O Lysandre então tomou frente e mexendo na fechadura ele abriu a porta ! Eu havia me esquecido dessa especialidade dele . . . Que aliás . . . Nunca parei pra me perguntar de onde ele tirou essa habilidade.
Entramos ofegantes e a Melody estava mostrando algo no celular . . . Ela foi tão baixa, mas tão baixa que ela literalmente gravou eu e o Lysandre de um angulo que parecesse que estávamos nos beijando.
Ela com certeza havia premeditado tudo . . .
A expressão de raiva do Nathaniel estava cada vez maior . . . Eu não sabia o que dizer.
E Melody não parava de falar.
Ele colocava a mão que estava apoiada no encosto da cadeira pressionando as laterais da testa de forma impaciente.
"Ainda bem que eu vi ! Olha só você estava sendo enganado por essa víbora deformada ! Eles estavam sozinhos na sala de aula !!" ela falava.
A Melody estava MUITO mais arisca que o normal. Já tive atritos com ela, mas ela estava descontrolada. Não entendia porque sismou de pegar no meu 'defeito".
"Esse video foi do exato momento que eles estavam se beijando ! Gravei tudo."
Foi quando o Nathaniel interrompeu ela.
"Melody . . . Primeiro de tudo, quem te deu o direito de seguir as pessoas com o intuito de difamar elas ?" eu estava prestes a me defender, mas ao ver o Nathaniel falando isso eu recuei.
"Eu . . . Só estava desconfiada e não queria que te enganassem." ela falou um pouco amoada.
"E porque eu devo acreditar ?? Você filmou ! Claramente queria criar uma intriga . . . " ele dizia.
"Claro ! Você não ia acreditar em mim sem provas !"
"E o que você ganha com isso ? Só fez por bom samaritanismo ? Porque estou em uma cadeira de rodas ? Por interesse ?" ele falava de uma forma MUITO ríspida. Ele tem sido bem grosseiro ultimamente . . .
"Eu . . . S-Só não aceito que te enganem !! Não posso permitir isso !"
"Obrigado Melody. Mas do meu relacionamento cuido eu. Não preciso de terceiros se metendo. Quer saber mais ? Eu sabia que ela estava com o Lysandre. Ela falou comigo que ia falar com ele antes de ir pra casa. Mais alguma coisa Melody ?"
"M-Mas eu só quis ajudar !" ela estava entrando em desespero.
"Não. Você quis difamar a Boreal como fez hoje de manhã ao coloca-la como um monstro pelo simples fato de ela não me tratar como um coitado igual você fez." a Melody ali engoliu seco.
Nathaniel então começou a se retirar da sala enquanto me chamava, eu fui na mesma hora, provavelmente ele iria querer conversar comigo sobre o ocorrido.
"Aliás Melody. NUNCA MAIS pega um suposto defeito de alguém e diga que é uma deformidade com esse desgosto todo como você fez. Não serei paciente pra sempre contigo. E minha paciência pra sua futilidade já está chegando no limite." ali pude ver o quanto o Nathaniel mudou. Todo o ocorrido da Ambre mudou ele drasticamente. Ele jamais perderia a paciência e demonstraria dessa forma.
Ele está mais corajoso, está expondo os pensamentos dele sem medo.
Enquanto saíamos de lá o Lysandre veio atrás.
"Não aconteceu nada do que a Melody falou Nathaniel. A Boreal só me deu um abraço." ele dizia.
Nathaniel ficou em silêncio encarando o Lysandre.
"Era . . . Só isso mesmo . . . " o Lysandre então saiu desanimado.
"Obrigado Lysandre." foi tudo que o Nathaniel falou antes de se retirar. De alguma forma aquele dialogo curto entre os dois me deixou contente . . .
Mas voltei a seguir o Nathaniel em silêncio.
Sua mãe estava esperando com o carro na frente do colégio, ela acenava para nós dois.
"Tchau Boreal." O Nathaniel falou friamente e virou de costas indo em direção ao carro. Eu então puxei a cadeira de rodas para ter a tenção dele.
"Espera ! Você não vai falar nada sobre o ocorrido ?!"
"Falar o que ? Que eu não confio no Lysandre ?" ele dizia furioso.
"Você então acreditou na Melody . . . né . . . ? "
"Em partes . . . Não acho que você mentiu pra mim quando disse que só ia encontrar com o Lysandre pra se desculpar, mas eu consigo imaginar perfeitamente o Lysandre te agarrando." ele estava irritado . . . Pior que ele deve estar ainda mais irritado por se sentir impotente por conta da cadeira.
"Não ! Nathaniel por favor acredita ! Só abracei ele."
"Aqui na rua não é o melhor lugar pra termos esse tipo de conversa . . . " Nathaniel dizia isso.
Eu então tomei frente empurrando a cadeira dele em direção ao carro e entrei no carro.
Ele parecia incrédulo enquanto olhava pra mim.
"Querida ! Vai lá pra casa hoje ?" Adelaide perguntava.
"Sim ! Quero passar um tempo com o Nathaniel ! Temos muita coisa pra conversar, né Nathaniel ?" eu sorria da forma mais cara de pau possível . . . Nunca pensei que teria coragem de agir dessa forma um dia. Acho que o Armin está me fazendo mal. . . Ou seria bem ?
Ajudei o Nathaniel a entrar no carro e fomos pra casa dele. Conversei bastante coisa aleatória com a Adélaide no meio do caminho, enquanto Nathaniel, nem se esforçava pra entrar no assunto.
Assim que cheguei na casa do Nathaniel, ele me chamou para conversarmos no jardim.
A mãe dele pegou nossas coisas e levou para a sala, com toda educação do mundo, como sempre, ela disse pra ficar a vontade e me sentir em casa . . . Como se eu já não o fizesse.
Acho que faz parte dos meus talentos . . . Memória fotográfica e me sentir a vontade na casa dos outros.
Pude reparar que tinham novos empregados.
"E esses empregados novos ?" perguntei enquanto acompanhava o Nathaniel.
"Recebemos respostas essa manhã dos entrevistados para os cargos, e hoje de tarde eles começaram a trabalhar aqui. Os seguranças antigos retornaram, até porque são todos de confiança. Agora os empregados antigos não querem voltar por conta do choque com o ocorrido da minha irmã."
Mesmo não falando com os empregados, era estranho pra mim ver rostos novos por ali.
Nós nos sentamos no mesmo jardim que ele estava da ultima vez.
Nisso um dos empregados se aproximou e perguntou se queríamos algo.
Era uma moça ruiva com um rosto muito simpático.
O Nathaniel só pediu para que ela trouxesse um chá pra ele e perguntou se eu queria algo, mas eu realmente além de estar sem fome, não sirvo pra essa vida de ter gente me servindo . . . Mesmo que eu quisesse algo acho que eu mesma levantaria pra pegar. Então logo ela se retirou.
Em meio ao silêncio eu perguntei sobre o local, Nathaniel tem ficado muito naquele jardim ao que tudo indicava. Ele sempre me levava pro quarto dele ou pra sala de estar antes do acontecimento da cadeira de rodas.
"Ficar trancado em um quarto por 2 meses me fez gostar mais desse jardim . . . Sempre gostei na verdade, mas nunca soube tirar proveito. De certa forma ficar preso naquela cama sem andar me serviu pra algo . . . " era um pensamento lógico.
Após responder o silêncio retornou ao ambiente.
Eu não queria puxar o assunto ainda sobre o Lysandre pois sabia que a empregada voltaria a qualquer momento com o pedido do Nathaniel, mas também não podia deixar aquele clima horrível.
"Eu gostei de saber que não teremos aula por 3 dias . . . "
"Eu não. Eu estava feliz de ir pra escola . . . Mal voltei e já não tem aula" Nathaniel dizia incomodado.
"Ah mas . . . Dá pra sairmos ! O Armin montou tipo um quartel general lá em casa ! É bom que você pode ver !" Quando eu falei isso empolgada, pareceu que finalmente amoleci a casca que o Nathaniel estava tentando manter ali. Ele sorriu.
A empregada veio com o chá, serviu o Nathaniel e ele voltou a perguntar se eu não queria nada.
"Eu . . . Se eu ficar com vontade mais tarde eu pego algo eu mesma ok ?" eu tentei ser educada sem parecer desrespeitosa. Sabe, realmente não faço ideia de como funciona essa coisa toda de serventes.
Não sei se recusar serviço é "menosprezar" o trabalho deles . . . Mas eu me sentia mal e tentei não me aprofundar nisso.
Ao invés disso, a empregada sorriu. Ela pareceu ter entendido minha intenção e ter agradado ela. Me senti bem de verdade.
Quando a empregada finalmente se retirou eu decidi puxar o assunto.
"Desculpa ter ido falar com o Lysandre mesmo sabendo que te incomodaria. . . " Eu falei sem mais nem menos.
"Sinceramente, eu nem lembrava mais disso." Nathaniel apesar de tudo, estava sorrindo.
"Pera . . . Não ? E porque estava sério esse tempo todo ??"
"Porque . . . Eu tenho andado mais sério mesmo. Eu ainda to me re-acostumando a ter interação social, já falei . . . Mas eu já entendi seu lado. E avaliei a situação ao todo . . . O Lysandre não se meteria pra te defender se não fosse verdade. Seria vantajoso pra ele que brigássemos . . . Eu realmente estou irritado com o Lysandre, mas reconheço, ele foi nobre em te defender. Sou grato."
Eu fiquei feliz de ouvir isso, aquilo acendeu uma chama em mim, afinal, eu vi que o antigo Nath ainda estava ali . . . Sendo que o Nath estava machucado demais com tudo que aconteceu e por essa razão, ele ocultava o antigo Nath.
Eu fico realmente feliz do Nathaniel ainda ser sensato e maduro . . . Só falta ele conseguir voltar a por a cabeça mais no lugar. Mas isso acho que somente o tempo pode curar . . . Ele está muito ferido, e quando digo isso, não me refiro a suas pernas . . .
Eu e o Nath passamos a tarde conversando, e pude reparar que aos poucos ele se soltou mais e mais, até que por fim, já estava sorrindo e conversando normalmente.
Colocamos assuntos em dias, falamos como foi nosso dia um pro outro enquanto estávamos separados, e até falamos da Melody.
Até que um dos empregados, um moço de cabelos castanhos, veio até nós com o celular do Nathaniel.
Ele educadamente pediu licença e atendeu enquanto o empregado se retirava, sem sair de perto de mim nem nada.
Eu pude ouvir ele com certa impaciência.
Ele falava coisas como "mas de novo ? Esse exame é anual !" ou "esses exames só se fazem uma vez na vida !! Vocês não podem fazer isso !!" mas logo ele pareceu murchar e falar como quem tivesse aceito as argumentações de seja lá quem estivesse do outro lado da linha.
Por fim, ele desligou o telefone e parecia inquieto.
"O que era ?" perguntei curiosa sem ser nenhum pouco polida.
"Boreal querem fazer exames em você." ele respondeu seriamente.
"Quem ? Porque ??!" eu não esperava que fosse . . . "pra mim" a ligação.
"Ligaram da organização . . . Você tem que fazer exames anuais. Todo ano coletam seu sangue e o sangue de sua mãe pra saber se vocês desenvolveram alguma radioatividade. Provavelmente durante a coleta você nunca soube que era pra isso, mas sim, vocês estão sob investigação constante justamente por serem uma especie desconhecida. É assim que a organização trata todas as especies desconhecidas que vem pra terra." ele respondeu.
"Mas inicio do ano eu fiz isso . . . Lembro que minha mãe chamou uma enfermeira que coletou meu sangue falando que era pra exames periódicos . . . Confesso que é uma surpresa pra mim saber que os exames eram esses . . . Ela nunca me contou . . . "
"Sim . . . Eles fazem esse tipo de exame sempre. Mas estão desconfiados de você e de sua mãe,eles querem ver se vocês desenvolveram novas habilidades e afins." ele parecia triste.
"Bem . . . OK . . . Não é muito agradável, principalmente saber que estão desconfiando de nós, mas é só uma picada de agulha, da pra suportar."
"Aí que está o problema . . . Eles querem fazer outros exames em vocês . . . Na verdade, somente em você. Você é o alvo principal dessa bateria de exames pelo simples fato de ser hibrida. O fato de você ser fusão de duas especies fez eles acreditarem que você desenvolveu algo que sua mãe não irá desenvolver . . . E querem fazer uma bateria de exames pesados com você.
Esses exames só são feitos uma vez na vida de cada extraterrestre que pisa na terra e é uma especie desconhecida que está fora dos catálogos. São somente pra identificar a especie e catalogar elas para futuras visitas. Esses exames são pesados, sem anestesia e vão desde tirar pedaços pequenos de pele até choque intensivo pra entender como funciona o sistema nervoso da especie. O extraterrestre deve sempre concordar justamente por serem pesados os exames, e caso não concorde eles mandam pro planeta natal de volta, pois precisam catalogar . . . No seu caso não tem planeta pra te enviar, pois ninguém sabe de onde você é ou qual sua especie ao certo. Então você é obrigada a aceitar." quando o Nathaniel falou aquilo, confesso que eu tremi.
"E porque ligaram pra você . . . ?" eu perguntei.
"Porque querem que eu me responsabilize por ser seu namorado e por fazer parte da organização. . . " o Nathaniel parecia péssimo. Ele parecia ser super contra . . . Pra ele estar do jeito que estava, os exames provavelmente eram realmente terríveis.
"Quando será isso ?" perguntei suando frio.
"Me avisaram hoje justamente pra te preparar pro fim de semana . . . Sua mãe também terá que fazer recolhimento de sangue, mas só isso. Eles estão querendo descobrir nossos segredos a todo custo. Eles acham que o estado da Ambre tem a ver com você . . . O corpo da Ambre está desaparecido até hoje. Acho que com a junção de misterios, a culpa está caindo cada vez mais pra cima de você.
Eles provavelmente sabem que o Castiel foi perfurado por você e que foi encontrado sem ferimento nenhum.
Assim como se eles souberem dos bichos que o Castiel guarda, vai piorar tudo. Eles acreditam que é tudo obra sua. Que você tenha mais habilidades do que demonstra ter. E eles querem descobrir . . . Como você e sua mãe não possuem planeta de origem, estão achando que vocês estão causando tudo de estranho e que algo de ruim pode acontecer por culpa de vocês . . . Por isso toda essa investigação pesada . . . "
"De fato estamos . . . Somos imãs lembra . . . ?" eu estava desanimada essa altura . . . Eu era suspeita por inúmeras coisas, e pior, eles estavam certos quanto as coisas ruins virem da minha mãe e eu.
" . . . Vamos pensar em algo até o fim de semana . . . Eu tenho que falar com sua mãe ainda." ele respondeu pensativo.
Nessa hora a Adélaide veio nos chamar para comer algo.
Eu e Nathaniel então entramos para comer, eu estava desanimada e pensativa. Nathaniel tanto quanto eu.
A Adélaide reparou e decidiu puxar assunto.
"Boreal, você irá dormir aqui hoje ?" Ela perguntou.
"Ah . . . Eu . . . Não falei com meus pais a respeito . . . " eu respondi assustada, afinal, estava perdida nos meus próprios pensamentos.
"Quer dormir aqui ? Seria ótimo ! O Nathaniel não a vê faz tanto tempo ! Se quiser eu mesma falo com seus pais."
O Nathaniel parecia se sentir descontraído com a situação, e por fim, nervosa eu aceitei o convite.
Eu estava bem perdida quanto a tudo . . . Ainda não tinha processado o que estava me acontecendo, as suspeitas que estavam caindo sobre mim.
E bem, eu pensei no que a Adélaide falou e de fato fazia tempo que eu não passava com o Nathaniel.
Seria bom, até porque eu levei meu diário justamente pra mostrar pra ele a situação toda. Pra que ele pudesse ler trechos e compreender melhor tudo que aconteceu quando ele estava ausente.
A adélaide logo ligou pra minha casa e falou com minha mãe, que obviamente, quis falar comigo.
"Filha, você vai mesmo ficar na casa do Nathaniel . . . ? Não vai incomodar ele não ? Ele deve querer repousar, fora a mãe dele . . . Sabe que não gosto que durma fora."
"Mãe ! Ele tá bem. Ele já repousou por 2 meses ! Além do mais, foi a Adélaide quem deu a ideia dessa vez . . . Ah por favor, você sempre é a primeira a ficar shippando eu e o Nathaniel. "
Minha mãe riu do que falei e chegou a hesitar um pouco, parecia mais preocupada com o estado do Nathaniel do que com o fato da filha dormir na casa de um menino . . . Se bem que ela confia no Nathaniel, e por ela eu casaria com o Nathaniel a uns 7 anos atrás, mas . . .
"Bem . . . Você passou por muita preocupação por causa do Nathaniel então tudo que tenho a dizer é . . . Se comporte . . . E venha amanhã cedo pra casa." ela disse depois de um silêncio longo.
"Com certeza irei mãe . . . Nathaniel tem um assunto sobre a organização pra tratar com você . . . " Pude sentir minha mãe tensa, mas ela não perguntou mais.
Minha mãe sempre foi compreensiva, e desde que ela passou a saber tudo que eu e meus amigos passávamos ela passou a ser MAIS COMPREENSIVA AINDA.
Inclusive, frequentemente ela diz ser grata por eu ter encontrado tanta gente disposta a me ajudar e apoiar, coisa que ela não teve.
Eu então subi pro quarto junto com o Nathaniel.
A casa estava com varias coisas facilitavam a movimentação do Nath com a cadeira, inclusive uma pequena rampa embutida na lateral das escadarias que não existia antes.
"Essa cadeira de rodas será substituída em breve . . . Compramos uma que possuí rodas embutidas especializadas em subida de degraus."
"isso existe ?" eu realmente estava conhecendo um mundo novo. Não sabia de nada dessas coisas. Era fascinante apesar de tudo descobrir tanta coisa nova que eu desconhecia a respeito de cadeirantes.
No quarto do Nath estava tudo bem diferente.
A cama era nova, os moveis estavam em lugares diferentes.
Aparentemente o banheiro também tinha passado por reforma, era maior e tinha um armário mais organizado com medicamentos.
O quarto dele parecia uma área de lazer de tantas coisas.
Estava com livros e até uma TV.
"O que foi feito do quarto da Ambre ?" perguntei curiosa enquanto fechava a porta do quarto e olhava pra porta do quarto dela.
"Esta com tudo no mesmo lugar . . . Minha mãe preferiu conservar. Sabe, aquela ideia de "manter a imagem dela viva." Eu acho isso um tanto quanto perturbador mas . . . Não julgo."
Eu me sentei em uma mesinha e puxei o Nathaniel quando reparei que ele ia pra cama.
Queria realmente mostrar o diário pra ele.
Ele parecia desanimado, e com certeza era por causa dos exames que eu faria . . .
Sabe, pouco me importava os exames, o que me importava era acabar com essas suspeitas que estavam caindo sobre mim.
Eu mostrei o diário pra ele e pedi pra que ele parasse de pensar naquilo um pouco.
Mostrei as entradas cômicas do Armin pra anima-lo, informações e afins.
Eu sabia que daquela forma eu o deixaria pra cima e de brinde o manteria detalhadamente informado.
E de fato, funcionou.
Confesso que inúmeras vezes eu fiquei perdida olhando pra ele, e aquilo me relaxava . . . Eu realmente estou gostando muito do Nathaniel . . . A melhor parte disso tudo é que é correspondido.
Ele pareceu ainda mais animado de tentar ajudar o Armin e os outros . . . E me atrevo a dizer que talvez esteja com mais compaixão quanto ao Lysandre.
Eu evitei por motivos óbvios deixar que ele lesse qualquer coisa referente ao Lysandre.
Por mais que tenha sido inútil e ele tenha lido. . .
Porém, ele não se irritou.
Inicialmente pareceu ate incomodado, mas logo pareceu estar melhor.
Ele sorria ao ler aquilo.
"É bom ver que pensou no Castiel e em mim mesmo nas situações que se encontrou com o Lysandre, afinal, você gostou dele esse tempo todo . . . " foi a resposta dele quanto ao sorriso dele enquanto lia algo que eu queria esconder.
Aquilo acabou causando um certo clima agradável entre nós dois . . . E depois de tanto tempo, nós nos beijamos.
Mas foi realmente um beijo, e não aquilo do dia anterior que demos de despedida.
Eu estava tão feliz de estar tendo uma vidinha normal(dentro do possível) com o garoto que eu havia escolhido pra fazer parte dela.
Mesmo em meio a tantos problemas estava tudo dando certo de certa forma.
Eu ainda queria recuperar a memória do Ken e do Armin ? Claro.
Queria o Castiel vivo ? Com certeza.
Mas antes, nem a amizade com Armin eu tinha mais, nem um sinal de vivo ou morto do Nathaniel eu tinha. E agora eu tenho muito mais que um sinal.
Eu pretendia dormir no quarto de hospedes, pois tive medo de incomodar o Nathaniel por conta da cama pequena.
Todas as vezes que dormi na casa dele foi na cama dele.(e sempre adormeci acidentalmente, mas ok)
Mas ele podia sair, se mexer com grande facilidade, agora, ele dependia da cadeira pra isso, isso me fez ficar receosa, porém, se ele dizia que não era problema, não era problema.
Eu confio no Nathaniel e em tudo que ele diz.
Eu não posso negar, nós não dormimos apenas. Não serei hipócrita.
E digo mais, confesso que não esperava que fosse acontecer algo entre eu e o Nathaniel além de beijos. Justamente porque . . . Eu não sabia que tinha como uma pessoa com paralisia nas pernas ter qualquer tipo de relação sexual. Ele me deu toda uma explicação plausível sobre como funcionavam os nervos afetados e tudo mais. E por fim, eu compreendi . . .
É muito interessante aprender coisas novas, e realmente foi uma curiosidade cientifica interessante de aprender. O corpo humano tem se tornado algo que estou considerando muito interessante. Como ele funciona e tudo mais. Como um pequeno nervo pode parar um único movimento do corpo, mas o fato dos demais nervos estarem funcionais permitirem que outra parte funcione normalmente.
Basicamente ele me explicou sobre essa diferença, sobre tipos de paralisia, e não pareceu se incomodar nenhum pouco de me explicar a respeito disso. Que existem paralisias totais da cintura pra baixo que desligam todo e qualquer nervo, e aquelas que só tiram os movimentos das pernas e no caso, só desligam os nervos das pernas.(e aparentemente as mais comuns são as segundas)
Não vou detalhar o que fiz ou deixei de fazer, como sempre, pois é desnecessário escrever esse tipo de coisa no diário(principalmente sabendo que um certo Armin pode ler sem querer), afinal,se eu for dizer detalhes de toda vez que fui pra cama com um rapaz acho que pelo menos 150 paginas vão ser só detalhando sobre o Castiel.
Mas quando algo peculiar ocorre, ou primeira vez de qualquer coisa na minha vida acontece eu gosto de citar, e por isso quero escrever algo a respeito do Nathaniel.
É mais uma curiosidade mesmo . . .
Me recordo claramente que a minha "primeira vez" foi com o Nathaniel, e que eu já estava com o pacto da Ambre. Foi um tanto quanto sem graça se comparado com o Castiel.
O pacto afetou MUITO meus sentidos.
Seja pra melhor ou pra pior.
No caso do tato, por mais que eu tivesse super força, meu tato estava muito fraco e por isso também eu suportava grades dores e pancadas. O que fazia com que só fosse REALMENTE bom o que eu fazia com o Castiel, justamente porque ele tinha a força igual a minha, inclusive ele comentou que ir pra cama comigo era totalmente diferente das demais meninas justamente porque ele sentia com mais intensidade. Castiel viveu a vida TODA dele com esse pacto, ele não sabia como era viver sem ter super força ou sentidos aguçados. Acredito que se ele estivesse vivo seria uma vida totalmente nova pra ele.
No entanto, agora que estou tendo "minha primeira vez" sem o pacto com a Ambre, posso dizer que ir pra cama com o Nathaniel foi tão bom quanto com o Castiel. E esse ponto eu gostaria de comentar aqui por ser uma curiosidade. É engraçado pensar que aquele pacto afetou tanto essa minha experiencia.
De qualquer forma . . . Que voltemos a situação toda . . .
Era bem cedo quando acordamos pra ir pra minha casa.
O Nathaniel já estava acordado e pronto na verdade quando eu acordei, ele parecia ansioso pra falar com minha mãe. E parecia mais calmo e feliz também.
Acho que passar o dia comigo fez bem pra ele, fizemos varias coisas juntos que tiraram a cabeça dele um pouco daquela confusão toda.
Quem nos levou pra minha casa foi o motorista novo dele, era um senhor muito fofo, lembrava um pouco o pai adotivo do Lysandre.
Nathaniel estava bem mais fofo comigo e acho que nossa aproximação na ultima noite ajudou . . .
De qualquer forma, ao chegar na minha casa, logo de cara estava o Armin . . . Meu pai . . . E minha mãe . . . Tomando café da manhã.
"MAS O QUE ? ARMIN ????!" eu gritei espantada.
"Bom dia irmã." Ele falou rindo da forma mais debochada do mundo.
Nathaniel ao mesmo tempo que parecia surpreso ele ria.
"Mãe ! Pai ! O que o Armin tá fazendo aqui ???" Eu gritei.
"Você vai incomodar os vizinhos maninha. Para de gritar essa hora da manhã. Aliás, pai, me passa o mel ?" o Armin dizia ainda com cara debochada. Meu pai estava emburrando a cara, mas parecia ter uma pequena vontade de rir no canto da boca.
"PARA DE ME CHAMAR DE MANINHA SEU DOENTE !!" Eu então chutei o Armin.
"Mãe ! A Boreal tá me batendo !" Estava todo mundo rindo no lugar, menos eu.
O Armin sempre passa dos limites . . . SEMPRE.
Eu estava feliz com esse ponto, confesso, ele e minha mãe antes de apagarem a memória dele eram super próximos. . . Isso tinha passado. Eles sempre me zoavam juntos ou debochavam de mim . . . Eu admito que eu não sentia falta disso . . . Até porque agora tá esse inferno 10x maior.
Eu e o Nathaniel nos sentamos na mesa.
"O Armin veio ontem de noite te visitar já que estão 3 dias em casa. Eu avisei que você tinha ido pra casa do Nathaniel e acabou que terminamos conversando, e ele me mostrou uns joguinhos que ele gosta e que tinha trago pra você. Terminou que ficamos jogando e quando vimos era muito tarde e ele ficou por aqui." minha mãe explicou pra mim.
O Armin ria como se estivesse super correto dormir na minha casa e ser tratado como "meu irmão".
"É muito legal ter dois pais e duas mães. Tenho aqui em Dinard e tenho pais lá em Plerguer"
Nós nos sentamos ao redor da mesa e tivemos uma conversa normal apesar de tudo.
"Mas me conte . . . Porque aquele Dakota passou a andar com vocês mesmo ? Só porque o Armin tem os segredos dele guardados ?" Nathaniel perguntou em um dos momentos.
"Basicamente isso mesmo. Além do mais ele está sendo bem útil . . . Ele não sabe de toda a verdade mas tá ajudando . . . Confesso que tenho passado a achar ele simpático até. Me atrevo a dizer que o Lys é o novo Ken e o Dake o novo eu." eu respondia rindo
"Porque essa definição ?"
"EU era a ameba do Armin, mas agora que estou mais inteligente, ele não consegue me chamar de ameba mais, em compensação o Dake é uma ameba. Já o Lysandre é cheio de problemas psicológicos e o Armin parece tomar os problemas dele pra eles por identificação, assim como ele fazia com o Ken. Ele super protegia o Ken, e reparei que ele está fazendo isso com o Lys . . . "
Então o Armin tomou frente e falou" Dake ainda está em vantagem . . . Ele sabe bastante coisa, além de ser trilíngue. Boreal é bilíngue só, fala francês e um monte de bosta." ali eu bati no Armin e tivemos. Minha mãe e meu pai REALMENTE pareciam tratar o Armin como se fosse filho deles . . .Não sabia definir se aquilo me incomodava ou era legal . . .
O Armin por varias vezes ficou de babaquisse me chamando de irmã e coisas do tipo, foi uma manhã divertida apesar de tudo.
Meu pai saiu pra trabalhar e minha mãe aparentemente hoje tinha que ir no estabelecimento dela pra cuidar de faturas.
Mas antes o Nathaniel pediu pra falar com ela.
Nathaniel explicou pra ela tudo que ele falou pra mim no dia anterior.
Que nós duas teríamos que fazer exames, principalmente eu com exames intensivos.
Minha mãe ficou horrorizada.
"Mãe . . . Você já fez isso . . . ?" Eu perguntei.
"Sim . . . E é algo muito forte. Eles nunca fizeram em vocÊ por considerar da mesma especie que eu. Mas eles provavelmente querem fazer pois você está crescida . . . É uma bateria de exames . . . "
"A senhora sabe que se sua filha não fizer tudo irá se complicar muito né . . . ?" Nathaniel falou desanimado.
"Sim . . . Principalmente porque estão desconfiando dela."
"Eu não quero . . . Eu estou muito dividido" O Nathaniel parecia muito frustrado . . . E a reação da minha mãe e do Nathaniel me deixavam em pânico quanto a esse suposto exame . . .
"Eu não queria que ela passasse por isso também . . . Eu me ofereci como cobaia unica já por isso . . . Mas acho que se for pra pararem de perseguir ela, é o melhor a se fazer . . . " minha mãe parecia triste por um lado, mas tranquila quanto a própria escolha.
"A forma como vocês tratam . . . Que tipo de exames farão com a Boreal ?" Armin perguntou.
"Eles tiram o sangue normalmente, arrancam pedaços de pele, dão choques de ondas altas pra alterar os nervos, vão injetar substancias que alterem desde os batimentos cardíacos dela, até certas doenças não letais que ativem sentidos no corpo dela, eles submetem ela a fazer coisas que alcancem o limite dela. Ela será tratada como um rato de laboratório. Tudo porque querem descobrir ate onde vai a evolução genética dela. É o meio que eles consideram mais simples pra ver isso pois é o que vem funcionado melhor esses anos todos. Eles acham que expondo ela a certas tarefas podem ativar algum código genético oculto e assim vão ter mais informações sobre a especie."
"Que horrível . . . " Armin parecia horrorizado.
O clima estava intenso e eu tentei acalmar todos.
"Como minha mãe falou . . . Se for pra parar de ser perseguida, eu aceito isso sem problemas . . . Já passei por perdas e dores horríveis. Acho que tomar um choque ou uma tortura que não vá mais precisar ser feita vai ser o de menos . . . "
"Bem, pra você de fato . . . Depois de tudo que li sobre o Castiel . . . Choque acho que vai ser nada."
"ARMIN !!" o Armin ria, e como sempre se sentia vitorioso com suas brincadeirinhas.
Por sorte minha mãe se fez de sonsa e o Nath ignorou.
Após minha mãe ir pro trabalho dela, ficou eu, Nath e Armin. Por sorte ela realmente gosta do Armin e do Nath então não ficou chiando de eu ficar sozinha com eles.
Sinceramente não falamos muito sobre problemas.
Até conversamos a respeito da ficha dos alunos e tudo mais . . . Mas até o momento estávamos sem pistas pra continuar . . . Parecia que TUDO tinha sumido. Qualquer coisa que pudesse nos ajudar a entender o que se passava.
Por fim, passamos o dia jogando.
O Nath nunca foi de jogar sabe . . . Ele realmente sequer sabia o que era um video game direito.
Aquilo pareceu divertir ele. Principalmente o fato de eles estar interagindo com pessoas.
Acho que o Nath precisa de MUITO mais disso.
O dia passou sem que sentíssemos e logo ele disse que iria pra casa, afinal, ele queria resolver essa historias dos meus exames.
Ele se despediu de mim e logo foi.
Armin também não ficou muito, ele só ficou um pouco mais comigo e logo foi pra sua casa.
O dia foi algo mais "fofo". Uma tarde jogando com amigos.
E o fim do dia, perfeito, passei lendo com o Charlie.
Já falei o quanto amo esse cachorro ? Pois repito . . .
Eu tenho gatos, gatos que pego na rua e alimento na verdade . . .
E nunca amei tanto um bicho quanto esse cachorro . . .
Além do mais ele me entendia, era carinhoso, amigo, obediente . . . E me faz ter muita saudade do Castiel.
O jeito burro e energético do Castiel faz falta. Sinto falta de discutir com ele e rir das imbecilidades que ele dizia . . . Eu aceitaria até ver ele trazendo aquele Boixódia de volta a vida . . .
No dia seguinte eu tentei contato com o Nathaniel, mas ele disse que ficaria fora o dia todo tentando evitar que eu fosse examinada . . . Eu já tinha aceito os exames, mas ele não aceitava por mim.
Eu não conseguia entender . . .
Aquele dia foi um dia chato em casa.
Armin mora longe, e a unica pessoa que eu teria pra perturbar além dele é o Lysandre, mas acho que tudo está muito recente pra eu trata-lo como melhor amigo . . . Então deixei esse dia passar em frente ao portátil que o Armin me deu . . .
Não houve nada no dia todo . . . Exceto uma coisa peculiar . . .
Uma ligação do Armin.
"Armin ? Você tá em casa né ? To no maior tédio, já acabei todos os jogos que me passou . . . Ligou por que está no tédio também ?" perguntei atendendo.
"Ah . . . Na verdade não . . . Eu achei uns livros, acho que são os livros que pertenciam ao Lysandre . . . " ele falou.
Aquilo me espantou . . . Eu havia me esquecido completamente dos livros.
"Ah sim ! A organização não levou então ?"
"Não . . . Estava em um compartimento oco da minha parede . . . Provavelmente fiz isso antes de ter a memória apagada . . . Tem livros e um bilhete . . . A letra parece com a "dele"" Quando o Armin disse isso eu fiquei um tanto quanto impressionada. Foi uma informação muito repentina.
"O que diz no bilhete Armin ???"
"Mude de esconderijo" ele leu . . . Era um recado pro Armin . . . Mudar de esconderijo ? Dos objetos ? Das reuniões ? No colégio ?
O Armin parecia tenso . . .
"Eu acho que descobri algo ontem a noite, ainda não confirmei e . . .Deixa pra lá" Armin se calou.
"Conta o que você acha que descobriu Armin, por favor"
"Não, esquece. É coisa da minha cabeça . . . " O Armin não me permitiu insistir . . . E ele não atendia minhas chamadas nem em redes sociais nem no telefone . . . E antes de desligar ele parecia muito inquieto . . .
Eu me pergunto o que ele descobriu . . .
Aquilo me deixou com a pulga atrás da orelha o dia todo . . .
Eu dormi aquele dia inquieta.
Não tive sinal de Nathaniel.
Não tive sinal de Armin.
Por fim, retornamos as nossas aulas normais.
Eu iria ver o Nathaniel e o Armin, e iria pressionar o Armin, obviamente.
Cheguei bem cedo no colégio.
Não vi nenhuma reforma visível . . . Nada do que a diretora disse. Estranhei, confesso, mas também pensei de ser algo interno. Nem toda reforma é obrigada a ser algo grande a a amostra.
Eu sabia que teria chances do Nath estar no grêmio, mas só estava a Melody.
Eu nem deixei que ela me visse pra não criar um atrito . . . Por fim, procurei o Armin.
Armin não é de chegar muito cedo, mas eu estava disposta a procura-lo . . . Após muita busca conclui que ele não tinha chego ainda, até que ouvi a voz dele vindo do portão e fui ao seu encontro. Era ele com o Alexy. O Alexy na verdade era quem estava falando alto, e ele estava falando no celular. Como a voz dos dois é super parecida, eu confundi.
"Armin ! Nossa você chegou primeiro que o Nathaniel, que milagre."
"sim, milagres acontecem." ele ria.
". . . Me conte o que descobriu . . . " já sai falando.
"Tá maluca ?! Primeiro de tudo, falar de coisas importantes na escola ??? Tá doida ? E se alguém ouvir ??" nesse momento uma voz totalmente desconhecida nos interrompeu.
"Com licença . . . Eu sou nova no colégio." Era uma garota de pele morena, cabelos escuros com uma roupa nada típica de nosso país.
"Ahn ? Precisa de ajuda ?" Armin perguntou.
"Sim . . . Estou um pouco perdida . . . A diretora pediu pra que eu trouxesse uma foto, dinheiro e minha ficha . . . Mas não sei pra quem entrego. Ela falou que era pro presidente do grêmio, um rapaz loiro em uma cadeira de rodas. Porém não encontro ele." ela dizia.
"Ah sim . . . ! Acho que ele não chegou. . . Qualquer coisa pode entregar pra Melody na sala do grêmio. Ela cuida das coisas quando ele não está ! De qualquer forma, eu sou Boreal e esse é meu amigo Armin. Seja bem vinda." eu tentei ser o mais simpática possível. Já fui novata afinal.
"Muita gentileza de vocês me ajudarem ! Irei entregar pra ela sim ! Aliás, me chamo Priya, prazer." ela então estendeu a mão com o sorriso mais simpático do mundo pra gente.
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Bonus
Capítulo LXXXIX
“O Príncipe Wales tem o prazer de anunciar que o Príncipe Harry está noivo da senhorita Daisy Cooper”.
Aquela havia sido a nota que a Clarence House emitira naquela manhã. Quando Daisy acessou a internet, escondida de Harry para checar o que o mundo estava dizendo sobre isso, ela sentiu um grande frio na barriga.
Ela havia clicado no primeiro link que encontrara na busca e descera imediatamente para ler os comentários, engolindo em seco e... Surpresa! Eles a amavam! Eles a amavam, estavam tão felizes e empolgados com a ‘nova princesa’ e o casamento.
‘Ela é linda! Eles são um casal fantástico!’
‘Já era tempo, estou esperando pelo casamento deles há séculos’
‘Qual ducado será que o príncipe vai ganhar? Ou será que ele não vai querer?’.
Daisy estava ciente de que aqueles comentários não significavam nada. Ela estava acostumada com a mídia e com o público... Bastava um deslize para ela ser uma bruxa novamente. Aquilo não era nada mais do que fogo pelo fato de que estavam noivos... Em alguns dias voltariam a denegri-la na internet – logo, se lembrou porque não gostava de entrar naqueles sites, ela se sentia mal.
Knock knock knock.
- Daisy... Temos reunião meu amor e eu preciso mijar e tomar banho. Abre essa porta.
Apressou-se primeiro em sair do site que estava pelo celular e também a arrancar suas roupas, porque afinal, o que ela estaria fazendo ali dentro certo?
- Eu estava indo tomar banho. – Disse a Harry.
- Eu estou muito apertado, não tranque a porta querida, já discutimos sobre isso.
- E você levante e depois abaixe a tampa.
- Ugh certo...
Uma coisa sobre cinco anos de relacionamento... Eles já tinham atingido um grau de intimidade que permitia a eles ser, literalmente, eles mesmos um com o outro. Daisy não se importava de ficar o dia todo feia, com olheiras, sem maquiagem, não se importava de mandar Harry comprar absorvente, assim como ele não se importava de arrotar as vogais, peidar na cama e também fazer as necessidades fisiológicas na frente dela.
Bem, ela também não tinha problemas com isso. Enquanto ensaboava-se, ele estava, nos termos dele, ‘mijando’. Dois minutos depois, ele se juntava a ela no box.
- Lavou as mãos? – Replicou ao perceber que ele queria abraça-la.
- Eu vim tomar banho, é claro que não. Até porque, você coloca meu pinto na boca Daisy, o que tem de mais?
- A urina. Lave as mãos. – Ela apontou para a ducha de água que caía.
Harry revirou os olhos, mas Daisy ficou satisfeita quando ele a obedeceu e só então permitiu que ele se juntasse a ela devidamente, ao banho. Estava colocando um pouco de shampoo em sua mão, quando Harry, que se ensaboava embaixo da água quente, comentou.
- Você está preparada pra hoje? – Ele a perguntou.
- Bem, por que eu não estaria? – Indagou ela enquanto esfregava o couro cabeludo.
- Eu não sei... Você está nervosa?
- Pra ser sincera, não. Eu diria mais como ansiosa... Eu acho que vou ter que fazer umas aulas de etiqueta, né? – Daisy fez uma careta.
- Existem algumas coisas do protocolo que você vai ter que aprender, mas não é nada demais, é na verdade ótimo que você aprenda, para evitar qualquer desconforto futuro. A coisa que estou mais ansioso é pelos seus guarda costas e também a mídia... Esses filhos da puta, vão ter que ficar espertos agora que você é membro da família.
- Eles já foram piores. – Disse Daisy com veracidade e se espremeu com ele embaixo da ducha para tirar o shampoo de seu cabelo. – Você vai mesmo ter que voltar para Anglesey hoje? Sei lá, seria bom você participar um pouco mais dos preparativos e também me ajudar um pouco a me adequar a isso tudo.
Harry a deu um olhar significativo e Daisy encolheu os ombros. Não custava nada tentar... Ela sabia que Harry já estava abusando ao tirar tantas folgas frequentes nos últimos dias, mas ela gostaria que seu noivo fizesse parte daquilo.
- Olha... Se eu não voltar, não vou ter permissão pra tirar folga no seu evento e eu quero muito, muito fazer essa aparição oficial com você. – Ele disse enquanto tomava a liberdade para pegar o condicionador e passar nas mechas dela. – Você vai dar conta Daisy... Você nasceu pra isso, eu não tenho dúvidas.
-x-
No escritório de St. James, Harry se viu ao lado de sua noiva, sentados a uma enorme mesa com várias pessoas que formariam a partir de agora a equipe do casal. Naquela mesa, eles iriam decidir, não só os afazeres de Daisy, agora, como um membro oficial da família, mas também, o deles como uma família, e é por isso, que não só os dois estavam ali, como a equipe de Harry, a equipe do Príncipe Wales e também a equipe de sua avó, fora os dois, pessoalmente.
A reunião dera início há cerca de trinta minutos e basicamente, Edward é quem estava coordenando a situação, explicando para sua noiva o que seria a vida dela, dali então. Bem, ela já estava ciente.
- Você precisa estar ciente de que é uma grande responsabilidade... Você está se juntando a Família Real mais popular do mundo e vai ser, consequentemente, uma das mulheres mais famosas do mundo. As pessoas vão querer saber sobre você, as meninas irão lhe usar como referência em tudo que fizer, tudo o que vestir, tudo o que falar. – Dizia Fox. – Precisa então, estar preparada para isso.
Harry engoliu em seco ao perceber como ela acenou com os olhos um pouco arregalados e assustados. Ele colocou a mão sobre a dela, tentando fazê-la se sentir melhor, porque apesar de ser verdade as palavras de seu assessor, Harry não queria que ela se assustasse.
- Daisy... – A voz calma de sue pai, chamou-a. – Ele não está errado quanto ao que disse, mas é importante que saiba também que estaremos aqui como seus mentores, para orientá-la. Eu terei todo o prazer do mundo em lhe ensinar o que precisar e você poderá conversar comigo, sempre que quiser.
- É verdade, querida. É uma grande responsabilidade, mas não é para ser um fardo... Eu tenho certeza que vai se sair bem. – Dizia sua avó com a mesma convicção que Harry tinha em sua noiva. Ele até respirou aliviado. – Eu vou lhe encontrar a melhor dama de companhia, para ensiná-la tudo. A acenar, falar, se vestir, se portar... Eu prometo que faremos isso e você, até o dia do casamento, estará preparada e será uma verdadeira duquesa.
Harry se sentiu um pouco nervoso quando sua avó então, colocou o ducado em palta. Ele estava ciente de que ela o ofereceria um quando chegasse o dia de seu casamento, mas não podia evitar o nervosismo.
- Bem, já que mencionamos o ducado... – Disse Elizabeth, enquanto ajeitava os óculos e tirava papéis da pasta. – Eu gostaria de tratar desse assunto com você Harry e também sua noiva. Como vocês já sabem, eu costumo oferecer como presente, aos meus familiares, títulos, de presente de casamento. O correto, seria que você, Harry, estivesse recebendo o título de Duque de York, mas como seu tio Andrew tem uma saúde de ferro e até que seu pai seja o Rei, você vai carregar então, se assim aceitar, o título de Duque de Sussex e eu naturalmente, faria outra vez, alteração na Lei, para que os filhos de vocês dois, possam usar o termo Príncipe e Princesa de Sussex.
Harry engoliu em seco outra vez, enquanto escutava atentamente o valor e o significado por trás do ducado de Sussex – originalmente, ele bem sabia, que ele deveria ter sido dado a seu tio Príncipe Edward, mas ao invés disso ele havia recebido o condado, e também seu irmão foi uma potencial opção, mas o ducado de Cambridge lhe fora oferecido.
-... Seu tio Edward é o herdeiro oficial do ducado de seu avô, Edimburgo. Há muitos anos, ele optou pelo condado de Wessex, porque gostaria de estar um pouco, mais uh... Livre, entende? E sabe... – Suspirou Elizabeth. – Eu também quero lhe dar essa opção que seu tio teve. Você leva o seu serviço Real muito a sério, e também leva o serviço Militar. Você nasceu Real, mas se tornou Soldado. Eu vou te dar a opção de escolher também, o título subsidiário de Conde de Clarence... Você ainda seria parte da família e seus filhos também, mas suas obrigações já não seriam tantas e seus filhos teriam a chance de ter uma vida mais normal. Sua filha poderia usar o título de Lady e seu filho de Visconde, como Jaime
Ele olhou para Daisy então, em busca de ajuda. Honestamente, ele preferia que sua avó não tivesse o dado aquela opção porque ele não sabia o que escolher – e se ele não sabia, muito menos sua esposa.
Ambas coisas tinham muito valor para ele... Harry sabia que se ele escolhesse o ducado, ele teria a vida de William, talvez com um pouco menos de dor de cabeça e cobrança, e se escolhesse o condado, ele teria mais liberdade, seus filhos teriam mais liberdade, Daisy teria mais liberdade. Ele poderia se dedicar mais a sua vida militar e não seria apedrejado por isso... Seus filhos poderiam ter uma vida mais tranquila e viver o mais dentro do normal que era possível para um Mountbatten-Windsor.
Contudo, ainda havia um sentimento de dever dentro dele. Ele era um Príncipe de Wales, seu pai seria Rei, seu irmão seria Rei e era pressuposto que um dia, ele fosse o braço direito do Rei e mentor do Príncipe George. As pessoas esperavam aquilo dele e sinceramente, Harry já havia se acostumado com aquilo, ele nunca cogitou que ele um dia teria a opção de poder ‘fugir’ um pouco daquilo.
- O que você acha? – Ele se voltou para Daisy e ela arregalou os olhos, assim como toda a equipe, porém seu pai e sua avó permaneceram impassíveis.
Por mais antiquado que possa parecer, a maior parte das pessoas não estava acostumada com os Windsor legítimos perguntarem a seus parceiros o que eles achavam. Pessoalmente, Harry não queria fazê-la se sentir como sua mãe se sentiu – inútil e fracassada.
Ele não queria tê-la andando dois passos atrás dele, não queria que Daisy vivesse sorrindo, acenando e sendo só um rostinho bonito. Ela não era só um rostinho bonito, ela era sua parceira, eles teriam que fazer aquilo juntos. A decisão que ele fizesse, iria influenciar a vida dela também e a dos filhos.
- Eu... – Daisy franziu o cenho. – Eu não sei.
- Sabe sim... Diga. – Harry incentivou-a.
- Eu acho que deveria fazer aquilo que você sente que é certo Haz... Seja lá o que você escolher para nós, eu vou ficar feliz. Se você quer continuar se dedicando a monarquia, se quer a chance de ser mais normal, a decisão é sua, eu vou apoiar e ficar muito feliz e orgulhosa.
Ele respirou profundamente e desejou que pudesse pensar, mas sabia que sua avó não tinha muita paciência. Ela queria que ele decidisse aquilo naquele momento, que ele escolhesse o destino dele, Daisy e de sua família.
Clarence ou Sussex?
- Eu acho que... – Suspirou fortemente. Ele também pediu internamente para que não se arrependesse no futuro. – Eu acho que vai ser uma honra continuar servindo a senhora tanto quanto venho servido nos últimos anos e eu acho que minha noiva e meus filhos futuramente também vão ter prazer em servir a coroa. Eu fico com Sussex.
-x-
Após a escolha de Harry, a reunião se prosseguiu com mais tranquilidade. Ela já havia assinado os papéis que a nominavam duquesa de Sussex, junto com Harry, muito embora o título só iria ser oficialmente válido após a cerimônia.
Ela também havia sido apresentada a seus guarda costas, Martin e John, sendo o primeiro o oficial, assim como Simon era o de Harry há anos. Também havia sido apresentada a Judith, que seria sua assistente, tal como Edward permaneceria sendo o de Harry.
- Qualquer lugar que você vá, qualquer lugar que você esteja, eles estarão te acompanhando. São de extrema confiança, eu mesmo os entrevistei. – Disse Charles num tom baixo e contido. – Você estará num momento de adaptação, por isso não será estranho se você se sentir incomodada com a presença deles.
- Eu entendo, senhor. – Acenou com a cabeça e então se voltou aos dois homens engravatados. – É um prazer conhece-los, tenho certeza que teremos uma boa convivência.
- E Judith McKinnon, vai ser sua assistente, e te ajudar com a maquiagem e as roupas. – Disse Charles. – Há um protocolo rigoroso quanto a essas duas, mas eu acho que você já tem mais ou menos uma noção não é querida?
- Sim, senhor. – E então se voltou para Judith. – É um prazer conhece-la.
- O prazer é todo meu senhorita. – Polidamente, Judith respondeu.
- A dama de companhia, para ajuda-la, eu creio que escolherei uma prima minha. – Disse Elizabeth. – Você começará a ter suas aulas, e junto com Judith e Edward, e toda a equipe da Clarence House e do St. James Palace, você poderá iniciar a organização do seu casamento... Precisamos de uma data em breve.
Daisy procurou Harry com os olhos e ele fez um sinal para que ela se pronunciasse quanto aquilo. Eles já haviam discutido o assunto, mas precisavam da aprovação de Sua Majestade e também da equipe.
- Nós conversamos e pensamos que talvez Março fosse uma época boa. Final de Março, talvez.
- Dia vinte e cinco. – Harry especificou.
- Então agendaremos. É importante que vocês também não estejam tão ocupados nessa época, mas que sejam bastante vistos juntos...
- E algumas reformas, ajustes, precisarão ser feitos até lá. – Concordou Elizabeth. – Dia vinte e cinco é a data... Catedral escolhida?
- St. Paul’s. – Foi Harry que respondeu. – A lista de convidados é grande e...
- Será uma grande recepção então, presumo? – Charles é quem perguntou. – Faremos então a recepção em Buckingham.
- Ainda não fizemos a lista, papai. – Disse Harry com tranquilidade. – Mas há várias pessoas que Daisy e eu gostaríamos de convidar, além do que é usualmente requisitado.
- Vocês sabem que precisam dessa lista até o fim do mês não é? – Disse Judith, com delicadeza e educação. – E senhorita Cooper, existem alguns assuntos que precisaremos tratar. Seu vestido é um deles, há todo um protocolo a ser seguido e você precisa escolher seu estilista, logicamente, um britânico.
- Eu já tenho mais ou menos noção do que eu quero. – Disse tranquilamente.
- O que é ótimo, de fato. – Disse Edward. – E daqui alguns dias, vocês terão uma sessão de fotos e também farão uma entevista para BBC.
- Eu estou ciente disso. – Daisy acenou com a cabeça.
- E estará preparada também. – Harry disse com delicadeza. – Judith e a dama de companhia que vovó indicar, irão prepara-la até lá. Não se preocupe com isso ok?
- É verdade Daisy. – Elizabeth respondeu. – Até a entrevista, você já estará razoavelmente preparada. Mas há outro assunto que eu gostaria de tratar com você... Eu quero saber a que tipo de causas, paixões que você está disposta a abraçar como Real. Nós somos conhecidos por visitarmos muitos hospitais, mas cada um de nós tem um paixão... Harry apadrinha instituições de soldados caídos, visita famílias que perderam entes queridos em guerras... Charles apoia causas ambientais... O que você gostaria de apoiar?
Aquela era uma grande decisão. Ela estava olhando para a mulher que vinha apadrinhando mais de cem instituições, todas com diferentes causas e praticamente toda semana, muito embora ela já estivesse com a saúde mais fraca, Elizabeth saía e fazia seu dever como Sua Majestade e madrinha de todas aquelas instituições, promovendo-as e chamando a atenção.
- Majestade, seria uma honra poder representa-la nos compromissos que não estiver disposta. – Disse antes de tudo. – Mas eu tenho muitas causas que eu gostaria de abraçar... Eu gostaria de poder trabalhar com crianças, gostaria de poder visitar escolas públicas, abrigos, gostaria de apadrinhas centros de repouso, porque eu já trabalhei em um e sei o quanto falta a eles um pouco de atenção.
Daisy gostaria de fazer aquilo. Se aquilo era o que ela deveria fazer pelo resto de sua vida, ela aproveitaria agora que era bem disposta e cheia de saúde, para trabalhar duro e fazer o povo britânico amá-la e ter orgulho dela. Ela queria que as pessoas olhassem para ela e não vissem os figurinos de grife e sim alguém que se importava...
Porque ela, verdadeiramente, com todo seu coração, se importava.
-x-
You are the hole in my head You are the space in my bed You are the silence in between What I thought and what I said
Eles vão se casar: Príncipe Harry pede a mão de Daisy Cooper!
Há cinco anos atrás, Daisy Cooper foi dita por muitos como a prometida, e ao que tudo indica, ela realmente é a prometida!
Nessa manhã de novembro, recebemos a notícia de que o Príncipe Harry está noivo da senhorita Cooper, após um relacionamento longo de cinco anos, o casal enfim decidiu dar um segundo passo para a relação e se tornarem marido e mulher.
A senhorita Cooper, que já morava no apartamento do Príncipe, agora é dada como um membro oficial da Família Real e também foram clicados, pegando uma carruagem no Palácio de Buckingham para uma reunião com o SAR Príncipe Wales e Sua Majestade, a Rainha Elizabeth II, com o objetivo de decidir o destino do casal e também apresentar a senhorita Cooper a sua nova vida – uma vida de princesa!
Por muito tempo, o Príncipe Harry de Wales esteve na lista dos solteiros mais disputados do mundo, encabeçando o primeiro lugar, mas agora seus dias de solteirice e playboy terminaram! O príncipe playboy foi domado!
Fontes nos informaram que o pedido foi feito no aniversário da senhorita Cooper que foi na semana anterior.
‘Ele anda muito ocupado, mas Harry é muito romântico, ele se importa muito em fazer com que tudo para Daisy seja perfeito. Se ela pedir uma estrela, ele vai mover o mundo para dá-la’.
Sem dúvidas deve ter sido bastante romântico, afinal, não é a primeira vez que escutamos algo do tipo sobre o Príncipe.
‘Sempre foi parte dos planos deles’ Informou uma fonte ‘Mas pela diferença de idade e também pelo fato de levarem o profissional bastante a sério, eles prolongaram o namoro por bastante tempo, porém ambos estão muito felizes. Harry não para de falar sobre filhos e Daisy não poderia estar mais radiante, ela sempre quis formar uma família com ele.’
O Daily Mail e toda sua equipe deseja felicidades ao mais novo casal e também espera que possam agraciar ao povo com uma fabulosa cerimônia e maravilhosos filhos.
Parabéns ao Príncipe e Princesa Henry de Wales!
You are the night time fear You are the morning when it's clear When it's over, your start You're my head and you're my heart
- Eles não perdem uma... Puta merda. – Foi o que Harry disse, quando Daisy havia terminado de ler a matéria nova do Daily Mail.
- A coisa boa sobre tudo isso é que todos parecem realmente felizes com nosso casamento... Por enquanto.
- Ainda bem que você não é iludida.
Daisy sorriu e suspirou, deixando o iPad de lado enquanto o via arrumar as malas, porque em alguns minutos um carro chegaria para leva-lo de volta a Anglesey. Para longe dela, para longe de seus braços e da cama que eles compartilhavam.
You are the night time fear You are the morning when it's clear When it's over, your start You're my head and you're my heart
Ela respirou fundo, olhou para o daisie em seu dedo anelar e disse a si mesma que em breve aquilo acabaria. Em breve, eles seriam marido e mulher, ele passaria todas as noites na cama ao seu lado, eles viajariam juntos e teriam tempo para vivenciar a vida de casados.
- O que foi? – Ele perguntou, ao perceber que ela o olhava em silêncio.
- Nada. – Ela deu de ombros, ainda sorrindo amigavelmente. – Só estou te olhando...
- Bom demais pra acreditar que é real, não é mesmo?
- Há! Sim, sem dúvidas... Você é muito sexy Wales...
- Sussex. Ou melhor, em breve...
- Acho que vou ter que me acostumar não é? – Daisy disse franzindo o cenho e rindo. – Daisy Sussex... Não é nada mal.
- Sua Alteza Real, Duquesa de Sussex. – Ele disse significativamente, com um sorriso sacana. – E aí? Nada mal também?
- Eu não me importo muito com toda essa pompa, mas eu assumo que é meio que... Incrível. Se você parar pra pensar eu sou uma princesa também... Eu sou a Princesa Henry de Wales.
- Acho que eu não sei como vou me acostumar a ser chamado de Sussex. – Harry disse enfiando um monte de camisas na bolsa que arrumava. – Ou te chamar de Sussex... Você é Cooper.
No light, no light Tell me what you want me to say
Daisy sorriu e então engatinhou na cama, indo até onde ele estava de pé. Ficou de joelhos, estendendo seu corpo até Harry e passando os braços ao redor do pescoço dele, para então dizê-lo.
- Você pode me chamar de Cooper... Ok?
- Coop.
- Ok... Coop.
Os braços dele rodearam seu corpo e as línguas dos dois, dançaram juntas em sincronia. Ele apertou-a contra o próprio corpo e ela suspirou, sentindo-se extremamente tentada a tirar a camisa que Harry vestia, embora faltasse menos de uma hora para que ele tivesse que partir.
Quando a boca dele foi em direção ao seu pescoço e as mãos dele massageavam seus seios, Daisy pegou-o murmurando contra sua pele.
Through the crowd I was crying out And in your place there were a thousand other faces I was disappearing in plain sight Heaven help me, I need to make it right
- Logo após o casamento Cooper... Você vai dar um jeito de me dar um filho, certo?
Ela suspirou, sentindo a boca dele sugar a pele de sua jugular. Agarrou a nuca de Harry, enquanto sentia sua calcinha umedecer. Ela estava entorpecida de prazer e delirando ou ele estava mesmo a pedindo um bebê?
- Você vai querer? – Perguntou, apenas para garantir, porque não estava no real controle de seus hormônios naquele momento.
- Sim... Eu... Eu não consigo parar de pensar nisso há dias. – Foi o que ele murmurou. – Deus, eu quero ver sua barriga crescer, quero ter uma família com você Cooper. Quero que possamos opinar sobre marcas de fralda e ter histórias engraçadas de noites mal dormidas e de choros incessáveis.
You want a revelation You wanna get it right But it's a conversation I just can't have tonight
Ela riu e suspirou outra vez, a boca dele grudou na dela. Daisy sentiu-o começar a empurrá-la contra a cama e subir em cima dela, sem nunca parar de beijá-la, sem nunca passar daquele incrível momento de romance que os dois tinham.
Ela enfim estava permitida então? A sonhar com bebês? A querer bebês? Eles então não precisavam mais esperar para aquilo? Ele não iria fazê-la aguentar um ano, para se acostumarem com a vida de casados, como a maior parte dos casais?
You want a revelation Some kind a resolution You want a revelation Deus... Que ótimo! Tudo o que ela queria, tudo o que faltava para eles era um bebê. Eles já tinham vivido tantas experiências, já tinham uma vida de casados praticamente, tudo o que faltava era um bebê.
- Você não está brincando comigo está? – Disse Daisy, quando faltou fôlego para prosseguir o beijo, colocando as mãos no rosto de Harry. – Porque se estiver, é muita, muita, muita covardia...
No light, no light in your bright blue eyes I never knew daylight could be so violent A revelation in the light of day You can't choose what stays and what fades away And I'll do anything to make you stay
Harry riu e roçou o nariz no dela e Daisy percorreu as mãos pelas costas largas de seu futuro marido. Ela roçou as pernas nuas no corpo dele, sentindo-se confortável com o peso dele, sobre o dela.
- Eu nunca brincaria com isso. Nunca, nunca. – Selou os lábios dela. – Eu sempre quis filhos, eu sempre te disse isso... Eu só fui um filho da puta com você, porque eu estava num momento muito ruim.
No light, no light Tell me what you want me to say
- Eu sei, eu sei. – Ela apressou-se em dizer, ainda deslizando as mãos pelo corpo dele. – Mas agora você está bem...
- Sim, agora nós estamos bem, estamos onde precisávamos estar há muito tempo. Não nos falta nada que não seja isso... Um bebê. Um bebê é tudo o que precisamos.
Ela sorriu, encantada e acenou com a cabeça. Seria tolisse chorar, mas Daisy queria muito. Ela estava tão feliz, ela mal podia esperar para aquele dia chegar, para o dia que ela pudesse sentir alguém crescer dentro dela.
- Bem, sabe o que dizem né? É preciso treinar... A prática leva a perfeição.
Would you leave me if I told you what I've done? And would you leave me if I told you what I've become? 'Cause it's so easy to say it to a crowd But it's so hard, my love, to say it to you alone
Harry riu e logicamente entendeu o recado. Ela riu junto e o beijou rapidamente, porque eles precisariam ser mais diretos... Precisariam ter uma transa épica com trinta minutos, porque afinal, eram cinco dias longe do outro. Cinco dias sem Harry, era uma tortura para os hormônios de Daisy e era por isso, que quando ele chegava em casa, ela estava insasciável.
A camisola dela estava levantada na altura da barriga e a camisa dele no chão, quando os latidos de Wonka e o Pug desgovernado pulou na cama, aborrecido, por não ter atenção.
No light, no light in your bright blue eyes I never knew daylight could be so violent A revelation in the light of day You can't choose what stays and what fades away And I'll do anything to make you stay
- Shhh, sai fora garotão. – Dizia Harry.
- Hmmm... – Daisy gemeu quando sentiu as unhas dele rasparem sua perna.
- Ignore-o.
- Não dá. – Ela disse num muxoxo, quando os latidos não cessavam. – Shhh, fora, fora.
No light, no light Tell me what you want me to say
E foi quando então o celular de Harry havia começado a tocar na cabeceira da cama e eles entederam porque Wonka estava com todo aquele pique. Muito provavelmente o carro que viera buscar Harry já estava estacionado do lado de fora do apartamento, e por isso o pug chegara às pressas no andar de cima.
Daisy suspirou e o viu, impaciente, ir até onde o celular tocava e atende-lo.
- Está aí embaixo? Uhum... Certo. Não, eu só estava me despedindo de Daisy. Ok, eu já desço.
-x-
You want a revelation You wanna get it right But it's a conversation I just can't have tonight
Ele suspirou quando chegou até a porta e viu a cara dela, os braços cruzados sobre o busto e o beicinho nos lábios. Ele sabia que ela não ficava satisfeita com as despedidas e sabia que ela também, por mais que entendesse, por mais que se esforçasse para ser paciente, sentia a falta dele e precisava que ele estivesse por perto.
- Você vai se ocupar bastante com os últimos acertos do seu evento... Eu vou estar de volta para a entrevista ok?
- Mas só em duas semanas... – Reclamou Daisy.
- Bem, você vai se divertir enquanto isso. Vai escolher seu estilista, experimentar vestidos de noiva.... – Disse Harry, aproximando o corpo do dela e tirando os fios castanhos que caíam no rosto de Daisy e colocando-os atrás da orelha. – Eu volto pra você... Sempre volto. Vai acabar na primeira semana de janeiro.
- Eu sei. – Ela acenou com a cabeça, suspirando. – E então você vai ser só meu e passar o tempo todo em casa?
- Sim... E dia vinte e cinco de março...
You want a revelation Some kind a resolution Tell me what you want me to say
Ele deixou no ar e sorriu, ela sorriu também. Colocou as mãos no rosto dela e a beijou uma última vez, não podendo ter o suficiente dela, não podendo manter suas mãos longe do corpo escultural, quando ele sabia que passaria dias e dias desejando poder tocá-la e não poderia, desejando poder beijá-la e não poderia, desejando poder estar com ela e não poderia.
Era tortura demais... Mas aquilo iria acabar. Primeira semana de janeiro e então ele estaria de volta, dormindo ao lado dela todos os dias e quando vinte e cinco de Março chegasse, eles oficialmente seriam marido e mulher e eles fariam amor o tempo inteiro, ela iria engravidar, ela iria dá-lo filhos e... Deus... Ele a queria e a amava tanto.
- Ok, ok... Nós realmente estamos indo longe demais. – Harry foi quem se afastou ao sentir o membro escondido em suas calças endurecer. Eles não podiam, ele tinha que voltar para Anglesey.
- Eu vou ter que me virar então, quando eu chegar ao quarto. – Ela disse, mordendo o lábio inferior.
Harry gemeu. Ela não estava mesmo fazendo aquilo com ele, estava?
- Não faça assim ok? Eu adoraria ficar, mas eu preciso ir...
- Certo... Ninguém está impedindo. Só disse que preciso resolver minha situação quando chegar no quarto.
Balançando a cabeça negativamente, Harry viu aquela como sua deixa. Beijou a testa de sua noiva e a viu, ainda chateada, ainda impaciente.
- Até duas semanas.
Ele precisava sair dali, mais um minuto perto de Daisy e ele iria rasgar a camisola de ceda, jogá-la contra uma parede e toma-la para si. Não seria nada bom, não seria profissional ou inteligente.
- Ei, gostosão!
Ele parou, rindo e virando-se para trás e a viu soprar um beijo.
- Eu te amo. – Ela disse.
Ele era um bobo, pois estava derretido. Ele balançou a cabeça negativamente, antes de responde-la.
- Eu te amo mais, mas eu realmente preciso ir gostosa.
- Eu sei... Vá então, Coronel.
- Major... – Corrigiu-a, ainda caminhando até o carro.
- Você já é o meu Coronel. Boa sorte.
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Las mujeres siempre tenemos el poder, y el poder nos lo dan los hombres. Porque todo lo que hacen ellos, sean padres, hijos, amantes o enemigos simplemente lo hacen para llamar nuestra atención. Los hombres nunca saben cómo vamos a reaccionar, y eso los descoloca, los sorprende, los desestabiliza. Somos las mujeres las que siempre decimos sí o no, y en realidad les hacemos crear a los hombres que son ellos los que dicen sí o no. El poder de las mujeres reside también en cuanto nos necesitan los hombres, se sienten perdidos si les damos la espalda. Los hombres nos temen, por eso somos tan poderosas. Pocas cosas nos pueden frenar. Somos las mujeres las que entendemos bien el poder, está en nuestra naturaleza, en nuestra ideología. El hecho de ser madre, eso es poder ¿o no? El poder de una mujer está en su corazón, en su intuición, en su instinto de protección. El poder de las mujeres está en su capacidad infinita de dar amor. Son los únicos seres capaces de experimentar el amor incondicional. Saben dar, cuidar y proteger la vida, y amar pase lo que pase. Maridos, hermanos, hijos, padres, amigos y novios le deben todo al amor de una mujer. Y todo lo que hacemos es un intento por corresponderlas. Es un elogio a la mujer. Los nenes jugamos a los soldaditos, las nenas a las muñecas. Nosotros nos preparamos para conseguir la gloria y ofrecérsela a ustedes. Ustedes se preparan para darnos la vida. La mujer vive para amar, y ese amor inmenso y arquetípico se transforma en fuente de energía para todos los que ocupamos un lugar en su corazón. FELIZ DIA MUJERES!
Cuando la tiranía del reino acaba. La bandera de la convicción durará para siempre
Este país esta enfermo, la gente también, El Rey y su gobierno también.
Los corazones de las personas están enfermos.
¡Algún día salvaré este país con mi medicina!




