La Biblioteca Mazarine 📚 es la biblioteca pública más antigua de Francia 🇫🇷. #Cortázar 🧔la menciona en el #Capítulo15 de Rayuela 📖 Éste es un lugar emblemático en la historia científica y literaria de Francia. Espero que la información les sea de utilidad en su lectura 👓📖 Si quieren tratar un lugar en particular déjenlo en los comentarios 👨💻📝 y vamos armando este camino juntos. ¡Que estén bien! 😃👍 ✳️«Acabaremos por ir a la Bibliothèque Mazarine a hacer fichas sobre las mandrágoras, los collares de los bantúes o la historia comparada de las tijeras para uñas.»✳️ #Rayuela #Capitulo15 #Cortazar #JulioCortazar #Biblioteca #Bibliotheque #Mazarine #BibliotequeMazarine (à Bibliothèque Mazarine) https://www.instagram.com/p/CLRel9Llds1/?igshid=g9vpn3zhzhk9
Parada em frente a um espelho, Lua fazia bico enquanto terminava de passar batom em seus lábios. Ao sair de casa, um trovão anunciava uma chuva que estava prestes a cair, Lua então volta até sua casa e pega um guarda chuva. Já dentro do carro, quanto esperava o sinal vermelho, Lua com o celular em mãos, digitava: “Amiga, já estou saindo de casa. Quando chegar quero que o ca” - uma buzina assusta Lua, ao olhar para o semáforo ela percebe que o sinal já estava verde, ao colocar o celular no colo para trocar de marcha, o motorista que havia buzinado passa por ela gritando: PRESTA ATENÇÃO NO TRÂNSITO, CARALHO! Como Lua é uma pessoa passiva, até de mais, ela apenas sorri e murmura: Sua mulher deve ter dormido de calças jeans, só pode! - Ao parar em outro semáforo, Lua completa a mensagem: “Amiga, já estou saindo de casa. Quando chegar quero que o café esteja coado.
Capítulo 15 - Florejus e Aniquilou em: Quando as peças não se encaixam mais, é hora de renunciar.
A menina loirinha pulou no colo do Michael e a Lana entrou reclamando que havia esquecida a cópia da chave dela. Até que ela me viu sentada no sofá.
Lana: o que você está fazendo aqui?
Michael: Lana, menos.
Ela bufou e entrou para o quarto. Eu já fui me levantando para ir embora, depois conversaria com ele, mas a criança desceu do colo e veio até mim.
…: quem é você?
Eu: sou amiga do seu pai, me chamo Valentina.
…: mamãe diz que as amigas do papai são más.
Michael: sua mãe está errada, filha.
…: você também tem filho?
Eu: tenho dois, Dominic e Désirée.
…: eu posso ir na sua casa brincar com eles?
Eu: claro que pode. Pede pro seu pai te levar lá, eles vão adorar brincar com você.
…: papai você me leva lá amanhã?
Michael: amanhã não filha, outro dia.
Ela concordou e foi brincar lá dentro.
Eu: é, eu já vou indo, outro dia a gente termina nossa conversa.
Michael: Tina, só não entenda errado o fato da Lana estar aqui. Ela é mãe da minha filha e nunca se desgruda da Mirella, então pra não ficar sem ver a minha pequena, eu deixo ela ficar aqui uns dias.
Eu: você não me deve satisfações Michael.
Michael: eu sei, mas não quero que você pense o inevitável.
Eu: a gente sempre pensa. Mas enfim, vou indo nessa. Até a próxima.
Fui para dar um beijo na sua bochecha, mas ele envolveu os braços pela minha cintura e me fechou em um abraço apertado. Parecia não querer me soltar. Quando consegui me desvencilhar, ele lembrou de algo e foi até o quarto dele, voltando em seguida com alguns brinquedos dos gêmeos que haviam esquecido por lá.
Michael: a moça que limpa aqui encontrou esses.
Eu: ah, nem lembrava mais deles, mas obrigada por ter guardado. Não te contei, estou reformando os quartos lá de casa, agora os gêmeos terão cada um o seu quarto.
Michael: eita, mas será que eles vão se acostumar?
Já estava na hora mesmo de reformar a casa, não só os quartos. O atual quarto dos gêmeos vai virar o meu escritório, depois que eles nasceram passei a trabalhar muito em casa, mas como não tinha um Home office, sempre ficava na sala de jantar enchendo a mesa de papéis. Dos três quartos de hóspedes a mais, dois deles seriam reformados para os gêmeos, a única diferença era que agora cada um teria o seu banheiro e o seu closet, não que isso faça diferença pra eles agora, já que são pequenos, mas me ajuda bastante. Já o terceiro quarto de hóspedes, continuará da mesma forma.
Eu: ah, não sei, mas não me importo de algum deles não quiser dormir sozinho. Vai ser assim até acostumarem.
Michael: ainda mais eles que são tão unidos.
Eu: vai ser um pouco difícil mesmo.
Michael: posso ir vê-los hoje?
Eu: não sei, Michael, preciso conversar com eles, explicar como as coisas serão diferentes agora…
Michael: serão diferentes porque você quer que seja!
Eu: você escondeu, mentiu e omitiu que tinha uma filha e que via sua ex quase todo dia por quase 2 anos, acha mesmo que vou deixar isso pra lá?
Michael: não posso mudar o que fiz, já passou, você já sabe da verdade. Me desculpa por tudo isso.
Eu: sim, e eu te desculpo, mas não esqueci, quem mente uma vez, mente outra e depois outra. E se tem algo que não tolero é mentira, você sempre soube disso.
Michael: eu te amar não é o bastante?
Eu: nem só de amor se faz um relacionamento.
Michael: a gente constrói o resto juntos!
Eu: sou mãe solteira de gêmeos, Michael, moro sozinha com eles e a Lourdes, sem mais ninguém da minha família perto, finalmente estou estabilizada, tudo o que menos preciso e quero agora são incertezas.
Michael: eu sou uma incerteza pra você?
Eu: não tenho mais certeza de nada relacionado a você.
Ele sorriu triste e eu fui, enfim, embora. Não podia dar continuidade à aquela conversa, aquilo só machucaria os dois. Foi bom ter colocado o que estava guardado pra fora, mas agora tinha um pequeno vazio dentro de mim.
De qualquer forma, me sentia estranha. Não só pelo fato do Michael ter uma filha e nunca me contado, mas também por sua pequena declaração. Há alguns meses atrás, eu provavelmente estaria no quarto dele e nós estaríamos tirando a roupa um do outro, mas hoje, agora, depois do que ele disse, eu não senti nada do que sentiria antigamente. Sabia que ainda tinha algum sentimento dentro de mim, ele foi uma parte muito importante da minha vida, me deu forças quando eu não tinha ninguém do lado fisicamente. Michael era importante de diversas formas, mas já não era a mesma importância. Eu já não me via mais casada com ele, coisa que gostava de imaginar quando estávamos juntos, nosso relacionamento tinha sido mascarado por uma mentira o tempo inteiro, mas ele ter escondido sua filha não me deixava mais irritada, e sim o fato dele ver a ex quase todos os dias, ter ela correndo atrás dele direto, cobrando sua presença, e nunca ter me dito nada. Ele preferiu mentir dizendo que precisava ficar no escritório até mais tarde resolvendo negócios, quando na verdade estava com a Lana e sua filha. Era isso que me magoava. Eu aceitaria sua filha de braços abertos assim como ele fez com os meus, mas ele preferiu esconder, mentir e omitir. Havia cavado sua própria cova. E nem ao menos precisou de ajuda.
Voltei pra casa ao som de músicas um tanto quanto melancólicas, a bad deve ser sentida dizia minhas melhores amigas e era exatamente o que eu estava fazendo. Um calafrio passou por todo meu corpo, meu coração apertou e uma sensação ruim tomou conta de mim, algo estava para acontecer, só não sabia o que. Pedi a Deus proteção a quem amava e a quem não amava também, era o máximo que podia fazer. Tentei me distrair, pensar em coisas diferentes, e como se quisesse brincar comigo, minha mente voou para ninguém mais, ninguém menos, que a assombração do meu coração: Otávio. Aquele garoto cheinho, com olhos claros, que adorava me pegar no colo pois sabia que eu tinha medo de cair, havia se tornado em um homem formado, bonito por dentro e por fora, um orgulho para a família e quem assombrava meus pensamentos vez ou outra. Como pode tudo mudar tão de repente?! Uma coisa que parecia certa, já decidida ficar pra trás e se desfazer igual nosso namoro?! Como pode duas pessoas que se amavam tanto não conseguir ficar juntas?! Eram tantas perguntas sem respostas.
Estacionei o carro igual sempre fazia, entrei em casa já anunciando que a mamãe havia chego e trago surpresa. Havia passado no restaurante que seus filhos tanto gostavam e comprado um combinado de comida japonesa. A casa estava silenciosa e nem o barulho da reforma estava presente, o que estranhei, afinal, esse era o horário que mais tinha barulho em casa.
Eu: Lourdes? Dom? Dê? Afrodite?
Gritei o nome de todos pela casa no primeiro andar e nada, fui subir para o segundo, no meu quarto não tinha ninguém, no atual dos gêmeos também não. Foi então que escutei um “track” logo atrás do ouvido e ao me virar dei de cara com uma arma.
…: não fala nada, só entra no quarto.
Ele usava um aparelho que mudava a voz e máscara preta. Entrei no quarto que estava reformando e encontrei meus filhos, a Lourdes e a afro sentados juntos em um canto enquanto dois rapazes apontavam as armas para eles e outros três revistavam a casa.
Gêmeos: mamãe!
Estava com lágrimas nos olhos de ver meus filhos presenciando algo do tipo e com medo de que algo de ruim acontecesse. Naquele momento aquela sensação ruim que senti ao voltar pra casa fez todo sentido.
…: senta ali com seus filhos. Nós não queremos machucar ninguém, só queremos as coisas de valor. A senhora tem cofre em casa? – neguei com a cabeça – Algum dinheiro guardado aqui? – neguei de novo – Ok então, vamos fazer o seguinte: vamos levar tudo o que for de valor, se vocês colaborarem, será tudo rápido, nós vamos embora e vocês voltam a vida normal de sempre, sem polícia, sem alarme, sem gritaria. Tudo numa boa.
Eu: podem levar o que quiser, só não nos machuque.
…: gostei do seu colar.
Arranquei o mesmo com força e o entreguei, só queria que aquilo acabasse e que meus filhos não passassem por isso nunca mais. Pude sentir o rapaz sorrir e sua mão passou delicadamente sobre meu rosto.
…: tão linda.
O olhei com todo o ódio que tinha guardado dentro de mim.
…: eu poderia te dar um beijo se não estivesse com essa máscara.
Eu: nunca te beijaria.
…: qual é morena, colabora.
Apertei meus filhos mais para mim e olhei para a porta: um dos pedreiros que estavam reformando o quarto estava lá.
Pedreiro: olá senhorita, surpresa em me ver? Pois então, da próxima vez que for contratar alguém pra reformar sua casa, pesquise mais sobre as pessoas. Foi tão fácil entrar, pesquisar sobre você, sua rotina. Alvos tão fáceis. Extremamente chato de tão fácil. Só me fiz de bom moço, ajudei no que precisava e pronto, já tinha ganho a confiança de vocês. Foi tão simples. Achei que uma casa desse bairro seria difícil assaltar, mas nossa. Vou tentar mais casas por aqui, depois dessa.
A campainha tocou. As lágrimas já rolavam bochecha abaixo.
…: você chamou alguém? Tá esperando alguém?
Eu: não.
…: quem é então?
Eu: não tenho bola de cristal.
Ele riu sarcástico e encostou sua arma no meu pescoço.
…: não seja irônica comigo, vadia. Agora vai atender a porra da porta, mas pode deixar, eu fico com seu filho.
Eu: não coloque as mãos nos meus filhos!
…: calma lá, leoa, quem faz as ordens aqui sou eu. Se você colaborar, não farei nada com seu filho, ele apenas ficará no meu colo.
Pegou Dominic do meu braço a força, deixei Désirée com a Lourdes e desci, sem antes ouvir de novo que eu devia colaborar. Dei de cara com o Wesley ao abrir a porta.
Eu: Wesley? O que faz aqui?
Wesley: vim te visitar, má hora?
Eu: mais ou menos.
Wesley: você tá bem? Estava chorando?
Eu: tô bem, estava assistindo filme com meus filhos, me emocionei com a cena.
Wesley: tão durona por fora.
Sorri amarelo. Ele olhou algo atrás de mim e fechou o cenho. Pegou seu celular no bolso.
Wesley: queria te mostrar um negócio que comprei, vê se você gosta.
Colocou seu celular na minha mão, estava aberto no bloco de notas e tinha escrito “tá tudo bem mesmo?”, uma lágrima escorreu e eu escrevi de volta “estou sendo assaltada, meus filhos estão lá em cima feito refém, me ajuda!”. Guardou o celular de volta.
Wesley: então, estava pensando em sairmos agora, o que acha? Nós dois, os gêmeos e a Afrodite.
Logo se despediu e eu virei para subir, mas um outro ladrão me chamou pra saber como abria minha caixa de joias. Depois que a abri para o prazer dos ladrões, voltei pra subir as escadas, mas nesse meio tempo, passou tudo feito um borrão: a polícia entrando com tudo, tiros sendo disparados, meus filhos chorando, eu subindo a escada correndo, Afrodite pulando no ladrão que carregava o Dom, um tiro certeiro disparado nele, seu corpo caindo sem vida e o Dom caindo no chão. Meu mundo parou por alguns segundos, meu filho havia caído e batido a cabeça, estava desacordado, minha filha chorava e chamava por mim, Afro cutucava Dom com a cabeça como se o chamasse para acordar, os tiros ainda não pararam. Meu pequeno tesouro inconsciente nos meus braços. Eu apaguei.
Melissa e Luan estavam prestes a completar seis meses de namoro, e desde seu aniversário ela parou de deixar sentimentos que colocassem em duvida seu relacionamento, entrassem em seu coração. Em parte por ter tido a certeza de que amava Luan e sentir a paz de Deus sobre esse relacionamento e em parte pela pregação de seu pai no culto no dia seguinte. Ele lera alguns versículos e discorreu o sermão sobre eles.
“Não dêem lugar ao diabo.” Efésios 4:27
“Cada um, porém, é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por este arrastado e seduzido. Então esse desejo, tendo concebido, dá a luz o pecado, e o pecado, após ter se consumado, gera a morte.” Tiago 1:14-15
Melissa percebeu que por ter dado voz a seu ciúme, o diabo aproveitou a oportunidade pra “fazer a festa” em sua cabeça e decidiu se manter vigilante em oração para isso não acontecer de novo.
Hoje eles estavam em um restaurante para comemorar seu aniversário de namoro, mas Luan estava meio distante.
—O que você tem? Desde ontem você ‘ta estranho.
—Não é nada.
—Você sabe o que aconteceu quando eu escondi meus sentimentos. Só deu problema. —Melissa tinha lhe contado o ciúme que tinha guardado dele e a pregação que lhe ajudou a mudar de atitude. Na época Luan ficou bem chateado com ela, mas acabou entendendo e resolveram serem sempre sinceros um com o outro.
—É algo pessoal, não quero te chatear com isso.
—Mas eu quero saber. Vai ser assim quando a gente casar? Você vai ficar guardando os seus problemas só pra você?— Ao falar sobre casamento Melissa percebeu o rosto de Luan se contrair e uma coisa lhe passou pela mente. Luan tinha lhe contado que Joana tinha morrido logo depois que Marjore nasceu e fazia apenas algumas semanas do aniversário da pequena. —Faz dois anos que a Joana morreu, é isso que ‘ta te incomodando não é?
—É, Melissa. — Respondeu ele de forma ríspida. — Não sei se você já perdeu alguém que ama, mas eu já. E é muito difícil deixar esse dia passar despercebido.
—Só fiz uma pergunta. Queria saber o que ‘ta te incomodando.
—Agora você já sabe. E pode ser errado o que eu vou falar agora, mas a verdade é que eu sinto falta dela. Pensei que estando com você seria mais fácil esquecer, mas não é.
—Então você só ‘ta comigo pra “tampar o buraco”?— Perguntou Melissa com raiva.
—Não foi isso que eu quis dizer.
—Mas foi o que pareceu. E eu não sirvo pra isso Luan. Se você quer alguém só pra te ajudar a esquecer a sua “querida esposa”— disse com ironia—, então procure outra pessoa.
—Melissa você ‘ta distorcendo o que eu disse.
—Não to não. Como eu pude me enganar tanto com você?—Disse e começou a chorar.
—Olha, não é um bom dia pra gente discutir. Eu não ‘to bem.
—Isso eu já percebi. Você me destratou só porque te fiz uma pergunta.
—Desculpa. Eu disse que ia falar besteira. Mas você me entendeu mal. Eu não disse que ‘to com você só pra “tampar um buraco”, mas que pensei que por estar com você não ia me sentir tão mal.
—Olha nesse tempo todo que nós estamos juntos eu aprendi a conviver com o fato de que você já teve uma família e que tem os laços com a sua falecida esposa e os pais dela. Eu amo a sua filha e ela nunca foi um problema pra mim. Mas a forma como você se sente em relação à Joana e se refere a ela me incomoda. Quando você fala “minha mulher”, “minha esposa”, me machuca, sabia?
—Ainda não me acostumei com isso Melissa. Não é você quem sempre usa o discurso de “esqueça as coisas passadas, porque tudo se fez novo”?
—É Luan. Só que você ainda não seguiu em frente. Eu não sou ‘a outra’ Luan. Se você quer ficar comigo, fique somente comigo. Quando tiver virado essa página da sua vida e quiser começar uma nova comigo, você me procura.
—Você ‘ta terminando comigo?
—Não. ‘To te dando um tempo pra deixar Deus trabalhar um novo tempo no seu coração. —Disse e saiu, deixando Luan sozinho na mesa.
O almoço deles chegou, e eles se sentaram em um balcão. O escritório de Alfonso era enorme, disponibilizava tudo que ele necessitava para passar o dia todo ali.
Comeram um simples filé a medalhão com fritas, que estava muito bom, conversaram, Anahi não citou o episódio com Roger, o clima estava muito agradável para acabar com ele.
- Nossa, olha a hora! – Anahi se espantou, ela tinha percebido que o tempo havia passado tão rápido – Tenho que ir, baby – Ela pegou sua bolsa.
- Já? – Alfonso perguntou a abraçando pela cintura quando ela já estava perto da porta.
- Sim – Ela fez um biquinho fofo, e ele riu selando os lábios.
- Você vai se dá muito bem – Ele murmurou sem se separar muito dela. Anahi sorriu puxando ele para um outro beijo, Alfonso encostou ela na parede, prensando-a. Ela o empurrou de leve quando percebeu pra onde aquilo estava indo.
- Vou passar o dia todo pensando em você – Ela disse, fazendo um carinho no rosto dele.
- Eu também – Alfonso segurou a mão dela beijando-a – Boa sorte, amor.
- Tchau – Ele a acompanhou até o elevador, esperando até ela sair. Anahi pegou um taxi na frente do prédio, tinha trinta minutos para chegar ao seu trabalho.
Anahi se preparava, ela seria a próxima a se apresentar. Quando sua colega Mary saiu, ela entrou. Na sala estava sua chefe vadia, o pai dela, só que desse Anahi gostava, Sr. Archibald era muito generoso com todos, pena que tinha dado controle total da empresa para a filha, ele só estava lá agora porque gostava de participar dos negócios, mesmo que quem fosse decidir tudo era Hanna, a vadia.
- Pode começar Anahi – Hanna olhou brevemente em sua direção, mas logo baixou a cabeça dando total atenção a algum papel que ela estava segurando. Anahi ligou o power point e apagou as luzes, dando inicio a apresentação.
- Minha ideia começaria com uma mulher vestida com as roupas da marca nix (a nova marca de roupas que uma socialite americana provavelmente com o dinheiro do marido estava tentando introduzir ao mercado)... – Anahi continuou apresentando todos os pontos da sua ideia, esclarecendo todas as duvidas que vinham do Sr. Archibald, que a olhava encantado – E então a tela escureceria encerrando – Era incrível, uma ideia genial, Sr. Archibald apladiu, e Hanna apenas acenou.
- Você já sabe, ainda tem mais duas pessoas além de você, então provavelmente amanhã darei um resultado – Hanna dispensou Anahi, que fez um esforço enorme pra não jogar o copo de agua que agora Hanna bebia na cara dela, e estragar a chapinha que ela usava.
- Com licença – Anahi sorriu falsamente se retirando da sala – Eu não acredito no quanto essa mulher pode ser insuportável – Murmurou assim que estava fora da visão dos outros.
- Ei, Any – Angel, sua colega de trabalho a chamou de dentro da sua sala – Como foi a apresentação?
- Foi boa – Anahi respondeu sem empolgação.
- Deve ter sido, você é ótima – Angel encorajou a amiga – Mas você sabe, né? No final vai ser ele de novo – Se referindo a Mario. Tinha que ser o sotaque espanhol, ou o bastardo era muito bom de cama, porque não era possível!
- E eu não sei? – Suspirou cansada – Quer saber? Acho que vou pra casa – Anahi se despediu da loira, já era quase a hora de ir embora mesmo.
Anahi chegou ao seu apartamento cabisbaixa por volta das 18:00, encontrando um embrulho de presente grande no sofá, que continha um pequeno bilhete em cima.
“Tenho certeza que você foi maravilhosa hoje. Se deu tudo certo, vamos sair para comemorar, mas se não, eu tenho uma boa ideia de como mudar seu humor. Te pego as 20:00 – A”
Dentro do embrulho tinha um vestido preto, bonito, com um decote até quase na cintura com comprimento até os joelhos (tipo Anahi em nuestro amor, mas sem um decote tão grande, maior um pouquinho e sem aquela coisa preta na saia). Depois que passou a emoção do presente, começou a ficar louca de um lado para o outro, se quisesse parecer apresentável, tinha que se arrumar correndo.
Faltava dez minutos quando Anahi chegou na portaria do prédio, Alfonso ainda não tinha chegado. Há! Ele que sempre reclamava que ela não tinha pontualidade.
Andrew passeava com o cachorro por lá.
- Anda amigão, faça o que você tem pra fazer logo – Andrew se apoiou na parede, esperando o cão que farejava por ali.
- Boa noite – Anahi o cumprimentou. Ela gostava dele, principalmente depois que ele praticamente salvou sua vida.
- Olá, Anahi – Ele sorriu se dando conta da presença dela – Aquele cara não voltou a incomodar, não, né?
- Não – Ela sorriu – Obrigada por aquele dia.
- Não tem de que. Você está muito bonita – Andrew a elogiou, e ela sorriu agradecida. Nessa hora Alfonso chegou em sua limusine, saindo do carro para abrir a porta para ela.
Fanfic. - The Best Part Of Me. - Capítulo 15. Pov's Harry.
Eu tenho que deixar de ser um idiota. Ficar bêbado nunca foi a solução para nada, mas eu nunca aprendo isso. Eu tenho que ser o cara perfeito para ela, eu quero ser tudo o que ela quer, e o que ela quiser. Eu não estou só apaixonado, eu a amo. Está acontecendo de novo e eu não posso evitar mesmo que queira. Agora eu acho que tenho mais consciência de que ela sairá ferida, mas eu não me importo, não sou eu quem me controlo, é ela.
Eu acho que isso começou quando eu fui a noite para a casa dela, eu estava em dúvida se realmente gostava dela, mas a partir daquela noite eu soube que ela não sairia mais da minha vida. Não de propósito. Ela estava de pijama, cabelo preso e óculos de grau, e ainda assim ou talvez exatamente por isso ela estava linda. Ela tem seu jeito desesperado de querer lidar com tudo, eu admiro até mesmo os devaneios dela e a mania da falar sozinha e morder os lábios, eu acho tão atraente quando ela sai atrasada carregando a bolsa que vai até abaixo da bunda, com uma blusa de frio traspassada pela alça, chaves e celular na mão. Sempre que ela está concentrada ela arqueia as sobrancelhas quase as juntando no meio e segura o lábio inferior com os dentes. Seu sorriso é a mais perfeita coisa que já vi. Ela tem somente uma covinha do lado direito do rosto, faz dela tão única.
Por mais idiota que isso pareça, na rua, no trabalho, ou em qualquer lugar que eu vá, eu só penso nela, eu só tenho olhos para ela. Digamos que no escritório, talvez não só por ser filho do dono, mas todas as mulheres que trabalham lá se jogam aos meus pés. E desde quando a Emily aconteceu pra mim elas passaram a ser só as empregadas da empresa. E nem mesmo aquele idiota do setor elétrico me irrita mais.
São cinco horas e eu já posso sair da academia, não tenho mais aulas para dar até quarta-feira. Estou elétrico, eu quero entrar no carro ir naquela livraria buscar ela, levá-la para minha casa e não deixar que ela saia de lá nunca mais. Abro uma garrafa de água e jogo em abundância o líquido dentro da minha boca. Sinto todo meu torço molhado, e o rosto pregando suor que nem mesmo a toalha tira. Vou até o vestiário masculino e tomo um banho, me sinto muito melhor e são cinco e meia agora, já posso ir para a livraria. Me agasalho o bastante para esperar a neve. Há algumas semanas vem vindo avisos de uma grande tempestade de neve por Londres, pela janela eu vi que o vento está forte então me apresso ainda mais para sair.
- Harry! Espera aí! - escuto a voz de Mark e me viro. Mark é o dono da academia e meu professor de boxe desde quando entrei aqui. Ele me ensinou tudo o que eu sei, ele tem quase cinqüenta e mantém o corpo em perfeito estado físico. Eu acho que ele é o cara que eu mais admiro, mas não agora.
- E ai? - batemos as mãos em cumprimento. Ele chega ofegante.
- Eu queria saber se você poderia cobrir uma aula as três pra mim amanhã. É só auto-defesa.
- Claro, eu cubro sim, agora eu tenho mesmo que ir.
- Tudo isso pela tal menina?
- Ela é A menina. - enfatizo o A, ele sorri e eu pisco de um olho.
Assim que saio do prédio o frio congela minhas bochechas e eu encaixo a touca na minha cabeça me virando para trás e encarando o letreiro que diz: Light a Big Fire. Eu não posso dizer isso sobre muitas coisas, mas eu amo trabalhar neste lugar. O prédio de dois andares, pintado de preto com o letreiro em prata e as descrições em vermelho. Não é nada criativo, é só uma grande parede com cinco janelas de vidro no ultimo andar e duas de cada lado da porta principal todas de vidro também. Dois degraus com corrimão separam a entrada do estacionamento que é logo a frente. Entro no carro e já ligo o aquecedor. Saio do estacionamento e em alguns poucos minutos estou parado em frente a livraria, eu espero dentro do carro, ela normalmente entra quando me vê, mas as luzes lá dentro estão acesas, há movimento, mas ela não sai. Desligo o carro e ela me olha desfazendo o sorriso que tem no rosto quando o sino toca.
- Será que nos já podemos ir? - pergunto arrogante encarando o rapaz de olhos azuis e pele clara e está obviamente se jogando para cima dela.
- Ahn, me desculpe eu, eu já vou indo. - ele diz e passa de cabeça baixa por mim. Acho melhor assim. Emily nem sequer deixou o livro que segurava, ela parece pausada e não diz absolutamente nada.
- Podemos ir? - ela fecha os olhos e respira fundo.
- Você realmente se acha no direito de poder vir aqui a hora que bem entender e não deixar que ninguém sequer converse comigo sem ser ameaçado. - respiro fundo também retirando com raiva a touca da cabeça e bagunçando o cabelo.
- Eu realmente adoraria discutir com você, mas vem vindo uma grande tempestade de neve por ai e seria bom se nos corrêssemos. - ela olha para a porta atrás de mim e vê a neve quase tomando conta de tudo. Então só assim ela se da conta e se apressa para fechar a loja. Segundos antes de encararmos a tempestade ela veste somente um casaco, eu olho para trás e percebo que ela realmente não tem outro. Retiro meu último casaco, o mais pesado e a viro para mim, seus olhos cerram os meus em dúvida e eu a visto não deixando de a desejá-la pelo olhar. Ela sorri em agradecimento. Coloco minha toca com cuidado e carinho nela, arrumando os fios que ficaram para atrás de sua orelha. Pouso minhas mãos nas suas bochechas e deixo um beijo em sua testa. Eu digo que ele tem de mim minha melhor parte. Ela fecha a porta e entramos rapidamente no carro. - Você ainda quer discutir sobre aquilo?
- Sei que devia, mas não. - um silêncio paira sobre todo o carro, não é desconfortante, parece que eu sei que ela quer dizer algo, mas sua coragem não permite.
Ligo o som, mas logo mudo para o rádio quando percebo as ruas todas vazias. Um alerta é mandado, a nevasca será maior do que esperado. O branco faz maioria na paisagem, pareço ser o único nas ruas então aumento a velocidade. Março em Londres normalmente é a época pós verão, as árvores começam a aparecer e tudo começa a "não ser tão frio", estamos em dez de Março, não era para ter mais tempestades, mas o clima aqui sempre surpreende.
- Podemos ir para sua casa? - ela pede me fazendo a olhar.
- Claro. - não quero ser chato, eu quero ela lá o tempo todo, mas quero saber o porque disso. - Por quê?
- O Derek não chega em casa cedo nas segundas e...
- Ah, não. Tudo bem. Quer dizer, ótimo. Eu, eu sempre quero você lá. - eu me atrapalho para dizer e isso é muito ruim.
Mal chego na calçada e o portão já se abre. O silêncio agora é desconfortante. Sinto que uma séria conversa me espera assim que passarmos pela porta, e eu tenho quase certeza que não saio dela vivo. Os elevadores não estão funcionando, não temos que andar por muitos lances de escada, mas Emily se cansa rapidamente e começa a forçar os joelhos enquanto tenta ritmar a respiração.
- Se cansou? - pergunto colocando a mão em sua cintura para ajudá-la.
- Um pouco, mas é esse frio que deixa tudo mais difícil.
- Verdade. Você quer que eu...
- Não! Quer dizer, não. Obrigada. - sorrio. Eu não sou o único que fica sem graça por aqui.
Assim que chegamos ela coloca tudo no cantinho da sala, fica somente com a ultima blusa vermelha de manga comprida, com a minha touca e retira o tênis. Eu gosto que ela se sinta bem aqui. Ligo o aquecedor e vou ao meu quarto deixo o excesso de roupas, aumento o aquecedor e me sento ao lado dela. Coloco os pés na mesinha de centro e ela vira de lado ficando de frente para mim e cruza as pernas com as mãos no meio delas para as aquecer. Eu a encaro, a blusa tem um decote em V fazendo de seus seios mais visíveis, e é um pouco apertada mostrando suas curvas, ela tem as bochechas rosadas e os lábios molhados. Eu quero tanto deitá-la nesse sofá e mostrá-la o quanto eu a quero. Eu seria capaz de fazê-la se sentir única, eu quero isso. Seus olhos prendem os meus e seus lábios puxam os meus. Queria nossos sorrisos grudados. Ela não diz nada, mas seu olhar é solto pelo meu rosto, eu me pergunto se ela pensa as mesmas coisas. Eu quero fazê-la não só falar, como sentir as mesmas coisas também.
- Eu já volto. - digo e me levanto. Pego o cobertor da minha cama e volto. Me deito ao lado, mas ela não faz o mesmo e fica na mesma posição, porém agora com a coberta nos ombros. - A gente precisa conversar né?
- É. - ela tira a tensão dos ombros e suspira.
- Eu fiz aquilo por que, eu não gosto de te ver perto de homem nenhum. E eu sei que não somos nada um do outro, mas... Ao contrário de você eu não quero lutar contra isso. Eu sei que temos tudo para dar errado, mas eu gosto de você e quero muito tentar. É tudo o que eu mais quero Emily. Ter você. - eu espero um grito ou uma reação estranha qualquer, mas tudo o que ela faz é chegar um pouco mais perto de mim.
- O que nos somos Harry? - ela parece uma adolescente querendo saber o que vai ser da amizade que tinha com o amigo antes de se pegarem.
- Eu quero ser tudo pra você. - me sento de frente para ela. - Ou o que você quiser.
Ela morde o lábio inferior e quero fazer isso por ela. Emily se senta de joelhos ainda de frente para mim. Acaricio suas bochechas e ela passa a mão pela minha nuca se aproximando, mas eu não consigo esperar e me jogo para cima dela. A deito nem tanto carinhosamente assim no sofá e nos beijamos. A campainha toca e ela se assusta me empurrando, caio com as costas no chão e ela por cima e gemo sentindo a dor enquanto ela ri com a cabeça no meu peito.
- Me desculpe. - ela cai para o lado e nos levantamos, ela se senta novamente no sofá eu vou atender a porta.
- Boa noite Sr. Styles, eu não queria atrapalhar. - é o porteiro.
- Tudo bem. Posso ajudar?
- É que o Senhor chegou por ultimo então eu não acho que saibas das novidades e vim falar. A neve estragou alguns sistemas e fechou passagem em alguns lugares, está sendo recomendado que fiquem todos em casa até amanhã a tarde.
- Oh. - eu não sei se consigo achar ruim. - Muito obrigada então.
- As ordens. - fecho a porta e me viro para encontrar a Emily em pé no sofá com o celular na mão e o braço lá no alto. - Não está dando sinal?
- Não. O meu irmão vai me matar.
Vou até ela e a puxo pela cintura deixando ela na mesma altura que eu. Eu a quero tanto, mais do que já quis algo em toda minha vida. É como se é o que eu precisava, e que agora eu me sinto mais feliz do que nunca senti antes. Eu me sinto bem quando ela está por perto, e eu me senti tão estranho quando não sabia onde ela estava, eu quis correr atrás dela. Quero ser sempre sua melhor companhia.
Capítulo 15.
Acordei no outro dia as 13hr30min ao sentir Luan sair da cama indo para o banheiro, fui pro meu quarto fiz minhas higienes e desci pra tomar café, ou almoçar. Só estava Luan na mesa, Marizete estava lavando louça, Bruna e Amarildo estavam na piscina.
— Bom dia, tia! – cumprimentei com um beijo no rosto e logo sentei na mesa, ao Lado de Luan. — Bom dia, mané! – dei um tapinha na aba de seu boné e ri de sua cara de sono.
— Bom dia querida, dormiu bem?
— Aham, dormi! – sorri. — Nossa, que olheiras grandes você tem! – ironizei Luan que riu.
— Engraçadinha! Essa aqui mãe, me acordou quase uma e meia da manhã falando que tava com medo de fantasma, me fez ficar acordado até seis da manhã. – Marizete riu e sentou na mesa com a gente.
— Vai tomar café ou almoçar? – perguntou Luan.
— Como eu acordei muito tarde pra tomar café, e quase depois do almoço, vou cafolçar. Inventei uma nova refeição: cafolço. – sorri sem mostrar os dentes. Luan e Marizete gargalhou.
— Afê maria, fica quieta e come vai...
Almoçamos e logo subi pra colocar um biquini, sentei na beira da piscina colocando somente os pés esperando a comida baixar. Tio Gogó veio falar que como estava muito encima da hora, tiraríamos o amigo secreto hoje – véspera de natal – para presentear no ano novo. Logo chegou alguns primos e primas de Luan, e a noite chegaria toda a equipe de Luan. Brincamos um pouco na piscina, e enquanto tia Gogó, Marizete e Seu Amarildo iriam ao mercado comprar o que faltava pra noite, eu, Bruna, Camila e Amanda, adiantaríamos algumas coisas na cozinha. Reparei que faltava o mais importante: a árvore de natal. Pedi a Luan que a montasse. Aumentamos o som, e ficamos na cozinha picando alguns legumes, lavando verduras e temperando algumas coisas. Iriam montar uma mesa farta, de ceia de natal. Não demorou muito e Marizete e tia Gogó chegou e preparamos: uma mesa de comes e bebes com : Vários tipos de queijos, frutas secas, frutas frescas, torradas com salames e presunto parma, saladas com vários tipos de folhas, lombo recheado, pernil assado, peru de natal, chester, tender, arroz branco com castanhas, cuscuz marroquino, risoto de pera com nozes, farofa de banana com passas, docinhos de avelã, e claro, os famosos chocotones e panetones. E depois decoramos a mesa, com algo simples mas bem sofisticado. As 18hrs subimos todos pra nos arrumar. Esperei todas as meninas tomarem banho ficando por último, tomei banho, lavei meu cabelo e logo que sai comecei a secá-lo. Fiz uma make sofisticada, vesti vestido longo de onça decotado, no pé um salto alto preto e o cabelo ondulei de leve. Bruna vestiu um vestido preto, quase do mesmo modelo que o meu, e as primas de Luan, vestiram um vestido curto rendado quase iguais. Todas estavam lindas! Paramos as quatro enfrente ao espelho e pousamos para uma foto que ficou linda.
Logo que entrei na sala, vi todos da banda de Luan e logo cumprimentei um por um.
— Ual, ta lindona hein? – elogiou Rober e eu ficava totalmente sem jeito com elogios.
— Obrigada testudo! Linda está essa gata aqui. – me direcionei a Jose, sua namorada. A cumprimentei e fui até a cozinha ver se Marizete precisava de ajuda. Ela disse que não, então sai pra fora pra tomar um ar. Logo que sai vi Luan sentado num sofá, pensativo. Ele estava com uma camisete branca, uma calça jeans e um tênis preto. Seu topete estava impecavelmente arrumado e nem preciso dizer sobre seu perfume né? Logo que me viu, ele me olhou fixamente e logo sorriu.
— Pensando na morte da bizerra? – brinquei e ele levantou e me esmagou em um abraço.
— Pensando na vida. – me fez dar uma voltinha me olhando de cima embaixo. — Tá linda! – sorrimos. — Só esse decote que não ficou bom, todo mundo vai ficar olhando pra ele e eu não vou gostar. – revirei os olhos e nos sentamos no sofá quando toda a galera saiu pra fora.Tiramos amigo secreto, e eu tirei Luan. Logo que vi seu nome no papelzinho já comecei a quebrar a cabeça no que dar pra uma pessoa que tinha de tudo.