art blog(derogatory)
The Stonewall Inn

Product Placement
d e v o n
Interview Vampire Daily

Origami Around
official daine visual archive
Xuebing Du
No title available
𓃗
occasionally subtle
ojovivo
Cosimo Galluzzi
No title available

pixel skylines
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH
No title available
Cosmic Funnies

tannertan36

PR's Tumblrdome
seen from India

seen from Algeria

seen from Palestinian Territories
seen from Thailand

seen from Italy
seen from Iraq
seen from Philippines

seen from Bangladesh
seen from Kazakhstan

seen from Malaysia
seen from Philippines

seen from United States

seen from United States
seen from Canada

seen from Morocco

seen from Pakistan
seen from United States

seen from Algeria
seen from Argentina

seen from T1
@charritoysuprincesafics
TODA SUA - CAPÍTULO 6
— Oi, pai. Encontrei você! Ajustei melhor a posição do telefone e puxei um banquinho ao lado do bar. Eu estava com saudade. Durante os quatro anos anteriores, moramos perto o bastante para que eu o visse toda semana. Agora que eu tinha mudado, a casa dele em Oceanside ficava do outro lado do país. — Tudo bem?
Ele abaixou o volume da televisão. — Melhor agora que você ligou. Como foi a primeira semana de trabalho? Fiz um relatório completo de segunda até sexta, deixando de fora apenas as partes referentes a Alfonso.
— Adorei meu chefe, Mark - Concluí.
— E o ambiente da agência é bem animado, até meio maluco. Adoro levantar para ir trabalhar, fico até triste quando chega a hora de ir embora.
— Tomara que continue assim. Mas você precisa saber a hora de relaxar também. Sair, fazer coisas de jovem, se divertir. Só não precisa se divertir demais.
— Pois é, eu exagerei um pouco ontem à noite. Fui pra balada com Christian e acordei com uma tremenda ressaca.
— Porra, nem me fale uma coisa dessas, ele resmungou. — Umas noites atrás acordei suando frio, imaginando você em Nova York. Consegui me acalmar dizendo pra mim mesmo que você é inteligente demais pra fazer bobagem, que tem dois pais com as regras básicas de segurança inscritas no DNA.
— Isso é verdade, concordei, dando risada. — Por falar nisso... vou começar a treinar krav maga.
— Sério mesmo? Ele parou um pouco para pensar. — Lá na corporação tem um cara que é craque nisso. Acho que vou experimentar também, assim podemos comparar nosso progresso quando eu for visitar você.
— Você vai vir a Nova York? Não consegui esconder a empolgação. — Ah, pai, eu adoraria se você viesse. Por mais que sinta falta do sul da Califórnia, Manhattan é o máximo. Acho que você vai adorar.
— Eu ia gostar de qualquer lugar do mundo em que você estivesse. Meu pai esperou um pouco antes de perguntar: — Como vai sua mãe?
— Bem... como sempre. Bonita, charmosa e obsessivo—compulsiva. Meu peito começou a doer, obrigando—me a massageá—lo. Parecia que meu pai ainda era apaixonado por ela. Ele nunca se casou. Essa foi uma das razões por que nunca contei a ele o que aconteceu comigo. Como policial, faria questão de abrir inquérito, e o escândalo teria destruído minha mãe.
Também imaginei que ele fosse perder o respeito por ela ou até mesmo culpá—la pelo que aconteceu, apesar de não ter sido culpa dela. Assim que descobriu o que o enteado dela vinha fazendo comigo, ela deixou o marido, com quem vivia muito bem, e pediu o divórcio.
Continuei falando e acenei para Christian quando ele entrou com uma sacola pequena da Tiffany. — Passamos o dia no spa hoje. Foi uma boa forma de encerrar a semana.
Notei que sua voz se tornou um pouco mais leve quando ele disse: — Fico feliz que vocês estejam passando algum tempo juntas. Quais são seus planos para o restante do fim de semana? - Evitei tocar no assunto do evento de caridade, pois sabia que essa história de tapete vermelho e jantares a preços exorbitantes só ia enfatizar a diferença entre os estilos de vida dos meus pais.
— Christiane eu vamos sair pra jantar, e amanhã quero ficar em casa. Dormir até tarde, passar o dia de pijama, talvez ver um filme e pedir alguma coisa pra comer. Vegetar um pouco antes de mais uma semana de trabalho.
— Pra mim, parece o paraíso. Eu aviso quando for tirar folga de novo. Dei uma olhada no relógio e vi que já passava das seis.
— Preciso ir me arrumar agora. Tome cuidado no trabalho, hein? Eu também me preocupo com você.
— Vou tomar. Tchau, filha. Aquela despedida tão familiar fez com que eu sentisse uma pontada de saudade que fez minha garganta doer.
— Ah, espera! Vou comprar outro celular. Mando o número novo pra você assim que tiver.
— De novo? Pensei que você tinha comprado um novo quando se mudou.
— É uma longa e cansativa história.
— Humm... Mas não fique sem celular. É uma coisa importante pra sua segurança, não serve só pra jogar Angry Birds. — Eu já parei com esse jogo! Caí na risada e senti um calor se espalhar pelo meu corpo quando ouvi que ele também estava rindo. — Ligo de novo daqui a alguns dias. Comporte— se.
— Essa fala é minha — Desligamos. Fiquei alguns minutos curtindo o silêncio, sentindo que meu mundo estava entrando nos eixos, uma sensação que nunca durava muito. Apeguei—me a esse sentimento enquanto ele durou; depois Christian ligou o som no quarto, tocando Hinder, e isso me pôs de novo em movimento. Corri até o quarto para me preparar para uma noite com Alfonso.
*
— Com colar ou sem colar? — perguntei para Christian quando ele apareceu no meu quarto, lindo de morrer. Com seu smoking novinho, ele parecia ao mesmo tempo um cavalheiro e um aventureiro, e estava seguro de que atrairia muita atenção.
— Humm — Christianinclinou a cabeça e analisou meu visual. — Me deixe ver de novo — Levantei a gargantilha de ouro até o pescoço. O vestido que minha mãe havia mandado era de um vermelho bem vivo, e parecia ter sido desenhado para ser usado por uma deusa grega. Era de ombro único, com um decote diagonal, justo até o quadril e com uma abertura que começava no alto da coxa. Nas costas não havia nada além de um cordão de pedraria ligando um lado a outro para impedir que o vestido caísse. Em outras palavras, minhas costas estavam nuas desde a base da coluna, em um enorme decote V.
— Esqueça o colar, ele disse. — Eu estava pensando em brincos de ouro com pingentes, mas agora acho melhor argolas de diamantes. As maiores que você tiver.
— Quê? Sério? Enruguei a testa diante do nosso reflexo no espelho, atenta a seus movimentos enquanto ele ia até o porta—joias e começava a procurar algo lá dentro.
— Estas aqui. Ele levou os brincos até mim, as argolas de mais de cinco centímetros que minha mãe me deu quando fiz dezoito anos. — Confie em mim, Any. Experimente.
Ele estava certo. Os brincos produziam um efeito bem diferente da gargantilha de ouro — menos glamour e mais sensualidade. Além disso, combinavam com a tornozeleira de diamantes da minha perna direita, que eu nunca mais veria da mesma forma depois do comentário de Alfonso. Com meus cabelos caindo sobre o rosto como uma cachoeira de cachos grossos e deliberadamente caóticos, parecia que eu tinha acabado de transar, uma impressão que só era reforçada pela maquiagem esfumaçada dos olhos e os lábios brilhantes.
— O que seria de mim sem você, Christian Chavez?
— Gata — ele pôs a mão sobre meus ombros e apertou seu rosto contra o meu — isso você nunca vai saber.
— Você está lindo, aliás.
— Não estou? — Ele piscou para mim e deu um passo atrás, exibindo-se. À sua maneira, Christianera um duro concorrente para Alfonso... em termos de aparência, é claro. Christiantinha feições mais delicadas, quase femininas em comparação à beleza bruta de Alfonso, mas ambos eram homens maravilhosos, que faziam você querer olhar duas vezes, e depois continuar olhando por puro deleite. Christiannão estava tão bem assim quando nos conhecemos. Estava muito magro e acabado por causa das drogas, seus olhos verdes pareciam opacos e perdidos. Mesmo assim me senti atraída por ele, fiz de tudo para me sentar a seu lado na terapia de grupo. Depois de um tempo, Christian simplesmente perguntou, do nada, se eu queria ir para a cama com ele, acostumado como estava a só receber atenção das pessoas em troca de sexo. Foi quando recusei, de maneira firme e irrevogável, que nos tornamos grandes amigos. Ele era o irmão que nunca tive. O interfone tocou e levantei em um pulo, o que me fez perceber como estava nervosa.
Olhei para Christian — Esqueci de avisar na portaria que ele ia voltar.
— Eu cuido disso.
— Tudo bem pra você ir sozinho com Stanton e minha mãe?
— Está brincando? Eles me adoram. Seu sorriso se desfez. — Está arrependida de ter aceitado ir com Herrera? — Respirei fundo, lembrando-me de onde estava pouco tempo antes — deitada, tendo orgasmos múltiplos.
— Na verdade, não. É que as coisas estão acontecendo rápido demais e indo bem melhor do que eu imaginava... ou previa... ou queria...
— Você está procurando o lado ruim da coisa. Ele chegou mais perto e mexeu na ponta do meu nariz com um dos dedos. — Ele é o lado bom e o lado ruim da coisa, Any. E você conseguiu domar o cara. Agora, divirta-se.
— Estou tentando — Fiquei agradecida por saber que Christianme entendia, sabia como minha cabeça funcionava. Era muito bom poder conviver com ele, saber que podia contar com sua compreensão mesmo quando não conseguia explicar o que estava sentindo.
— Fiz uma puta pesquisa sobre ele hoje de manhã e imprimi as coisas mais recentes e interessantes. Está na sua mesa, se você quiser dar uma olhada — Lembrei que ele estava mesmo imprimindo algumas coisas antes de irmos ao spa.
Ficando na ponta dos pés, dei um beijo em sua bochecha. — Você é o máximo. Eu te amo.
— Eu também, gata. Ele saiu.
— Vou até a portaria buscá—lo. Fique à vontade — Ele chegou dez minutos adiantado. Com um sorriso no rosto, vi Christiansair para o corredor. A porta já havia se fechado atrás dele quando cheguei ao pequeno escritório anexo ao meu quarto. Na escrivaninha nem um pouco prática que minha mãe havia escolhido para mim, encontrei uma pasta lotada de artigos e imagens impressas. Eu me recostei na cadeira e me deixei levar pela história de Alfonso Herrera. Quando descobri que ele era filho de Geoffrey Herrera, ex-presidente de um fundo de investimentos que mais tarde se revelou um enorme esquema de pirâmide, foi como se eu tivesse sido atropelada por um trem. Alfonso tinha apenas cinco anos de idade quando seu pai se matou com um tiro na cabeça para não ser preso. Ah, Alfonso... Tentei imaginá-lo naquela idade, e pensei em um menininho bonito de cabelos pretos e lindos olhos azuis carregados de perplexidade e tristeza. Essa imagem partiu meu coração. O suicídio de seu pai — e as circunstâncias que o cercaram — deve ter sido devastador, tanto para ele como para sua mãe.
Todo o desgaste e o sofrimento de um acontecimento trágico como esse devem ter sido um fardo terrível para uma criança daquele tamanho. Sua mãe se casou mais tarde com Christopher Vidal, um executivo do ramo da música, e teve mais dois filhos, Christopher Vidal Jr. e Ireland Vidal, mas ao que parece uma família completa e a segurança financeira chegaram tarde demais para ajudar a estabilizar a mente de Alfonsodepois de um abalo tão grande. Ele se fechou para o mundo, o que era sinal de cicatrizes sentimentais profundas. Com um olhar crítico e curioso, analisei as mulheres que foram fotografadas a seu lado e logo pensei em sua opinião sobre namoro, vida social e sexo. O que vi foi exatamente o que minha mãe havia dito — elas eram todas morenas. Sua companhia mais frequente tinha todos os traços de ascendência hispânica. Era mais alta que eu, e seu corpo estava mais para esguio que para curvilíneo. — Magdalene Perez, murmurei, admitindo dolorosamente que ela era linda. Sua postura ostentava o tipo de autoconfiança que eu tanto admirava.
— Muito bem, acho que já chega — Christianme interrompeu com um leve tom de contentamento. Ele ocupou a abertura da porta do meu pequeno escritório, encostado insolentemente no batente da porta.
— Sério? Eu estava tão entretida; não tinha noção do tempo que havia se passado.
— Acho que não vai demorar muito pra ele vir até aqui. Está todo impaciente. Fechei a pasta e fiquei de pé. — Interessante, não?
— Bastante. — Quanto o pai de Alfonso— ou, mais especificamente, seu suicídio — tinha interferido na vida dele? Todas as respostas que eu queria estavam me esperando na sala ao lado. Saí do quarto e caminhei pelo corredor até a sala. Parei um pouco na porta, com o olhar vidrado nas costas de Alfonso, que olhava a cidade pela janela. Minha pulsação acelerou. Seu reflexo no vidro revelava uma expressão contemplativa. Seus olhos estavam perdidos, e ele tinha um sorriso nos lábios. Os braços cruzados revelavam certo desconforto, como se ele estivesse fora de seu habitat natural. Parecia distante e distraído, um homem irremediavelmente solitário. Ele sentiu minha presença, ou então meu desejo. Deu meia—volta, mas permaneceu imóvel. Aproveitei a oportunidade para examiná—lo por inteiro, percorrendo todo o seu corpo com os olhos. Ele tinha toda a aparência de um poderoso magnata. Era de uma beleza tão sensual que eu sentia meus olhos queimarem só de olhar para ele. A cascata de cabelos negros que se espalhava ao redor de seu rosto fez meus dedos se flexionarem de vontade de tocá—la. E o modo como ele me olhava... meu coração disparou.
— Anahi. Ele veio até mim com seu andar gracioso e determinado. Pegou minha mão e levou até a boca. Seu olhar era intenso — intensamente ardoroso, intensamente compenetrado. O toque dos lábios contra minha pele fez um arrepio se espalhar por meu braço e despertou lembranças daquela boca pecaminosa em outras partes do meu corpo.
Fiquei instantaneamente excitada: — Oi — Seus olhos brilharam de contentamento.
— Oi. Você está linda. Mal posso esperar para exibir você por aí. Soltei um suspiro de satisfação ao ouvir aquele elogio.
— Espero que consiga fazer jus a você.
Ele franziu levemente as sobrancelhas. — Já está pronta pra ir?
Christianapareceu atrás de mim, trazendo meu xale de veludo preto e minhas luvas longas. — Está tudo aqui. O gloss está na bolsa.
— Você é o máximo, Christian. Ele piscou para mim — uma indicação de que havia visto as camisinhas que eu guardara em um compartimento interno da bolsa.
— Vou descer com vocês. Alfonso pegou o xale das mãos de Christiane o deitou sobre meus ombros. Quando começou a tirar os cabelos que haviam ficado sob ele, o toque de sua mão no meu pescoço me deixou tão distraída que mal notei que Christianestava me ajudando a colocar as luvas. A descida de elevador até o saguão foi um exercício de sobrevivência a uma tensão sexual aguda. Não que Christiantenha percebido. Ele estava à minha esquerda, assoviando com as mãos nos bolsos. Alfonso, por outro lado, exercia uma tremenda força sobre mim do lado oposto. Apesar de ele não ter se mexido nem emitido nenhum som, eu era capaz de sentir a excitação que irradiava de seu corpo. Sentia na minha pele a atração magnética que havia entre nós e comecei a ofegar. Foi um alívio quando a porta abriu e nos libertou daquele espaço fechado. Duas mulheres esperavam para subir. Ficaram de queixo caído quando viram Alfonso e Christian, o que me deixou contente e me fez sorrir.
— Senhoras — Christiancumprimentou, com um sorriso que era quase uma covardia. Dava para ver os neurônios delas entrando em parafuso. Alfonso, por sua vez, fez apenas um breve aceno e me conduziu para fora com a mão na base da minha coluna, pele contra pele. Um contato que produziu eletricidade, fazendo meu corpo inteiro ser invadido por uma onda de calor. Apertei a mão de Christian — Reserve uma dança pra mim.
— Sempre. Até daqui a pouco — Uma limusine estava esperando na esquina, e o motorista abriu a porta assim que eu e Alfonso saímos. Deslizei pelo banco para me sentar do outro lado e ajeitei o vestido. Quando Alfonso se acomodou a meu lado e a porta se fechou, pude perceber como ele cheirava bem. Inspirei profundamente, dizendo a mim mesma para relaxar e desfrutar da companhia. Ele pegou minha mão e começou a percorrê—la com os dedos, e esse simples toque despertou em mim uma luxúria furiosa. Dispensei o xale — estava quente demais para usá—lo.
— Anahi — Ele acionou um botão e o vidro escuro atrás do motorista começou a subir. Um instante depois eu estava no colo dele, e sua boca estava grudada na minha, beijando-me furiosamente.
Fiz então o que estava com vontade de fazer desde que o vi em pé na minha sala: enfiei as mãos entre seus cabelos e retribuí o beijo. Eu adorava o jeito como ele me beijava — como se fosse uma necessidade, como se ele fosse enlouquecer se não o fizesse, como se não aguentasse mais esperar. Chupei sua língua e percebi que ele gostava disso, e que eu gostava disso, o que me fez desejar chupá-lo em outro lugar com a mesma volúpia. Quando suas mãos deslizaram sobre minhas costas nuas soltei um gemido, sentindo as pontadas de sua ereção contra o quadril. Eu me ajeitei para montar sobre ele, tirando o vestido do caminho e agradecendo mentalmente à minha mãe por ter escolhido uma roupa com uma abertura tão conveniente. Com os joelhos apoiados dos dois lados de seus quadris, lancei minhas mãos sobre seus ombros e tornei o beijo ainda mais profundo. Lambi sua boca, mordi de leve seu lábio inferior, acariciei sua língua com a minha... Alfonsome agarrou pela cintura e me tirou dali. Ele se inclinou para trás no acento, com o pescoço curvado para ver bem meu rosto e meu peito ofegante.
— O que você está fazendo comigo? — Percorri seu peito com a mão, dentro da camisa, sentindo a rigidez implacável de sua massa corporal. Meus dedos acompanharam o contorno dos músculos de seu abdome, formulando na minha mente a imagem dele sem roupa.
— Estou tocando você. Me aproveitando de você. Eu quero você, Alfonso— Ele agarrou meus pulsos, detendo meus movimentos.
— Mais tarde. Estamos no meio da rua.
— Não dá pra ver a gente.
— Não importa. Não é hora nem lugar de começar uma coisa que só vamos poder terminar daqui a várias horas. Já estou enlouquecendo com o que aconteceu hoje à tarde.
— Então vamos acabar logo com isso. Seu aperto se intensificou, tornando—se doloroso.
— Não podemos fazer isso aqui.
— Por que não? Foi quando um pensamento surpreendente me ocorreu. — Você nunca transou numa limusine?
— Não. Ele cerrou os dentes. — Você já? — Olhei para o outro lado sem responder, e vi a massa de carros e pedestres em torno de nós. Estávamos a poucos centímetros de centenas de pessoas, mas o vidro escuro nos escondia de seus olhares, o que atiçava minha ousadia. Eu queria dar prazer a ele. Queria saber se era capaz de me aproximar de Alfonso Herrera, e não havia nada impedindo isso além dele. Avancei com os quadris para cima dele, esfregando-me em toda a extensão de seu pau duro. Sua respiração sibilava por entre os dentes cerrados.
— Preciso de você, Alfonso, sussurrei quase sem fôlego, inalando seu perfume, que parecia ainda melhor com minha excitação. Fiquei levemente intoxicada só de sentir o cheiro de sua pele. — Você me deixa louca. Alfonsosoltou meus pulsos e agarrou meu rosto, apertando firmemente os lábios contra os meus. Com uma das mãos, procurei a braguilha da sua calça, abrindo os dois botões que escondiam o zíper. Ele enrijeceu. — Eu preciso disso, murmurei bem perto da boca dele. — Deixa, vai. Ele não relaxou, mas também não tentou mais me deter. Quando eu o peguei nas mãos, ele gemeu, um ruído de dor e prazer. Eu o apertei de levinho, usando um toque deliberadamente suave enquanto o media com as mãos. Estava duro como pedra, e quente. Deslizei minhas duas mãos fechadas em torno dele, da base até a ponta, perdendo o fôlego e me estremecendo toda ao fazê—lo.
Alfonsoagarrou meus quadris e suas mãos ultrapassaram os limites do meu vestido até que seus polegares encontrassem a renda vermelha da minha calcinha fio-dental. — Sua bocetinha é tão doce, ele murmurou com a boca colada à minha. — Quero abrir suas pernas e te lamber até você implorar pelo meu pau.
— Eu imploro agora mesmo, se você quiser — Eu o masturbava com uma das mãos, enquanto com a outra tentava abrir minha bolsa para pegar uma camisinha. Um de seus polegares deslizou para dentro da minha calcinha, sentindo a intensidade do meu desejo úmido.
— Mal toquei em você, ele sussurrou com os olhos brilhando sobre mim na escuridão daquele banco traseiro, — e você já está prontinha pra mim.
— Não dá pra evitar.
— Não é pra evitar. Ele enfiou o polegar em mim, mordendo o lábio interior enquanto eu me contorcia ao seu toque. — Não seria justo, já que não posso obrigar você a parar o que está fazendo. Abri a embalagem do preservativo com os dentes e entreguei a ele com a camisinha já quase fora do invólucro.
— Não sei pôr essas coisas. Ele envolveu minhas mãos com a dele.
— Estou quebrando todas as minhas regras com você. A seriedade de seu tom de voz grave fez com que eu me sentisse inundada por uma onda de calor e confiança.
— Regras foram feitas para serem quebradas.
Vi seus dentes brancos brilharem; ele acionou um botão do painel atrás de si e ordenou: — Continue dirigindo até eu mandar parar. Senti minhas bochechas ficarem vermelhas. A luz dos faróis do carro de trás atravessou o vidro escuro e bateu no meu rosto, traindo meu embaraço.
— Ora essa, Anahi, ele falou baixinho enquanto desenrolava com habilidade o preservativo. — Você me faz querer transar na limusine, mas sente vergonha quando digo ao motorista que não quero ser interrompido? Sua demonstração de bom humor fez com que eu o quisesse ainda mais. Apoiando as mãos nos seus ombros para me equilibrar, apoiei—me em um dos joelhos para chegar à altura necessária para me posicionar acima de seu pau grosso e duro. Suas mãos agarraram meus quadris, e eu ouvi um som de estalo quando ele rasgou minha calcinha. O ruído abrupto e a violência daquele gesto transformaram meu desejo em algo quase febril. — Vá devagar, ele ordenou com a voz rouca, erguendo os quadris para poder abaixar mais a calça. Senti sua ereção entre minhas coxas enquanto ele se mexia e soltei um gemido. Eu sentia uma espécie de vazio dentro de mim, como se os orgasmos que havia tido à tarde só tivessem aumentado meu desejo, em vez de aplacado. Ele se enrijeceu quando eu o tomei com os dedos e o posicionei, ajustando seu membro grosso à minha abertura sedenta. O cheiro de tesão carregava o ar de umidade, uma mistura sedutora de feromônios que despertou todas as células do meu corpo. Minha pele estava vermelha e alerta, e meus seios, inchados e sensíveis. Era isso que eu queria desde a primeira vez em que o vi — possuí-lo, montar sobre seu corpo magnífico e senti-lo profundamente dentro de mim.
— Minha nossa, Anahi, ele perdeu o fôlego enquanto eu me abaixava sobre seu corpo, sentindo suas mãos apertando incansavelmente minhas coxas. Fechei os olhos. Senti que estava me expondo mais do que deveria. Eu queria ter intimidade com ele, mas aquilo parecia demais. Estávamos nos encarando, a poucos centímetros de distância, encapsulados em um pequeno espaço com o restante do mundo pulsando ao nosso redor. Eu era capaz de sentir sua euforia, sabia que ele estava tão fora de si quanto eu.
— Você é tão apertadinha. Suas palavras saíram abafadas, com um toque delicioso de agonia. Fui um pouco além, deixando que ele penetrasse mais fundo. Inspirei uma grande lufada de ar, sentindo—me deliciosamente alargada. Com a palma da mão aberta sobre meu ventre, ele tocou meu clitóris pulsante com o dedão e começou a massageá-lo com movimentos circulares lentos e precisos. Senti meu corpo se enrijecer e se contorcer, trazendo-o ainda mais para dentro de mim. Ao tentar abrir os olhos, eu o vi através de minhas pálpebras semicerradas. Ele estava lindíssimo, estendido sob mim com um smoking elegante, exalando um desejo animal de acasalar através de seu corpo poderoso. Ele arqueou o pescoço, pressionando o encosto do assento com a cabeça enquanto lutávamos para atravessar barreiras invisíveis.
— Nossa, ele soltou através dos dentes. — Vou gozar muito. Aquela promessa me excitou ainda mais. O suor brotava da minha pele. Eu estava tão molhada que deslizei por toda a extensão do pau dele até envolvê-lo quase completamente. Deixei escapar um grito abafado quando ele entrou em mim. A penetração era tão profunda que eu mal conseguia suportar, forçando-me a ir um pouco para o lado, tentando amenizar aquele inesperado toque de desconforto. Meu corpo, porém, não parecia se importar com seu tamanho avantajado. Estava estremecendo em torno dele, apertando—o, estremecendo à beira do orgasmo. Alfonsosoltou um palavrão e agarrou meu quadril com sua mão livre, obrigando—me a me inclinar sobre seu peito, que pulsava com uma respiração trôpega. Essa mudança de posição fez com que eu me abrisse, aceitando—o por inteiro dentro de mim. Imediatamente, a temperatura do seu corpo subiu — eu sentia seu tórax irradiando ondas de calor através das roupas. Gotas de suor surgiram sobre seus lábios. Inclinando—me para a frente, passei a língua por toda a sua extensão, capturando aquele líquido salgado com um leve murmúrio de prazer. Ele contorceu a boca de maneira impaciente. Eu me levantei com cuidado, deslizando um pouco para cima antes que ele detivesse o movimento agarrando meu quadril com ferocidade.
— Devagar, ele me avisou novamente, com um leve tom autoritário que fez com que uma onda de luxúria se espalhasse pelo meu corpo. Deixei que meu corpo caísse, recebendo-o de novo dentro de mim, sentindo uma dor estranhamente gostosa quando ele foi um pouco além dos meus limites. Nossos olhos se encontraram, e o prazer se espalhou pelo ar quando nos identificamos com o que estávamos fazendo. Foi quando me dei conta de que estávamos completamente vestidos, a não ser pelas partes mais íntimas dos nossos corpos. Tudo aquilo me parecia muito natural, assim como os ruídos que ele fazia, mostrando que, como eu, estava sentindo um prazer extremo. Sedenta por Alfonso, grudei minha boca à dele, agarrando com os dedos as raízes de seus cabelos úmidos de suor. Eu o beijava e remexia os quadris, cavalgando no ritmo dos movimentos circulares enlouquecedores de seu polegar, sentindo o orgasmo que se construía ao redor de seu membro longo e grosso no meu ventre em ebulição. Deixei que minha consciência fosse absorvida pelo instinto primitivo e permiti que meu corpo assumisse o controle por completo. Não conseguia pensar em mais nada além do desejo de foder, uma necessidade feroz de cavalgar em cima do pau dele até que toda aquela tensão se desfizesse em uma explosão que enfim me libertaria daquele desejo escravizador.
— Como isso é bom, suspirei, entregue a ele. — Está sentindo? Ah, como é bom. Usando ambas as mãos, Alfonsocomandava meu ritmo, curvando-me em um ângulo que fazia com que a cabeça do seu pau se esfregasse no ponto mais sensível que havia dentro de mim. Meu corpo se endureceu e eu comecei a tremer, sentindo que estava prestes a gozar só de sentir suas estocadas precisas dentro de mim.
— Alfonso— Ele agarrou minha nuca quando o orgasmo explodiu dentro de mim, lançando espasmos de êxtase que se irradiaram pelo meu corpo, fazendo-me estremecer. Alfonso observou enquanto eu desmoronava diante dele, mantendo meus olhos abertos apesar do meu desejo de fechá-los. Dominada pelo seu olhar, eu gemia e gozava como nunca, sentindo meu corpo se contorcer a cada pulsação de prazer. — Caralho, caralho, caralho, ele urrava, batendo seus quadris nos meus, puxando meu corpo para baixo a fim de fazê—lo ir de encontro a suas estocadas punitivas. Ele chegou até o ponto mais profundo do meu corpo. Sentia que ele estava cada vez mais duro e grosso. Eu olhava para ele com avidez, sentindo a necessidade de vê—lo quando ele perdesse as estribeiras comigo. Seus olhos estavam arregalados de vontade, e seu belo rosto, contorcido pela brutal corrida em direção ao clímax.
— Anahi! —Ele gozou emitindo um som de êxtase selvagem, uma liberação súbita de energia que me deixou fascinada por sua ferocidade. Ele tremeu ao sentir o orgasmo percorrer seu corpo, aliviando a expressão do rosto por um instante e demonstrando uma inesperada vulnerabilidade. Envolvi seu rosto com as mãos e juntei meus lábios aos dele, tentando confortá-lo enquanto sua respiração agitada fazia inchar minhas bochechas. — Anahi. Ele me envolveu com os braços e me apertou contra ele, pressionando seu rosto úmido contra meu pescoço. Eu sabia como ele se sentia. Entregue. Sem defesas. Ficamos assim por um bom tempo, abraçados, absorvendo os tremores pós orgasmo. Ele virou a cabeça e me beijou suavemente, aplacando meus sentimentos exaltados com o carinho de sua língua na minha boca.
— Nossa — Respirei fundo, abalada. Seus lábios se curvaram para cima.
— Pois é. Eu sorri, sentindo—me tonta e feliz. Alfonsoafastou os fios de cabelos úmidos de suor das minhas têmporas, percorrendo meu rosto com os dedos de maneira quase reverente. O modo como ele me olhava fez meu peito doer. Ele estava lindo e parecia... agradecido, com os olhos repletos de ternura.
— Não quero estragar o momento. Senti que ele estava jogando alguma coisa no ar e tentei capturar.
— Mas...?
— Mas não posso perder o jantar. Tenho um discurso a fazer.
— Ah. O momento estava de fato arruinado. Eu me levantei lentamente de cima dele, mordendo os lábios ao sentir que Alfonsoescapava, úmido e escorregadio, de dentro de mim. O atrito foi suficiente para me fazer querer mais. Ele mal havia começado a amolecer.
— Droga, Alfonsodisse de repente. — Quero você de novo. Ele me agarrou antes que eu saísse de cima dele, puxando um lenço sabe-se lá de onde e passando-o gentilmente entre minhas pernas. Foi um gesto profundamente íntimo, assim como o sexo que havíamos acabado de fazer. Depois de seca, sentei—me no assento a seu lado e procurei o gloss dentro da bolsa. Por cima do pequeno espelho da caixinha de maquiagem, vi quando Alfonsotirou a camisinha e deu um nó. Ele a embrulhou em um guardanapo de papel e a dispensou em uma lixeira engenhosamente escondida. Quando recompôs sua aparência, ele ordenou ao motorista que retomasse a rota, recostou—se no assento e deixou seu olhar se perder fora da janela. A cada segundo que passava eu o sentia mais distante; a identificação entre nós se perdia a cada momento.
Vi-me encolhida no canto do assento, longe dele, como se estivesse materializando a distância que havia entre nós. Todo o calor que eu havia recebido se transformou em uma evidente frieza, que me obrigou a procurar abrigo sob meu xale. Ele não moveu um músculo quando me afastei e guardei a maquiagem — era como se eu nem estivesse ali.
Em um movimento abrupto, Alfonso abriu o compartimento de bebidas e puxou uma garrafa. Sem ao menos olhar para mim, ele perguntou: — Conhaque?
— Não, obrigada. Minha voz saiu em um fio trêmulo, mas ele não pareceu notar. Ou então não deu nem bola. Serviu uma dose em um copo e virou-se completamente. Confusa e magoada, vesti as luvas e tentei imaginar o que havia feito tudo ir por água abaixo.
love & other drugs - capítulo 10
Assim que Alfonso e Anahi chegaram ao andar superior foram surpreendidos por uma eufórica Maite, que pulou em cima do irmão.
- Poncho! – A morena abraçou o irmão antes de olhar pra moça ao seu lado – Nossa, que falta de educação a minha, prazer, sou Maite Herrera – Ela estendeu a mão para Anahi que aceitou de bom grado, a morena parecia louquinha e isso divertiu Anahi.
- Sou Anahi – Ela sorriu.
- Você não tem um discurso pra fazer ou algo assim? – Alfonso perguntou para a irmã, implicando com ela.
- Na verdade, era pra eu já estar atrás do palco, mas preferi vim conhecer sua namorada primeiro – Alfonso revirou os olhos, discretamente. Típico de Maite fazer aquilo: jogar verde pra colher maduro.
- Ainda não tinha tido a oportunidade de apresentá-la, mas agora que você já a conhece pode ir para seu lugar no palco – Maite sorriu bem humorada com a provocação implícita na voz do irmão e acenou com a cabeça para ambos, antes de se dirigir na direção dos bastidores.
- Desculpe por ela – Alfonso sorriu sem graça – Mamãe a deixou cair e bater a cabeça quando era pequena – Acrescentou brincando.
- Sua irmã é uma figura! – Anahi a adorou logo de cara, o que não era de acontecer com frequência, poderiam ser grandes amigos se caso a relação dela com Alfonso progredisse. Perdida em seus pensamentos de onde essa relação poderia chegar, Anahi nem percebeu que o olhava com um ar apaixonado, quase juvenil. Mas Alfonso percebeu, e ainda mais, ele gostou de ser olhado daquela forma.
Maite apareceu no centro do palco assim que as luzes do salão diminuíram focando apenas nela, falou o quanto estava agradecida com todos por estarem ali, falou sobre as doações para o hospital e encerrou o discurso dizendo para que todos aproveitassem o resto da festa e que o jantar estava servido.
- Nossa, ela parece tão...– Anahi comentou com Alfonso.
- Madura? – O moreno perguntou escondendo uma risada, a abraçando de lado.
- Eu ia dizer diferente, mas sim, também pode se dizer madura – Alfonso sabia bem, a Maite profissional era diferente da Maite irritante que cresceu com ele e ainda vinha à tona em vários momentos de descontração.
O jantar foi servido e estava delicioso, os dois sentaram a mesa junto com Christian, Martin e Maite, que veio se juntar a eles logo em seguida, tendo uma conversa animada com Christian, saindo diversas pérolas que fez a mesa inteira rir.
- Bom, agora que acabou, podemos ir embora – Alfonso chamou a atenção de Anahi, lhe dando um beijo castro nos lábios.
- Hmmm será? – Anahi fingiu pensar por alguns segundos, mas logo concordou, sorrindo – Só tenho que avisar Christian, em um minuto podemos ir – E assim foi feito, foram até onde Christian e Martin estavam dançando e Christian lhe disse para aproveitar, seguido de uma piscadinha. Alfonso preferiu não se despedir dos pais, na segunda feira levaria algumas flores para sua mãe e a chamaria pra almoçar, tudo ficaria certo. A verdade era que não estava certo de ser o melhor momento para apresentar Anahi a seus pais, não que tivesse algo errado com a mulher ao seu lado, ao contrário, mas teria que ir com calma com eles e Alfonso não queria que nada estragasse a noite.
Alfonso pediu ao manobrista trazer seu carro e um volvo preto apareceu alguns minutos depois, Anahi achou melhor irem a seu apartamento e ele concordou plenamente, além de ser mais próximo.
______________________________________________________________
Anahi mal conseguiu abrir a porta porque Alfonso lhe abraçava por trás, distribuindo beijos por toda a extensão de seu pescoço. Ele soltou um suspiro de alivio quando finalmente conseguiram entrar no apartamento. Alfonso se sentia bem, como há muito tempo não sentia, Anahi fazia isso com ele.
Alfonso a carregou logo assim que colocaram is pés dentro do apartamento, arrancando um sorriso divertido nela, a levando direto para o quarto. As luzes do ambiente se mantiveram apagadas, apenas com uma penumbra vinda da janela.
Ele a deslizou com cuidado até o chão, a virando de costas para ele logo em seguida, Anahi jogou seus cabelos para um lado de seu ombro dando acesso para Alfonso beijar-lhe o lado livre do pescoço, o que foi feito por ele.
Alfonso inalou o cheiro dela profundamente a agarrando por trás antes de beijar e chupar a parte sensível de trás da orelha dela, arrancando gemidos roucos que serviram para aumentar mais o tesão que ele sentia.
Alfonso abriu o zíper do vestido que ela usava, deixando ele cair até os pés dela, podendo ter acesso ao sutiã e a calcinha de renda combinando com o vestido. Ele espalmou suas mãos no abdômen liso da mulher sexy a sua frente, a puxando mais em sua direção, colando-a em si, fazendo com que Anahi sentisse o membro rígido de seu parceiro.
- Maravilhosa – Ele murmurou no ouvido dela. Anahi estendeu seus braços para trás, o abraçando pelo pescoço ainda de costas para ele, impulsionado seus seios fartos na direção dele, que os apertou com vontade, ocasionando um gemido alto da mesma, seguido por outro e mais outro. Alfonso se divertiu ali, se demorando naquele local, apertando ora com delicadeza, ora de forma mais violenta.
Minutos depois, Alfonso decidiu parar com a brincadeira, já estava bastante excitado, querendo sentir com a boca aquilo que estava segurando, e não via a hora de estar dentro dela. Assim, retirou o sutiã que ela usava, lhe liberando os seios mais belos que ele já tinha visto, e logo em seguida se ajoelhou trazendo consigo a ultima peça que restava, na volta distribuiu diversos beijos ao longo da perna dela, do ventre, encerrando a caminhada com um carinhoso beijo na testa.
Anahi sorriu e se deitou ao centro da cama, enquanto ele ainda continuava em pé olhando para ela, admirando a bela mulher a sua frente. Alfonso tirou o terno que ainda usava, após desabotoo a blusa social branca, arrancando suspiros prazeroso em Anahi que aproveitava o pequeno strip-tease do homem mais lindo que já havia visto. Logo a calça preta e a cueca se encontravam também perdidos pelo chão, e Alfonso a beijava calorosamente na cama.
Alfonso apertou os seios dela, brincando com o mamilo, antes de levar a boca até o local, chupando, mordiscando, adorando os sons de prazer que ela emitia e a forma como Anahi puxava seu cabelo. Continuou sua caminhada até a parte inferior do corpo dela, beijando e lambendo-lhe a barriga, descendo até o centro de sua coxa. Alfonso a encontrou já úmida e pronta para ele, ele separou as pernas dela e introduziu dois dedos dentro dela ao mesmo tempo que chupava o clitóris completamente inchado.
- Nã... Não para – Anahi gemeu. Nunca, por ele não pararia nunca.
Anahi era muito sensível e ousava dizer que nunca ninguém havia lhe feito sexo oral daquele jeito, mas bom, ninguém também a beijou como Alfonso a beijava e ele despertava nela sentimentos que ela nunca havia sentido. O orgasmo dela veio forte quando ele introduziu um terceiro dedo, fazendo um movimento de vai e vem, a tocando exatamente no ponto certo.
- Tem camisinha na gaveta de cabeceira – Ela avisou alguns minutos depois quando se recuperou do clímax. Alfonso a encarava, como se quisesse gravar em sua mente todas as feições e sentimentos que passassem pelo rosto dela. Ele obedeceu o que Anahi tinha falado, e logo em seguida ela colocava a camisinha sob o pênis, o masturbando de leve.
Alfonso a parou quando começou a se empolgar demais, queria durar, e ela fazendo os movimentos que estava fazendo estava dificultando a situação para ele.
- Depois eu quero chupar você – Anahi sussurrou no ouvido dele, que gemeu alto antes de finalmente entrar nela.
Alfonso começou devagar, mas logo passou para movimentos rápidos e profundos, exatamente como Anahi gostava, os lábios ora ou outra se encontravam, mas não conseguiam ficar juntos por muito tempo. Ela arranhava as costas dele sem piedade, ambos gemiam e gritavam até que chegaram ao clímax, primeiro ela e ele em seguida, sentindo as contrações que a vagina dela fazia em seu pau.
- Nossa – Alfonso conseguiu dizer.
- Nossa mesmo – Anahi concordou e ambos riram felizes.
Ela com um movimento rápido subiu em cima dele, encaixando-se nele.
- Outra vez? – Ele perguntou sorrindo.
Anahi não disse nada, apenas o calou com um longo beijo.
Capitulo 18
A manhã seguinte começou cedo para Alfonso, o sol tinha apenas acabado de nascer quando ele começou a ficar inquieto na cama. Ele abriu um olho, se acostumando com a claridade que entrava pela janela, quando olhou pra mulher que tinha passado a noite em seus braços.
Ele sorriu consigo mesmo, ficando apoiado em um dos braços para olhar pra ela, no meio da noite de alguma forma eles se mexeram conforme que Anahi ficou deitada no braço dele virada para o lado oposto de quando foi dormir, e ele a abraçava pela cintura. Alfonso tirou algumas mechas que caiam sob o rosto dela para admirá-la melhor. Ele não podia acreditar na felicidade que estava sentindo.
Anahi despertou alguns segundos depois, pelos carinhos que estava recebendo. Ela sorriu quando se virou e encontrou os olhos dele, passava um pouco das seis da manhã e ela acordou sorrindo! Bom, isso era novo.
- Bom dia – Anahi murmurou com a voz entrecortada ainda pelo sono.
- Bom dia, dormiu bem? – Ele sorriu, selando os lábios com o dela repetidas vezes.
- Dormi mais do que bem – Anahi o abraçou pelo pescoço trazendo Alfonso de volta pra boca dela. O beijo ganhou força, e sem perceber já se beijavam com volúpia, os seios dela estavam sendo comprimidos pelo peito dele, já que haviam dormido sem roupa, fazendo uma fricção gostosa.
Fizeram amor de novo aquela manhã. Se tudo pudesse ficar dentro do quarto daquele hotel para sempre...
Quando acabou, Alfonso a puxou para o seu peito, a abraçando.
- Dorme, amor – Ele falou percebendo a moleza dela – Ainda temos tempo – Anahi assentiu e não demorou a voltar a dormir.
Quando ela voltou a despertar, Alfonso não estava do lado dela. Anahi se sentou puxando o lençol para se cobrir, quando ele saiu do banheiro totalmente pronto pra mais um dia de trabalho.
A camisa social branca, o terno alinhado. Ele se sentou ao lado dela na cama.
- Eu pedi café da manhã pra gente.
- Porque você já ta assim? – Anahi fez um biquinho fofo, e ele se aproximou mordendo o bico dela. Ela o puxou fazendo com que ela caísse em cima dela.
- Assim vamos ficar o dia todo na cama – Eles sorriram.
- Eu queria – Ela comentou tristinha – Quem trouxe sua roupa pra você? – Perguntou lembrando que ele não estava vestido assim no dia anterior.
- Josh trouxe. Vamos fazer assim, vocês me deixam no trabalho, vocês vai pra sua casa, se arruma, e Josh te leva ao trabalho.
- Não precisa! Ele me deixa apenas em casa e eu vou de taxi pro trabalho.
- Claro que não – Alfonso revirou os olhos.
- Porque? – Anahi perguntou indignada.
- Porque é melhor não – Disse obvio. Ela sabia que não adiantava mais discutir.
E assim fizeram, o café da manhã chegou, comeram, Alfonso foi para sua empresa e Anahi pro seu apartamento, sendo levada pro trabalho pelo motorista depois.
Anahi chegou vestida com uma saia preta e uma blusa social branca, saltos, o cabelo preso em um coque, e um óculos escuros para esconder as olheiras da noite passada. Tinha sido maravilhosa, mas ela quase não tinha dormido.
- Ele está sento da sala dela – Foi logo informada por Angel quando passou pela sala dela. Mario tinha ganhado o trabalho. De novo.
- Não sei porque eu não peço demissão dessa merda – Anahi reclamou sozinha quando chegou na sala dela. O jeito era se dedicar aos trabalhos quase sempre importância que ela tinha.
Sábado chegou em um piscar de olhos. Alfonso tinha ligado para informar sobre a tal festa da ONG que na noite do hotel não teve “tempo” para comentar. Anahi saiu com Dulce e Maite, de manhã para acharem um vestido novo perfeito para a ocasião.
- Estou pensando em ir viajar com Christopher – Dulce disse em certo momento quando saiam de uma loja a caminho de outra, na quinta avenida – Pra algum lugar romântico, ia ser bom passar certo tempo com ele.
- Porque vocês não namoram logo? – Maite perguntou entediada.
- Porque Christopher merece alguém que possa estar pra ele sempre que necessitar. Ele merece uma pessoa completa, e não eu que só posso me doar pela metade - Dulce era médica, e apesar de amar Christopher, sempre colocava sua carreira na frente da vida amorosa. Ela se dedicava totalmente ao trabalho que quase não tinha tempo para mais nada.
- Você já pensou no caso dele encontrar outra pessoa? – Anahi perguntou meio apreensiva – Digo, dele se apaixonar por outra?
- O que eu poderia fazer? – Dulce deu de ombros. Elas entraram em uma loja – Seria o melhor pra ele.
- Vai me dizer que você não ia morrer de ciúme? – Maite mostrou um vestido para Anahi, e essa o recusou.
- Claro que ia! Ia morrer de ciúme e depois ia matar a vadia – As três gargalharam alto, chamando atenção das mulheres chiques de dentro da loja. Era engraçado, ambas eram ricas o suficiente, tanto por herança como por trabalho próprio, mas estavam longe de ser aquele protótipo de garota mimada de NY.
- E esse aqui? – Dulce mostrou um vestido, e Anahi foi experimentar.
- Que tal? – Anahi perguntou minutos depois quando saiu do provador. O vestido era de um feitio simples, com alças, mas caia perfeitamente no corpo dela, realçando seus seios, era de uma cor vermelho sangue, mas o destaque estava na abertura que ia do joelho até a parte superior da cocha. Sexy sem ser vulgar.
- É este – Maite confirmou.
- Com certeza é este – Dulce bateu palmas, concordando. Vestido: Ok.
Capitulo 17
Alfonso tomou-lhe a boca e ela se deixou levar, perdida em sentimentos, sentindo seu gosto doce. Ela enterrou as mãos nos cachos dele usando para direcionar sua boca, para que pudesse beijá-lo do jeito que quisesse, ele gemeu quando ela sugou sua língua fortemente juntando mais seu corpo no dela.
Anahi virou-se de costas pra ele, que começou a abaixar lentamente o zíper do vestido dela enquanto espalhava beijos molhadas e mordidas ao longo do pescoço e costas. O vestido caiu formando uma ilha em volta dela. As mãos de Alfonso se tornaram mais urgentes, Anahi colocou os braços pra trás envolvendo o pescoço dele, empurrando mais seus seios nas mãos dele que os explorava com apertões suaves e ritmados ainda por cima do sutiã. Ele apertou a barriga dela e a puxou com força fazendo com que Anahi grudasse nele sentisse todo o membro dele em suas costas.
Emitindo um gemido sensual, ela virou até ficar de frente pra ele, voltando a beijá-lo. Aos poucos Anahi foi desabotoando a camisa social cinza que ele vestia, até tirá-la completamente. Foram andando até a cama, onde Alfonso caiu sentado enquanto ela ainda em pé na frente dele. Alfonso a admirou por alguns segundos, era quente como o inferno. Ele a puxou para que viesse ao encontro dele, beijando-a o colo, aquela posição o deixava na altura dos seios dela, mordendo um mamilo por cima do sutiã.
Ela apenas segurou mais fortes os ombros dele, jogou a cabeça pra trás totalmente entregue, quando ele jogou para longe o sutiã e abocanhou praticamente um seio inteiro na boca, tinha fome, eram anos de espera. Após se aproveitar bastante daquela área, Alfonso espalmou suas mãos na*******dela, puxando-a pra que ela pudesse sentar em cima dele com uma perna de cada lado.
- Nossa – Ele enterrou o rosto no pescoço dela enquanto Anahi continuava rebolando ali. Com um movimento quase brusco, ele a colocou no meio da cama se deitando por cima dela.
- Te amo – Alfonso sussurrou com a testa colada na dela.
- Eu também te amo – Ali naquele momento não houve medo e nem duvidas, mesmo com a mente nublada pelo prazer, ela podia sentir claramente aquilo. Ele sorriu, totalmente feliz, voltando a beijá-la. Alfonso sugou o lábio inferior dela, enquanto voltava a da atenção aos seios dela, alongando lhe os mamilos sensíveis com o polegar, beliscando com certa força.
Anahi gemeu lânguida, quando ele começou os beijos pelo pescoço, e uma de suas mãos abriu caminho até o meio das pernas dela, que se abriram instantaneamente, por dentro da calcinha, sua outra mão continuou acariciando um dos seios.
- Você é tão gostosa – Alfonso murmurou, enfiando um dedo dentro dela.
- Aah... – Anahi não conseguia pensar em nada, quanto mais dizer algo coerente. Ele abriu com os dedos os lábios do sexo dela, fazendo movimentos circulares em seu clitóris. Alfonso foi descendo os beijos, passando pelos seios dela, depois a barriga, fazendo um caminho lento e gostosamente torturante, até ficar entre as pernas dela. Deu um pequeno beijo na intimidade dela, e começou a tirar a calcinha, que logo estava no chão espalhada com as outras peças.
Alfonso voltou com seus movimentos ritmados de entra e sai, mas agora com dois dedos, ela girava os quadris, empurrando contra os dedos habilidosos dele, sem nenhuma vergonha ou pudor, gemendo deliberadamente. Um orgasmo de aproximava, esse ia ser um forte, ela podia sentir. Quando ele caiu de boca exatamente naquele pontinho alto de prazer, não teve mais como controlar.
- Alfonso... Não! – Ela tentou sair de baixo dele, quando ele voltou a explorá-la com a língua, chupando seu clitóris com vontade. Não demorou muito e ela*******de novo, tão forte como se não tivesse tido um orgasmo apenas minutos atrás. Alfonso voltou a subir, a beijando apaixonadamente. Quando se separou ele olhou pra ela, estava vermelhinha, molhada de suor. Anahi sorriu safada, invertendo as posições, ficando por cima dele.
- Agora é minha vez – Ela sussurrou no ouvido dele. Descendo por seu corpo, beijando, mordendo, acariciando, se aproveitando todo do corpo malhado dele. Anahi tirou a calça dele, e logo em seguida a cueca. O membro estava totalmente ereto, duro como uma pedra. Ela o tocou lentamente, levando-o a boca, sem nunca desviar os olhos dele.
- Put* merd*! – Alfonso levou uma mão prendendo o cabelo de Anahi em um punho. Ela colocou primeiro a cabeça do membro dele na boca, lambendo, sugando. Ele a guiou por onde queria, e logo ela já estava com ele todo na boca, indo fundo até onde conseguia, movimentando-se rapidamente. Alfonso gemeu alto quando gozou, já haviam feito varias vezes nele, mas nunca como ela.
Anahi se moveu até parar em cima do membro dele, ainda quase totalmente duro, se encaixando. Alfonso a segurou pela cintura, fazendo com que ela entrasse divagar, polegada por polegada sentindo-o por completo.
Ambos gemeram, quando ela começou a se movimentar, ele era grande para a intimidade apertada dela. Alfonso se sentou, ela entrelaçou as pernas no quadril dele fazendo-o ficar mais profundo nela, puxando-a para um beijo alucinante, com força, que beirava a dor.
Alfonso inverteu de posições, ficando deitado por cima dela, metendo com toda a força da necessidade que sentia. Eles eram apenas gemidos e gritos, nada que desse para entender saia dali.
- Goza pra mim, baby, agora.
Mais algumas estocadas, e com um grito ela chegou ao terceiro orgasmo da noite, as contrações dela encadeou o próprio orgasmo dele. Ele se deixou cair em cima dela, respirando profundamente, ela acariciava carinhosamente os cabelos dele, estava adorando o peso dele em cima dela.
- Eu te amo, baby – Ele se afastou apenas o suficiente para olhar em seus olhos.
- Eu também – Sim, ela também.
Alfonso saiu de dentro dela, caindo para o lado e a puxando pra deitar-se em seu peito, assim dormiram. Quase mais nada foi falado ali, a primeira vez tinha sido perfeita, a felicidade de ambos era visível, e o amor que sentiam era mais ainda.
Capitulo 16
- Oi, amor- Ela ficou na ponta dos pés selando seus lábios.
- Oi – Ele falou seco, entrando logo atrás dela. Ela estranhou mas não disse nada, não demorou muito pra saber o porque – Quem era aquele cara? – Alfonso perguntou direto.
- Meu vizinho.
- Ele estava olhando pros seus peitos – Falou sério.
- É que eles são muito bonitos - Anahi tentou descontrair, mas só ficou um clima mais pesado.
- Porr*, Anahi! – Alfonso falou exasperado.
- Ai, meu amor – Ela com um impulso se sentou no colo dele, o abraçando.
- Eu não gosto disso – Ele falou, se apertando mais a ela, com a raiva se esvaecendo aos poucos – Eu mal consegui ter você, tenho medo de te perder – Anahi se controlou para não dizer “eu amo você, é só você que eu quero”, de alguma forma ela não achava que já estava pronta.
- Você não vai me perder – Anahi respondeu com a testa colada na dele – Alias, Andrew tem idade pra ser meu pai.
- E o que isso tem a ver? Não gostei dele – Alfonso não tinha a intensão que ela escutasse, mas estavam tão próximos que era praticamente impossível.
- Temos que agradecer a ele, isso sim – Anahi disse emburrada voltando a sentar-se no seu lugar.
- Agradecer por quê? Por ele ter dado em cima de você? – Alfonso falou debochado.
- Por me salva quando Roger apareceu lá em casa – Ops. Ela não pretendia falar, mas falou.
- AQUELE FILHO DA PUT* FOI NA SUA CASA E VOCÊ NÃO ME DISSE? – Ele gritou. Não sabia se estava com mais raiva pelo fato dela não ter dito, ou por não ter matado o sujeito quando quebrou o nariz dele.
- Desculpa – Anahi se encolheu, alarmada – Ele foi lá em casa naquele dia que começamos a ficar, estava me esperando quando cheguei. Depois só nos falamos no telefone, e quando fui ao seu escritório não quis atrapalhar nosso tempo com isso
- Ele tentou te agredir? – Agora o tom estava mais controlado, mas isso não quer dizer que a raiva tivesse diminuído, longe disso, mas a preocupação com ela foi bem maior.
- Não sei, se tivesse mais tempo, talvez... – Disse pensativa – Roger começou a gritar, se aproximou de mim, então Andrew apareceu e o fez ir embora – Agora Alfonso tinha mais um pouco de simpatia por esse cara.
- Queria que você tivesse me contado – Ele se aproximou fazendo um carinho no rosto dela.
O carro parou, Alfonso abriu a porta esperando ela descer atrás dele. Eles estavam no hotel The Surrey, lá tinha um dos melhores restaurante da cidade e um dos preferidos de Alfonso.
Eles entraram de mãos dadas, tinha uma fila enorme mesmo sendo no meio da semana, mas eles não precisaram esperar. Foram atendidos pelo chefe e logo encaminhados para a melhor mesa. Alfonso preferiu o lado de fora, estava uma noite agradável em Nova York.
O lugar era realmente lindo, primeira vez que Anahi ia lá. Ela olhou encantada a sua volta, a luz era baixa, tinha musica ao vivo, o cara cantava alguma canção de amor. Tinha um jardim maravilhoso, a piscina fica um pouco longe, mas era possível escutar a água que caia de uma cachoeira.
- Uau. Isso aqui é lindo – Anahi disse estupefata. O lugar todo a lembrava sobre filmes de romance. O clima chato do carro totalmente esquecido.
- Como você – Alfonso respondeu galante, pegando a mão dela e a beijando – Que tal um vinho para começar?
- Eu adoraria.
Eles se sentaram e Alfonso pediu um Vosne-Romanee que chegou minutos depois, logo Alfonso pediu um salmão ao molho aveludado de manteiga e alcaparras para os dois. Comeram, conversaram, namoraram. O cantor começou mais uma musica lenta, Alfonso estendeu a mão para ela, que aceitou feliz, os dois caminharam até o centro, onde alguns casais dançavam colados.
Alfonso a abraçou pela cintura, e ela o envolveu pelo pescoço, encostando seu rosto no peito dele. Ele começou a sussurrar, cantando a música no ouvido dela:
Yes
you`re lovely
With your smile so warm
And your cheeks so soft
There is nothing for me but to love you
And the way you look tonight
Anahi suspirou totalmente entregue a ele. Não conseguia pensar em mais nada além de poder beijá-lo todo. Quando se deu conta, já tinha proferido quatro palavras:
- Vamos para um quarto.
O espaço limitado do elevador fez com que a tensão sexual de ambos aumentasse, estavam tão próximos um do outro, Alfonso a cercava com os braços do lado da cabeça de Anahi, a milímetros da sua boca.
A verdade era que Alfonso já havia previsto tudo, se aquilo desse certo era melhor se prevenir. Ele já tinha reservado a suíte nupcial pela manhã, assim que ela saiu do escritório dele. Alfonso não queria que a primeira vez dos dois fosse em qualquer lugar, só ele e Deus sabe o quanto aguentou, mas no final valeria a pena. Anahi merecia o melhor.
Alfonso a abraçava por trás, lhe beijando o pescoço, entretidos demais para observar qualquer detalhe da suíte. Quando entrava, tinha uma ante sala com um sofá na cor marrom e uma televisão de cinquenta polegadas de frente para ele.
A partir do pequeno corredorzinho que dava para o quarto, tinha algumas velas e rosas pelo chão, nada exagerado, mas o suficiente pra dar um “clima”.
- Você tinha preparado tudo isso? – Anahi perguntou surpresa se virando para ele.
- Você merece velas e rosas – Disse simples, inclinando para beijá-la.
Capitulo 15
O almoço deles chegou, e eles se sentaram em um balcão. O escritório de Alfonso era enorme, disponibilizava tudo que ele necessitava para passar o dia todo ali.
Comeram um simples filé a medalhão com fritas, que estava muito bom, conversaram, Anahi não citou o episódio com Roger, o clima estava muito agradável para acabar com ele.
- Nossa, olha a hora! – Anahi se espantou, ela tinha percebido que o tempo havia passado tão rápido – Tenho que ir, baby – Ela pegou sua bolsa.
- Já? – Alfonso perguntou a abraçando pela cintura quando ela já estava perto da porta.
- Sim – Ela fez um biquinho fofo, e ele riu selando os lábios.
- Você vai se dá muito bem – Ele murmurou sem se separar muito dela. Anahi sorriu puxando ele para um outro beijo, Alfonso encostou ela na parede, prensando-a. Ela o empurrou de leve quando percebeu pra onde aquilo estava indo.
- Vou passar o dia todo pensando em você – Ela disse, fazendo um carinho no rosto dele.
- Eu também – Alfonso segurou a mão dela beijando-a – Boa sorte, amor.
- Tchau – Ele a acompanhou até o elevador, esperando até ela sair. Anahi pegou um taxi na frente do prédio, tinha trinta minutos para chegar ao seu trabalho.
Anahi se preparava, ela seria a próxima a se apresentar. Quando sua colega Mary saiu, ela entrou. Na sala estava sua chefe vadia, o pai dela, só que desse Anahi gostava, Sr. Archibald era muito generoso com todos, pena que tinha dado controle total da empresa para a filha, ele só estava lá agora porque gostava de participar dos negócios, mesmo que quem fosse decidir tudo era Hanna, a vadia.
- Pode começar Anahi – Hanna olhou brevemente em sua direção, mas logo baixou a cabeça dando total atenção a algum papel que ela estava segurando. Anahi ligou o power point e apagou as luzes, dando inicio a apresentação.
- Minha ideia começaria com uma mulher vestida com as roupas da marca nix (a nova marca de roupas que uma socialite americana provavelmente com o dinheiro do marido estava tentando introduzir ao mercado)... – Anahi continuou apresentando todos os pontos da sua ideia, esclarecendo todas as duvidas que vinham do Sr. Archibald, que a olhava encantado – E então a tela escureceria encerrando – Era incrível, uma ideia genial, Sr. Archibald apladiu, e Hanna apenas acenou.
- Você já sabe, ainda tem mais duas pessoas além de você, então provavelmente amanhã darei um resultado – Hanna dispensou Anahi, que fez um esforço enorme pra não jogar o copo de agua que agora Hanna bebia na cara dela, e estragar a chapinha que ela usava.
- Com licença – Anahi sorriu falsamente se retirando da sala – Eu não acredito no quanto essa mulher pode ser insuportável – Murmurou assim que estava fora da visão dos outros.
- Ei, Any – Angel, sua colega de trabalho a chamou de dentro da sua sala – Como foi a apresentação?
- Foi boa – Anahi respondeu sem empolgação.
- Deve ter sido, você é ótima – Angel encorajou a amiga – Mas você sabe, né? No final vai ser ele de novo – Se referindo a Mario. Tinha que ser o sotaque espanhol, ou o bastardo era muito bom de cama, porque não era possível!
- E eu não sei? – Suspirou cansada – Quer saber? Acho que vou pra casa – Anahi se despediu da loira, já era quase a hora de ir embora mesmo.
Anahi chegou ao seu apartamento cabisbaixa por volta das 18:00, encontrando um embrulho de presente grande no sofá, que continha um pequeno bilhete em cima.
“Tenho certeza que você foi maravilhosa hoje. Se deu tudo certo, vamos sair para comemorar, mas se não, eu tenho uma boa ideia de como mudar seu humor. Te pego as 20:00 – A”
Dentro do embrulho tinha um vestido preto, bonito, com um decote até quase na cintura com comprimento até os joelhos (tipo Anahi em nuestro amor, mas sem um decote tão grande, maior um pouquinho e sem aquela coisa preta na saia). Depois que passou a emoção do presente, começou a ficar louca de um lado para o outro, se quisesse parecer apresentável, tinha que se arrumar correndo.
Faltava dez minutos quando Anahi chegou na portaria do prédio, Alfonso ainda não tinha chegado. Há! Ele que sempre reclamava que ela não tinha pontualidade.
Andrew passeava com o cachorro por lá.
- Anda amigão, faça o que você tem pra fazer logo – Andrew se apoiou na parede, esperando o cão que farejava por ali.
- Boa noite – Anahi o cumprimentou. Ela gostava dele, principalmente depois que ele praticamente salvou sua vida.
- Olá, Anahi – Ele sorriu se dando conta da presença dela – Aquele cara não voltou a incomodar, não, né?
- Não – Ela sorriu – Obrigada por aquele dia.
- Não tem de que. Você está muito bonita – Andrew a elogiou, e ela sorriu agradecida. Nessa hora Alfonso chegou em sua limusine, saindo do carro para abrir a porta para ela.
Capitulo 14
Alfonso olhava os papeis em sua mesa, mas sua mente estava distante, aquela reunião já durava duas horas, ele não estava mais nem entendendo o que falavam, só sabia-se que foi descoberto uma nova planta que rejuvenescia a pele quase cinco anos e seria uma boa ideia para um novo creme hidratante.
Anahi saiu na hora do almoço, estava muito nervosa pela apresentação mais tarde, pensou em pedir comida e comer no escritório mesmo, mas preferiu ir atrás da única pessoa que poderia acalmá-la.
Ela saiu do elevador indo pra mesa da secretária de Alfonso para cumprimenta-la, depois passando direto pra sala dele, quando uma mulher se meteu na frente dela.
- Você não pode entrar – Ashley apareceu na frente de Anahi impedindo a passagem – Alfonso está em reunião, deu ordens para não deixar ninguém entrar.
- Senhora, a Srta. Portilla pode passar sempre que quiser – Luciana se levantou alarmada, sabia como o chefe ficava quando o assunto envolvia Anahi, e não queria perder seu emprego. Anahi respirou fundo, ela já não estava em um dos seus melhores dias e essa mulherzinha ainda tirava-a do sério assim. Contou até dez mentalmente até conseguir se acalmar.
- Não tem problema, Lu – Anahi sorriu para a moça – Eu espero aqui.
Nesse momento Alfonso saiu da sala junto com seus companheiros, encontrando Anahi, Eduarda e uma Luciana apreensiva.
- Algum problema por aqui? – Ele franziu o cenho ao perceber algo estranho ali.
- Não, nenhum – Anahi olhou brevemente a Eduarda, retomando logo sua atenção pra ele e sorrindo. Ele sorriu envolvendo Anahi em um abraço.
- A que devo a honra de sua visita? – Alfonso perguntou galante.
- Saudade – Anahi sorriu matando a distancia entre eles, envolvendo o pescoço deles com os braços e o beijando. Alfonso colocou com uma mão na cintura dela, e a outra a segurando pela nuca para aprofundar o beijo.
Luciana riu feliz, acompanhava essa historia desde quando começou a trabalhar ali, há algum tempo. Já Ashley olhava carrancuda de um para outro, como se não acreditasse naquilo. Passou anos investindo em Alfonso, e o que sempre a deixava contente era o fato de Anahi desconhecer ou ignorar o sentimento que ele tinha por ela e que todos sabiam. Mas parece que ela estava enganada, Anahi também o amava.
Alfonso era um homem poderoso, tinha tudo o que quisesse, além de ser lindo e podre de rico, era tudo que Ashley sonhava em encontrar.
- Luciana, mande buscar comida no restaurante de sempre e não me interrompa por nada – Alfonso disse autoritário, partindo a direção do seu escritório.
Quando entraram os vidros que separaram a sala exterior da dele se escureceram dando total privacidade a eles.
- E porque essa carinha? – Alfonso se deitou no sofá preto puxando ela pro seu peito.
- Tenho uma apresentação daqui a pouco, mas... – Anahi passou pra cima dele ficando mais perto do rosto dele – Eu não quero falar sobre isso.
- Ah é? E o que você quer fazer? – Ele falou entrando no jogo dela, invertendo as posições, a deixando por baixo. O sofá era grande osuficiente para esse tipo de manobras.
- Não sei, uns beijos ia bem – Ela disse manhosa chegando perto da boca dele. Alfonso a puxou pela nuca colando seus lábios, ela emitiu um pequeno gemido acariciando o peitoral dele.
Alfonso apertou a cintura dela com mais força quando passou a beijar o pescoço dela, Anahi colocou suas pernas em volta do quadril dele dando uma aproximação maior.
- Eu quero tanto você – Alfonso sussurrou perto do ouvido de Anahi descendo com beijos lambidos até o colo dela exposto pela blusa, ele deu uma mordida ali, arrancando suspiros dela, enquanto Anahi passava as unhas pelas costas dele por de baixo da camisa, sentindo seus músculos se amoldarem na mão dela. Se a ideia era não pensar na apresentação daqui a pouco, ele com certeza conseguiu.
Bateram na porta, e ele se deixou cair sobre ela bufando. Anahi sorriu acariciando o cabelo dele.
- Só um minuto – Alfonso gritou, inspirando lentamente o cheiro do pescoço dela, tentando se acalmar - Foi bom nos interromperem, se não íamos acabar fazendo aqui – Ele comentou bem humorado.
Capitulo 13
No outro dia, acordou na hora de sempre, enrolando por mais bem uns dez minutos na cama. Fez sua higiene, vestiu sua roupa profissional de trabalho, tomou um suco que dona Rosa tinha preparado, essa que já estava por ali limpando a casa. Ela ia três vezes na semana limpar, lavar roupa e etc, não cozinhava muito, pois Anahi quase não comia em casa, só deixava algo na geladeira para casos de emergência.
Anahi tinha ido viajar semana passada, deixando muita coisa acumulada, inclusive um projeto de uma nova marca de roupa para terça feira, era importante para a agencia aquele contrato, e era importante pra Anahi que fosse ela que o fizesse.
Deixe-me explicar, onde Anahi trabalhava era uma das maiores empresas de publicidade, tendo sempre vários trabalhos para serem feitos, mas a concorrência estava sempre pra quem queria pegar os mais importantes, Anahi sempre se esforçava, e era realmente de longe a melhor, mas sua chefe nunca lhe dera a vez. Sempre quem ganhava os “grandões” era Mario, e Anahi tinha uma breve noção do porque (Mario e sua chefe se pegavam as escondidas. Vadia.)
Maite também era publicitaria, como comentado antes, mas elas não trabalhavam juntas. Ao contrario, eram de empresas inimigas, sendo que Maite tinha muito mais sorte do que Anahi. Era muito divertido ver as duas discutindo pra ver qual das empresas era a melhor.
Entrou na sua sala focada, pensando no que ainda tinha que fazer para apresentação no outro dia, dando apenas um bom dia a sua secretaria. Quando se deparou com um lindo buque de rosas vermelhas em cima da sua mesa.
Ela sorriu antes mesmo de ver quem havia mandado. Pegou as rosas e as levou ao seu nariz inspirando, depois leu o cartão que dizia: “Eu só queria começar o dia dizendo que eu amo você, claro que eu preferia dizer quando acordássemos um ao lado do outro, mas assim também vale. Tenha um bom dia, te amo -A”
Anahi ligou para Alfonso para agradecer e passaram um bom tempo conversando, até que o dever chamou ambos os fazendo desligar. Pediu para sua secretária pegar um vaso para colocar as belas rosas que recebeu, pondo-as perto de sua mesa onde podia vê-las sempre que quisesse. O dia passou em um piscar de olhos, estava tudo pronto pra apresentação dela, marcada para amanhã às três horas da tarde.
Alfonso também passou ocupado o dia inteiro, saindo de uma reunião para outra, fazendo entrevistas com novas estagiarias. Já era quase horário de ir embora, quando Ashley apareceu na sala dele.
- Posso entrar? – Ela perguntou. Ashley era sua diretora de produção, era a autoridade ali depois dele.
- Claro – Alfonso disse arrumando suas coisas.
- Contratou alguém hoje? Precisamos de mais gente por aqui, o trabalho está se acumulando – Ashley comentou distraída com algumas folhas que estavam em cima da mesa dele.
- Sim, provavelmente Luciana – Sua secretária – Ligará para a mulher amanhã – Alfonso falou agora olhando pra ela.
- Hmm – Não era pra essa conversa boba que ela estava ali – Alfonso, quero saber se você vai na festa de sábado – Sábado seria a festa da ONG que ajudava crianças de rua, e a empresa Herrera era a principal doadora de lá. Tinha todo o ano.
- Claro – Ele não sabia onde ela queria chegar, ela sabia que todos os anos era presença marcada.
- Você tem acompanhante? – Ora, ele era Alfonso Herrera, obvio que já tinha um par, mas Ashley nunca perdeu as esperanças. Estava ali desde que Alfonso assumiu a presidência, desde o momento que pôs os olhos nele, sabia que um dia ele ainda ia ser seu.
Bom, mas isso nunca aconteceu para total tristeza dela. E ele nem percebia as investidas dela, nem considerava a hipótese de algum dia ter algo com ela, a ética de trabalho estava presente nele.
- Sim, tenho – Alfonso ainda não tinha falado com Anahi, mas sabia que ela iria. Ela sempre ia, mas não como companhia dele, era apenas uma das convidadas.
- Ah... Ok, tudo bem.
- Era só isso? – Ele perguntou dispensando-a. Estava doido para ir para casa.
- Sim – Ela confirmou, sorrindo sem graça e se retirando dali.
Naquele instante Anahi chegava em seu apartamento, com uma Dulce Maria histérica do outro lado da linha.
- NÃO ACREDITO – A outra gritou pela milésima vez desde que Anahi tinha constado o que passará entre ela e Alfonso – COMO?
- Já te disse Maria, não precisa fazer escândalo – Revirou os olhos, mas ria da amiga. Continuou contando os detalhes enquanto ia pro seu quarto.
- Agora me responde, a pergunta que não quer calar – Dulce parou fazendo suspense e Anahi esperou – ELE É MESMO BOM DE CAMA COMO AS PESSOAS DIZEM? – Alfonso tinha fama.
- Ainda não aconteceu – Preparou para o grito da amiga, que veio logo em seguida.
- COMO NÃO?
- Ainda não, Dulce – Suspirou cansada – Agora me deixe tomar um banho e dormir, sim? – Dulce concordou emburrada. Anahi tomou seu banho e foi direto pra cama, sem nem comer nada, amanhã o dia seria cheio.
Capitulo 12
- Eu não queria deixar você ir – Alfonso disse com a boca ainda colada na dela, depois de vários beijos dentro do carro.
- Obrigada – O agradecimento simplesmente fugiu da boca dela, ela não sabia nem porque, mas precisava dizer isso.
- Pelo que? – Alfonso perguntou surpreso.
- Por tudo – Anahi acariciou ternamente o rosto dele, e ele se aproximou, começando mais um beijo, o ultimo antes dela descer do carro.
Alfonso a esperou entrar, e assim que estava em segurança foi embora. Anahi foi para seu apartamento com um sorriso bobo no rosto, que morreu assim que percebeu que alguém a esperava.
Roger estava lá, com um curativo na testa onde havia um corte, e o nariz imobilizado, pois havia quebrado. Poderia ter sido pior com o murro que tinha levado. Anahi tinha esquecido totalmente dele, ela teria ido visitar ele assim que terminasse de se resolver com Alfonso, mas passou um dia tão maravilhoso que isso passou despercebido.
- Não vai me convidar para entrar? – Ele perguntou debochado, encostado na porta.
- Roger, desculpa... Eu... – Anahi começou mas não sabia o que dizer.
- Era isso que você queria? – Roger disse com um olhar acusador. Ela não entendeu. Era o que ela queria o que? – Fazer ciúmes a ele, não era? – Roger continuou.
- Não, de verdade, eu não pretendia... – Tentou se explicar novamente.
- Eu vi você descendo do carro dele – A cortou. Isso ela não podia negar.
- Sim – Suspirou cansada. Queria se sentar, mas não ia deixar que ele entrasse no apartamento dela naquele estado – Eu não sabia que isso ia acontecer, não foi nada programado. A única coisa que eu posso fazer é pedir desculpas – Disse sincera. Ele gargalhou alto, Anahi não sabia como nenhum dos seus vizinhos ainda não tinha reclamado pelo barulho.
- Suas desculpas não me valem de nada.
- Então o que você está fazendo aqui? – Anahi disse na defensiva.
- Queria que a minha namorada cuidasse de mim – Lá estava o deboche no tom de voz outra vez.
- Tudo bem, eu errei. Eu deveria ter ido falar com você antes – Admitiu – Mas nada disso foi planejado, e eu estou... – Disse tomando coragem. Não pra falar pra ele, mas sim pra admitir pra si mesma – Estou apaixonada por ele – Disse agora mais convicta – E nós estamos juntos.
- Você é a uma vadiazinha mesmo – Se aproximou dela em passos rápidos, e ela se encolheu de medo mas então uma porta abriu.
- Algum problema por aqui? – O vizinho de Anahi perguntou olhando de um para o outro.
- Não – Anahi se apressou em falar – Ele já estava de saída – Roger nem pôde falar nada, o vizinho de Anahi, Andrew, ele era de meia idade, mas era era grande e todo malhado, Roger não era nem louco de se meter, se não ia acabar por levar outra pancada.
Andrew esperou com Anahi até o elevador chegar e Roger entrar, não sem antes lançar um olhar cheio de ódio para ela. Quando o elevador chegou em baixo, ela se deixou relaxar, não tinha percebido que havia ficado tão tensa.
Agradeceu Andrew que lhe sorriu, entrou no seu apartamento trancando com todas as chaves, depois ligou para a portaria e informou que não estava mais permitida a entrada de Roger ali. Passou minutos a fio no chuveiro antes de se deitar na cama e cair em um sono profundo.
Capitulo 11
- Eu sou a pessoa mais sortuda do mundo – Alfonso sussurrou selando os lábios outra vez, e depois mais outra. Anahi sorriu.
- Eu que sou – O corrigiu, com toda a sinceridade de seu coração.
- Eu amo você – Agora ela travou. O amava, sabia que sim, mas ainda não estava pronta pra dizer. Ele percebeu a hesitação dela – Eu sei que você precisa de um tempo, mas quer saber de uma coisa? – Anahi concordou e Alfonso sorriu – Você já me ama, só não quer admitir ainda pra si mesma.
- Convencido – Ela falou ultrajada dando um soquinho no ombro dele. Alfonso gargalhou e ela o beijou, ele passou as mãos na cintura dela a puxando para si. Dessa vez foi diferente, o desejo reprimido dele e o desejo que ela nem sabia que tinha falou mais alto.
Alfonso desceu a mão pela costa dela chegando a parte de trás da cocha, ela com um impulso entrelaçou as pernas no quadril dele, puxando com certa força o cabelo de Alfonso. Ambos gemeram quando sentiram a proximidade de suas intimidades.
Alfonso foi caminhando com ela até o sofá, a deitando e depois se deitou por cima, mas com esse movimento uma forte tontura o atingiu. Maldito álcool da noite passada! Ele gemeu e apoiou a cabeça no colo dela.
- Tudo bem, baby? – Ela perguntou preocupada acariciando as costas dele. Alfonso saiu de cima dela ficando de frente, o sofá era largo dando pros dois deitarem com tranquilidade.
- Só a cabeça... Eu... – Toda vez que Afonso sonhou com esse momento, com certeza não era assim que acontecia.
- Está tudo bem, eu não vou sair daqui – Anahi acariciou o rosto dele, o mimando, ele sorriu ao sentir o toque.
E ela realmente não saiu, passaram a tarde assistindo filme, falando besteira, como sempre fizeram, mas dessa vez sempre que podiam estavam se beijando, sempre colados um no outro. Agora estavam dormindo, abraçados na cama dele, Alfonso a envolvia com os braços enquanto ela estava deitada no peito dele.
Anahi acordou primeiro, eles deveriam está dormindo há horas, ela não sabia exatamente quanto. Virou-se, ficando de frente para ele para olhá-lo. Não acreditava no que estava acontecendo. Ela dedilhou o rosto dele com as pontas dos dedos, como se quisesse gravar cada detalhe.
Alfonso sorriu, já havia acordado no primeiro momento em que ela se mexeu, sua felicidade era tanta que a deixou fazer o queria pra ver o que ela iria fazer.
- Isso é um sonho? – Ele perguntou sonolento, enquanto a apertava mais forte.
- Não, é real – Anahi sorriu também, selando os lábios no dele. Agora ela podia fazer isso quando desse vontade, sem a necessidade de se controlar. Anahi tomou impulso, ficando sentada em cima da barriga dele, Alfonso fazia carinho em suas pernas.
- Vamos comer? – Ele perguntou.
- O que você quer comer? – Ele riu com a pergunta, pensando no que ele queria realmente comer agora.
- Safado! – Ela acusou quando se deu conta do motivo do riso, mas riu junto se abaixando para beijá-lo. Alfonso com um rápido movimento inverteu as posições ficando por cima dela aprofundando o beijo, que logo terminou com alguns selinhos.
- Eu quero pizza
- Pizza? – Anahi riu – Até minutos atrás você tava quase morrendo, esqueceu? – Beijou-lhe o nariz.
- Mas eu quero, Any – Fazendo cara de pidão fofo.
- Você vai voltar a passar mal, bebê – Contrapôs.
- Ai você vai ter que ficar aqui para cuidar de mim – Ela gargalhou gostosamente.
- Eu trabalho amanhã cedo, esqueceu? Você também – Lembrou.
- Eu te levo, prometo que você não vai se atrasar – Alfonso argumentou, e Anahi parou de sorrir.
- Com mais calma, sim? – Pediu, lhe beijando o rosto. Dormir juntos era um passo maior do que as pernas pra ela.
- Tudo bem – Concordou insatisfeito – Mas, vamos pedir a pizza então? – Anahi não teve escolha, Alfonso já tinha decidido, ela concordou rezando pra que não lhe fizesse mal.
Algumas horas depois, quando eles acabaram de comer a pizza já era tarde, ela o ajudou a lavar a louça e a limpar, pois tinham feito um estrago na sala.
- Você veio de carro? – Alfonso perguntou quando foi deixar Anahi na porta.
- Não, vim de taxi.
- Você tem que ter o costume de andar de carro, Any – A verdade era, Anahi sabia dirigir, tinha um carro, mas quase nunca o usava, ficava trancado dentro da garagem do prédio, não era pra qualquer um dirigir naquele transito louco de NY, e Anahi simplesmente não gostava.
- Já sei – Anahi revirou os olhos. Ele sempre dizia isso pra ela.
- Vem, eu te levo – Disse já indo buscar a chave do carro. Não foram de limusine dessa vez, foram com o carro pessoal de Alfonso, um Bentley prata. Essa hora o transito era calmo, então chegaram rapidamente ao destino.
Capitulo 10
Alfonso estava quase pegando no sono quando a porta do seu apartamento abriu. Ele nem precisava olhar para saber que era ela. Anahi fechou a porta, e ele tentou levantar-se, porém um mal estar bateu e Alfonso caiu de volta pro sofá, soltando um gemido de dor.
- Você está bem? – Anahi, preocupada, deixou a sopa na mesinha de centro e se ajoelhou na frente dele.
- Só meio tonto – Anahi passou a mão no rosto dele, em um breve carinho.
- Você já comeu?
- Não...
- Sabia! Por isso trouxe uma sopa – Ela se levantou indo pra cozinha esquentar – Não precisa vim – Anahi disse quando ele fez menção de se levantar.
- Foi você que cozinhou? – Alfonso gritou para que ela escutasse.
- Não, pedi de um restaurante. – Ela gritou de volta.
- Então tudo bem, acho que posso comer – Alfonso riu. Anahi era metida a achar que sabia cozinhar, mas nunca ficava tão bom quanto ela achava.
- OTÁRIO – Ela gritou emburrada da cozinha, mas sorriu. Alguns minutos depois ela voltou com a sopa quente em uma bandeja. Alfonso se levantou devagar pra não enjoar, comendo em silêncio. Nenhum dos dois sabiam como começar a falar.
- O que você ta vendo? – Anahi perguntou observando a tv esquecida na frente deles.
- Não sei, tava quase dormindo quando você chegou – Alfonso , deu de ombros, olhando pra televisão. Passava algum filme bobo, mas que parecia ser muito interessante já que eles não desviaram mais os olhos de lá. Alfonso quando acabou, estava se sentindo bem melhor, ele não sabia dizer se era por ter se alimentado direito ou se era por ter ela por perto.
Alfonso a olhou e ela suspirou. Não dava mais pra adiar, ela sabia. Quando ele ia abrir a boca pra falar, Anahi se levantou caminhando até a porta.
Ella dice que el es su mejor amigo y que tiene un confidente a quien le cuenta los secretos del amor.
- Vim aqui só pra ver como você estava e te trazer a sopa, então to indo – Anahi abriu a porta quando a voz de Alfonso alcançou os seus ouvidos.
- Eu não vou te prender aqui se você não quiser... – Ele começou com uma calma que surpreendeu até ele mesmo - Mas se você sair por essa porta, eu não vou insistir mais.
Anahi demorou alguns segundos para assimilar o que ele lhe dissera. A verdade é que ela tinha medo, muito. Ela sempre se jogava de cabeça em uma relação, e no final sempre acabava de coração partido, sendo consolada por ele. E agora, como seria quando fosse ele que partisse o coração dela?
O peso do mundo parecia estar nos ombros dela, sua mente lhe dizia algo, mas seu coração já havia tomado a decisão.
El escucha parece leer sus labios y por dentro se derrite por besarlos pero hay que disimular.
- Eu sei que você esta confusa... – Anahi o sentia cada vez mais próximo dela – Dá uma oportunidade pra gente, baby... – Alfonso quase implorou, mas não se importou. Com cuidado, tirou uma mecha do cabelo dela que estava colado no pescoço, e depositou um breve beijo ali. Ele sentiu Anahi estremecer com o beijo, o empolgando a continuar - Mas se você sair por essa porta, eu desisto.
Deu outro, em seguida outro. Ela suspirou baixinho, jogando a cabeça pra trás, apoiando no ombro dele.
ella dice "yo te quiero" pero el piensa "yo te amo" ellos dicen ser amigos de verdad.
- Sim? – Alfonso perguntou rouco no ouvido dela, mordendo o lóbulo e puxando. Anahi fechou a porta que ainda estava aberta, se virando pra ele. Não podia resistir, e não queria.
Todo es mentira o todo es verdad pues ella sabe que él la ama y él sabe que ella sabe la verdad.
Anahi o puxou pela camisa, colando os lábios nos dele. Alfonso se surpreendeu, mas não reclamou, passando seus braços em torno da cintura dela, colando mais seus corpos. Ele mordeu o lábio inferior dela, invadindo com sua língua, em seguida. O primeiro toque foi como um choque, ao contrario da noite passada, agora eles teriam tempo pra aproveitar. O beijo era calmo, como se eles estivessem se conhecendo outra vez. Depois de certo tempo foi perdendo a força, mas ainda continuaram com os lábios e as testas coladas.
Todo es mentira o todo es verdad pues con un beso clandestino han casado la pasión y la amistad.
Capitulo 9
Christopher foi dirigindo o carro de Alfonso que ficou o caminho todo calado, o amigo decidiu respeitar, depois Christopher voltou para festa de taxi. Alfonso subiu para seu apartamento se jogando direto na cama, não conseguia parar de pensar no que tinha acontecido a alguns minutos atrás, com certeza, foi ainda melhor do que as lembranças que ele se martirizava todo dia, mas era impossível pensar em como seria a vida deles daqui pra frente. Alfonso tinha medo que ela fugisse, se afastasse igual como ela fez no passado.
Anahi por outro lado, continuou na festa, não saiu nem pra acompanhar Roger que foi para o hospital com suspeita de nariz quebrado. Lá pelas 3 da manhã, a boate já estava quase vazia. Maite, Dulce que sentava no colo de Christopher conversavam animadamente completamente bêbados sobre assuntos que Anahi não fez nem questão de entender.
- O que aconteceu, Any? – Maite percebeu o olhar vago da amiga, e todos se calaram esperando a resposta. Ela não achou justo contar, por mais que tivesse morrendo de vontade de falar com alguém a respeito. Mas ela não podia, não sem antes se entender com Alfonso.
- Só cansada, acho que esse pessoal vai querer morar aqui – Resmungou olhando para alguns colegas que estavam no mesmo estado em que os amigos do lado dela. Maite ainda achou estranho, mas ela não tinha condições.
- Pode ir pra casa, amiga – Dulce era a única que estava menos bêbada – Nós ficamos aqui e ta tudo tranquilo.
- Eu vim com o Roger – Anahi bateu com a mão na cabeça. Ela se lembrou de Roger, o coitado foi para o hospital sozinho, ela mandou uma mensagem pedindo desculpas, mas não havia nenhuma resposta até agora, Anahi não acreditava que tinha alguma chance deles poderem ficar juntos depois dessa.
- Vai com o meu carro, vou com Christopher depois – Dulce disse jogando a chave pra Anahi.
Dulce e Christopher eram um caso a parte, nenhum casal na história do mundo já tinha brigado e feito as pazes mais do que esses dois. E o mais engraçado, sem nunca assumirem um relacionamento sério. Dulce não acreditava em casamento, por culpa de seus pais que foram péssimos com ela e um com o outro, diga-se de passagem. Já Christopher não se contentava só com Dulce, sempre estava de olho na próxima e no final sempre voltava pra ela. Anahi agradeceu a amiga, se despediu de todos e foi embora.
Tudo o que queria era se jogar na cama e dormir até o ano que vem. Principalmente por que no outro dia tinha dito que ligaria para Alfonso. Ela estava preocupada com o rumo que as coisas poderiam tomar. Ela só via duas soluções: Aceitar essa loucura e se jogar de cabeça, ou dizer que não e perder a pessoa que mais amava no mundo.
Anahi não era apaixonada por Alfonso, ou pelo menos não queria assumir nem para ela mesma.
Alfonso demorou a dormir, o gosto dela não saia de sua boca e ele sabia que o dia seguinte seria decisivo para ambos. Estava com medo, se ela o recusasse, talvez fosse a hora de finalmente superar toda essa história.
Anahi tomou um banho frio pra refrescar seus pensamentos, foi para de baixo das cobertas e dormiu pensando nele. O outro dia amanheceu chuvoso, com um Alfonso abraçado ao vaso sanitário vomitando tudo que tinha ingerido na noite passada. Ele foi cambaleando até o box e entrou de baixo do chuveiro com roupa e tudo. Ficou minutos só com a agua caindo em sua nuca até se recuperar.
Quando saiu deu uma olhada em seu celular – sem nenhuma ligação – e foi na cozinha tentar achar alguma coisa para comer. Era domingo, sua empregada havia tirado uma folga. Achou qualquer sobra na geladeira que só fez seu estomago doer mais, ligou o ar da sala, fechou quase todas as cortinas para impedir o sol de entrar e ficou procurando até achar algo que gostasse na televisão gigante que havia ali. O celular estava grudado a ele como se fizesse parte do seu corpo, mas nada de Anahi ligar.
Ela, no outro lado da cidade acordava agora, nunca teve problemas pra dormir, ao contrário! Dormir era um das coisas que ela mais apreciava na vida. Aos poucos foi recobrando a consciência, resmungando algo quando a luz do sol lhe atingiu. Se arrastou até ficar em pé, indo pro banheiro se jogando em baixo da agua fria. Tinha sonhado, ela lembrou. Anahi sonhou com Alfonso.
Anahi vestiu um short e uma blusa solta colorida, e foi até a cozinha onde ficava uma extensão do telefone fixo. Pediu uma sopa de um restaurante bom, que ficava na esquina do apartamento dela, alguns minutos depois chegou e ela comeu. Estava muito boa! Gostosa e quentinha. Será que Alfonso estava bem e já tinha almoçado?
Quando acabou de comer, pensou em ligar para ele, estava preocupada. Alfonso não estava em seu melhor estado na noite anterior, e apesar de tudo, eles eram amigos. Seja no que fosse dar, ela decidiu não ligar, e sim ir logo ao encontro dele.
Capitulo 8
- Ei cara, você ta maluco? – Roger foi pra cima de Alfonso o empurrando.
- Vocês não vão brigar na minha festa! – Ela se colocou no meio dos dois para impedir e iminente briga.
- Você tem que entender: ANAHI É MINHA NAMORADA E NÃO SUA
- Fod*-se – Um segundo depois o punho de Alfonso acertou bem no nariz de Roger que caiu no chão. Anahi gritou. Um grupo de pessoas os cercavam pra ver a briga.
- Para – Anahi segurou os braços de Alfonso quando ele fez menção de ir pra cima de Roger de novo – Porfavor. Vem, você ta muito alterado – Alfonso se acalmou ao toque dela instantaneamente – Cuidem do Roger - Anahi gritou sobre o ombro para Dulce e Maite que olhavam preocupadas, enquanto arrastava Alfonso para uma sala distante.
- Sem sermão agora, já to indo embora – Ele falou assim que entraram na sala. Era a gerencia do lugar, Armando saiu na hora que eles entraram pra dar privacidade.
- Você não vai sair daqui – Alfonso não tinha como contrariar esse tom autoritário dela que ele tanto amava, imagina na cama – Você enlouqueceu de vez? Com que direito você acha que tem de me separar daquele jeito E SOCAR O MEU NAMORADO? – Ela gritou com toda a fúria que sentia.
- PORQUE EU TE AMO, ANAHI, PORR*! – Os dois pararam de gritar pra digerirem o que acabou de ser jogado entre eles. Suspirando, ele se aproximou dela. Agora que já tinha dito, iria até o fim. Ela esperou em silêncio – Eu te amo, sou completamente louco por você a malditos dez anos. Eu não suporto mais, você me olha e não me vê...
- Chega, eu não quero mais escutar! – Anahi colocou as mãos nos ouvidos pra se impedir de ouvir o que estava na cara todo o tempo, quebrando o contato visual que tinha se criado entre eles.
- Me escuta – Ele segurou as mãos dela colocando-as entre eles – Me olha, baby – Anahi levantou o rosto lentamente, como se tivesse medo de encará-lo – Eu aguentei por muito tempo, não consigo mais esconder, me diz se eu tenho alguma chance, nem que seja mínima – Ela abriu a boca pra falar porém não emitiu nenhum som. Aproveitando a confusão, Alfonso se aproximou lentamente, dando oportunidade dela fugir. Mesmo morrendo de vontade de beijá-la, ele não queria que fosse algo forçado.
Anahi, por outro lado estava totalmente confusa, se ela dissesse que não havia percebido o jeito que ele olhava pra ela, ou o jeito que ele tratava qualquer pessoa do sexo masculino que se aproximasse dela, ou então que ela não lembrava do gosto dele com mais frequência do que ela gostaria, estaria mentindo, mas isso era loucura! Anahi mais do que ninguém sabia como ele tratava as mulheres com quem andava, ela sabia que nenhuma mulher durava mais do que duas noites na cama dele, sem contar que ela tinha um namorado ferido por Alfonso lá fora. Mas também sabia o quanto carinhoso e dedicado ele podia ser com, e somente com ela. Será que depois dele conseguir o que queria ela viraria igual as outras?
Mas então, Anahi viu aqueles olhos que estavam em um tom verde mais escuro do que o normal, escuros de desejo, de vontade por ela. No instante em que ela decidiu abrir a boca pra falar algo, seus lábios encostaram nos dela. Ela podia empurrá-lo, podia mordê-lo, mas não, em vez disso, soltou suas mãos da dele e as levou até o cabelo de Alfonso, segurando com força os pequenos cachos que estavam crescendo ali, ele gemeu pressionando mais seu corpo no dela quando finalmente encontrou sua língua.
Alfonso estava no paraíso, ele podia morrer naquele exato momento que morria feliz. Ela era maravilhosa, assim como ele recordava. Seus braços rodearam a cintura dela com mais força tornando o beijo ainda mais profundo, atacando a língua com movimentos precisos. Era doce e ao mesmo tempo agressivo, afinal eram dez anos de vontade, de saudade da parte dele. Anahi não lembrava nem mesmo o próprio nome. Foi nessa hora, que Armando decidiu voltar para sua sala.
- Nossa, me desculpem – Anahi e Alfonso se separaram ofegantes. Ele iria demitir Armando, com certeza.
- Está tudo bem – Ela tratou logo de dizer, ficando o mais longe possível de Alfonso – É... Eu preciso voltar pra festa – Anahi não conseguia olhar nos olhos dele, porém Alfonso não a deixou sair.
- Não foge de mim – Anahi tentou se soltar dele em vão.
- Eu vou pedir pra Christopher te levar pra casa, você não esta bem.
- Eu não preciso que ninguém cuide de mim, eu só preciso que você me escute – Tentou. Anahi puxou o braço, e ele teve que a deixar ir.
- Amanhã. Amanhã eu te ligo, hoje eu não tenho condições – Ela sentia que se ficasse ali mais um segundo explodiria, com certeza Anahi tinha muito o que pensar agora. Ela saiu a passos largos e ele foi atrás dela.
Anahi se aproximou de Dulce e Christopher que estavam dançando próximos dali e pediu para que Ucker levasse o amigo pra casa. Anahi viu quando Christopher se aproximou de Alfonso, discutiram brevemente e Alfonso aceitou ir com ele. Havia tentado, havia se
declarado para ela, havia a beijado e Anahi o correspondeu, gostou tanto quanto ele, ele sabia que sim, mas agora não tinha mais nada que pudesse fazer a não ser ir pra casa esperar as coisas se acalmarem por ali.
Capitulo 7
As horas se arrastaram, já era quase 22:30 horas e a festa estava bombando, todos os convidados de Anahi já estavam lá, menos um. Anahi todo minuto olhava para a porta vendo se avistava o amigo, mas nada dele, nem uma ligação, nem uma mensagem e nem nada.
- Poncho não vem? – Dulce tocou no ombro de Anahi chamando sua atenção. As duas estavam sentadas junto com Maite e mais algumas amigas da época da faculdade. As poucas que sobraram daquele tempo.
- Não sei, Dul, ele parecia estar realmente muito chateado quando saiu lá de casa – Ela viu o olhar compreensivo da amiga, depois o olhar de Dulce se moveu para além de Anahi e um sorriso surgiu no rosto de Dulce.
Anahi olhou na mesma direção e viu Alfonso chegando, com uma calça jeans e uma blusa social preta com os dois botões de cima abertos. Anahi levantou matando a pequena distancia que ainda havia entre eles ficando em sua frente, ela jogou os braços em volta do pescoço dele e o abraçou, sentindo o cheio delicioso que ela tanto amava.
- Pensei que você não viesse – Ela sussurrou sentindo as mãos deles acariciarem levemente sua costa desnuda por causa vestido. O vestido de Anahi era preto, curto, não totalmente colado no corpo mas era o suficiente para realçar suas curvas, e um grande decote na parte de trás, deixando a costa praticamente toda nua.
- Então era ele que você queria me apresentar? – Ele foi direito ao ponto, lembrando quando ela disse que queria lhe apresentar uma pessoa. Anahi o soltou encarando-o.
- Sim. Você sabe que sua opinião é muito importante pra mim... – Ela disse receosa pela atitude dele.
- É você que tem que escolher, não eu – Ele disse seco a assustando um pouco, quando Anahi se recuperou do choque por tê-la tratado assim, ficou furiosa.
- Você tem toda razão, sou eu que tenho que escolher, então com licença – Anahi o deixou pra trás indo sentar ao lado do namorado.
Alfonso queria gritar e dá uns bons socos na cara do infeliz, mas se conteve olhando em volta da boate. Estava tudo do jeito que ela queria, o DJ no alto tocava as melhores musicas do momento, as luzes de neon iluminavam superficialmente todo o espaço, o bar do lado estava calmo já que o lugar estava fechado só pra festa, e varias pessoas conhecidas se divertindo.
Ele acenou pra algumas pessoas, quando um senhor careca meio baixinho veio falar com ele.
- Sr. Herrera? – O homem de meia idade perguntou estendendo a mão para cumprimenta-lo. Armando era o gerente da boate – Tudo certo?
- Tudo sim, obrigado.
- Que bom. Espero que esteja tudo do seu agrado – Armando falou, pois sabia muito bem quem lhe pagava seu salário no fim do mês.
- Está tudo muito bom – Alfonso assentiu uma vez e o homem se afastou quando Christopher se aproximou.
- E ai, cara – Eles trocaram um abraço de lado, daquele tipo de homem
- Fale, Uckermann.
- Demorou mano, pensei que não vinhas – Alfonso resumiu a historia pra ele. Christopher sabia como o amigo se sentia por Anahi, pois estava presente desde o dia em que Alfonso a conheceu, foi ele quem os apresentou- Que mal, você ta precisando encher a cara e de uma boa foda – Ah a mente masculina...
Alfonso concordou como se na noite a anterior não tivesse feito as duas coisas. E logo se sentaram nos bancos de frente pro bar.
Algumas horas depois estava todo mundo alegre, pessoas dançavam animadamente na pista de dança, vários grupinhos sentados em sua mesa conversando e bebendo. Anahi estava sentada com Roger conversando com um casal de amigos quando viu uma das conhecidas que ela apresentou para Alfonso indo na direção dele. Alfonso sentava no bar apenas observando, com a sexta dose de whisky na mão. Não que Anahi tivesse contando ou algo assim.
- Oi, Poncho – Uma mulher surgiu na frente dele se apoiando em suas pernas enquanto quase esfregava os seios no rosto dele.
- E ai – Ele respondeu já alterado pelo álcool, mas sua visão estava cravada em Anahi e Roger que mantinham suas mãos entrelaçadas.
- Você se lembra de mim? – Maíra falou manhosa se aproximando mais da boca dele. Alfonso com sutileza a empurrou e afastou as mãos da mulher. Nesse instante tocava uma música suave e vários casais seguiram para o centro, inclusive Anahi e Roger.
Anahi e Roger dançavam colados, ele acariciava a costa dela enquanto ela apoiava seu rosto no ombro dele. Alfonso pediu mais uma dose ao garçom virando todo o liquido logo em seguida
- Não, não lembro - Alfonso empurrou Maíra de lado a deixando confusa e extremamente com raiva, indo em direção aos dois – Com licença – Ele falou com uma falsa simpatia, tirando Anahi bruscamente dos braços de Roger.
Capitulo 6
- Mas que porra...? – O homem estava confuso. E Alfonso entendeu tudo. Roger.
Nesse momento Anahi acordou, olhou de um lado para o outro e em instante se levantou trazendo o lençol junto pra se cobrir.
- Alfonso... – Ela fez menção de chegar até ele e Alfonso deu um passo pra tras inconscientemente.
- Não... É... Eu não queria interromper, desculpe – Anahi tentou falar algo, mas ele não deixou – Só queria te dar os parabéns e te entregar isso – Alfonso deixou as flores e o presente em cima da cama, virou as costas e saiu. Ele não queria mais passar nenhum segundo ali.
O outro homem continuou parado na porta do banheiro sem entender nada. Ele a olhou, e então perguntou.
- Quem é ele? – Anahi viu um misto de confusão e raiva no olhar do namorado.
- Alfonso. Meu melhor amigo, te falei dele, amor... – Ela chegou até ele o abraçando. Roger era menos forte que Alfonso e loiro. Anahi gostou dele no primeiro momento que o viu na cafeteria do lado do trabalho dela. Roger ia lá quase todos os dias, o que mais tarde ele lhe confessou que era somente para vê-la. Esse relacionamento já durava uns dois meses, apesar de nunca ter comentado com ninguém, inclusive com Alfonso sobre ele.
- E ele entra assim? Sem avisar, nem nada?
- Ele tem a chave reserva – Anahi explicou – Não fique assim... – Ela acariciou os braços dele e sentiu seus músculos relaxando um pouco.
- Meio estranho essa relação de vocês, ein – Para Anahi, a relação deles era sim, muito normal.
- Ok, chega desse papo. Alfonso é meu amigo e eu o amo muito, agora vamos tomar café comigo – Anahi encerrou o papo vestindo a primeira roupa que encontrou pela frente e foi para a cozinha sem esperar o namorado. Quando se deparou com o maravilho café da manhã, por um segundo seu coração acelerou e ela desejou que quem estivesse ali para comer com ela fosse Alfonso. Mas Roger chegou e abraçou-a por trás depositando pequenos beijos em seu pescoço. Depois agradeceria a Alfonso.
O casal tomou o café conversando e rindo, logo depois Roger se despediu e foi embora, combinando que as 21:00 em ponto estava lá para busca-la para sua festa. Trocaram um selinho rápido e ela voltou para o seu quarto, pretendia dormir mais algumas horas, porém a caixa de veludo chamou sua atenção. Era o presente de Alfonso.
Anahi abriu prendendo a respiração quando viu a pulseira cravada em diamantes, não era muito grande, mas com certeza aquilo chamava a atenção. Era completamente linda. Pegou seu celular e resolveu mandar uma mensagem, ele estava com raiva, certamente não atenderia: Está tudo bem? A pulseira é a mais linda que eu já vi na vida! E as flores, e o café da manhã, tudo estava perfeito. Obrigada, Poncho.
Ela suspirou alto e tentou dormir, a resposta não veio nas horas seguinte a deixando realmente preocupada, e o medo súbito de que ele não fosse a sua festa lhe fez mandar outra mensagem: Você ainda irá hoje, né? Não será a mesma coisa sem você. Te amo! Alfonso não respondeu de novo, estava realmente com muita raiva e muito triste. Passou horas e horas malhando sem sua academia particular, e depois lutando MMA com seu treinador tentando não pensar no ocorrido.
Capitulo 5
Alfonso tomou um banho rápido e ligou para sua secretária enquanto se vestia, perguntando se ela tinha feito o que ele havia mandado.
- Sim sr. Herrera, tudo pronto. Seu motorista já deve ter pegado tudo que o senhor encomendou – Alfonso agradeceu e desligou o celular vestindo correndo suas calças jeans e uma blusa polo azul. Já eram 9:00 da manhã, e com certeza Anahi não demoraria muito para acordar. Ele queria ser o primeiro a lhe dá os parabéns, encomendou flores e um delicioso café da manhã para acordá-la.
Josh já tinha passado na floricultura e na doceria e já esperava prontamente na frente do prédio de Alfonso. Josh fez o caminho até o prédio de Anahi. Era um prédio branco, ficava em um lugar um pouco mais calmo do que a loucura da 5th avenida onde Alfonso morava, mas era lindo assim como o dele, só que muito mais barato já que ela não aceitava que seus pais a bancassem e o trabalho dela não era suficiente.
Ele desceu do carro, cumprimentou o porteiro que logo lhe deixou entrar sem interfonar, pois já o conhecia. Alfonso tinha uma chave extra do apartamento dela, já que toda a família de Anahi morava em outra cidade e ele era a pessoa mais próxima que ela tinha. Alfonso fez um malabarismo pra poder segurar o boque de flores, a cesta com o café da manhã mais o presente que ele havia comprado dias atrás e conseguir abrir a porta.
O apartamento estava em completo silencio, o que comprova que ela ainda estava dormindo, Alfonso sorriu e foi direto para cozinha arrumar a mesa. Assim que estava tudo pronto, pegou as flores e o presente e se dirigiu ao quarto dela, deu uma pequena batida na porta que não foi respondida. Alfonso abriu a porta com cuidado para não fazer barulho, e quase achou que estava sonhando com a visão.
Anahi tinha um lençol emaranhado do quadril para baixo, sem nada para cima, porém ela estava de bruços o que não deixava ver. Alfonso passou alguns minutos observando a amada e imaginou como seria acordar com ela nos braços, acariciando sua pele, sentindo seu cheiro...
Ele foi acordado do transe bruscamente com a porta do banheiro sendo aberta, e um homem quase nú sair de lá.