► Todos los capítulos son remasterizados por el canal Nanatsu no Taizai Temporada 3 Capitulo 18 Sub Español Nanatsu no Taizai Temporada 3 Ca
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Capítulo dezoito
Eu já estava a quase duas horas sem notícia do meu filho.
Depois que o médico entrou com as enfermeiras e notaram o que estava acontecendo, mandaram eu e o Otávio esperarmos no corredor. Eu não quis sair de lá, óbvio, mas logo um segurança apareceu, porém nenhum deles pareciam conhecer a força que uma mãe desesperada tem. Por isso, logo apareceram outros dois seguranças e no fim, eu tive que sair carregada pelo três e o Otávio junto. É, talvez eu ainda tenha machucado um pouco eles. Qual é, eu não queria sair de perto do meu filho!
Capitulo 18
A manhã seguinte começou cedo para Alfonso, o sol tinha apenas acabado de nascer quando ele começou a ficar inquieto na cama. Ele abriu um olho, se acostumando com a claridade que entrava pela janela, quando olhou pra mulher que tinha passado a noite em seus braços.
Ele sorriu consigo mesmo, ficando apoiado em um dos braços para olhar pra ela, no meio da noite de alguma forma eles se mexeram conforme que Anahi ficou deitada no braço dele virada para o lado oposto de quando foi dormir, e ele a abraçava pela cintura. Alfonso tirou algumas mechas que caiam sob o rosto dela para admirá-la melhor. Ele não podia acreditar na felicidade que estava sentindo.
Anahi despertou alguns segundos depois, pelos carinhos que estava recebendo. Ela sorriu quando se virou e encontrou os olhos dele, passava um pouco das seis da manhã e ela acordou sorrindo! Bom, isso era novo.
- Bom dia – Anahi murmurou com a voz entrecortada ainda pelo sono.
- Bom dia, dormiu bem? – Ele sorriu, selando os lábios com o dela repetidas vezes.
- Dormi mais do que bem – Anahi o abraçou pelo pescoço trazendo Alfonso de volta pra boca dela. O beijo ganhou força, e sem perceber já se beijavam com volúpia, os seios dela estavam sendo comprimidos pelo peito dele, já que haviam dormido sem roupa, fazendo uma fricção gostosa.
Fizeram amor de novo aquela manhã. Se tudo pudesse ficar dentro do quarto daquele hotel para sempre...
Quando acabou, Alfonso a puxou para o seu peito, a abraçando.
- Dorme, amor – Ele falou percebendo a moleza dela – Ainda temos tempo – Anahi assentiu e não demorou a voltar a dormir.
Quando ela voltou a despertar, Alfonso não estava do lado dela. Anahi se sentou puxando o lençol para se cobrir, quando ele saiu do banheiro totalmente pronto pra mais um dia de trabalho.
A camisa social branca, o terno alinhado. Ele se sentou ao lado dela na cama.
- Eu pedi café da manhã pra gente.
- Porque você já ta assim? – Anahi fez um biquinho fofo, e ele se aproximou mordendo o bico dela. Ela o puxou fazendo com que ela caísse em cima dela.
- Assim vamos ficar o dia todo na cama – Eles sorriram.
- Eu queria – Ela comentou tristinha – Quem trouxe sua roupa pra você? – Perguntou lembrando que ele não estava vestido assim no dia anterior.
- Josh trouxe. Vamos fazer assim, vocês me deixam no trabalho, vocês vai pra sua casa, se arruma, e Josh te leva ao trabalho.
- Não precisa! Ele me deixa apenas em casa e eu vou de taxi pro trabalho.
- Claro que não – Alfonso revirou os olhos.
- Porque? – Anahi perguntou indignada.
- Porque é melhor não – Disse obvio. Ela sabia que não adiantava mais discutir.
E assim fizeram, o café da manhã chegou, comeram, Alfonso foi para sua empresa e Anahi pro seu apartamento, sendo levada pro trabalho pelo motorista depois.
Anahi chegou vestida com uma saia preta e uma blusa social branca, saltos, o cabelo preso em um coque, e um óculos escuros para esconder as olheiras da noite passada. Tinha sido maravilhosa, mas ela quase não tinha dormido.
- Ele está sento da sala dela – Foi logo informada por Angel quando passou pela sala dela. Mario tinha ganhado o trabalho. De novo.
- Não sei porque eu não peço demissão dessa merda – Anahi reclamou sozinha quando chegou na sala dela. O jeito era se dedicar aos trabalhos quase sempre importância que ela tinha.
Sábado chegou em um piscar de olhos. Alfonso tinha ligado para informar sobre a tal festa da ONG que na noite do hotel não teve “tempo” para comentar. Anahi saiu com Dulce e Maite, de manhã para acharem um vestido novo perfeito para a ocasião.
- Estou pensando em ir viajar com Christopher – Dulce disse em certo momento quando saiam de uma loja a caminho de outra, na quinta avenida – Pra algum lugar romântico, ia ser bom passar certo tempo com ele.
- Porque vocês não namoram logo? – Maite perguntou entediada.
- Porque Christopher merece alguém que possa estar pra ele sempre que necessitar. Ele merece uma pessoa completa, e não eu que só posso me doar pela metade - Dulce era médica, e apesar de amar Christopher, sempre colocava sua carreira na frente da vida amorosa. Ela se dedicava totalmente ao trabalho que quase não tinha tempo para mais nada.
- Você já pensou no caso dele encontrar outra pessoa? – Anahi perguntou meio apreensiva – Digo, dele se apaixonar por outra?
- O que eu poderia fazer? – Dulce deu de ombros. Elas entraram em uma loja – Seria o melhor pra ele.
- Vai me dizer que você não ia morrer de ciúme? – Maite mostrou um vestido para Anahi, e essa o recusou.
- Claro que ia! Ia morrer de ciúme e depois ia matar a vadia – As três gargalharam alto, chamando atenção das mulheres chiques de dentro da loja. Era engraçado, ambas eram ricas o suficiente, tanto por herança como por trabalho próprio, mas estavam longe de ser aquele protótipo de garota mimada de NY.
- E esse aqui? – Dulce mostrou um vestido, e Anahi foi experimentar.
- Que tal? – Anahi perguntou minutos depois quando saiu do provador. O vestido era de um feitio simples, com alças, mas caia perfeitamente no corpo dela, realçando seus seios, era de uma cor vermelho sangue, mas o destaque estava na abertura que ia do joelho até a parte superior da cocha. Sexy sem ser vulgar.
- É este – Maite confirmou.
- Com certeza é este – Dulce bateu palmas, concordando. Vestido: Ok.
Capítulo 18
Parecia que eu tinha sete anos outra vez. Era dia de visitas e eu estava sentada no balanço do pátio esperando que alguém me notasse, embora eu não tivesse essa vontade. Algumas pessoas brincavam com as crianças e aquilo quase parecia um parque, com famílias de verdade. Logo o sol se punha e todos iriam embora. E eu, ficava sozinha.
Os olhos cor de mel me trouxeram de volta a realidade. Eles me fitavam com um misto de felicidade, curiosidade e medo. Medo. Ela estava com medo de mim. Para ser sincera, eu estava com medo de mim.
- Eu quero... Que você... Fique longe de mim – Falei devagar.
Ela abriu a boca, mas as palavras não saiam. Engoli minhas lagrimas e disse para mim mesma que eu não me deixaria levar pelo desespero dela.
- Eu entendo o quanto isso é difícil pra você.
Eu me levantei irritada.
- O que é que você sabe sobre uma vida difícil? Você é rica, sempre ficou de cima administrando tudo, esperando que um dia eu caísse de bandeja no histórico da sua empresa. Enquanto por sua irresponsabilidade eu estava tendo uma péssima vida.
Ela estava dividida entre gritar, andar, falar, chorar. Estava completamente perdida.
- Eu sempre fui vazia. Me diz de que adianta o dinheiro se eu não podia ter você? Ver você falar, ver você andar, ver seus medos e seus desejos. Te procurar todos os dias da minha vida em tudo ao me redor e nada ser nunca o suficiente.
- Devia ter pensado nisso antes de engravidar. – Eu sabia que estava sendo ridícula, mas as palavras saiam de dentro de mim sem que eu pudesse controlar.
- Claro, claro que sim. Mas você nunca fez algo precipitado? O meu erro for ter amado alguém e me entregado sem pensar nas consequências, esses erros me trouxeram você. Ao contrario das outras pessoas que acham que uma criança é um erro, eu não acho. Você só vai saber o que é isso quando for mãe.
- Você só vai saber o que é ser abandonada quando for. – Devolvi.
- Ontem a noite não foi um abandono pra você? – Ela falou baixinho.
Fiquei com raiva pelas palavras dela terem sido quase um tapa na cara. Eu me apoiei na mesa atrás de mim tentando organizar meus pensamentos. Fiquei de costas para que ela não pudesse ver que as palavras dela me acertaram.
- Sabe o que mais ninguém sabe ao nosso respeito? – Ela começou a falar – não me importa se você tem dezoito, ou quantos anos se passaram. Minha vida parou quando você sumiu e começou a rodar de novo. Eu amo você mais do que qualquer coisa no mundo.
Eu estava completamente triste. No fundo do poço. Não sabia como reagir, nem como falar. Eu queria atacar, sem nem saber por que.
- Eu já tenho uma mãe e uma família agora, não preciso mais de você.
Eu escutei os passos dela se aproximando de mim.
- Mas eu preciso – sussurrou.
Como uma capa, que você tira e joga ao chão, todas as minhas defesas caíram. Fechei os olhos e uma ou duas lagrimas teimaram em escorrer. A Rafaela tinha razão, eu sempre busquei isso. Não posso privar alguém de me amar, ainda mais quando esse alguém é quem eu sempre amei.
Virei para ela que agora me olhava com amor.
- Desculpa, eu não quero te tratar mal, talvez nós pudéssemos... – procurei mil palavras para tentar expressar – ser amigas.
Ela me abraçou. Isso foi bem estranho. Eu me deixei ser abraçada e senti que meu corpo também a abraçou. Tudo bem que as emoções estavam bem intensas, mas esse momento fofo era demais pra mim. Afastei-me.
Ficou uma coisa estranha, um silencio cheio de palavras, frases e perguntas. Mas uma hora ou outra nós íamos ter que começar a falar. Sentei-me na primeira cadeira que eu vi.
- Quantos anos você tem? – Perguntei de repente.
- Trinta e seis. – Ela sorriu.
- Foi com 18 anos. – Falei vagamente. Ela tinha o dobro da minha idade – Me conta a sua historia.
Eu tirei a mão do pulso dela, aquele toque gerava um choque pelo meu corpo.
- Amor adolescente. Desastroso e completamente mentiroso. Eu engravidei e não tive nenhum apoio, a não ser do meu pai, ele me apoiou muito. Eu demorei pra contar sobre você. Disse para minha mãe que queria fazer intercambio e passei meses longe do Brasil, quando voltei já estava quase na hora de você nascer, ninguém poderia fazer mais nada. – Senti um arrepio ao imaginar um aborto ou um acidente proposital – Então eu tive você e depois você sumiu. De mim. Do mundo. Levei dois anos para entender que ninguém iria bater na minha porta e dizer: “oi, eu achei sua filha”, então eu decidi que queria mexer com os adolescentes. Meu pai me deu dinheiro para começar e em três anos eu já tinha mais de cinquenta cedes espalhadas pelo Brasil. Fiz um quarto pra você na minha casa – ela riu – E a cada ano eu ia modificando ele de acordo com a sua idade. Eu sabia que um dia eu ia te achar, você poderia estar morta ou coisa do tipo, mas isso nunca foi uma opção. Esse ano, eu joguei os preços das atividades da Travel lá em baixo e ataquei quantas escolas eu podia. Foi uma sorte eu estar aqui e você também.
Os olhos que me encaravam agora pareciam perdidos, perdidos nas memórias do passado.
- Eu nunca tive uma vida sem você. Eu tentei te encontrar em cada criança, mas isso nunca foi possível. Quando eu conheci meu noivo, eu disse que não queria ter filhos, nem me casar. Todo tempo da minha vida eu queria me dedicar a essa busca pela minha filha. Ele concordou, e nós estamos juntos há três anos. Ele não reclama, e sempre me ajudou em tudo que eu precisei... Então, decidi casar. Mas você apareceu.
Ficamos em silencio. Não era uma historia comovente, não me comoveu. As coisas não pareceram ser tão difíceis para ela.
- Quatro anos. – Era a minha vez – Lembro-me do meu passado a partir dos meus quatro anos. Foi um ano tranquilo, quando fiz cinco anos e ninguém apareceu, eu entendi o que isso significava. Ninguém voltaria. Entendi também o lance da adoção. Eu poderia detalhar os dias imensos e desastrosos que eu vivi, mas é perca de tempo. A única coisa que eu pensava era em quem você poderia ser: Moradora de rua, prostituta, uma princesa ou talvez que você tivesse morrido no parto e não tivesse família. Cada vez que o dia amanhecia era um dia novo pra você aparecer, mas logo o sol começava a se por e nada. Aos oito anos conheci minha mãe, e foi amor no sentido literal da palavra. Ela é metade de quem eu sou hoje, e se eu sou alguém é por causa dela. Como que cura as feridas de alguém ela curou as coisas ruins do meu coração, e com paciência e dedicação cada vez mais minha alma se enchia de carinho, dedicação, companheirismo e todas essas coisas. Ela nunca quis conversar sobre você, também nunca me apoiou procurar meu passado. Eu queria que ela soubesse.
Minhas palavras ficaram soltas no ar. Eu não parecia estar conversando com a minha mãe, de verdade, parecia apenas alguém com quem eu estava trocando experiências.
- Ela sabe – respondeu vagamente.
Eu a olhei perplexa. Ela sorriu para mim e levantou o dedo apontando para algo atrás de mim. Antes mesmo de olhar, eu já sabia o que era. Ou melhor, quem era. Atravessei a pouco caminho que levava até minha mãe, e a abracei.
- Então hoje é o dia – Ela brincou no meu ouvido.
Como era bom abraça-la, depois de seis meses longe, não importava que eu não estivesse em casa, ou na minha cidade, ela era a minha casa. A minha mãe era o meu mundo e tudo aquilo que girava, era o meu plano de futuro, a minha alegria de presente e minha emoção do passado. Era tudo, simplesmente tudo. Fiquei feliz por poder abraça-la.
- Mãe, eu sinto muito – Eu afastei para olha-la.
- O meu amor – Ela acariciou meu rosto – Eu que sinto muito. É tão estranho para mim quanto para você né? Eu sempre soube que esse dia iria chegar, e hoje é o dia.
Eu não queria rir, porque realmente não tinha graça. Mas sorri.
Ela me deixou se afastar para que pudesse me olhar por completo.
- Você cresceu rápido sabia? Quando eu vi você Hanna, pela primeira vez eu me apaixonei, e depois de ter te levado para casa eu fiquei pensando: “Não quero que a minha filha me obedeça por gratidão, não quero que ela fique por gratidão. Quero que ela tenha uma família.” E você, se fez parte daquela família que hoje, não é uma família se não tiver você. Foi tudo por amor, é por amor e sempre vai ser.
Sempre tive esse medo também, não queria ser legal e fiel aos meus pais por gratidão do que fizeram por mim, mas eu os amei, como se eu tivesse realmente nascido quando minha mãe me adotou.
- Sei o seu medo – continuou ela – mas é algo que tem que acontecer. A Paloma me ligou e nós já conversamos muito, ela não quer te assustar, não deixe ser assustada.
Pra ser sincera, não entendia muito bem o que ela queria dizer. Mas aceitei. Nós ficamos ali por algumas horas conversando, as duas ou estavam fingindo ou pareciam melhores amigas de infância. Eu poderia ficar paranoica achando que já se conheciam antes, mas a verdade é que não. Minha mãe estava tentando me ajudar.
Eu pensei que minha mãe voltaria comigo, mas ela tinha uma das viagens do meu pai para fazer. Ela foi embora, e eu fiquei lá com a Paloma.
- Quero que você venha no meu casamento. Você vem?
- Claro, eu vou é só me dizer quando e a onde.
- Eu posso mandar um carro te buscar, e você pode levar aquela sua amiga simpática.
Não entendi o que ela disse sobre a amiga, mas eu só tinha uma que gostaria de levar mesmo.
- Eu vou até lá, não precisa se incomodar. E bom, eu vou ir arrumar minhas malas para partir. Eu te vejo em breve então.
Ela me abraçou e depois me deixou ir. Eu me sentia muito estranha. Mas a única coisa que concerta tudo é o tempo, deixa o tempo passar.
Entrei no quarto e contei por alto para as meninas o que aconteceu. Não queria falar muito e elas entenderam. A Rafa já tinha arrumado minha mala então eu não precise fazer nada, fomos nos deitar na rede para esperar as meninas se arrumarem e nos chamarem para ir para o ônibus.
Dessa vez a Rafa deitou do meu lado que eu na rede, e eu descansei a cabeça no seu ombro.
- Sabe o que eu queria? – Falei baixinho no ouvido dela – umas 18 horas seguidas sozinha com você, pra gente comer bobeira, ver filme, dormir, não fazer nada. Mas só eu e você.
Ela riu baixinho.
- Que bom que esses são os seus tipos de surtos agora, por que seria péssimo se você não quisesse ver ninguém.
- Ou talvez, a gente podia beber até ficar bêbada né? – brinquei.
- Eu não bebo. Você sabe. Uma vez uma doida subiu no balcão de uma festa que eu fui e quase fez um striper, imagina se eu fico igual a ela.
Comecei a rir.
- Mais feio seria dar perca total e não se lembrar de nem de voltar para casa.
Uma vez a Rafaela bebeu tanto em uma dessas festinhas que ela frequenta e eu não, que acabou literalmente desmaiada. Foi à única vez, depois disso ela nunca mais quis saber.
Ela virou o corpo um pouquinho para mim, chegou à boca bem perto do meu ouvido antes de falar.
- Se você fosse uma bebida, eu morreria de overdose.
Eu comecei a rir.
- Não acredito que você esta usando frase de para-choque de caminhão para me cantar.
Ela riu também.
- Não sua boba, essa eu vi na porta de um barzinho lá da rua de casa.
As meninas no chamaram para pegar as malas e ir para o ônibus.
Passamos pela recepção e chegamos ao estacionamento. Tinha muita gente se despedindo um do outro o que fazia tudo se tornar mais demorado. Eu não via a Gabriella desde aquela noite, e depois de dar tchau para a Paloma eu me diria ao meu ônibus.
Todos já estavam para dentro praticamente. Subi na beirada da escada e dei uma ultima olhada ao redor, apesar de tudo, era legal voltar a onde eu cresci e ter visto como tudo mudou. Era legal sair dali com as minhas próprias pernas. Olhei para a janela de um dos ônibus estacionados ali e encontrei o olhar do Diego me examinando. Ele não fez nada, não sorriu, não piscou, não desviou o olhar. Eu suspirei cansada e entrei.
Sentei-me do lado da Rafa nós viemos a viagem inteira de mão dadas e completamente em silencio. Eu adorava o silencio dela. Depois do que pareceram anos, finalmente chegamos em casa.
Eu fui com ela até a sua casa e paramos na porta. Eu sorri cansada.
- Dorme aqui, minha mãe não está e a sua eu bem sei que esta viajando.
Era um convite inocente, mas depois de tudo o que aconteceu no acampamento, ficar sozinha com a Rafaela em uma casa, seria perigoso demais.
Acho que ela percebeu a confusão no meu rosto, pois começou a rir.
- Eu não vou agarrar você.
- Sério mesmo? Ah que pena – brinquei.
O clima ficou descontraído, mas foi só cruzar a porta e ouvir o barulho da chave que o clima e todas as coisas ao redor mudaram, de uma hora para outra.
Capítulo 18
Xx: Coisinha preguiçosa, acorda... –faz carinho em meu rosto
Milena: Há não. Só mais uma hora. –me cubro com o cobertor
Luan: Levanta Mane. Ta na hora já. –fala perto do meu ouvido
Milena: -me viro e abro os meus olhos- Você dormiu aqui?
Luan: Boa tarde pra você também ta?! –beija minha testa e levanta
Milena: Bom dia cantor. –sorri e me sento- Você dormiu aqui? –rio
Luan: Dormir uai. –sorri
Milena: Há. –sorrio e me levanto e entro no banheiro e lavo meu rosto
Luan: Sabe que eu amo quando cê me chama de cantor. –aparece na porta do banheiro
Milena: Mas é o que você é. Um cantor. –falo rindo enquanto escovo os dentes
Luan: Cê entendeu. –sorri e se escora no batente da porta
Milena: -sorrio- Que horas vamos? –mudo de assunto
Luan: Em duas horas. –sorri
Milena: Se vai ficar aí me olhando mesmo é? –prendo o cabelo em um coque mau feito
Luan: Uaí num pode? –sorri
Milena: É que eu quero tomar banho. –cruzo os braços encarando ele
Luan: Pode tomar seu banho uai. –sorri safado- Nois é só amigo. Não tem nada não.
Milena: Há não magina. Agora sai, sai, sai. –o empurro de leve pra fora do banheiro tranco a porta e tomo banho
Quando termino, me enrolo na toalha e abro a porta colocando a cabeça pra fora.
Milena: Luan? Se ta aí?
Ufa ele já foi.
Saio do banheiro e pego minha roupa e volto pro banheiro. Só pra garantir. Me troco e volto pro quarto.
Arrumei minha cama, a mala e deixei tudo em ordem. Tirei uma foto e postei no instagram.
“Tudo parece um sonho. Parece que em instantes eu vou acordar e ver que não passou de um lindo sonho.”
Saí do quarto, e fui tomar café no restaurante do hotel. Quando escuto...
Luan: Mane?! Espera eu.
Milena: -me viro sorrindo- Vamo logo homem. –sorrio
Luan: Cê acha fácil andar com esse trem no pé? É não rapaz to sofrendo viu. –sorri e me abraça pelo ombro
Milena: Coitadinho do meu ídolo gente. –o olho sorrindo
Luan: Mane, eu posso te fazer uma pergunta? –fala ao entrarmos no elevador
Milena: Pode.
Luan: Cê ama o Arthur?
Milena: Amar?! Não sei. Eu gosto muito dele, e da companhia dele, agora amar, eu já não sei. Por que da pergunta?
Luan: Nada. É que ele te ama. Da pra ver no olhar dele. Mai cêis já tão junto á um tempão né?!
Milena: Há cinco seis meses. –sorrio
Luan: E cê num ama ele?
Milena: Sei lá. –saímos do elevador- Eu sou meio bugada pra coisas do coração.
(...)
“Meu almoço de hoje. Muito bom! #japa #comOcantor”
Luan: Fábio, que cidade nois vai agora?
Fábio: Goiânia. Depois pro Rio de Janeiro e aí você só vai ter show na quinta feira.
Luan: Beleza.
Não acredito que vamos pro Rio! Vou poder matar a saudade dos meus pais e do Drigo!!
(...)
Chegamos em Goiânia faltava uma hora pro show começar. Fiz uma seção de fisioterapia com o Luan, e o deixei atendendo as Fãs.
Fábio: Vamos lá, dar a entrevista?
Milena: Vamos sim.
Fomos para um outro camarim, onde normalmente a banda ficava.
Tinha só um repórter.
Fábio: Essa é a fisioterapeuta do Luan.
Repórter: Prazer Caio. –estende a mão
Milena: Prazer, Milena. –aperto a mão dele
Caio: Então Milena, eu vou te fazer umas perguntas sobre o Luan, como ele reagiu com o começo da fisioterapia essas coisas. –sorri
Milena: Okay. –sorrio
(...)
Milena: Nossa, to super cansada. –falo ao me sentar na poltrona do jatinho
Luan: Eu também. –sorri e me olha
Milena: Seu pé ta latejando?
Luan: Um pouco. Por quê?
Milena: É que você ficou mais em pé hoje do que o normal. –me ajeito na poltrona colocando o cinto
Luan: É, que –fala com vergonha- Aquela calça tava me incomodando, aí se eu ficasse em pé, melhorava. –ri e coloca o cinto
Milena: Há. –rio- Entendi.
Luan: Cê ta feliz, que a gente vai pro Rio?
Milena: To sim.
Duas horas depois...
Luan: Mane? –sussurra me cutucando
Milena: Hum? –o olho e tiro os fones e o olho
Luan: A gente chegou. –fala sorrindo
Estava de madrugada já. Quer dizer, ainda.
(...)
Depois do meu banho, super hiper mega Power relaxante, me deitei na cama para dormir, quando o meu querido ídolo me liga.
Luan: Tava dormindo já?
Milena: Eu to deitada, eu ia dormir.
Luan: Eu to não consigo dormir nessa cama sozinha mais não... –risada abafada- Posso ir dormir com você?
Milena: -bocejo- Pode. Vem cantor. –sorrio
Em questão de segundos ele apareceu no meu quarto. E deitou comigo (do lado esquerdo).
Milena: Boa noite, dia?! –sorrio e olho pra ele
Luan: Boa noite. Posso abraçar você?
What? O quê? Como assim produção? Meu ídolo. Eu to passada!! Rosa chiclete.
Milena: Você vai para de falar? –sorrio muito envergonhada
Luan: Prometo! –sorri e me abraça de lado
Ficamos em silêncio, só ouvindo a TV que “falava” sozinha. Pude senti sua respiração em meu cabelo. Aquilo foi me deixando tranquila. Poder ter o ídolo assim pertinho (literalmente) é ótimo... Principalmente, envolvida nos braços dele...
Capítulo 18.
Sentamos na sala e eu logo me apossei do notebook de Luan, entrei no Skype e havia várias mensagens de Caio me contando sobre tudo que estava acontecendo em sua vida, contei á ele sobre a proposta de ir pra Nova York e Caio me surpreendeu dizendo que também ficaria uma temporada por lá. Depois de algum tempo me despedi dele e passei o notebook a Luan, que entrou em seu twitter e conversou com suas fãs. Pra passar o tempo, resolvemos assistir filme, eu como só tinha dormido quatro horas, na segunda parte do filme cai no sono e só acordei quando o segundo filme tinha acabado e Bruna me chamou para jantar. Envolvi-me num papo com Marizete e depois que as meninas desocuparam o banheiro fui tomar banho. Alisei os cabelos com a ajuda da chapinha, me maquiei, vesti um vestido preto e um salto plataforma também preto. Descemos pra sala, e Luan estava nos esperando. Estava lindo com uma camisete jeans e uma calça vermelha. Eu e Luan fomos andando na frente, enquanto Bruna, Camila e Amanda nos seguiam logo atrás. — Gor promete que vai se comportar? – disse segurando meu rosto – Lá não vamos poder dar muita bandeira... Você sabe. — E eu não sou comportada? – brinquei. — Claro, seu bobo! – selei seus lábios. Seguimos pro Santarena e ao chegarmos lá, entramos pelos fundos e no camarote nos juntamos a Rober, a banda de Luan e mais alguns parentes e amigos de infância. O show ficaria por conta de Bruninho e Davi, mas antes dele se apresentar teria alguns DJ’s. Eu e Bruna nos empolgamos bebendo saquê. E ao bater os olhos em Luan vi uma loira com um vestido super curto se esfregando nele. Confesso que senti uma pontada de ciúmes, mas já era acostumada com todo esse assédio encima de Luan. Então fiquei na minha, Luan me lançava olhares quase como um pedido de socorro e eu fiquei sem saber o que fazer. Bruna me arrastou pra um pouco mais afastado dali e ficamos dançando e rindo das palhaçadas de Rober. Quando sai pra pegar mais uma bebida, vi a loira tentando beijar Luan e ele se esquivando, então não pensei duas vezes e fui até eles. — Tá acontecendo alguma coisa? — Desculpa quem é você? Eu te conheço? – a loira disse num tom cínico e com cara de deboche. — Sou a namorada dele, linda! – sorri cínica e sai puxando Luan pela mão. Saímos dali e fomos pro bar, pedi a bebida e logo olhei pra Luan que estava com um sorriso bobo. — Fiz algo de errado? Olha me desculp... — Foi bonitinho você falando que era minha namorada. – disse tombando a cabeça e colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. Sorri e revirei os olhos. Pegamos a bebida e voltamos pra onde a turma estava. Peguei o copinho de água e dei pra Luan. — Água? – balancei a cabeça positivamente e resmunguei um “uhum” e ele levantou uma das sobrancelhas. — Você tá dirigindo, baby. Enfim, o show começou e foi ótimo. Curtimos muito, em algumas partes do show Luan deu piti porque enfiou na cabeça que tinha um cara olhando pras minhas pernas. Mais algumas meninas chegaram a Luan, mas nada de mais. O show terminou e fomos tieta os cantores no camarim e as 04 horas da manhã, seguimos pra chácara. Chegamos quase às 05 da manhã, depois de colocar meu pijama e tirar a maquiagem desci pra cozinha pegar um copo d’água e no caminho de volta cruzei com Luan. — Já vai hibernar gorda? – assenti com a cabeça e nos abraçamos. — Boa noite – selinho – Durma bem! — Boa noite, você também. Nos abraçamos novamente e depois de um beijo caloroso fomos dormir.
"Minha mãe dizia que tudo acabava em algum momento, seja o que for. Nunca imaginei que precisaria de cinco anos pra finalmente dizer que ela estava certa."
ohsweetkiller
Peguei alguns bg's. São perfeitos, mds.
obg *-*