Y'all are gonna get rich with the amount of CA$He I'm gonna give ya'll
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🚬🍻⚔️||Il”My doomed
Bisexuals bro.... this comic ruined me-“||⚔️🍻🚬
"We do it in the dark, with smiles on our faces."
I find it very unlikely these two haven't made out at least once back in the day. I love them so much
Dia de Folga - A Cashe Minific / Oneshot (CassidyXAshe - Overwatch 2)
Meio-dia. Céu limpo. Brisa fresca.
Sem trabalho.
Um dia de folga perfeito que Cole Cassidy planejava passar relaxando e tomando um refrigerante bem gelado direto da máquina da lanchonete ao lado da base da mais nova gangue da região: Rebeldes de Deadlock (agora com logotipo e jaquetas!). Depois dos últimos dias selecionando novos membros, carregando suprimentos e destruindo tudo que fazia referência aos Diamondbacks — que se resumia basicamente aos pertences do velho líder, Marco — do esconderijo, Cole precisava daquele merecido descanso.
Não que ele não tenha feito trabalhos mais cansativos, longe disso. Mas se alguma coisa ele aprendeu trabalhando em fábricas e fazendas era que dias de folga eram sagrados.
Pendurando seu chapéu na borda do banco e com a latinha já em mãos, já sentado em uma mesa perto da janela onde podia aproveitar a paisagem desértica da Rota 66, ele atirou na máquina de discos com seu revólver, a qual inundou a lanchonete com o delicado dedilhado do clássico estadunidense “Take me home country roads”.
Aquilo sim que era vida.
O delicioso ‘tchuplec’ do abrir da latinha fez seus lábios se levantarem lentamente em um sorriso. Mas antes que pudesse sentir o doce e ácido sabor do refrigerante, o sininho da porta da lanchonete anunciou a chegada de alguém.
“Cole, a gente precisa fazer umas compras em Fort Starr, vamos”, Ashe, a líder da gangue — e também sua amiga — entrou em seu campo de visão acenando a cabeça em direção à porta.
O sorriso de Cole se desmanchou na mesma velocidade na qual surgiu.
“Agora?”, a preguiça derramava pela sua voz.
“É, agora”, a garota colocou as mãos na cintura. “Precisamos de móveis novos e peças para fazer upgrades nas novas motos”, ela revirou os olhos. “Marco deixava os Diamondbacks trabalhando com lixo, mas eu não vou fazer isso com os Rebeldes.”
“Mas a gente já ia fazer isso amanhã…”, fechou os olhos e franziu o cenho.
“Sim, mas se a gente for hoje, já vamos poder começar a reformar a base amanhã.”
“Mas isso está previsto pra ser feito semana que vem!”, o corpo de Cole recaiu sobre as costas do banco acolchoado. “E é o seu cronograma, Ashe. E hoje nós concordamos em ser nosso dia de folga. Por que não relaxa um pouco?”
Cole estava acostumado a ser chamado para trabalhar nos seus dias de folga e o ódio que sentia dos patrões por causa disso o impulsionava a lutar pelo seu ócio até o final, o que geralmente acabava resultando em sua demissão. Mas ele percebia que as ordens de Ashe não vinham do mesmo lugar de um patrão. Ela queria adiantar um trabalho do qual ela também participava, não sugar a energia dele por lucro, o que, apesar de deixá-lo irritado, não o inflamava da mesma maneira.
Seu dia de folga estava vulnerável.
“Eu gosto de fazer compras pra relaxar”, ela se aproximou, pegando seu chapéu e o colocando na cabeça dele, que sentiu o ambiente ficar mais quente de repente. “É um crime tão grave assim querer que meu amigo me acompanhe?”, ela adicionou, sentando-se ao lado dele e apoiando os cotovelos na mesa. Mas a batalha ainda continuaria. Cole levantou uma sobrancelha, mostrando os dentes, preparando outra abordagem.
“Ah, então isso é sobre a minha companhia?”, o comentário fez Ashe se afastar um pouco no banco.
“Isso é sobre eu precisar de alguém que me leve de carro até lá”, ela rebateu, “e estou oferecendo a minha companhia em troca.”
“Por que não vai de moto?”, o rapaz apoiou o rosto em uma das mãos, mas manteve o tom firme.
“Como eu vou trazer um sofá na moto, Cassidy?”
“E porque não pede ao B.O.B. pra te levar?”
“Ele chama muita atenção”, ela balançou uma das mãos.
“E a Frankie?”
“Ela não sabe dirigir carros”
“Bez?”, a voz de Cassidy saiu fina.
“Eu mal conheço ele!”, e a de Ashe mais fina ainda.
Olhando para a latinha aberta à sua frente, Cassidy deu um longo e lento suspiro. Ela realmente parecia estar sem opções.
Ele sabia que Ashe era viciada em trabalho, mas também entendia a ansiedade de querer terminar uma longa porém finita lista de tarefas. Ainda mais considerando que uma boa impressão em dezenas de desconhecidos estava em jogo.
Ah, a falta que a armadura do ódio fazia!
“Tá bom, vamos relaxar do seu jeito”, ele esperou o sorriso triunfante de Ashe se instalar antes de continuar. “Mas…”, foi a vez dele sorrir, a irritação subindo pelo rosto da moça. “Você vai ter que me prometer que vai aprender a dirigir.”
Se seus sentimentos não assegurariam suas folgas, sua razão iria. Era uma proposta ousada, podendo ser vista até como insubordinação, mas Ashe valorizava eficiência muito mais do que parecia.
“Hum, não seria má ideia ter mais uma motorista de categoria B”, ela considerou, pondo a mão no queixo. “Parece que temos um acordo, Cassidy. Mas… eu não sei se o B.O.B. seria um bom professor.” “Eu mesmo te ensino”, Cole colocou a mão no peito, tendo a vaga impressão de ter visto o rosto da garota se iluminar, mas ela se levantou e foi em direção à porta, apressando-o com impaciência, antes que pudesse ter certeza.
Com uma última olhada para seu refrigerante nunca degustado e ouvindo os últimos acordes da música que chegava ao fim, Cassidy relutou antes de colocar-se de pé e se juntar a Ashe do lado de fora.
-
“Quando você disse que eu teria que aprender a dirigir, eu não pensei que as aulas começariam imediatamente”, ela bateu a porta do lado do motorista da picape preta estacionada na frente da entrada da base da gangue, Cole já ao seu lado no banco do passageiro da frente checando se a marcha estava em ponto morto.
Ela parecia tensa, abaixando a cabeça para ver os pedais abaixo do volante e se sacudindo no banco procurando uma posição de conforto. Cassidy virou o corpo em sua direção.
“Relaxa, você é esperta. Mesmo sendo um carro manual, sei que você vai pegar rápido”, o rapaz sorriu com a tranquilidade de quem acredita plenamente nas próprias palavras. A garota olhava fixamente para o painel, mas ele percebeu seus ombros baixarem um pouco.
“Primeiro a ignição, certo?”, ela tateou o painel. “Onde fica o botão?” Cole conteu um riso.
“Esse carro é bem menos chique do que as Limousines dos seus pais”, ele tirou uma chave do bolso. “A ignição é tradicional.”
“Ah, claro”, ele viu as bochechas dela corarem. “É um modelo vintage.”
“Pode-se dizer que sim.” Ele passou a chave para ela dar a partida na picape e depois esperou pacientemente até que ela terminasse de ajustar os espelhos antes de dar mais instruções.
“Perfeito, agora você precisa ajustar o banco.” Ele pegou na barra de ajuste embaixo de seu assento e assistiu Ashe empurrar e puxar a dela, conseguindo fazê-lo se mover. “Seus pés precisam pressionar os pedais até o fim sem que suas pernas fiquem muito esticadas.”
“Beleza.” Ela puxou o banco um pouco para frente antes de travá-lo novamente. “Acho que assim está bom. Quais pedais fazem o quê?” “O da esquerda é a embreagem, o do meio é o freio e o da direita, o acelerador.” Cole dividiu um espaço imaginário em três seções com as mãos. “A lógica é igual à da moto, você vai pressionar a embreagem até o fim e ir soltando à medida que for acelerando.”
Ashe ficou imóvel, olhando para o volante com intensidade, como se estivesse processando uma informação nova. Cole a observou por um longo silêncio até que a garota pigarreou.
“O primeiro pedal é o quê mesmo?” Ela pressionou os lábios uns contra os outros, parecendo incerta do que fazer.
Ah, não.
“Você não sabe o que é a embreagem, não é?” Cassidy cruzou os braços, reprimindo com toda sua força uma risada ao receber um olhar fuzilante de Ashe. Diferentemente de motorista, a garota era uma excelente atiradora e ele não queria arriscar uma retaliação.
Mas como ela não sabia?! Há poucos meses ela tinha conseguido uma grande reputação por vencer a corrida de motos de Cutthroat Trout…com uma grande ajuda de Frankie que hackeou a pista e as motos dos outros competidores, mas ainda assim! Ela estava voando naquela pista numa moto de 1976 que com certeza não era automática…
Ahhh, não.
“Você nunca trocou a marcha daquela moto! Não é à toa que ela acabou em frangalhos.” Cole pensou alto, fazendo Ashe se armar. Ela abriu a boca, mas antes que pudesse cuspir seu veneno, ele emendou: “O que torna a sua vitória ainda mais impressionante, na verdade! Você tem um equilíbrio excelente!” As sobrancelhas no rosto dela pularam, sua agressividade derretendo como gelo no sol. Cassidy soltou o ar que nem sabia que estava segurando. Bomba desarmada.
“Obrigada.” Ela deu um meio-sorriso sincero. “Anos praticando com o rifle.”
“Anos que valeram a pena.” Ele deu uma piscadinha para ela, que rapidamente virou o rosto de volta para os pedais, parecendo um pouco nervosa. “De qualquer forma”, Cole continuou, “a embreagem é o que você usa pra trocar de marcha, que permitem o carro ou a moto irem mais rápido sem sacrificar o motor. A ideia aqui é você levar o pedal da esquerda até o limite e ir soltando enquanto aperta o da direita devagar.” A garota repetiu as palavras dele entre lábios silenciosos, concentrada em seus próprios movimentos. O carro começou a ir para frente.
E aí deslanchou.
“Eu disse devagaaaaar!”
BUM! Direto na porta de metal.
Ashe e Cassidy desceram do carro, olhando para uma lataria amassada e dois faróis trincados.
“É, parece que agora também teremos que comprar peças de carro em Fort Starr.” Cole estendeu a mão e Ashe lhe passou a chave.
-
Já era noite quando eles voltam para a base, a caçamba e o banco de trás lotados. Eles saltaram do carro danificado e começaram a descarregá-lo.
A tarde de compras não havia sido ruim, mas Ashe passou toda a viagem mais quieta do que o normal. Ela foi em direção à caçamba, segurando um lado do sofá de dois lugares que conseguiram por um preço bem em conta. Cole se posicionou do outro lado e juntos, o levantaram.
“Desculpa.” Ela disse repentinamente, fazendo Cole achar que seus ouvidos estavam alucinando. Elizabeth Caledônia Ashe pedindo desculpas?
“A gente vai deixar ele novinho em folha rapidinho.” Ele carregava o móvel de costas, indo em direção à entrada da base. “Não precisa se estressar com isso.” “Não, se eu tivesse respeitado meu próprio cronograma nós não teríamos ainda mais serviço pra fazer.” Ele não conseguia vê-la por trás do móvel, mas sua voz transbordava arrependimento genuíno. “Eu… tô te devendo outro dia de folga.”
“Taí uma coisa que eu nunca vou recusar!” Eles puseram o sofá na porta amassada do esconderijo da gangue. “Mas escuta, o dia ainda não acabou. Será que o B.O.B. não poderia assumir daqui pra gente ir tomar um refri? A lanchonete ainda tá aberta.” Um sorriso travesso no rosto se formou no rosto do rapaz.
Cassidy se surpreendeu com a expressão esculpida no rosto de Ashe: alívio. A máscara da líder de gangue durona escorregou um pouco, revelando que por trás dela havia uma adolescente precisando muito de um bom descanso. Ou de poder errar sem perder tudo o que tem. Ou só de um amigo para lhe fazer companhia.
De qualquer forma, Cole já estava oferecendo a ela todas essas coisas.
“Eu prefiro um milkshake.” Ashe afiou o olhar e sorriu confiante. “B.O.B.!”
O androide apareceu no mesmo segundo com olhos brilhantes e solícitos, na cabeça o seu novo chapéu que não andava mais sem. Após Ashe dar breves instruções de onde colocar cada porção da carga, os dois jovens entraram na lanchonete deserta, sentando na mesma mesa de antes.
A latinha ainda estava ali, aberta e intocada, contendo um refrigerante quente e sem gás. Não que fosse um grande choque ninguém ter a tirado dali, aquela lanchonete era conhecida pelo atendimento desleixado, mas a cena o fez lembrar daquele momento de tranquilidade que não pôde ser aproveitado como ele queria; mais um dentre tantos em sua vida e que nunca teria a chance de aproveitar.
Ele pensou na sua velha fazenda. Em seus pais e na sua irmã. Das explosões. E aí da solidão, da fome, das brigas de rua, das demissões e…
Cassidy se obrigou a voltar ao presente, soterrando mais uma vez suas lembranças de um passado doloroso. Ele olhou para a lanchonete, observando o vento balançar a vegetação rasteira do lado de fora, ouvindo o som de um copo de vidro sendo posto na mesa.
O pedido de Ashe, um milkshake de chocolate grande, acabara de chegar. Cole, ainda retomando o foco, estava se perguntando por que ela precisava de dois canudos quando a garota pegou a latinha da mesa e jogou o conteúdo no copo, misturando o refrigerante com a batida de leite.
Ela levou os lábios a um dos canudos e provou.
“Ficou bom mesmo sem gás!” Ela colocou o segundo canudo do outro lado do copo e o empurrou para perto do rapaz. “Vaca Preta edição Murcha, por conta da casa”
Ele levou um segundo para processar o propósito do segundo canudo, sentindo uma estranha leveza no peito ao perceber que aquela não era uma sobremesa individual.
Pelo outro canudo, ele tomou a mistura. Estava bem gelada e tinha uma textura encorpada. O gosto doce do refrigerante de cola se sobressaía, com o amargo do chocolate realçando a acidez do pouco do gás que ainda restava que vinha no finalzinho.
“Uma combinação bem interessante!” Ele fez uma careta de aprovação. “Melhor que queijo com goiabada, eu diria.”
“Isso aí eu nunca comi!” A moça virou levemente a cabeça, puxando a taça de volta.
“É uma iguaria de um outro país bem melhor que esse.” Cassidy riu baixinho. “Mas me conta, como você conseguiu correr com a moto tremendo tanto sem cair lá na pista?” “O segredo tá na respiração…” Ela tomou mais um gole da Vaca Preta Murcha antes de devolver o copo a ele e prosseguir aquela conversa que durou horas e mais horas.
Cassidy a ouviu explicar detalhadamente sobre técnicas de relaxamento corporal, bem como a importância delas para ter mira certeira e aparentemente também não cair de uma moto de baixa cilindrada a 100km/h na segunda marcha.
Entre histórias, provocações e risadas, um tipo de conforto incomum se instaurou naquela mesa, o tipo de conforto que se encontra em ceias de Natal, festas de aniversário ou no primeiro gole de um refrigerante bem gelado numa tarde quente.
Cole deixou-se envolver por aquela sensação, tomando um último gole do sorvete de cola enquanto Ashe lhe recomendava playlists de músicas dos anos 80 e 70, tendo posto Rhythm of the Night para tocar na velha máquina de música.
Aquilo sim era vida.
O Ritmo da Noite - Cashe Minific (CassidyXAshe - Overwatch 2)
O ano era 2055, mas a moto era de 1976. Destruída em uma última corrida na qual depois de enfrentar bravamente chamas vindo do chão e projéteis vindo das paredes, a moto fez seu sacrifício final na aterrissagem de um salto arriscado da rampa final, que garantiu a vitória à piloto em cima dela, dando seu último suspiro após deixá-la em segurança na linha de chegada.
Seu destino seria o lixão, se não fosse a piloto, que a resgatou e a levou para um celeiro. Lá, após uma sucessão de caretas pensativas e uma conversa com seu parceiro sobre a moto ter ‘alguma coisa especial que ela não conseguia dizer o quê’, foi onde os dois adolescentes começaram a reformá-la.
Eles acordavam cedo, a garota sendo sempre a primeira a chegar. Ela tinha longos cabelos brancos e uma postura confiante, apesar de claramente não ter experiência com montagem de veículos. Já o rapaz estava sempre vestindo um sorriso esperto no rosto e um chapéu de caubói, geralmente se juntando a ela poucos minutos depois de já ter começado a trabalhar.
“Pode me passar a chave inglesa, Cassidy?”, a moça estendeu a mão, sem tirar o olho da roda traseira. O garoto, que trocava um dos espelhos, voltou-se para a caixa de ferramentas na mesa ao seu lado e lhe passou o que pedira.
“Tá na mão, Ashe”, um flash de um sorriso amistoso passou em seu rosto quando ela respondeu com um ‘valeu’, mas logo deu lugar a um olhar impressionado quando sua atenção se voltou para a moto. “É incrível que ela tenha aguentado tanto tempo sem virar sucata. Qual o ano dela mesmo?”
“Hum, ela é mais velha do que nós dois juntos, mas não consigo ver o ano daqui”, agachada, Ashe tirou o pneu e o fez rolar para longe, deixando a moto apoiada no suporte. Ela se levantou para pegar um novo de uma pilha de peças no canto do celeiro. “Acho que é 1980 ou algo assim.”
Após encaixar o pneu novo, Ashe ergueu o olhar para Cassidy, que ainda admirava a moto como quem admira a estátua de Davi no museu do Louvre.
“Deveria eu deixar vocês dois a sós?”, ela levantou as sobrancelhas e encolheu os lábios, caçoando dele. Cassidy soltou uma risada alta e grave.
“Muita gentileza da sua parte, mas minha admiração por ela é puramente platônica”, ele fez um aceno com seu chapéu. “Mas falando sério, eu só estou pensando em tudo o que ela deve ter vivido”, ele limpou o vidro do espelho novo com a barra da camisa. “O que as pessoas faziam nos anos 80?”
“Uh… B.O.B.?”, Ashe chamou. “Procure o que as pessoas dessa época faziam.”
B.O.B. era o robô mordomo senciente que, até o mês passado, era o único membro da família de Ashe. As coisas estavam sendo bem diferentes desde que formou sua pequena ‘gangue’, que nada mais era do que 4 adolescentes, Cassidy sendo um deles, interessados em fazer muito dinheiro ao recuperar e dividir a herança que Ashe perderia quando completasse 18 anos.
O android estava sentado na porta do celeiro de frente para eles, um tanto distraído. Seus olhos iluminaram subitamente quando ela disse seu nome.
Silêncio.
“Ano 1980, B.O.B.”, Ashe puxou a barra da camisa de Cassidy para limpar as mãos cheias de poeira. “E você, limpe os espelhos com o paninho de microfibra em cima da mesa, não com a sua camisa suada.”
“Com ela suja desse jeito, nem tem mais como”, o garoto disse casualmente, embora transparecesse um pouco de irritação na sua voz.
“Ótimo! Assim você usa o paninho!”, ela abriu um sorriso falsamente inocente. Cassidy balançou a cabeça, sem conseguir conter um sorriso também.
Movendo-se em direção à mesa, o garoto foi para o chão quando uma sucessão de sons energéticos começou a sair do alto falante de B.O.B. Ashe deu um pulo, quase derrubando a moto, também sendo pega de surpresa.
Aquilo era… música?
Pela câmera holográfica, ele mostrava uma capa de álbum com cinco pessoas com “DeBarge - Rhythm of the Night” escrito logo abaixo, seguido do ano “1985”.
O som era de um baixo cheio de ‘groove’ que segundos depois foi enriquecido pela melodia de um sintetizador.
Ainda com os corações acelerados, os jovens voltaram toda a sua atenção para as palavras que a voz suave do vocalista cantava. Cassidy começou a acompanhar o ritmo com a cabeça e Ashe com um dos pés. Eles trocaram um olhar intrigado e um tanto cômico. B.O.B. estava impassível, reproduzindo a música como um mensageiro trazendo importantes notícias.
“Isso quer dizer que as pessoas dos anos 80… saíam à noite pra dançar?”, ele levantou uma sobrancelha para ela, que levantou os ombros em resposta.
“Acho que sim”, Ashe olhou para a moto, cruzando os braços e rindo baixinho. “É, parece que essa garota aqui se divertiu muito na juventude.”
Poderia ser impressão dela ou só efeito da luz, mas a crenagem da moto parecia estar um pouco mais brilhosa, fazendo a moto parecer um pouco mais jovem e menos detonada. Ashe sentiu seus lábios formando um meio sorriso que sumiu quando percebeu a mão estendida de Cassidy em sua direção.
“Me concede esta dança?”, seu sorriso era brincalhão, mas seus olhos a miravam intensamente. “Em homenagem a ela?”, ele gesticulou para a moto com o outro braço.
Os olhos da moça se arregalaram de surpresa e ela deu uma risada nervosa.
“Ah, não, eu não danço”, ela balançou as mãos de um lado para o outro, seu rosto levemente corado. “Eu nunca consegui decorar os passos”, acrescentou com uma voz séria, olhando para trás para esconder seu rosto quente.
“Só se solta, Ashe”, o rapaz levantava um ombro de cada vez no ritmo da música. “Esquece o que tá perturbando a sua cabeça e balança o corpo como o cara tá cantando!”
“Não”
“Ah, você vai mesmo desapontar a moto desse jeito?”, ele deslizou ao encontro do seu rosto com uma expressão de desafio. “E se ela ficar triste e a gente nunca conseguir consertá-la por causa disso?”
“Você me chamou pra dançar, não a moto”, ela cruzou os braços e fechou a cara. “Não é ela quem estou decepcionando.”
“Tem razão, você está me decepcionando”, ele colocou uma mão no peito com uma péssima atuação de dor. “Mas tudo bem, eu sei que você não tem muita prática com diversão”, esnobou e deu as costas para ela, ainda dançando.
Ashe o segurou pelo ombro.
“Não me subestime, Cassidy”, havia determinação na sua voz e em seus olhos.
A música subiu o tom. O garoto se virou e uniu uma das mãos com a dela, levando a outra até sua escápula. Ashe acompanhou seus passos com perfeição enquanto o encarava com o que parecia ser uma mistura de raiva e concentração até que Cassidy a soltou e levantou o braço, fazendo-a girar.
Ashe se soltou dele e parou, visivelmente impressionada com seus próprios instintos.
“Ei, você é boa nisso!”, ele elogiou com sinceridade.
“Você também não é ruim”, ela retribuiu o gesto, a tensão finalmente deixando seu corpo e balançando na batida contagiante.
Uma sessão de ‘lalalas’ tomou o celeiro, embalando os jovens na mais pura magia do Disco. O volume foi aos poucos descendo e B.O.B. desligou o holograma que mostrava a capa do álbum.
Cansados e suados, Ashe e Cassidy trocaram um sorriso animado enquanto recuperavam o fôlego. A garota virou a cabeça para a moto, e depois para B.O.B.
“Qual o ano de fabricação dessa moto, B.O.B.?”
O android se aproximou do chassi e escaneou o código, mostrando o número ‘1976’ pela mesma tela holográfica de antes.
“Ih, rapaz, ela é ainda mais antiga!”, Cassidy estava se abanando com o chapéu. “Mas diz aí, B.O.B., o que as pessoas faziam nos anos 70?”
In my very much not humble opinion, the Ultrawatch Cassidy and Calamity Empress Ashe skin is a super sentai themed Cashe au. Enemies to lovers except it’s super hero x villainess type best do we see the vision chat
I never though I'd be on tumblr again. Shipping is really powerful. Anyway, have some Cashe.
headcanon time!!!! cassidy is actually pretty good at drawing and used to carry a journal with him. and most of those pages are mostly ashe... dva makes fun of him for it lol